por Setceb | ago 14, 2024 | Uncategorized
De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete reuniões seguidas. Com o controle dos preços, o BC passou a realizar os cortes na Selic.
Antes do início do ciclo de alta, em março de 2021, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. O índice ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.
Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 no patamar que está hoje, em 10,5% ao ano. Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica caia para 9,75% ao ano. Para 2026 e 2027, a previsão é que ela seja reduzida, novamente, para 9% ao ano, para os dois anos.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano se manteve em 2,2%. Para 2025, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é crescimento de 1,92%. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.
Superando as projeções, em 2023 a economia brasileira cresceu 2,9%, com um valor total de R$ 10,9 trilhões, de acordo com o IBGE. Em 2022, a taxa de crescimento foi 3%.
A previsão de cotação do dólar está em R$ 5,30 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previsão é que a moeda americana fique nesse mesmo patamar.
por Setceb | ago 14, 2024 | Uncategorized
Na tarde desta terça-feira (13), a Confederação Nacional do Transportadores Autônomos (CNTA), apresentou em uma audiência pública realizada na Câmara dos Deputados pela Comissão de Viação e Transportes, os resultados da Pesquisa Nacional Realidade do Transportador Autônomo de Cargas 2024, encomendada pela entidade.
A pesquisa é uma iniciativa da CNTA para traçar o perfil do caminhoneiro autônomo no Brasil a fim de subsidiar de maneira mais assertiva a criação de políticas públicas para categoria. Para isso, o estudo abordou aspectos como perfil social, profissão, segurança, saúde, legislação e veículos.
Mais de mil profissionais foram entrevistados de forma presencial em locais de grande concentração, como PPDs (Pontos de Parada e Descanso), postos de combustíveis, centrais de abastecimento e áreas portuárias, em estados das cinco regiões do Brasil. A pesquisa por amostra foi realizada por uma empresa especializada.
“Nosso objetivo principal com esta pesquisa foi lançar luz sobre as realidades enfrentadas pelos caminhoneiros autônomos, uma vez que não existiam estudos focados exclusivamente para esses profissionais. Acredito que os dados revelados servirão de base para o desenvolvimento de políticas públicas e privadas que visem melhorar as condições de trabalho, saúde e segurança da categoria”, afirma o presidente da CNTA, Diumar Bueno.
Perfil social
A pesquisa identificou baixa presença de jovens na profissão. Somente 2% dos entrevistados têm menos de 25 anos e 17% estão na faixa etária entre 26 e 35 anos. Por outro lado, 19% têm entre 56 e 65 anos e 4% possuem 66 anos ou mais. A maior parte dos caminhoneiros tem entre 36 e 55 anos (58%).
Mais da metade dos profissionais (58%) são casados ou vivem em união estável e 77% possuem filhos – desse total, 42% têm 3 ou mais filhos. Quanto à escolaridade, 37% concluíram o ensino médio; 8% deram sequência no ensino superior, mas desse total só 3% concluíram um curso. Já os que não terminaram nem o ensino fundamental somam 12%.
Profissão A maioria dos caminhoneiros autônomos brasileiros tem rotina de trabalho variando de 9 a 12 horas diariamente (65%), mas um em cada quatro profissionais afirma permanecer na função mais de 13 horas por dia. Também chama a atenção a quantidade de dias de trabalho no mês: 35% afirmam trabalhar entre 21 e 25 dias mensalmente e 36% entre 26 e 31 dias. Isso representa uma média de R$ 39,50 por hora trabalhada e uma renda mensal média de R$ 10 mil. Por outro lado, 34% dos entrevistados responderam que permanecem em descanso de sete a nove horas e 28% disseram descansar menos de sete horas por dia. Metade dos profissionais não tira férias todos os anos e 46% disseram que pretendem sair da profissão no futuro. Os transportadores autônomos também responderam se acreditam que o Governo Federal tem projetos/incentivos para a profissão. Quase metade (49%) sente que o governo “nunca” realiza ações para os caminhoneiros; 30% disseram “raramente”; 15% “às vezes” e 6% “frequentemente”.
