por Setceb | jun 10, 2026 | Uncategorized
O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que eventuais adequações necessárias para o setor de transporte rodoviário de cargas, em razão da revisão das normas relacionadas à jornada e às escalas de trabalho, poderão ser implementadas por meio de regulamentações específicas e negociações coletivas com a categoria.
Durante participação no programa da EBC, o ministro destacou que o transporte de cargas possui uma legislação própria, com regras já consolidadas para os motoristas profissionais. Por esse motivo, a expectativa é de que as mudanças atualmente em debate não provoquem impactos diretos sobre os caminhoneiros.
Segundo Santoro, caso surjam necessidades de adaptação ao novo cenário, o governo poderá promover ajustes por meio de regulamentações complementares ou acordos firmados entre empregadores e trabalhadores do setor.
O ministro explicou ainda que os possíveis reflexos das alterações tendem a atingir principalmente embarcadores e operadores logísticos, sem afetar de forma significativa a rotina dos motoristas. Mesmo assim, ressaltou que o governo acompanha as discussões de perto e permanece aberto à adoção de medidas que respeitem as particularidades da atividade de transporte rodoviário de cargas.
Na avaliação de Santoro, o período de transição previsto para a entrada em vigor das novas regras deverá proporcionar tempo suficiente para que empresas e profissionais se adaptem gradualmente às mudanças. Ele acredita que o processo ocorrerá de maneira organizada, sem comprometer a eficiência das operações de transporte no país.
por Setceb | jun 10, 2026 | Uncategorized
O Congresso Nacional instalou a comissão mista responsável por analisar a Medida Provisória nº 1.343/2026, que amplia os mecanismos de fiscalização da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. A definição do colegiado marca mais uma etapa na tramitação de uma proposta que tem impacto direto sobre transportadores, embarcadores e caminhoneiros autônomos.
Durante a instalação da comissão, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) foi escolhido como vice-presidente do colegiado. A relatoria ficará a cargo do deputado Zé Trovão (PL-SC), enquanto o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) exercerá a função de relator revisor. A presidência da comissão será indicada pelo Senado Federal.
Publicada pelo governo federal em março, a MP busca fortalecer o cumprimento do piso mínimo do frete e ampliar o controle das operações de transporte rodoviário de cargas. Entre as medidas previstas está a obrigatoriedade do registro das viagens por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), reunindo informações sobre contratante, transportador, origem, destino da carga e valor do frete.
Na prática, o sistema impede a emissão do CIOT quando a operação apresentar remuneração abaixo dos valores estabelecidos pela legislação, criando um mecanismo eletrônico de fiscalização e aumentando a rastreabilidade das contratações.
A medida provisória também endurece as penalidades para empresas e contratantes que descumprirem as regras. As sanções incluem multas mais elevadas, suspensão temporária das atividades e até o cancelamento do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) em situações de reincidência, além de punições relacionadas à divulgação de ofertas de frete com valores inferiores ao piso legal.
Para o setor de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), a discussão da MP é acompanhada com atenção, já que as mudanças podem alterar procedimentos operacionais, integrações tecnológicas e a forma de contratação dos serviços de transporte em todo o país.
A comissão mista será responsável por analisar o texto e apresentar um parecer antes da votação pelo Congresso Nacional. A medida provisória precisa ser apreciada pelos parlamentares até 16 de julho, prazo após o qual perderá a validade caso não seja convertida em lei.
por Setceb | jun 10, 2026 | Uncategorized
A insegurança nas rodovias, os crimes cibernéticos e a atuação do mercado ilegal têm aumentado significativamente os custos operacionais da indústria brasileira, contribuindo para o agravamento do chamado Custo Brasil. É o que aponta uma pesquisa inédita realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que ouviu 1.003 executivos de empresas de diferentes portes entre março e abril de 2026.
De acordo com o levantamento, 62% das indústrias afirmam que os gastos relacionados à proteção do transporte de cargas impactam diretamente seus custos finais. Além disso, 45% dos entrevistados relatam que os investimentos em segurança de forma geral acabam refletindo no preço dos produtos, enquanto 81% entendem que a insegurança é um fator relevante para o aumento do Custo Brasil. Estimativas anteriores da entidade indicam que os prejuízos provocados pela criminalidade superam R$ 107 bilhões anuais para o setor industrial.
Os resultados serão apresentados durante audiência pública promovida pela Comissão Externa sobre Pirataria da Câmara dos Deputados, que discutirá ações de enfrentamento à pirataria, ao contrabando, ao descaminho e à evasão fiscal. Segundo o coordenador da comissão, deputado Júlio Lopes, grande parte dos crimes registrados no país possui motivação econômica, provocando perdas de recursos públicos e prejudicando a competitividade da indústria nacional.
No transporte rodoviário, um em cada cinco estabelecimentos industriais informou ter sido vítima de roubo ou furto de cargas nos últimos cinco anos. A maior parte dos casos ocorreu diretamente nas estradas, concentrando 68% das ocorrências. Entre os produtos mais visados pelos criminosos estão fios e cabos, ferramentas, além de máquinas e equipamentos utilizados na produção industrial. Apenas uma pequena parcela dos empresários percebeu melhora nas condições de segurança nesse período.
