por Setceb | ago 26, 2026 | Uncategorized
O financiamento de caminhões no Brasil cresceu 8,1% entre janeiro e julho deste ano na comparação com o mesmo período de 2025, segundo levantamento da B3, com destaque para o avanço mais acelerado nas operações envolvendo veículos usados.
Os dados foram divulgados pela B3 e repercutidos pelo portal Transporte Moderno nesta terça-feira, 25 de agosto, às 14h50. No total, foram 156.035 caminhões financiados no período, ante 144.362 no mesmo intervalo do ano passado.
A alta foi puxada principalmente pelos caminhões usados, que somaram 87.939 operações de financiamento, avanço de 10,6% — mais que o dobro do ritmo de crescimento registrado pelos caminhões novos, que somaram 68.096 operações financiadas, alta de 4,9%.
Por modalidade de financiamento, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) segue como a opção mais usada, com 128.047 operações e crescimento de 9,7%. O consórcio somou 21.979 operações (+4,3%), enquanto o leasing recuou 21,1%, para 785 operações, e a reserva de domínio caiu 7,3%, para 4.796 operações.
Segundo a leitura do próprio levantamento, a preferência crescente por caminhões usados reflete a busca de transportadores e motoristas autônomos por alternativas de aquisição de menor valor, num momento em que a necessidade de renovar a frota esbarra no custo elevado de crédito no país.
O cenário de juros ainda em patamar elevado — a Selic está em 14% ao ano, após o quarto corte consecutivo do Copom desde março — ajuda a explicar por que o caminhão usado ganhou espaço: financiar um veículo mais barato reduz o valor das parcelas e a exposição do comprador ao custo do crédito, mesmo com taxas historicamente altas em todas as modalidades.
Para as transportadoras baianas, sobretudo as de pequeno e médio porte que compõem boa parte da frota associada ao SETCEB, o movimento nacional rumo ao caminhão usado tende a se refletir também no mercado local, com maior procura por veículos seminovos como forma de renovar a frota sem comprometer o caixa da empresa em um cenário de juros ainda apertado e custos operacionais elevados.
Fonte: Transporte Moderno
por Setceb | ago 26, 2026 | Uncategorized
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) incluiu em seu plano de governo, voltado à campanha pela reeleição, a proposta de estender o VLT de Salvador até Camaçari, além de prever a conclusão do Tramo IV da Linha 1 do metrô da capital e reforçar a Ponte Salvador-Itaparica como eixo estratégico de conexão territorial do estado.
As propostas foram apresentadas nesta terça-feira, 25 de agosto, e repercutidas pelo Jornal Grande Bahia. Segundo o texto, o governo estadual aposta na ampliação da malha de transporte sobre trilhos e na integração viária como estratégia para impulsionar turismo, economia, emprego e renda em toda a Região Metropolitana de Salvador.
As obras do VLT de Salvador, já em andamento, têm conclusão prevista para outubro de 2027; o traçado, o custo e o cronograma específico da extensão até Camaçari, no entanto, ainda não foram detalhados pelo governo estadual.
A Ponte Salvador-Itaparica segue como uma das obras mais aguardadas do plano de mobilidade baiano, com projeção de 28 mil veículos por dia na fase inicial de operação. Segundo o governo, a obra deve beneficiar cerca de 250 municípios e 10 milhões de baianos, ao encurtar o acesso entre a capital e o Baixo Sul, a Costa do Dendê e outras regiões historicamente dependentes de travessia por ferry-boat.
As propostas estão vinculadas a uma articulação com o governo federal para viabilizar parte dos recursos necessários, mas o texto não detalha a divisão de investimentos entre estado e União nem cronogramas de execução para os itens ainda não iniciados.
Para o setor de transporte de cargas, a ampliação da malha de mobilidade na Região Metropolitana de Salvador — sobretudo a conclusão da Ponte Salvador-Itaparica — representa possível alívio a médio prazo para rotas hoje dependentes de travessia marítima, reduzindo tempo de viagem e custos operacionais para transportadoras que atendem municípios do Recôncavo e do Baixo Sul baiano. Já a extensão do VLT até Camaçari, embora voltada ao transporte de passageiros, tende a aliviar o tráfego geral na região do polo petroquímico, área de intenso fluxo de caminhões.
