SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL MARCA JULGAMENTO PARA DECIDIR SOBRE DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO

Decisão sobre a continuidade da suspensão da desoneração fiscal até 2027 será discutida virtualmente, afetando empresas e municípios em todo o país.

O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou que, em 16 de agosto, será realizada uma sessão virtual para deliberar sobre a liminar emitida pelo ministro Edson Fachin. A decisão prorrogou até 11 de setembro a suspensão do processo que discute a desoneração de impostos sobre a folha de pagamento de 17 setores da economia e de certos municípios, com validade até 2027.

A prorrogação foi solicitada pelo Senado e pela Advocacia-Geral da União (AGU) no mês passado. A intenção é utilizar o tempo adicional para concluir as negociações entre o governo federal e o Congresso Nacional, visando um acordo para a compensação financeira da União pela manutenção da desoneração.

Edson Fachin, que proferiu a liminar durante o recesso de julho como vice-presidente do STF, defendeu a necessidade de tempo adicional para que o Executivo e o Legislativo possam finalizar as tratativas. “Os autos demonstram o empenho significativo dos Poderes Executivo e Legislativo, bem como de diversas entidades da sociedade civil, na busca por uma solução para a questão. A função da jurisdição constitucional é, portanto, promover esses diálogos e apoiar a construção de soluções políticas”, afirmou o ministro.

A primeira prorrogação do prazo foi concedida em 25 de abril pelo ministro Cristiano Zanin, relator do caso. Na ocasião, ele suspendeu a desoneração por considerar que a medida aprovada pelo Congresso não indicava claramente o impacto financeiro sobre as contas públicas. Em maio, Zanin novamente acatou um pedido da AGU para estender a suspensão por mais 60 dias, com o objetivo de permitir que as negociações entre o governo e o Congresso avancem em relação ao acordo de compensação financeira.

Esta questão tem sido acompanhada de perto por diversos setores econômicos e representantes municipais, que aguardam ansiosamente uma resolução que possa garantir a continuidade da desoneração, considerada essencial para a manutenção de empregos e competitividade em diferentes segmentos da economia.

DE OLHO EM TUDO: ÍNDICE QUE AVALIA QUALIDADE DAS ESTRADAS PASSA A MONITORAR TAMBÉM RODOVIAS FEDERAIS CONCEDIDAS

Portaria publicada hoje estabelece que mesmos critérios do Índice de Condições da Manutenção (ICM) serão aplicados em todo território nacional.

Secretária nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse: “A partir de hoje, todas as rodovias federais,

concedidas ou não, serão avaliadas pelo mesmo critério.” – Foto: Marcio Ferreira/MT

Dar uma ferramenta única para monitorar a integridade das estradas federais do país. Este é o objetivo da Portaria nº 761, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (8). Assim, o Índice de Condição de Manutenção (ICM) não vai se limitar aos trechos sob administração do Governo Federal, mas também a rodovias concedidas sob regulação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Confira a decisão completa aqui.

De acordo com a secretária nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse, a medida permite a unificação no método de avaliação da malha em todo o país. “Fizemos essa portaria para estabelecer um regramento usando o mesmo índice”, destacou a secretária. “A partir de hoje, todas as rodovias federais, concedidas ou não, serão avaliadas pelo mesmo critério. Isso dá ao Ministério dos Transportes e ao cidadão uma ferramenta definida para saber a evolução da malha”, complementou.

O ICM das rodovias federais não concedidas já era levantado mensalmente pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que avalia itens como superfície de pavimento, contabilizando número de panelas, remendos e percentual de área trincada, e conservação da rodovia, que mede altura da vegetação marginal, presença e condição de dispositivos de drenagem e presença e condição de dispositivos de sinalização horizontal e vertical. O resultado desse levantamento leva à nota atribuída a determinada rodovia federal em uma das quatro categorias: bom, regular, ruim ou péssimo.

Melhorias em curso

Desde o início da nova gestão, o Ministério dos Transportes tem trabalhado para melhorar a qualidade das rodovias federais de todo país. Em maio, o ICM alcançou o recorde de qualidade na medição histórica e continua evoluindo. “No ano passado, recebemos a malha com 53% das rodovias federais classificadas como regular ou péssima. Hoje, já contamos com 71% da malha classificada como boa”, ressaltou a secretária. Tais melhorias só foram possíveis graças à retomada dos contratos de manutenção, que se encontravam parados ou em ritmo muito lento.

