por Setceb | out 15, 2026 | Uncategorized
A inflação oficial voltou a superar o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, em um resultado que também reflete pressão de custos sobre o transporte rodoviário de cargas. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE na última sexta-feira (9), os preços subiram 0,82% em setembro, o maior resultado mensal desde março.
O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e repercutido por veículos de economia, entre eles o portal A Crítica. O resultado de setembro surpreendeu o mercado: ficou acima da mediana das projeções do Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, que esperava alta de 0,60% no período.
A alta de setembro marca uma reversão em relação a agosto, mês em que o país havia registrado deflação de 0,32%. Com o resultado, o IPCA acumulado em 12 meses chegou a 4,58%, ultrapassando o teto de 4,5% da meta de inflação, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, Habitação teve o maior impacto individual no índice de setembro, com alta de 2,31% e contribuição de 0,35 ponto percentual, em razão do fim do Bônus de Itaipu nas contas de energia elétrica. Na sequência, apareceram Alimentação e Bebidas, com alta de 0,83%, e o grupo Transportes, com variação de 0,89%, ambos com impacto de 0,18 ponto percentual sobre o índice geral.
O avanço do grupo Transportes no IPCA tende a refletir, entre outros fatores, o comportamento dos preços de combustíveis, manutenção veicular e serviços de deslocamento acompanhados pelo IBGE na cesta de consumo das famílias brasileiras. Para transportadoras de cargas, esse mesmo conjunto de despesas, combustível, pneus, peças e manutenção, compõe parcela relevante da planilha de custos operacionais, de forma que uma inflação mais pressionada no setor de transportes tende a se traduzir também em custos mais altos para as empresas de frete.
Essa não é a primeira vez em 2026 que o índice ultrapassa o teto da meta: em junho, o acumulado em 12 meses já havia chegado a 4,64%, antes de recuar para 4,22% em agosto. Pelas regras do próprio Conselho Monetário Nacional, o descumprimento formal da meta de inflação só é reconhecido após seis meses consecutivos fora do intervalo de tolerância, o que ainda não é o caso neste momento.
Economistas consultados por veículos de mercado já revisam para cima suas projeções para o fechamento de 2026, com estimativas que chegam a 5,01% para o ano, também acima do teto da meta. Uma inflação mais alta e persistente tende a adicionar pressão sobre o Banco Central no que diz respeito à condução da política de juros nos próximos meses, com reflexos indiretos sobre o custo de capital das transportadoras, que dependem de financiamento para renovação de frota.
Para o transporte rodoviário de cargas na Bahia, o cenário reforça a importância de as transportadoras acompanharem de perto a evolução dos custos operacionais nos próximos meses, especialmente os ligados a combustível e manutenção de frota, itens diretamente influenciados pelo comportamento do grupo Transportes dentro do índice oficial de inflação.
O próximo dado do IPCA, referente a outubro, deve ser divulgado pelo IBGE em novembro, e servirá como novo termômetro para avaliar se a pressão inflacionária observada em setembro se mantém ou perde força nos últimos meses do ano.
Fonte: IBGE, via A Crítica
por Setceb | out 14, 2026 | Uncategorized
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) alertou que uma mudança na metodologia de cálculo do pedágio prevista nos editais da 6ª etapa do Programa de Concessões de Rodovias Federais pode elevar em até 50% o valor pago por caminhões em alguns projetos. O tema já havia sido abordado em publicação anterior do SETCEB, que noticiou o questionamento da CNT sobre a nova metodologia; a reportagem de hoje traz a resposta do Ministério dos Transportes e uma estimativa concreta de impacto em um dos projetos já estruturados.
O alerta foi encaminhado formalmente pela CNT ao Ministério dos Transportes, que vem definindo as regras para a sexta rodada de concessões rodoviárias federais.
Pela nova regra, cada eixo do veículo passaria a ser contado como três vezes a Tarifa Básica de Pedágio (TBP), ante o multiplicador de duas vezes hoje aplicado. Como caminhões e ônibus pagam pedágio por eixo, a alteração eleva proporcionalmente o valor cobrado desses veículos.
Na prática, um caminhão de 8 eixos passaria a ser cobrado como o equivalente a 12 eixos, e um veículo de 9 eixos, como 13,5 eixos.
A Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Cargas (Anut) já havia questionado a mudança em julho. Com base em sete projetos de concessão, a entidade estimou um acréscimo de R$ 42 bilhões em pedágios ao longo da vigência dos contratos, e apontou a ausência de uma análise de impacto regulatório e de audiência pública específica sobre o tema.
A CNT pediu ao Ministério dos Transportes a base técnica, econômica e regulatória da nova regra. Segundo a reportagem, a pasta respondeu que a mudança busca refletir o impacto dos veículos comerciais sobre a infraestrutura rodoviária. A CNT, por sua vez, defende que os estudos usados para justificar o novo multiplicador sejam tornados públicos, e observa que a cobrança por eixo já diferencia veículos com maior número de eixos.
