NOVO TERMINAL DE CARGAS AÉREAS AVANÇA EM VITÓRIA DA CONQUISTA

O Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, deu mais um passo para ampliar sua infraestrutura logística. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) concedeu a licença ambiental que autoriza a implantação e a operação de um novo Terminal de Cargas Aéreas (TECA). A autorização foi publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia na última sexta-feira (17) e terá validade até 2029.

O empreendimento contará com uma área de aproximadamente 747,5 metros quadrados e capacidade para armazenar até 162 toneladas de cargas. O terminal será instalado nas proximidades da BR-116, na região do distrito de Iguá. Até o momento, a concessionária responsável pela administração do aeroporto não informou quando as obras serão iniciadas ou concluídas.

A nova estrutura representa um avanço para a logística do sudoeste baiano e poderá ampliar a capacidade de movimentação de mercadorias na região.

IMPACTOS PARA O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS

A implantação do terminal também deve trazer reflexos positivos para o transporte rodoviário de cargas. Como o modal aéreo depende do caminhão para a coleta e a distribuição das mercadorias, a expectativa é de aumento na movimentação de veículos que farão a ligação entre o aeroporto, centros de distribuição, indústrias e empresas da região.

Além de fortalecer a integração entre os modais rodoviário e aéreo, o novo terminal poderá gerar novas oportunidades para transportadoras que atuam na distribuição regional, principalmente no transporte de cargas de maior valor agregado ou que exigem entregas rápidas.

Outro diferencial é a localização estratégica do empreendimento, próximo à BR-116, um dos principais corredores logísticos do país. A proximidade com a rodovia deve facilitar o acesso ao terminal, reduzir o tempo de deslocamento das cargas e tornar as operações mais eficientes para empresas que atendem Vitória da Conquista e municípios vizinhos.

CARGAS AINDA SÃO TRANSPORTADAS EM VOOS COMERCIAIS

Atualmente, o Aeroporto Glauber Rocha não conta com voos exclusivos para aeronaves cargueiras. O transporte de mercadorias é realizado nos compartimentos de carga das aeronaves que operam voos de passageiros.

De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o aeroporto movimentou 289,3 toneladas de cargas pagas e correspondências no primeiro semestre de 2026.

Desde o segundo semestre de 2024, a Latam Cargo passou a operar o transporte de cargas utilizando aeronaves que fazem a ligação com o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Além da Latam, as companhias Gol e Azul também realizam o envio de mercadorias por meio de seus voos comerciais.

NOVA ESTRUTURA PODE ATRAIR OPERAÇÕES CARGUEIRAS

A construção do Terminal de Cargas Aéreas também reacende a expectativa pela implantação de voos dedicados exclusivamente ao transporte de mercadorias em Vitória da Conquista.

Em 2022, a Gol chegou a anunciar a intenção de operar aeronaves cargueiras na cidade, mas o projeto não foi levado adiante. Posteriormente, a companhia direcionou sua operação de carga para Salvador.

Com a futura estrutura de armazenagem e movimentação de cargas, o aeroporto passa a oferecer melhores condições para receber operações logísticas mais robustas, fortalecendo a integração entre os modais e contribuindo para o desenvolvimento econômico da região sudoeste da Bahia.

PROGRAMA DESPOLUIR ULTRAPASSA 5,3 MILHÕES DE INSPEÇÕES E REFORÇA A SUSTENTABILIDADE NO TRANSPORTE

Criado para incentivar práticas mais sustentáveis no transporte rodoviário, o Programa Despoluir atingiu um marco histórico ao superar 5,3 milhões de avaliações ambientais em veículos movidos a diesel. Prestes a completar 19 anos de atuação, a iniciativa amplia seu papel no setor ao utilizar as informações coletadas para apoiar empresas na gestão das frotas e fornecer subsídios para estudos e políticas públicas voltadas à mobilidade sustentável.