O ambiente digital também tem gerado preocupação. A pesquisa mostra que cerca de 17% das empresas sofreram algum tipo de incidente cibernético nos últimos cinco anos, incluindo vazamento de informações e sequestro de sistemas. Entre as organizações afetadas, 30% registraram prejuízos financeiros decorrentes de fraudes ou pagamento de resgates. Para reduzir os riscos, a maioria das indústrias adota medidas como backups periódicos, softwares de proteção, políticas de controle de acesso, capacitação de funcionários e contratação de especialistas em segurança da informação.
Para a CNI, os ataques virtuais representam uma ameaça crescente, com potencial para causar impactos financeiros, interrupções operacionais, danos à imagem corporativa e até consequências legais.
O estudo também aponta que a insegurança favorece a circulação de produtos de origem ilícita e fortalece o mercado informal. Mais da metade dos entrevistados acredita que esse cenário contribui para a expansão do comércio ilegal, enquanto cerca de um terço avalia que os efeitos negativos sobre a competitividade empresarial são elevados.
Entre as principais reivindicações do setor produtivo ao poder público estão o reforço do policiamento em regiões industriais e o aumento da segurança nas rodovias e nas operações de transporte de cargas. Os entrevistados também defendem o fortalecimento dos órgãos de segurança pública, da Polícia Federal e da Receita Federal.
Na avaliação da CNI, investir em segurança patrimonial, logística e proteção de dados tornou-se uma necessidade estratégica para as empresas, não apenas para preservar vidas e ativos, mas também para reduzir perdas operacionais, proteger informações sensíveis e minimizar danos à reputação dos negócios.
por Setceb | jun 9, 2026 | Uncategorized
O Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC) estará no centro das discussões do setor no próximo dia 23 de junho, em Brasília (DF). A NTC&Logística participará do 1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas, iniciativa que reunirá representantes do poder público, entidades de classe e empresários para debater os desafios e as oportunidades das operações internacionais.
Promovido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em parceria com o Sistema Transporte, a NTC&Logística, a ABTI e outras instituições representativas, o evento busca fortalecer o diálogo sobre temas que impactam diretamente a competitividade do transporte brasileiro no comércio exterior.
A programação abordará assuntos estratégicos para o setor, como integração logística entre os países da América do Sul, modernização regulatória, facilitação das operações de fronteira, desenvolvimento de corredores internacionais de transporte e aprimoramento dos processos voltados ao comércio exterior.
Para o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), a discussão é considerada essencial. O modal desempenha papel fundamental na movimentação de mercadorias entre o Brasil e os países vizinhos, conectando cadeias produtivas e contribuindo para o fluxo de exportações e importações.
Segundo o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o encontro representa uma oportunidade para ampliar o debate sobre medidas que fortaleçam a atividade. Para ele, o transporte internacional é um importante instrumento de integração econômica e de desenvolvimento das cadeias produtivas.
O vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da entidade, Danilo Guedes, destaca que a cooperação entre governos, empresas e entidades é indispensável para superar desafios operacionais e regulatórios. Na avaliação do dirigente, a troca de experiências e o alinhamento entre os diferentes atores do setor podem contribuir para operações mais eficientes e seguras.
Associada à International Road Transport Union (IRU) desde 1970, a NTC&Logística acompanha de forma permanente as pautas ligadas ao transporte internacional, atuando em temas relacionados à competitividade e ao desenvolvimento do setor.
Em um cenário de expansão do comércio exterior e crescente necessidade de integração logística, iniciativas como o TRIC reforçam a importância do transporte rodoviário internacional para a economia brasileira e para o fortalecimento das relações comerciais com os países da região.
Serviço
1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC 2026)
Data: 23 de junho de 2026
Local: Brasília (DF)
por Setceb | jun 9, 2026 | Uncategorized
A renovação da frota do transporte rodoviário de cargas e passageiros ganhou ritmo acelerado nas primeiras semanas do Move Brasil 2. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que o programa BNDES Mais Mobilidade já aprovou R$ 6,6 bilhões em financiamentos apenas cinco dias após a abertura do recebimento das propostas.
O volume representa 31,2% dos R$ 21 bilhões disponibilizados pela iniciativa, criada pelo governo federal para estimular a modernização da frota brasileira de caminhões, ônibus e implementos rodoviários, fortalecendo a eficiência e a competitividade do setor de transporte.
Segundo o banco, R$ 3,1 bilhões já foram efetivamente contratados, com quase R$ 300 milhões desembolsados, distribuídos em aproximadamente 4,9 mil operações realizadas em 1.056 municípios brasileiros.
Para o transporte rodoviário de cargas (TRC), os números demonstram uma forte movimentação das empresas em busca de veículos mais modernos, econômicos e alinhados às exigências ambientais e operacionais do mercado. A renovação da frota contribui para reduzir custos com manutenção, aumentar a disponibilidade dos caminhões e melhorar a eficiência logística.