Saúde
De cada cinco profissionais entrevistados, um afirmou que nunca realiza check-up de saúde; 15% fazem check-up a cada 3 anos, 16% a cada dois anos e 49% pelo menos uma vez ao ano. Vinte e um por cento disseram nunca ir ao dentista.
Já quanto ao uso de substâncias psicoativas, 35% dos caminhoneiros entrevistados disseram que fumam e 25% admitiram ter usado estimulante (rebite) pelo menos alguma vez. Com relação a remédios, 31% afirmaram que tomam medicamento de uso regular. Quase metade (47%) afirmou ter algum problema de saúde.
Segurança
Questionados se já foram vítima de furto/roubo de cargas pelo menos uma vez, 46% dos caminhoneiros disseram que sim – dentro desse total, 9% já foram assaltados 3 vezes ou mais. Na questão “se sente seguro nas rodovias?”, 50% responderam “nunca”; 34% “raramente”; 13% “na maioria das vezes”; e só 3% “sempre”.
Caminhões
O impacto do preço do óleo diesel para abastecer o caminhão é considerado “muito alto” para a maioria dos caminhoneiros autônomos (68%). Segundo a pesquisa, a média de idade dos caminhões é de 11 anos, a maioria dos entrevistados (64%) disse estar com o veículo quitado e 15% afirmaram sentir necessidade de trocar o caminhão. A existência de rastreador no veículo corresponde a 82% do total, e 83% dos caminhões possuem seguro.
Legislação
Os transportadores autônomos também foram consultados sobre a percepção do cumprimento de leis no transporte de cargas. A “Lei da Estadia” (Lei 11442/07), que determina o pagamento ao caminhoneiro pelo tempo de espera para carregar e descarregar superior a cinco horas, não é cumprida nunca na avaliação de 38% dos entrevistados; 31% disseram que a lei é cumprida raramente; 19% na maioria das vezes; e 12% sempre.
O Vale-Pedágio (Lei 10209/01), valor que deve ser pago ao transportador a cada viagem pelo dono da carga, nunca é respeitado na visão de 30% dos autônomos; 28% afirmam que a lei é cumprida raramente;17% na maioria das vezes; e 25% sempre.
Os caminhoneiros também apontaram suas percepções quanto ao cumprimento da Lei do Piso Mínimo de Frete (Lei 13703/18). Um em cada três autônomos afirmou que raramente esse direito prevalece nas negociações e 35% disseram “nunca”. Dezoito por cento apontaram que o piso é respeitado na maioria das vezes e 14% “sempre”.
Amostra
Foram ouvidos 1006 caminhoneiros em São Paulo (SP), Santos (SP), Contagem (MG), Paranaguá (PR), Feira de Santana (BA), Rondonópolis (MT) e Talismã (TO), entre 15 e 29 de maio de 2024, por entrevistadores da empresa AGP Pesquisas.
Para ver todos os resultados da pesquisa, CLIQUE AQUI.
por Setceb | ago 13, 2024 | Uncategorized
O DECOPE – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas da NTC&Logística é responsável por estudos técnicos, voltados à apuração de custos de transporte RODOVIáRIO de cargas e logística, estatística do setor, estudos macroeconômicos e formação de índices de custos referenciais que medem a inflação do setor, dentre eles os dois com mais destaque são o INCTF – Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Fracionada e o Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Lotação, o INCTL.
O INCTF e INCTL têm como objetivo principal medir a evolução dos custos operacionais de transporte RODOVIáRIO de cargas e são índices do setor de transporte com grande repercussão e credibilidade, publicado no site da NTC e por todas as entidades que representam o transporte (Sindicatos e Federações), bem como em outros meios de comunicação. Eles servem ainda como instrumento de atualização de contratos públicos e privados no mercado de frete.
INFORME: Fechamento do Acordo de Convenção Coletiva dos trabalhadores em transporte RODOVIáRIO de carga – São Paulo, base do SETCESP em maio/24, acordaram índice de 6,00% (seis por cento) para o reajuste dos salários de motoristas e outras categorias profissionais.