Desde o lançamento, em julho de 2007, o programa evoluiu de uma ação voltada exclusivamente ao controle das emissões para uma plataforma de apoio técnico aos transportadores. Além de monitorar o desempenho ambiental dos veículos, o Despoluir orienta empresários e motoristas sobre manutenção preventiva, eficiência operacional e redução do consumo de combustível.

Atualmente, a iniciativa está presente em todo o território nacional por meio de uma rede formada por 24 federações do transporte e 115 unidades de atendimento, que realizam os serviços diretamente em empresas, centros logísticos e pontos estratégicos das rodovias.

Em 2025, foram realizadas mais de 434 mil avaliações ambientais, contemplando aproximadamente 232 mil veículos e beneficiando 12.208 transportadores, entre empresas e caminhoneiros autônomos. Ao longo de sua trajetória, o programa já prestou atendimento a mais de 55 mil transportadores, considerando pessoas físicas e jurídicas.

SERVIÇOS AUXILIAM NA REDUÇÃO DE CUSTOS E NA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Entre as principais atividades oferecidas está a Avaliação Veicular Ambiental (AVA), que verifica o nível de emissão de poluentes dos motores a diesel. A inspeção permite identificar problemas na combustão e orientar correções que ajudam a reduzir emissões, melhorar o rendimento do veículo e diminuir o consumo de combustível.

Outra frente de atuação é a Avaliação da Qualidade do Diesel (AQD), responsável por analisar se o combustível utilizado atende às especificações exigidas. O procedimento também contribui para prevenir danos mecânicos e evitar o aumento da emissão de poluentes.

Desde que esse serviço foi implantado, o programa já analisou 3.705 amostras de diesel, sendo a maior parte referente ao diesel S-10, combustível que possui menor teor de enxofre e gera menor impacto ambiental.

INFORMAÇÕES PASSAM A APOIAR A GESTÃO DO SETOR

Com milhões de registros acumulados ao longo de quase duas décadas, o Despoluir inicia uma nova fase baseada na digitalização dos processos e no uso de ferramentas de análise de dados. A proposta é transformar o banco de informações gerado pelas avaliações em uma fonte de inteligência para transportadores, entidades do setor e gestores públicos.

A estratégia inclui a integração das bases de dados, automação de processos e ampliação do uso de plataformas de Business Intelligence (BI), permitindo análises mais precisas sobre o comportamento da frota nacional e contribuindo para decisões relacionadas à eficiência operacional e à sustentabilidade.

De acordo com a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, a evolução tecnológica permitirá que o conhecimento acumulado pelo programa seja utilizado não apenas para acompanhar indicadores ambientais, mas também para fortalecer a competitividade das empresas e apoiar a formulação de políticas públicas voltadas ao transporte.

IBOVESPA FECHA EM LEVE QUEDA ENQUANTO MERCADO ACOMPANHA CENÁRIO POLÍTICO E MOVIMENTO DO PETRÓLEO

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira com leve recuo de 0,20%, aos 173.371,35 pontos, em um dia marcado por oscilações ao longo da sessão e baixa movimentação no mercado. Apesar das variações, o principal índice da Bolsa brasileira permaneceu próximo da estabilidade durante grande parte do dia.

No mercado de câmbio, o dólar comercial registrou queda de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,089. Já os contratos futuros de juros fecharam com predominância de altas ao longo da curva.

Com o encerramento da Copa do Mundo e o início do recesso parlamentar, investidores passaram a concentrar atenção no cenário político brasileiro, especialmente nas movimentações relacionadas às eleições presidenciais de outubro. O mercado acompanha pesquisas eleitorais e avalia os possíveis reflexos do resultado das urnas sobre a economia e os ativos financeiros.

Outro fator observado pelos agentes financeiros foi a divulgação do Boletim Focus. O relatório mostrou nova redução nas projeções para a inflação de 2026, embora as estimativas permaneçam acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.

No cenário internacional, as bolsas europeias encerraram o dia em alta, favorecidas pela redução momentânea dos preços do petróleo. Entretanto, a commodity voltou a subir após novas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, elevando novamente as preocupações sobre possíveis impactos na oferta global de energia.