SUSTENTABILIDADE NOS CONTRATOS DE CONCESSÕES É DEBATIDA NA BIENAL DAS RODOVIAS, COM A PRESENÇA DO SISTEMA TRANSPORTE

O presidente Vander Costa esteve na solenidade de abertura do evento e foi painelista na mesa que discutiu estratégias para a descarbonização da frota de veículos brasileira.

O caminho para o transporte é a sustentabilidade em diversas dimensões. Com essa premissa, foi iniciada, nessa quarta-feira (7), em Brasília (DF), a Bienal das Rodovias 2024, realizada pela ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias). Durante dois dias, autoridades e representantes do setor de transporte debatem os desafios das concessões rodoviárias no país.

Na abertura do evento, o presidente Vander Costa destacou a vantagem da utilização do sistema free flow nas rodovias sob concessão. “O free flow está ligado ao processo de descarbonização porque os veículos evitam frear e acelerar a cada pedágio. Ao passar em velocidade constante, economizam e queimam menos combustível e, consequentemente, emitem menos gás carbônico”, justificou. Vander Costa também ressaltou a importância do transporte coletivo para a preservação do meio ambiente, pelo fato de ser um veículo que transporta mais pessoas e, nesse sentido, a emissão é menor.

O presidente da ABCR, Marco Aurélio Barcelos, declarou que o encontro deste ano tem como base a sustentabilidade e os novos leilões de rodovias. “Não estamos falando de sustentabilidade subjetivamente. Queremos imprimir seriedade sobre a sustentabilidade que comporta múltiplas visões”, disse. Segundo ele, o contrato de concessão tem que nascer, crescer e morrer — quando chegar o momento — e deixar legado. “Essa é a ideia de sustentabilidade que defendemos aqui – a sustentabilidade negocial. Outro aspecto é garantir que os contratos vinguem, sejam duradouros e sejam entregues”.

Entre os convidados para a solenidade, estava o ministro dos Transportes, Renan Filho. Ele afirmou que é fundamental debater a sustentabilidade de maneira ampla, uma vez que ela não é só ambiental nem apenas emissão de carbono. “Sustentabilidade inclui compromisso social, porque não há sustentabilidade com uma sociedade em desequilíbrio”, defendeu.

Descarbonização da frota O presidente do Sistema Transporte foi painelista no primeiro painel do dia. Sob o tema “Sustentabilidade no transporte: Estratégias para a descarbonização da frota de veículos brasileira”, ressaltou que a descarbonização da frota precisa dar destino, principalmente, aos veículos mais antigos.

No quesito ambiental, o presidente destacou a importância da renovação de frota para melhorar a qualidade do ar e garantir a segurança viária. Ele também comentou sobre a questão das emissões. “Os dados estatísticos mostram que 10% da frota de caminhões do Brasil ainda são da fase P-0 (anteriores a 1989), ou seja, não têm qualquer controle de emissão de poluente. A fase P8 (2022), que está vigente, tem redução de 95% de poluentes. Mas, embora moderna, essa frota corresponde apenas a 4% dos ônibus e caminhões em circulação no país”, destacou.

Os veículos mais novos também aprimoram sistemas de bordos com controles e sinalizadores de alertas, que proporcionam mais segurança aos usuários, evitando acidentes rodoviários. Por fim, Costa pontuou que a isenção de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) para veículos com mais de 20 anos gera um incentivo reverso. “É favorecer a permanência de veículos mais antigos”.

O teor obrigatório do biodiesel de base éster no diesel foi outro ponto destacado pelo presidente que vai na contramão da sustentabilidade. Segundo ele, quando a mistura estava no patamar entre 8% a 10%, gerava uma redução de emissão. Acima desse percentual, pontuou, passou a causar transtornos para o transportador e o meio ambiente. “Os veículos não estão adaptados para esse nível de mistura, e isso acaba causando mais emissão”, esclarece.

O debate no painel foi mediado pela subsecretária de Acompanhamento Econômico e Regulação da Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Ana Patrizia Lira. Também foram painelistas o engenheiro químico, Rogério Ribas, o mestre em Administração Pública e Planejamento Urbano, Maurício Muniz, e a economista Marília Garcéz.

“É FUNDAMENTAL DEBATER A SUSTENTABILIDADE DE MANEIRA AMPLA, PORQUE A SUSTENTABILIDADE INCLUI COMPROMISSO SOCIAL”, DEFENDE RENAN FILHO

Mais que desenvolvimento, é urgente desenvolver com sustentabilidade. Essa é a premissa da Bienal das Rodovias, que começou nesta quarta-feira(7), em Brasília, e contou com a abertura do ministro Renan Filho.