A maior parte dos recursos aprovados ficou concentrada nas transportadoras. De acordo com o BNDES, as empresas do setor responderam por R$ 6,58 bilhões em financiamentos, distribuídos em cerca de 4,8 mil operações. Já os transportadores autônomos contrataram aproximadamente R$ 43,8 milhões, por meio de 104 operações.
O programa contempla o financiamento de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, oferecendo condições diferenciadas para empresas, cooperativas e caminhoneiros autônomos.
Renovação de frota impulsiona o transporte de cargas
A velocidade das contratações reforça uma expectativa já manifestada por representantes da indústria de veículos pesados. O setor vinha alertando que a procura pelos recursos poderia ser intensa, especialmente em um cenário de juros elevados, no qual linhas de crédito com condições especiais se tornam decisivas para a renovação da frota.
Para o TRC, a modernização dos veículos tem impacto direto sobre a produtividade das operações. Caminhões mais novos costumam apresentar melhor desempenho energético, menor índice de paradas para manutenção e maior confiabilidade para atender às demandas do agronegócio, da indústria e do comércio.
Além disso, a substituição gradual da frota contribui para elevar os padrões de segurança nas rodovias e reduzir as emissões de poluentes, acompanhando a tendência de modernização do setor logístico brasileiro.
Recursos podem acabar antes do prazo final
Embora o prazo para protocolo das operações permaneça aberto até 28 de agosto, o próprio BNDES informou que o programa poderá ser encerrado antecipadamente caso a dotação orçamentária seja totalmente utilizada.
Com quase um terço dos recursos já comprometidos em menos de uma semana, cresce a expectativa de que empresas transportadoras e caminhoneiros interessados em renovar seus veículos antecipem suas decisões de investimento para garantir acesso às condições oferecidas pelo programa.
As linhas de financiamento contam com taxas próximas de 13% ao ano e prazos que podem chegar a 120 meses, dependendo do perfil do beneficiário. Para transportadores autônomos e cooperados, o programa também permite a aquisição de caminhões seminovos fabricados a partir de 2012 e enquadrados nas exigências ambientais estabelecidas pela iniciativa.
A rápida adesão ao Move Brasil 2 sinaliza que a renovação da frota continua sendo uma das principais demandas do transporte rodoviário de cargas, setor responsável pela movimentação da maior parte das mercadorias que circulam pelo país.
por Setceb | jun 9, 2026 | Uncategorized
A concessão das BR-116 e BR-251 para a EcoRodovias marca uma nova etapa para um dos principais corredores logísticos entre Minas Gerais, Bahia e o Nordeste brasileiro. O contrato, formalizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), prevê a administração de 734,9 quilômetros de rodovias pelos próximos 30 anos, com investimentos estimados em R$ 12,8 bilhões.
Para o transporte rodoviário de cargas, a medida representa a expectativa de melhorias em uma rota estratégica utilizada diariamente pelo agronegócio, pela indústria e pelo comércio para o escoamento de mercadorias. O trecho concentra grande circulação de veículos pesados e desempenha papel fundamental na ligação entre o Sudeste e o Nordeste do país.
De acordo com o projeto, aproximadamente 70% dos investimentos serão realizados na primeira década da concessão. Entre as principais intervenções previstas estão a duplicação de 187 quilômetros de rodovias, a implantação de 160 quilômetros de faixas adicionais, a construção de 101 interseções, 21 passarelas e um contorno viário de 17 quilômetros em Teófilo Otoni, destinado a reduzir o tráfego de longa distância dentro da área urbana.
As obras têm potencial para gerar impactos positivos diretos sobre a logística. Com melhores condições de trafegabilidade, a tendência é de redução no tempo de viagem, maior previsibilidade das operações e diminuição dos custos relacionados ao desgaste da frota e ao consumo de combustível.
Outro ponto importante para o setor será a implantação de dois pontos de parada para caminhoneiros, além da disponibilização de serviços de atendimento ao usuário, como ambulâncias e veículos de inspeção, reforçando a segurança operacional ao longo do percurso.
A nova concessão também introduzirá o sistema de pedágio eletrônico por fluxo livre, sem praças físicas de cobrança. A operação da concessionária está prevista para começar em novembro, enquanto a cobrança das tarifas deverá iniciar em dezembro de 2026.
Para o transporte rodoviário de cargas, a modernização desse corredor pode representar um avanço importante na integração logística entre Minas Gerais, Bahia e o Nordeste, fortalecendo uma rota essencial para a movimentação de produtos agrícolas, industriais e de bens de consumo em todo o país.
Especialistas do setor avaliam que investimentos em infraestrutura rodoviária são fundamentais para aumentar a competitividade do TRC brasileiro, melhorar a segurança das viagens e ampliar a eficiência das cadeias de abastecimento que dependem das rodovias para manter a economia em movimento.