INCT-F DECOPE/NTC DE JULHO/23 A JULHO/24
A NTC&LOGÍSTICA comunica aos associados que a variação média do (INCTF[1] DECOPE/NTC) foi de (0,01%) no mês de julho e acumula nos últimos doze meses 4,76% (quatro virgula setenta e seis por cento), entre agosto de 2023 e julho de 2024 (julho de 2024*/- sobre julho de 2023 ou ainda, nos últimos doze meses).
O INCTF mede a evolução de todos os custos da carga fracionada, incluindo transferência, coleta e distribuição, custos administração e de terminais. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.
INCTL – DECOPE/NTC DE JULHO/23 A JULHO/24
O INCTL[2] reflete a variação dos custos do transporte rodoviário de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.
A sua variação média foi de 9,14% (nove vírgula quatorze por cento) de agosto de 2023 a julho de 2024 (julho de 2024 sobre julho de 2023, ou ainda nos últimos doze meses) e no mês variando 1,07%.
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS COMBÚSTÍVEIS
O preço por litro do óleo diesel S-10, teve uma variação de 1,52% no mês de julho/24, quando comparado com o mês anterior, sendo comercializado a R$ 6,030 p/litro. No período de 12 meses (jul-24 contra jul-24), a variação acumulada é de 21,08%, resultado, principalmente ditado pela nova regra POLíTICA da Petrobrás.
O aditivo Arla 32, utilizado para reduzir as emissões de poluentes não registrou variação no mês. Desde março/12 até hoje, o aditivo já acumulou queda de (23,97%).
O óleo diesel comum, ainda consumido pela frota brasileira, teve variação positiva acumulada em 20,93% nos 12 meses. No mês de julho o óleo foi comercializado a R$ 5,950 p/litro, contra R$ 4,920 p/litro no mesmo período do ano anterior, já a variação mensal teve uma variação de 1,19%.
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS DEMAIS INSUMOS NA FRACIONADA
No mês, o veículo de transferência registrou um decréscimo de (3,10%) e o veículo distribuição urbana uma ligeira variação de 0,51%, já os implementos de transferência e de distribuição não registrou variação.
O veículo de transferência Atego 2429 6×2 EURO 6, foi substituído por Atego 2433 6×2 2p EURO 6 em novembro/23, e do mesmo modo o veículo de distribuição Accelo 815 2p EURO 5, foi substituído por Accelo 817 2p EURO 6.
Considerando o período de 12 meses, os insumos que contribuíram para a variação do INCTF na operação de transferência foram: veículo (1,53%), carroceria baú (1,86%), pneu – 275/80 R 22,5 com variação de (0,61%), recapagem (1,21%), lavagem com 6,45%, salário do motorista 6,00% e seguro do casco (1,54%).
Na operação de coleta e distribuição, os insumos que tiveram variação foram: veículo com variação de (0,28%), carroceria ¾ baú de alumínio com variação de (1,06%), pneu 215/75 – R 17,5 com (2,94%), recapagem com (1,68%), lavagem com 6,45%, seguros do casco e contra terceiros com (0,31%), salário de motorista 6,00% e salário de ajudante 6,00%.
DESPESAS ADMINISTRATIVAS
As despesas administrativas de uma forma geral registraram em julho variação 0,15% de 2024, quando comparada com as despesas do mês anterior. Já as despesas administrativas, exceto os salários, variaram 0,45%.
Nos 12 meses, as despesas administrativas vêm registrando alta de 4,74%, agravado principalmente, pelo reajuste do IPTU para 2024. A evolução acumulada das despesas administrativas, exceto salários, foi de 2,11%.
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS PRINCIPAIS INSUMOS NA LOTAÇÃO
Considerando a variação mensal, as despesas administrativas registraram variação de 0,16%, despesas administrativas (exceto salários) 0,24%, cavalo mecânico[3] 2,17%, pneus (0,09%), seguros 1,89%.
ANÁLISE DE 12 MESES
Nos 12 meses (jul/24 contra jul/23), o cavalo mecânico teve variação de 11,20%, semirreboque 2,88%, seguros 10,06%, DAT – 2,95%, recapagem com (1,42%), lavagem 6,45%, rodoar 4,32% e (3,97%) pneus – 295/80 R22.