Analistas do Goldman Sachs mantiveram suas estimativas para o petróleo Brent em US$ 80 por barril ao final de 2026 e US$ 75 em 2027. A instituição ressalta, porém, que uma escalada do conflito no Oriente Médio poderá provocar novas altas na cotação da commodity.

Na Bolsa brasileira, a queda das ações da Vale influenciou negativamente o desempenho do Ibovespa. Os papéis da mineradora recuaram 1,38%, acompanhando a desvalorização do minério de ferro no mercado internacional.

Por outro lado, as ações da Petrobras avançaram 0,61%, impulsionadas pela recuperação dos preços do petróleo. O setor bancário também apresentou desempenho positivo, com altas registradas por Bradesco, Itaú Unibanco e Santander. O Banco do Brasil foi exceção e encerrou o pregão em baixa.

Entre as empresas do varejo, o desempenho foi predominantemente negativo. Assaí apresentou uma das maiores quedas do dia, enquanto as ações das Lojas Renner também encerraram a sessão em baixa.

Para os próximos dias, a agenda econômica traz poucos indicadores relevantes. Entre os destaques estão dados do mercado de trabalho no Reino Unido e informações sobre a atividade econômica da Alemanha, que poderão influenciar o comportamento dos mercados internacionais.

REFORMA TRIBUTÁRIA DEVE IMPULSIONAR LOCAÇÃO DE CAMINHÕES A PARTIR DE 2027

A locação de caminhões pode ganhar ainda mais espaço no transporte rodoviário de cargas nos próximos anos. A avaliação é da Addiante, empresa especializada no aluguel de caminhões, implementos rodoviários e máquinas, que aposta na reforma tributária e nas recentes mudanças regulatórias do setor como fatores que devem estimular transportadoras e embarcadores a repensarem a forma como administram suas frotas.

Segundo o diretor comercial da companhia, Silvio Campos, o novo sistema tributário, aliado ao cenário de juros elevados e ao aumento da fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo do frete, tende a incentivar empresas a reduzir investimentos em ativos próprios e buscar alternativas mais flexíveis para suas operações.

Na visão do executivo, a implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributos criados pela reforma tributária para substituir impostos como PIS, Cofins, ICMS e ISS, fará com que empresas revisem toda a cadeia logística em busca de maior eficiência e melhor aproveitamento de créditos tributários.

EMPRESAS REAVALIAM MODELO OPERACIONAL

Além dos impactos tributários, a companhia afirma que vem registrando aumento no interesse de grandes embarcadores em avaliar modelos próprios de transporte. Nesse cenário, a locação surge como uma alternativa entre manter uma frota própria e contratar transportadoras terceirizadas.

De acordo com Campos, esse movimento ganhou força após o reforço na fiscalização relacionada ao piso mínimo do frete, levando empresas a analisarem novos formatos para reduzir custos e aumentar o controle operacional.

EXPECTATIVA É DE CRESCIMENTO A PARTIR DE 2027

Apesar das perspectivas positivas para os próximos anos, a Addiante acredita que 2026 deverá encerrar com desempenho semelhante ao registrado no ano anterior. Conforme a empresa, os resultados do primeiro semestre ficaram praticamente estáveis em relação ao mesmo período de 2025.

Na avaliação da companhia, o programa Move Brasil, que ampliou o acesso ao crédito para renovação de frota, teve impacto limitado sobre o mercado de locação. Segundo Campos, os principais beneficiados foram pequenas e médias empresas, sem provocar mudanças estruturais na demanda pelo aluguel de veículos.

A expectativa é que a procura pelo modelo cresça a partir de 2027, quando os efeitos da reforma tributária começarem a influenciar de forma mais direta o planejamento financeiro das empresas do setor.

TECNOLOGIA E TELEMETRIA FAZEM PARTE DA ESTRATÉGIA

Para acompanhar esse movimento, a Addiante afirma ter investido em soluções voltadas ao monitoramento das operações. Todos os veículos da empresa são acompanhados por sistemas de telemetria, que permitem controlar indicadores como consumo de combustível, disponibilidade da frota e manutenção preventiva.