Segundo Danielle Bernardes, gerente executiva da CNT junto ao governo federal, "o que precisamos entender é a base técnica para mudar essa proporção de duas para três vezes". O presidente da entidade, Vander Costa, afirmou que é preciso compreender os critérios da mudança e avaliar seus efeitos tanto no transporte de cargas quanto no de passageiros, destacando que alterações tarifárias precisam refletir a realidade operacional do setor.
No projeto Rota Gerais, uma das concessões já estruturadas sob a nova regra, a CNT estima que o novo multiplicador adicione cerca de 6% à tarifa final de pedágio — percentual bem distante do limite de 50% mencionado para outros cenários, já que o efeito varia conforme a estrutura de cada concessão.
O governo federal avalia reduzir ou isentar o pedágio para veículos leves em alguns projetos, a depender da viabilidade econômico-financeira de cada concessão, e rodovias de baixo tráfego podem exigir estudos específicos para seguir sustentáveis. A CNT defende análise caso a caso, considerando demanda, investimento necessário e potencial de receita, e sugere aporte público para rodovias estratégicas sem viabilidade para concessionárias privadas.
Para as transportadoras baianas, qualquer elevação na conta de pedágio tende a pressionar os custos operacionais e, por consequência, o frete cobrado nas rodovias concedidas que cortam o estado, caso a nova metodologia avance nos próximos editais. O desfecho da discussão também deve orientar as condições dos lotes de concessão previstos para os próximos anos, incluindo eventuais trechos baianos que venham a ser licitados.
Fonte: Blog do Caminhoneiro
por Setceb | out 14, 2026 | Uncategorized
O Ministério dos Transportes vai apresentar, nesta quinta-feira (15), na B3, em São Paulo, um portfólio de 29 projetos de concessões rodoviárias e ferroviárias previstos para 2027, com investimento total estimado em R$ 262,6 bilhões.
O anúncio será feito pelo ministro dos Transportes, George Santoro.
Do total, 11 contratos de concessões rodoviárias somam R$ 102,68 bilhões em investimentos previstos.
Os outros 18 projetos são ferroviários, com previsão de R$ 160 bilhões em aportes.
Na mesma data, o governo lançará a Política Nacional de Conectividade para rodovias federais concedidas, desenvolvida em parceria com o Ministério das Comunicações.
Entre os objetivos da política estão a ampliação do acesso à internet e a tecnologias digitais nas rodovias, a melhoria da segurança viária, do atendimento a emergências e do monitoramento do tráfego, a comunicação mais rápida sobre acidentes, interdições e condições climáticas adversas, e o reforço à prevenção de roubos e furtos de carga.
O lançamento do pacote de concessões para 2027 interessa diretamente às transportadoras baianas, já que rodovias federais que cruzam o estado — caso das BRs 116 e 324 — costumam figurar nos lotes de concessão do programa federal. A expansão da conectividade digital nas estradas concedidas também tende a beneficiar o monitoramento de cargas e a segurança de motoristas que trafegam por rodovias federais na Bahia, um dos pontos mais sensíveis para o setor em termos de roubo de carga. Os detalhes de cada projeto — incluindo eventuais trechos baianos — devem ser conhecidos na apresentação de quinta-feira.
Fonte: Transporte Moderno
por Setceb | out 14, 2026 | Uncategorized
O governo federal publicou nesta terça-feira (13) o decreto que formaliza a ampliação do subsídio ao diesel rodoviário A importado, anunciada na sexta-feira (9) pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A partir de agora, os importadores do combustível passam a receber um valor extra de R$ 1,40 por litro, somado ao subsídio já existente de R$ 2,12, totalizando R$ 3,52 por litro durante os próximos 30 dias.
A medida se apoia na Medida Provisória (MP) 1.391, publicada em 11 de setembro, e será operacionalizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável pelo credenciamento dos participantes, pelo acompanhamento de preços e pelo repasse dos pagamentos. Segundo o MME, o objetivo é manter o fluxo de importações e o abastecimento nacional de diesel em um cenário de tensões geopolíticas e oferta internacional mais restrita, já que as importações respondem por 33% do consumo brasileiro do combustível.
O custo estimado da ampliação do subsídio para os cofres públicos é de R$ 1,6 bilhão ao longo dos 30 dias de vigência.
De acordo com o MME, o abastecimento de diesel está garantido em outubro. A demanda estimada para o mês é de 3,95 milhões de m³, enquanto a oferta confirmada soma 4,184 milhões de m³, dos quais cerca de 33% vêm de importações já confirmadas por distribuidoras, pela Petrobras e por empresas associadas à Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom). Os estoques nacionais somam 1,937 milhão de m³, suficientes para cerca de 15 dias de consumo ou mais de 40 dias caso seja necessário recorrer apenas às importações.
Desde março deste ano, o ministério mantém uma Mesa de Monitoramento do Abastecimento de Combustíveis, que acompanha semanalmente as condições internacionais com uma janela de dois meses de antecedência. Participam da mesa a ANP, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon) e representantes do setor privado, como importadoras, refinarias, distribuidoras, produtores de biocombustíveis e revendedores.