INCT-FR, INCT-FOU INCVT e INCT-FRIG
A evolução completa do INCTF, do INCTL e dos demais índices (INCTFR, INCTFOU, INCVT – Índice Nacional do Custo Variável do Transporte e INCTFRIG Índice Nacional do Custo do Transporte Frigorífico), assim como dos insumos do transporte encontra-se à disposição dos filiados da NTC&LOGÍSTICA na área restrita aos associados do site www.portalntc.org.br. Para acessar esta área, clique no canal Técnico e Econômico. Em seguida, clique “Downloads”.
O Departamento Técnico e Econômico da NTC&LOGÍSTICA (DECOPE) coloca-se à disposição das empresas e entidades associadas para prestar qualquer informação complementar pelo telefone (0xx11) 2632-1526/1536 ou pelo e-mail economia@ntc.org.br.
São Paulo, 31 de julho de 2024.
DECOPE/NTC&LOGÍSTICA
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[1] É livre a reprodução total ou parcial desta nota em qualquer meio de comunicação, desde que não sejam omitidos ou alterados aspectos essenciais à compreensão da mesma e desde que seja citada a fonte como segue: DECOPE/NTC&LOGÍSTICA – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas/Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística.
[2] Este custo inclui custo peso, GRIS, custo valor para mercadorias de baixo valor (R$ 5.839,13 TON.) e PIS/COFINS. Não inclui taxa de lucro e pedágios. Franquia de 6 horas para carga e descarga. Acima disso, o custo adicional é de R$ 224,26 p/hora útil parada, ou R$ 8,97 por tonelada por hora útil.
[3] Cavalo mecânico G-410 A 4×2 2p (Euro 5) foi substituído por G-420 A 4×2 2p (Euro 6) em junho/23.
por Setceb | ago 13, 2024 | Uncategorized
Segundo o ministro, a ideia é que este seja o “tema central” do esforço concentrado nesta semana no Congresso Nacional.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Alexandre Padilha, disse, nessa segunda-feira (12), que o governo vai “fazer de tudo” para concluir a regulamentação da reforma tributária ainda em 2024. Segundo ele, a ideia é que este seja o “tema central” do esforço concentrado a ser realizado nesta semana pelo Congresso Nacional.
O esforço concentrado é quando diversas propostas são levadas à votação de maneira mais célere pelo Parlamento. “Esperamos votar esta semana o segundo projeto de lei de regulamentação da reforma tributária. O governo vai fazer de tudo para concluir a regulamentação da reforma tributária. Confio na disposição dos presidentes das duas Casas para deixar isso como legado. Vamos trabalhar para que isso seja um tema central no esforço concentrado”, afirmou o ministro.
Padilha falou à imprensa após participar da reunião de coordenação semanal, no Palácio do Planalto, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o chefe da articulação POLíTICA do governo, Lula pediu aos seus ministros que auxiliem o governo por conta desse esforço de votações no Parlamento. “O presidente Lula reforçou pedido para que os ministros que têm diálogo com os parlamentares mantenham esse contato”, disse Padilha.
Acidente com avião da Voepass, em Vinhedo
Em seguida, o ministro da SRI contou que Lula deve continuar viajando para os Estados nesta semana. Lula deve viajar ao Paraná e ao Rio Grande do Sul nos próximos dias.
Padilha comentou que Lula designou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), para todas as questões relacionadas ao acidente da aeronave operada pela Voepass Linhas Aéreas, em Vinhedo, São Paulo. O avião caiu na tarde de sexta-feira (9) e matou 62 pessoas.
Investimento de R$ 4 bilhões na reabertura da refinaria
O presidente Lula, segundo ele, deve cumprir uma série de agendas políticas nesta semana, no Paraná. Uma das atividades já previstas no Estado é uma visita à Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), que estava prevista para ser entregue à iniciativa privada durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Padilha, a gestão petista deve anunciar um investimento de R$ 4 bilhões na reabertura da refinaria. “O presidente Lula vai manter, nesta semana, o ritmo de viagem aos Estados. Na quinta-feira, ele vai a uma refinaria da Petrobras no Paraná. O presidente vai estar lá reafirmando investimentos de R$ 4 bilhões”, explicou.