A companhia também desenvolveu uma plataforma capaz de integrar informações de diferentes fornecedores em uma única central de monitoramento, facilitando a análise do desempenho operacional dos veículos administrados.

MERCADO AINDA TEM ESPAÇO PARA CRESCER

Criada em 2022 por meio de uma parceria entre Gerdau e Randoncorp, a Addiante administra atualmente mais de 4,2 mil ativos, entre caminhões, implementos rodoviários e máquinas, sendo aproximadamente metade composta por caminhões.

Desde o início das operações, a empresa informa ter investido mais de R$ 1,3 bilhão na expansão de sua estrutura.

Segundo a companhia, o mercado brasileiro de locação de caminhões ainda apresenta grande potencial de crescimento. Atualmente, cerca de 10% dos caminhões comercializados no país são destinados às locadoras. Em mercados mais consolidados, como Estados Unidos e Europa, essa participação varia entre 25% e 30%.

A expectativa da empresa é que, nos próximos cinco anos, o Brasil alcance uma participação entre 20% e 25%, impulsionada pela profissionalização das transportadoras, pela busca por maior eficiência financeira e pelas mudanças tributárias e regulatórias previstas para o setor.

IPTC APONTA IMPACTOS DA NOVA TABELA DE FRETE E ALERTA PARA AUMENTO DOS CUSTOS NO TRANSPORTE

O Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC) divulgou uma análise técnica sobre a nova tabela dos pisos mínimos de frete, destacando que as alterações promovidas podem elevar os custos das operações de transporte rodoviário de cargas e gerar reflexos para transportadoras, embarcadores e contratantes de frete.

De acordo com o instituto, a atualização da tabela incorpora mudanças previstas na legislação e amplia a responsabilidade dos contratantes quanto ao cumprimento dos valores mínimos estabelecidos. A avaliação é de que as empresas precisarão revisar contratos, custos operacionais e processos internos para garantir conformidade com as novas exigências.

Entre os pontos analisados pelo IPTC está o impacto financeiro das novas regras em diferentes tipos de operação. Segundo o instituto, segmentos que trabalham com margens reduzidas podem sentir de forma mais intensa o aumento dos custos logísticos, especialmente em operações de longa distância e cargas com menor valor agregado.

O estudo também chama atenção para a necessidade de planejamento por parte das transportadoras. A recomendação é que as empresas acompanhem atentamente as atualizações da tabela de frete e avaliem seus contratos comerciais para evitar desequilíbrios financeiros e possíveis autuações decorrentes do descumprimento da legislação.

Outro aspecto destacado pelo IPTC é que o piso mínimo do frete continua sendo um instrumento obrigatório nas contratações abrangidas pela Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Dessa forma, o instituto reforça que tanto transportadores quanto embarcadores devem observar os critérios estabelecidos pela regulamentação vigente ao negociar os serviços de transporte.

Na avaliação apresentada, o cenário exige maior atenção à gestão de custos e à negociação entre as partes, uma vez que alterações na tabela podem influenciar diretamente a formação do preço do frete e o equilíbrio econômico das operações logísticas.

ARLA 32 DE PROCEDÊNCIA DUVIDOSA PODE DANIFICAR COMPONENTES DO SISTEMA DE EMISSÕES

A utilização de Arla 32 sem procedência comprovada continua sendo um dos principais riscos para caminhões equipados com sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR). Embora o preço mais baixo possa parecer vantajoso, especialistas alertam que o uso de um produto adulterado pode gerar prejuízos elevados, comprometer componentes do veículo e até interromper a operação da frota.

Segundo Gilles-Laurent Grimberg, especialista da Actioil, o problema não necessariamente aumentou nos últimos anos, mas ganhou mais visibilidade devido ao fortalecimento da fiscalização e ao crescimento da frota equipada com tecnologia SCR.

“Quanto maior o número de veículos que utilizam Arla 32, maior também o interesse de fabricantes clandestinos em explorar esse mercado”, explica.

O que caracteriza um Arla 32 adulterado?