O mesmo pacote de medidas prorroga por mais um mês a desoneração tributária sobre a gasolina e o etanol hidratado e amplia o subsídio pago aos produtores de etanol. Segundo o governo, as mudanças respondem à alta do petróleo no mercado internacional, ao aumento das margens de refino e à maior diferença entre o preço de paridade de importação e o preço doméstico ao produtor.
O Decreto 13.116/2026, que venceria em 9 de outubro, zera as alíquotas de PIS/Pasep, Cofins e Cide sobre a gasolina A. Com a prorrogação, a desoneração sobe de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro — nível equivalente ao de fevereiro deste ano, antes da escalada do conflito no Oriente Médio —, sendo R$ 0,79 referentes a PIS/Pasep e Cofins e R$ 0,10 à Cide. A medida vale por 30 dias, com possibilidade de nova prorrogação.
Para o etanol hidratado, ficam zeradas por mais um mês as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins, equivalentes a R$ 0,19 por litro, com base na Lei Complementar 235/2026, de forma a manter a competitividade do combustível frente à gasolina. Já o subsídio pago a produtores e cooperativas de etanol sobe de R$ 0,251 para R$ 0,4287 por litro, por meio do Decreto 13.119/2026 — compensação necessária, segundo o governo, porque a desoneração integral da gasolina reduziria a vantagem tributária do etanol.
O impacto fiscal total do pacote é estimado em R$ 3,6 bilhões em 2026, valor que o governo diz compensar com receitas extraordinárias da exploração de petróleo, o que tornaria as medidas neutras para as contas públicas. Todas têm caráter temporário e vigência restrita a este ano.
Para as transportadoras baianas, a manutenção do subsídio ao diesel importado tende a evitar repasses abruptos de preço nas bombas nos próximos 30 dias, em um momento de pressão internacional sobre os custos dos combustíveis. Como o diesel representa a maior parcela dos custos operacionais do transporte rodoviário de cargas, qualquer oscilação no preço afeta diretamente o frete praticado na Bahia, estado com forte dependência do modal rodoviário para escoar produção industrial e agrícola. A expectativa do setor é que o governo sinalize, nas próximas semanas, se a medida será prorrogada além dos 30 dias iniciais.Fonte: Blog do Caminhoneiro
por Setceb | out 14, 2026 | Uncategorized
O governo federal assinou, nesta terça-feira (13), o aporte de R$ 3 bilhões destinado à construção da Ponte Salvador-Itaparica, anúncio feito pelo senador Jaques Wagner (PT) após reunião na Casa Civil, em Brasília.
"É a garantia de que o processo agora não para mais", disse Wagner, que participou do encontro ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), do senador Otto Alencar e do senador eleito Rui Costa, entre outras lideranças políticas baianas.
O aporte federal é um dos repasses necessários para viabilizar o empreendimento, estruturado como parceria público-privada (PPP) e inserido no Novo PAC. O investimento total da obra é estimado em R$ 11,6 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões vêm do governo federal, R$ 3,1 bilhões do governo do Estado da Bahia e R$ 5,5 bilhões de investidores privados.
O projeto prevê uma ponte de 12,4 km sobre o mar, ligada ao Sistema Viário Oeste. Em Salvador, serão construídos 4,4 km de estruturas viárias, incluindo viadutos e túneis nas proximidades da Calçada e de Água de Meninos. Já na Ilha de Itaparica, estão previstos 22 km de via expressa e a duplicação de um trecho de 8 km da BA-001, entre Tairu e a Ponte do Funil.
A obra é executada pela Concessionária Dois de Julho, formada pelas construtoras chinesas China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC) e China Communications Construction Company (CCCC).
Já foram cravadas 15 estacas na Baía de Todos os Santos para sustentar uma usina de concreto destinada ao vão central da ponte, que terá 682 metros de extensão e foi projetado para permitir a passagem de embarcações de grande porte. O navio Tie Jian Da Qiao Zhuang 1, com 130,5 metros de comprimento e estrutura de cravação de 156 metros capaz de erguer até 700 toneladas, já deixou a China e tem chegada ao Brasil prevista para novembro.
Em terra, está em construção uma plataforma linear provisória no sítio Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, enquanto o sítio da Jequitaia, em Salvador, é mobilizado como base administrativa e operacional, e o sítio de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, abriga a preparação e o armazenamento de materiais e equipamentos.
A assinatura do aporte federal remove um dos principais entraves financeiros do projeto e sinaliza o avanço de uma obra considerada estratégica para o transporte rodoviário de cargas na Bahia, já que a ponte deve reduzir a dependência do sistema de ferries entre Salvador e a Ilha de Itaparica e encurtar o acesso de caminhões ao Baixo Sul e ao Recôncavo. Para as transportadoras baianas, a confirmação dos recursos aumenta a expectativa de que o cronograma da obra avance sem novas interrupções nos próximos meses.
Fonte: A Tarde