“É fundamental debater a sustentabilidade de maneira ampla, porque a sustentabilidade não é só ambiental, não é apenas emissão de carbono. Sustentabilidade inclui compromisso social, porque não há sustentabilidade com uma sociedade em desequilíbrio”, defendeu o ministro dos Transportes.

O evento, promovido pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), reúne os principais nomes do setor de transportes do país, incluindo poder público, concessionárias e pesquisadores.

“As concessionárias estão batendo recorde de investimento este ano, totalizando R$31,5 bilhões. Para acompanhar esse movimento, estamos criando sistemas para garantir a celeridade dos licenciamentos ambientais”, afirmou o presidente da ABCR, Marco Aurélio Barcelos.

O momento é favorável à iniciativa privada graças, também, à políticas implementadas pelo Governo Federal. Exemplo importante é a Política Nacional de Outorgas Rodoviárias, elaborada pelo Ministério dos Transportes, publicada em outubro de 2023.

De acordo com o Plano, os contratos de concessão de rodovias devem ser orientados levando em conta a participação da sociedade civil e do mercado, além de promover a sustentabilidade contratual, social e ambiental.

“Estamos trabalhando para resolver contratos de concessões rodoviárias antigos que estão em desequilíbrio, com o objetivo de aumentar o investimento na infraestrutura nacional, gerando um ciclo positivo de investimentos”, disse Renan Filho.

A meta do ministro é realizar 35 leilões até 2026, sendo 12 ainda este ano. Todos os editais de licitação para novos projetos deverão alocar no mínimo 1% da receita bruta anual para medidas de desenvolvimento de infraestrutura sustentável, mais resistentes às mudanças climáticas.

“Nós estamos construindo coletivamente, ouvindo as concessionárias, o mercado financeiro, as experiências de outros países. A gente vai mostrar que tem condições de andar em um ritmo ainda mais acelerado e isso vai ajudar toda a economia nacional a avançar, vai ajudar o cidadão”, concluiu o ministro dos Transportes.

Iniciativas sustentáveis

Com uma visão inovadora e voltada para o futuro, o Ministério dos Transportes publicou normas que visam ao crescimento da sustentabilidade no setor. Alguns destaques:

Sistema Integrado de Monitoramento de Dados Socioambientais – mais de 330 projetos que aguardavam licença ambiental já foram incluídos na ferramenta Pedágio Eletrônico (Free Flow) – A adoção do pedágio eletrônico, o free flow, é uma solução estrutural para a redução de emissões de carbono nas rodovias Caminhões Elétricos – O Ministério dos Transportes conduz estudos voltados à regulamentação de caminhões elétricos de grande porte

Bienal das Rodovias

Além do ministro Renan Filho, participam ainda da Bienal das Rodovias como palestrantes o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, a secretária Nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse, e o secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão. O evento termina nesta quinta-feira (8) e deve reunir cerca de 2 mil pessoas.

2 NOVOS PONTOS DE PARADA E DESCANSO SÃO CERTIFICADOS NAS RODOVIAS BRASILEIRAS

Motoristas profissionais do transporte rodoviário de cargas e passageiros passaram a contar com mais 2 novos pontos de parada e descanso (PPD). O credenciamento foi confirmado pela Portaria Nº 756, do Ministério da Infraestrutura, publicada hoje, 7 de agosto, no Diário Oficial da União (DOU).

A criação dos pontos tem como objetivo melhorar a qualidade de trabalho no setor e, para receber a autorização, estabelecimentos precisam cumprir com todos os requisitos e condições mínimas sanitárias, de segurança e conforto.

RAZÃO SOCIAL: Comercial Buffon Combustíveis e Transportes Ltda NOME FANTASIA: Posto Buffon 106 CNPJ: .93.489.243/0106-93 BR: 116 KM: 388 CIDADE: Camaquã UF: RS VALIDADE: .2028 RESSALVAS: NÃO NOTA TÉCNICA: *****

RAZÃO SOCIAL: L. T. Nichelle Comércio de Combustíveis Ltda NOME FANTASIA: Posto Mantra Contorno CNPJ: 19.951.933/0001-92 BR: 376 KM: .587,7 CIDADE: Curitiba UF: PR VALIDADE: 2028 RESSALVAS: Não NOTA TÉCNICA: *****

Entende-se como PPD pontos de parada e descanso situados nas margens das rodovias ou em áreas sob circunscrição federal, possuindo característica e instalações adequadas para se prestarem à espera, repouso e descanso dos motoristas profissionais de transporte rodoviário.

Confira a publicação na íntegra