As irregularidades podem ocorrer de diversas formas. Entre as mais comuns estão a diluição do produto com água, o uso de água que não passou pelo processo adequado de desmineralização e a utilização de ureia incompatível com as especificações exigidas para aplicações automotivas.

Além disso, falhas durante a fabricação, armazenamento ou transporte também podem comprometer a qualidade do reagente.

Como o sistema SCR trabalha com uma solução altamente controlada, pequenas alterações na composição já são suficientes para afetar seu desempenho.

Sistema de emissões pode sofrer danos em vários componentes

Quando o reagente apresenta impurezas ou concentração inadequada, o processo de redução dos óxidos de nitrogênio (NOx) deixa de ocorrer corretamente. Com o tempo, resíduos se acumulam no sistema e provocam falhas em diferentes componentes.

Entre as peças mais suscetíveis aos danos estão:

bomba do Arla 32;
filtros;
módulo dosador;
injetor;
sensores de NOx;
sensores de temperatura;
catalisador SCR.

Ao identificar falhas, a central eletrônica pode reduzir automaticamente a potência e o torque do caminhão para proteger o conjunto mecânico.

Alertas no painel não devem ser ignorados

Antes que os danos se tornem mais severos, o veículo costuma apresentar alguns sinais de que há problemas no sistema de pós-tratamento.

Os sintomas mais frequentes incluem:

luz de advertência do sistema de emissões;
mensagens de erro relacionadas ao SCR ou ao Arla 32;
perda de desempenho;
consumo irregular do reagente;
falhas recorrentes registradas pela eletrônica do veículo.

De acordo com Grimberg, insistir em continuar a viagem sem investigar a origem desses alertas pode agravar significativamente o problema.

Um único abastecimento pode gerar prejuízos elevados

Mesmo um único abastecimento com produto contaminado pode comprometer o funcionamento do sistema, principalmente quando há presença de óleo, diesel, minerais ou outras substâncias inadequadas.

Dependendo da gravidade da contaminação, pode ser necessária a substituição de diversos componentes, como sensores, bomba, módulo dosador, injetores e até do catalisador.

Segundo o especialista, em situações mais graves o custo do reparo pode representar entre 25% e 30% do valor do caminhão.

Além do impacto financeiro, a paralisação do veículo compromete prazos de entrega, reduz a produtividade da frota e aumenta os custos operacionais da transportadora.

Como reduzir os riscos na compra

Para evitar problemas, a recomendação é adquirir Arla 32 apenas de empresas confiáveis e exigir nota fiscal da compra.

Também é importante verificar informações como fabricante, número do lote, prazo de validade e as condições da embalagem. Outra orientação é confirmar se o produtor possui registro regular junto ao Inmetro.

Segundo Grimberg, preços muito abaixo da média de mercado merecem atenção, especialmente quando não há informações que garantam a rastreabilidade do produto.

Armazenamento também influencia a qualidade

Mesmo quando o Arla 32 é original, a forma de armazenamento pode comprometer suas características.

O produto deve permanecer protegido da luz solar, em ambiente ventilado, dentro do prazo de validade e acondicionado em recipientes próprios, livres de resíduos de óleo, diesel, poeira ou qualquer outro contaminante.

Temperaturas elevadas também aceleram a degradação da solução e podem alterar sua composição química.

O que fazer em caso de suspeita

Caso haja suspeita de abastecimento com Arla 32 adulterado, a orientação é interromper imediatamente a utilização do produto e procurar uma oficina especializada antes de continuar a operação.

Também é recomendável guardar a nota fiscal, a embalagem, o número do lote e, sempre que possível, uma amostra do reagente para eventual análise.

A ocorrência pode ser comunicada ao fornecedor e registrada junto ao Inmetro ou ao Instituto de Pesos e Medidas (IPEM) do estado.

O especialista também reforça que remover ou modificar o sistema SCR para eliminar o uso de Arla 32 é uma prática proibida. Além das penalidades administrativas, a alteração pode resultar em multas, apreensão do veículo e responsabilização por crime ambiental.