Por se tratar de propostas de campanha, a efetiva execução de cada uma delas depende do resultado eleitoral e da disponibilidade orçamentária dos próximos anos — o que reforça a necessidade de o setor de transporte acompanhar de perto o detalhamento técnico e financeiro que ainda deve ser apresentado pelo governo estadual.
Fonte: Jornal Grande Bahia
por Setceb | ago 26, 2026 | Uncategorized
A Prefeitura de Salvador confirmou a construção de um viaduto exclusivo para o bairro de Mussurunga, na Avenida Paralela, como parte de um pacote mais amplo de obras destinado a reduzir os congestionamentos crônicos em um dos principais corredores viários da capital baiana.
O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e divulgado pelo Bahia Notícias nesta terça-feira, 25 de agosto. Segundo o secretário, hoje os motoristas que precisam acessar Mussurunga são obrigados a seguir até o viaduto de São Cristóvão para fazer o retorno, o que sobrecarrega esse trecho da via e gera congestionamento contínuo.
O pacote de intervenções anunciado inclui, além do novo viaduto, uma alça viária exclusiva de acesso a Mussurunga, uma rota de integração entre os bairros Bairro da Paz e Mussurunga, a complementação de obras na Rua da Gratidão e ajustes no traçado e no acesso ao viaduto de São Cristóvão.
As áreas beneficiadas diretamente pelas intervenções incluem Mussurunga, Parque São Cristóvão, Vila Verde e bairros do entorno — região que também dá acesso a pontos de forte circulação de veículos pesados, como o Aeroporto Internacional de Salvador, a Estrada do Coco e o litoral norte da Bahia.
A Avenida Paralela é hoje um dos principais corredores logísticos da Região Metropolitana de Salvador, usado tanto por transportadoras que acessam a capital quanto por veículos que seguem para o litoral norte e para municípios do interior via BA-093. Qualquer redução de congestionamento nesse eixo tende a se refletir em ganho de tempo e economia de combustível para caminhões que trafegam diariamente pela via.
A prefeitura não detalhou datas de início das obras nem valor total investido no pacote de intervenções. Para as transportadoras baianas que operam na capital, o anúncio sinaliza uma possível melhora futura na fluidez da Paralela, mas a atenção do setor deve se voltar agora ao cronograma efetivo de execução, historicamente um ponto sensível em obras viárias na cidade.
Fonte: Bahia Notícias
por Setceb | ago 25, 2026 | Uncategorized
A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que extingue a jornada de trabalho no modelo 6x1, destravada na semana passada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avançou nesta segunda-feira, 24 de agosto, com a confirmação do senador Omar Aziz (PSD-AM) como relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A informação foi repercutida por veículos que acompanham a tramitação no Congresso Nacional, com base em despacho formal do Senado protocolado na sexta-feira anterior, 21 de agosto.
A proposta reduz a jornada máxima constitucional de trabalho para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução de salário, regra que hoje é de seis dias trabalhados por apenas um de folga em diversas categorias. O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados em dois turnos no fim de maio.
A escolha de Omar Aziz, descrito como um aliado de centro, é vista pelo governo como estratégia para dar andamento à matéria sem alterações relevantes ao texto vindo da Câmara, o que evitaria o retorno da proposta para nova votação na outra Casa.
Para ser aprovada, a PEC precisa do voto favorável de três quintos dos senadores, o equivalente a 49 votos, em dois turnos de votação no plenário. O governo pretende pautar a matéria, junto com a PEC da Segurança Pública, na semana de 31 de agosto a 4 de setembro, ainda antes do início mais intenso do calendário eleitoral.
Uma reunião entre o presidente Lula e Alcolumbre está prevista para o dia 26 de agosto para tratar da articulação em torno das duas propostas. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, declarou que o Congresso está dando passos importantes para concretizar a mudança.
