por Setceb | abr 2, 2026 | Uncategorized
O fluxo de veículos nas rodovias baianas deve aumentar significativamente durante o período da Semana Santa, entre os dias 2 e 6 de abril. A expectativa é de que mais de 520 mil veículos circulem pelas estradas, volume cerca de 4,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Na BA-099, que dá acesso ao Litoral Norte, a previsão é de aproximadamente 168 mil veículos, com crescimento de 4,7%. O maior movimento deve ocorrer na quinta-feira (2), entre 7h e 18h. Já o retorno deve concentrar tráfego intenso no domingo (5) e na segunda-feira (6), das 9h às 18h, com aumento ainda mais expressivo na segunda, podendo chegar a 14%.
No Sistema BA-093, a estimativa ultrapassa 360 mil veículos, representando alta de 4,2%. Os dias de maior fluxo também devem ser a quinta-feira (2) e a segunda-feira (6). Entre os trechos mais críticos estão a Via Parafuso, com maior movimento na quinta-feira das 7h às 18h e na segunda das 13h às 19h, além da rodovia CIA-Aeroporto, que deve registrar pico na quinta das 6h às 18h e na segunda das 9h às 18h.
Diante do aumento no tráfego, a orientação é que motoristas programem suas viagens com antecedência e evitem os horários de maior movimento. O pagamento de pedágio pode ser realizado por meio de aplicativos, como o PedágioPay, além de TAGs automáticas e cartões por aproximação, o que contribui para maior agilidade nas praças.
Antes de pegar a estrada, também é essencial realizar a revisão do veículo, evitar o consumo de álcool, não utilizar o celular ao volante e respeitar a sinalização das rodovias.
As estradas contam com atendimento 24 horas e oferecem serviços gratuitos aos usuários, como guincho e carro-pipa. Em caso de necessidade, os motoristas podem acionar suporte pelos telefones 0800 600 0093, para o Sistema Bahia Norte, e 0800 071 3233, no trecho do Litoral Norte até o km 54, próximo ao acesso à Praia do Forte.
por Setceb | abr 2, 2026 | Uncategorized
O transporte rodoviário de cargas no Brasil enfrenta desafios estruturais que exigem respostas mais efetivas por parte do poder público. Especialistas apontam que gargalos históricos ainda comprometem a eficiência do setor, impactando diretamente os custos logísticos e a competitividade da economia nacional.
Apesar de avanços pontuais nos últimos anos, questões como infraestrutura insuficiente, insegurança nas rodovias e burocracia regulatória continuam sendo obstáculos relevantes para transportadores e embarcadores. Esses fatores acabam elevando o custo do frete e reduzindo a previsibilidade das operações.
Outro ponto de atenção é a necessidade de maior integração entre políticas públicas e demandas reais do setor. A ausência de um planejamento mais coordenado dificulta a implementação de soluções estruturais, mantendo o transporte rodoviário dependente de medidas pontuais e, muitas vezes, reativas.
Além disso, o cenário econômico e as oscilações no preço dos combustíveis ampliam a pressão sobre as transportadoras, que precisam lidar com margens cada vez mais apertadas. Nesse contexto, o diesel continua sendo o principal componente de custo, tornando o setor altamente sensível a variações externas.
A modernização do transporte passa, necessariamente, por investimentos consistentes em infraestrutura, tecnologia e gestão. A digitalização de processos e o uso de dados surgem como caminhos importantes para aumentar a eficiência e reduzir desperdícios ao longo da cadeia logística.
Para especialistas, é fundamental que o governo avance na criação de políticas mais estruturadas e de longo prazo, capazes de corrigir distorções e promover um ambiente mais equilibrado para todos os agentes do setor.
Sem essas mudanças, o transporte rodoviário de cargas seguirá enfrentando limitações que impactam não apenas as empresas, mas toda a economia, já que o modal é responsável pela maior parte da movimentação de mercadorias no país.
por Setceb | abr 1, 2026 | Uncategorized
Os últimos anos foram marcados por eventos geopolíticos que vêm impactando diretamente a economia global e, de forma significativa, o Brasil. A guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em 2022 e ainda em curso, já provocou efeitos relevantes sobre os preços de fertilizantes, combustíveis e alimentos, afetando o agronegócio e pressionando a inflação no país.
Na sequência, as tensões entre Estados Unidos e China ampliaram disputas comerciais e tecnológicas, reposicionando o Brasil como um importante fornecedor de commodities no cenário internacional.