A visita de Lula à refinaria acontecerá após a Petrobras ter divulgado, no início de abril, que processos de desinvestimento que não têm contratos assinados, caso da Repar, serão revisados “no âmbito dos ajustes ao Planejamento Estratégico da companhia”.
Lula também deve aproveitar para visitar a fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), subsidiária integral da Petrobras. Isso porque, em junho, a empresa estatal informou o retorno das atividades operacionais. A fábrica está hibernada desde 2020. Por fim, o presidente da República cogita ainda visitar uma montadora de veículos no Paraná, mas, sobre isso, Padilha não deu detalhes.
por Setceb | ago 13, 2024 | Uncategorized
Seguindo a Lei Federal nº 14.599/2023 e a Portaria nº 612/2024 do Ministério do Trabalho e Emprego, a partir de 1º de agosto empresas que contratam condutores profissionais nas categorias C, D e E sob regime CLT são obrigadas a testar, randomicamente, todos estes colaboradores a cada 30 meses. Para tal, o empregador precisa realizar mensalmente o sorteio para a seleção randômica de seus motoristas. A nova legislação também exige a inserção no Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) dos seguintes itens sobre exame toxicológico: identificação do trabalhador pela matrícula e CPF; data da realização do exame toxicológico; CNPJ do laboratório; código do exame toxicológico; nome e CRM do médico responsável. Essas medidas visam possibilitar a fiscalização automática do cumprimento da obrigatoriedade, garantir a aptidão dos motoristas para o exercício seguro de suas funções e contribuir diretamente para a redução de acidentes nas estradas brasileiras.
As empresas que não realizarem o cadastro correto dos motoristas no eSocial, incluindo a informação detalhada do exame toxicológico, estarão sujeitas a multas que podem variar de R$600 a R$4.000, dependendo da gravidade da infração e do número de trabalhadores envolvidos. Além das multas, a não conformidade com as exigências pode resultar em outros prejuízos para a empresa como a perda de cobertura do seguro em casos de sinistralidade, impossibilidade de participar de licitações públicas e, mais grave, a responsabilização por desrespeito à vida humana.
As empresas já eram obrigadas a testar os motoristas tanto na admissão quanto na demissão, além disso os motoristas destas categorias de CNH já precisavam realizar o exame toxicológico a cada 30 meses para manterem suas habilitações regularizadas. Com a portaria do MTE, publicada em 25 de abril deste ano, também se torna obrigatória a realização de exames randômicos, selecionados por sorteio mensal feito por laboratórios acreditados pela Norma ABNT NBR ISO/IEC ISO 17025. Essa seleção aleatória visa evitar fraudes e assegurar que todos os motoristas sejam testados de forma justa e eficiente ao longo do período de dois anos e seis meses.
“O sistema para o sorteio, realizado, exclusivamente, pelos laboratórios acreditados, garante que a seleção aconteça de forma imparcial, confiável e sem possibilidade de aviso prévio aos motoristas. O caráter surpresa garante que se o colaborador faz uso de droga o exame conseguirá detectá-la caso tenha sido consumida até seis meses antes do teste”, explica Pedro Serafim, presidente da Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox).
O endurecimento da política de exames toxicológicos apresentou efeitos positivos para a segurança viária. Além dos mais de 4 milhões de motoristas que não renovaram suas habilitações de categoria C, D e E para evitar o exame, cerca de 1,2 milhão de motoristas foram positivados nos exames e 350 mil foram removidos das estradas, resultando em uma redução significativa de sinistralidades. A melhoria da segurança no trânsito deve-se ao controle mais rígido sobre a presença de substâncias tóxicas, estabelecendo limites aceitáveis para garantir a aptidão dos motoristas. “A conformidade com essa obrigação legal não apenas protege as empresas de sanções, mas também contribui significativamente para a segurança viária e a preservação da vida humana”, aponta Pedro. “Embora prevista na lei desde 2015, a fiscalização do cumprimento dessas exigências pelos empregadores desses motoristas será agora mais rigorosa, garantindo maior atenção por parte de empresários e motoristas para garantir a segurança e bem-estar de todos”, completa.