Embora motoristas profissionais de cargas tenham jornada regulada por legislação própria, a Lei do Motorista, as transportadoras empregam um contingente amplo de trabalhadores sob o regime geral da CLT, como pessoal de pátio, carga e descarga, oficina e administrativo. Se aprovada, a mudança constitucional obrigaria essas empresas, inclusive as baianas associadas ao SETCEB, a revisar escalas e dimensionamento de equipes para essas funções, com possível impacto de custo em um setor que já opera com margens apertadas.
Fonte: Sindpd
por Setceb | ago 25, 2026 | Uncategorized
A redução dos registros de roubo de cargas no Brasil representa um avanço para o setor de transporte, mas os números não significam que o risco tenha desaparecido. Pelo contrário: a atuação das quadrilhas vem se tornando mais seletiva e direcionada a cargas com maior valor e facilidade de comercialização.
Em São Paulo, os registros de roubo de cargas caíram mais de 34% entre janeiro e maio de 2026, atingindo o menor nível da série histórica para o período. No cenário nacional, levantamento da NTC&Logística aponta 8.570 ocorrências em 2025, uma redução de 16,7% em relação ao ano anterior e de mais de 60% na comparação com o pico registrado em 2017.
Apesar da queda, os prejuízos continuam elevados. As perdas diretas chegaram próximas de R$ 900 milhões em 2025 e ultrapassaram R$ 1 bilhão quando considerados os impactos indiretos, como seguros mais caros, contratação de escoltas, interrupções operacionais, reprogramação de rotas e atrasos na cadeia de abastecimento.
A mudança mais significativa, entretanto, está no perfil dos crimes. As organizações criminosas passaram a concentrar esforços em mercadorias com maior valor agregado, demanda constante e facilidade de revenda. Alimentos, medicamentos e produtos eletrônicos ganharam espaço entre os principais alvos, indicando uma atuação cada vez mais orientada pela relação entre risco e retorno.
Segundo levantamento da nstech, a Região Sudeste concentrou 68,1% dos prejuízos com roubo de cargas em 2025. A concentração está relacionada à presença de grandes centros industriais, centros de distribuição e importantes corredores logísticos, que movimentam diariamente um grande volume de mercadorias.
Nesse cenário, a segurança das operações deixa de depender apenas do aumento da quantidade de veículos monitorados. Transportadoras precisam considerar fatores como valor da carga, rota utilizada, horário da viagem, histórico de ocorrências e vulnerabilidades específicas de cada operação.
Outro ponto que merece atenção é que o prejuízo provocado pelo roubo não termina com a perda da mercadoria. Uma ocorrência pode gerar atrasos nas entregas, ruptura de estoques, interrupção da produção, descumprimento de contratos, aumento dos custos de gerenciamento de risco e impactos sobre o preço final dos produtos.
A redução das ocorrências também está relacionada ao avanço das medidas de prevenção. A integração entre transportadoras, embarcadores, gerenciadoras de risco, seguradoras e forças de segurança, aliada ao uso de rastreamento, monitoramento em tempo real, inteligência embarcada e análise de dados, tem contribuído para antecipar situações de risco e reduzir a exposição das operações.
O desafio, portanto, é evitar que a melhora dos indicadores provoque uma falsa sensação de segurança. A redução dos roubos mostra que as estratégias de prevenção estão produzindo resultados, mas também estimula os criminosos a buscar novas formas de atuação.
Para o transporte rodoviário de cargas, a tendência reforça a importância de uma gestão de risco cada vez mais baseada em informação. Mais do que reagir depois que um caminhão é abordado, as empresas precisam identificar previamente as condições que podem transformar uma viagem em um alvo.
A queda no número de ocorrências é uma conquista importante, mas não representa o fim do problema. O cenário atual mostra um crime mais seletivo e estratégico, exigindo das transportadoras o mesmo nível de inteligência, planejamento e capacidade de adaptação. Afinal, quando o número de ataques diminui, mas o potencial de prejuízo permanece elevado, olhar apenas para as estatísticas pode esconder justamente onde está o próximo risco.
Fonte: Tecnologística