Mais recentemente, a instabilidade no Oriente Médio, envolvendo países como Israel e Irã, além do grupo Hamas, trouxe novos reflexos ao mercado global de energia. A valorização do petróleo tem impactado diretamente o preço do diesel, elevando os custos do transporte no Brasil. De acordo com a NTC&Logística, o diesel S10 já registra aumento em torno de 10%, o que representa aproximadamente R$ 0,60 por litro nas distribuidoras, com tendência de continuidade dessa pressão.
Esse cenário afeta diretamente o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), um dos pilares da logística nacional. O diesel representa entre 35% e 50% do custo do frete, sendo o principal componente da estrutura operacional das transportadoras.
Diante desse contexto, especialistas apontam a necessidade de uma gestão financeira mais estratégica. Para Roberta Caldas, presidente da Transpocred, fatores externos têm exigido maior preparo das empresas. Segundo ela, o aumento dos custos operacionais, aliado a um ambiente de juros elevados, demanda mais planejamento, disciplina e decisões bem fundamentadas por parte dos gestores.
Com isso, cresce a relevância de soluções financeiras mais alinhadas à realidade do setor produtivo. O cooperativismo de crédito surge como uma alternativa importante, oferecendo condições mais adequadas ao perfil das transportadoras e maior proximidade no relacionamento com os empresários.
Além de facilitar o acesso ao crédito, as cooperativas vêm se consolidando como parceiras estratégicas, especialmente para pequenas e médias empresas que enfrentam maior pressão por eficiência e competitividade em um cenário de custos elevados.
Segundo Roberta, o diferencial desse modelo está na capacidade de entender as necessidades do transportador e oferecer suporte na tomada de decisão. Mais do que financiamento, trata-se de proporcionar acompanhamento e segurança para enfrentar períodos de instabilidade.
Com a permanência de incertezas no cenário global, a tendência é que os desafios relacionados a custos continuem exigindo adaptação das empresas. Nesse ambiente, o cooperativismo reforça seu papel como elo entre o sistema financeiro e o setor produtivo, contribuindo para a sustentabilidade e a continuidade das operações no transporte rodoviário de cargas.
A capacidade de antecipar movimentos e estruturar uma gestão sólida será determinante para que empresas atravessem esse período com equilíbrio e estejam preparadas para aproveitar futuras oportunidades de crescimento.
por Setceb | abr 1, 2026 | Uncategorized
A partir de amanhã, quinta-feira, 02 de abril, alguns tipos de caminhões terão restrição de tráfego em rodovias federais de pista simples. A Polícia Rodoviária Federal determinou três dias de restrições, entre o dia 02 a 05 de abril, em horários que podem ser vistos abaixo.
De acordo com a PRF, carretas excedentes em peso e ou dimensões aos limites máximos estabelecidos pelo Contran, passíveis ou não da concessão de Autorização Especial de Trânsito – AET ou Autorização Específica – AE, devem respeitar as restrições.
A restrição se aplica a combinações de veículos que excedam qualquer um dos seguintes limites regulamentares:
Largura máxima: 2,60 metros;
Altura máxima: 4,40 metros;
Comprimento total: 19,80 metros;
Peso Bruto Total Combinado (PBTC) para veículos ou combinações de veículos: 58,5 toneladas.
A restrição abrange o trânsito de Combinações de Veículos de Carga (CVC), Combinações de Transporte de Veículos (CTV) e Combinações de Transporte de Veículos e Cargas Paletizadas (CTVP), ainda que autorizadas a circular por meio de Autorização Especial de Trânsito (AET) ou Autorização Específica (AE).
A restrição abrangerá todos os trechos de pista simples nas rodovias federais, com exceção dos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará e Roraima, além de Mato Grosso do Sul e Rondônia, que não haverá restrições de circulação de trânsito.
Caso o motorista seja flagrado desrespeitando os horários de restrição, poderá ser multado, com infração média (5 pontos) e multa de R$ 130,16, além de ficar com o veículo retido até o final do horário da restrição.
As datas e horários da restrição na Operação Semana Santa podem ser vistos abaixo:
por Setceb | abr 1, 2026 | Uncategorized
Setor teme aumento de custos e impacto direto no bolso do consumidor.
A reforma tributária em andamento no Brasil já acende um alerta no setor de transporte de cargas. Em meio a preocupações com o preço do combustível, do frete e até reflexos de conflitos internacionais, como a guerra no Oriente Médio, empresários e especialistas também voltam a atenção para a nova forma de cobrança de impostos.
A proposta, aprovada por emenda constitucional, prevê a simplificação do sistema tributário com a substituição de cinco tributos – PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS – por dois novos: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
O período de transição começou em 2026 e segue até 2033. Até lá, empresas terão que lidar com o modelo antigo e o novo simultaneamente.
Os impactos devem atingir diretamente o transporte de cargas, principalmente os profissionais terceirizados, conhecidos como agregados.
Segundo o especialista em direito tributário Rafael Brito, há preocupação com o aumento da carga tributária no setor.
“Quem trabalha com agenciamento de cargas deve ter aumento de impostos, porque lida com pequenos transportadores, que geram menos crédito tributário. Além disso, haverá maior exigência de conformidade fiscal, o que deve pesar a partir de 2027”, explica.
Outro ponto de atenção é a tributação sobre insumos essenciais, como combustível e mão de obra, o que pode encarecer o serviço e refletir no preço final ao consumidor.
A reforma também prevê mudanças na forma de arrecadação, como o chamado “split payment”, sistema em que o imposto é automaticamente separado no momento do pagamento e enviado ao governo.
“Esse modelo deve avançar inclusive para pessoas físicas. Em compras do dia a dia, parte do valor pago já será direcionada diretamente ao governo”, detalha o especialista.
O setor já enfrenta dificuldades com outras medidas, como o piso mínimo do frete e o aumento da fiscalização.
“Com a alta do diesel e o cenário internacional, o transporte vive um momento delicado. A intensificação da fiscalização do piso mínimo de frete também tem gerado impactos no mercado”, acrescenta Rafael.
Para contadores, outro desafio é a falta de informação. Segundo Diego Paim, grande parte dos empresários ainda não compreende os efeitos da reforma.
“Em um levantamento apresentado no fórum da FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), cerca de 70% dos empresários disseram não conhecer os impactos da reforma nos próprios negócios. Isso preocupa, principalmente porque os efeitos começam a aparecer já agora e devem se intensificar nos próximos anos”, afirma.
Apesar da proposta de simplificação, especialistas avaliam que não há redução da carga tributária.
“Houve mudança na forma de cobrança, mas não vemos diminuição de impostos. A tendência é de aumento na arrecadação ao longo do tempo”, conclui o contador.
por Setceb | abr 1, 2026 | Uncategorized
A Agência Nacional de Transportes Terrestres deu um passo importante na modernização do setor logístico ao iniciar a implementação da verificação automática dos seguros obrigatórios no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). A medida representa uma mudança estrutural na forma como o mercado passa a lidar com risco, conformidade e governança.
Desde março de 2026, teve início a fase de homologação do sistema integrado ao Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas, permitindo o intercâmbio automatizado de dados entre seguradoras e o órgão regulador. Esse período segue até o final de junho e tem caráter orientativo, possibilitando ajustes operacionais antes da entrada definitiva do modelo.
A partir de julho, o sistema entra em operação completa e a verificação automática dos seguros passa a ser requisito para inscrição e manutenção do registro dos transportadores.
A transição gradual é considerada essencial para o setor, pois reduz incertezas e permite que empresas e seguradoras se adaptem a um novo modelo de fiscalização, mais tecnológico, padronizado e transparente. Ao mesmo tempo, estabelece critérios objetivos para a regularidade das operações, contribuindo para um ambiente mais equilibrado entre os agentes do mercado.
A obrigatoriedade está fundamentada na Lei nº 14.599/2023, que consolidou a exigência dos seguros RCTR-C, RC-DC e RC-V. Esses dados passam a ser enviados automaticamente pelas seguradoras à ANTT por meio de integração digital com o RNTRC.
Na prática, a nova sistemática fortalece a gestão de riscos no transporte de cargas, ampliando a proteção para embarcadores, transportadores e terceiros. Além disso, seguros que antes tinham menor protagonismo, como o de Responsabilidade Civil de Veículo (RC-V), ganham relevância dentro da estrutura de conformidade das empresas.
Mais do que atender a uma exigência regulatória, o momento exige revisão estratégica por parte das transportadoras. Avaliação de coberturas, adequação de processos e fortalecimento da governança passam a ser diferenciais competitivos em um ambiente mais exigente.
Com a digitalização da fiscalização, a ANTT deixa de depender exclusivamente de abordagens presenciais e passa a atuar com base no cruzamento de dados em tempo real, elevando o nível de controle e eficiência do sistema.
O avanço sinaliza um novo cenário para o transporte rodoviário de cargas no Brasil, no qual tecnologia, regulação e gestão de riscos caminham de forma integrada, reforçando a conformidade como elemento-chave para a competitividade e sustentabilidade do setor.