por Setceb | jan 9, 2024 | Uncategorized
Safra de soja e queda das importações puxaram resultado.
Impulsionada pela safra recorde de soja e pela queda das importações, a balança comercial encerrou 2023 com superávit recorde de US$ 98,839 bilhões, divulgou nesta sexta-feira (5), em Brasília, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado representa alta de 60,6% sobre 2022, pelo critério da média diária, e é o maior desde o início da série histórica em 1989.
No ano passado, as exportações bateram recorde, enquanto as importações recuaram. Em 2023, o Brasil vendeu US$ 339,673 bilhões para o exterior, alta de 1,7% em relação a 2022. As compras do exterior somaram US$ 240,835 bilhões, recuo de 11,7% na mesma comparação.
Apenas em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,36 bilhões. O valor também é recorde para o mês, com alta de 127,1% sobre o mesmo mês de 2022 pelo critério da média diária, que minimiza a diferença de dias úteis entre meses iguais de um ano e outro.
As exportações totalizaram US$ 28,839 bilhões no mês passado, com aumento de 2,1% em relação a dezembro de 2022 pela média diária. As importações somaram US$ 19,479 bilhões, com queda de 11,3%, também pela média diária.
Previsões
O resultado superou as previsões do mercado. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central (BC), as instituições financeiras estimavam superávit comercial de US$ 81,3 bilhões para o ano passado.
O superávit também superou a estimativa de US$ 93 bilhões divulgada pelo MDIC em outubro.
Quantidade
Em relação às exportações, o recorde decorreu principalmente do aumento da quantidade exportada, que subiu 8,7% no ano passado, impulsionado principalmente pela safra recorde de grãos. Os preços médios recuaram 6,3%, puxados principalmente pela desaceleração na cotação das commodities (bens primários com cotação internacional).
Nas importações, a quantidade comprada caiu 2,6%, mas o preço médio recuou 8,8%. A queda nos preços decorreu principalmente da redução no preço internacional do petróleo e de derivados, como fertilizantes, em 2023. Em 2022, as cotações dispararam por causa do início da guerra entre Rússia e Ucrânia.
“Mesmo com queda do preço de commodities e menor crescimento na economia mundial, o Brasil avançou 8,7% no volume das exportações e 1,7% do valor das exportações. Nossas exportações cresceram dez vezes mais que a média mundial. Em todo o planeta, as exportações cresceram 0,8% no ano passado”, declarou, por meio de videoconferência, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin.
Ele anunciou uma meta de US$ 348 bilhões em exportações para este ano. “Vamos trabalhar para isso”, disse. Alckmin também divulgou o recorde de 28,5 mil empresas exportadoras no ano passado e recorde de vendas para o exterior dos seguintes produtos em 2023: soja, açúcar, milho, carnes e máquinas de mineração.
Em relação aos principais mercados, Alckmin ressaltou que as maiores expansões foram registradas nas exportações para China, Indonésia, México, Vietnã, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Quanto ao saldo da balança comercial, o MDIC projeta superávit de US$ 94,4 bilhões em 2024, com queda de 4,5% em relação a 2023. Isso decorre porque a pasta prevê alta de 2,5% das exportações e aumento de 5,4% das importações neste ano. As compras do exterior deverão subir por causa da recuperação da economia, que aumenta o consumo, num cenário de preços internacionais menos voláteis do que no início do conflito entre Rússia e Ucrânia.
Safra de soja e queda das importações puxaram resultado
Impulsionada pela safra recorde de soja e pela queda das importações, a balança comercial encerrou 2023 com superávit recorde de US$ 98,839 bilhões, divulgou nesta sexta-feira (5), em Brasília, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado representa alta de 60,6% sobre 2022, pelo critério da média diária, e é o maior desde o início da série histórica em 1989.
No ano passado, as exportações bateram recorde, enquanto as importações recuaram. Em 2023, o Brasil vendeu US$ 339,673 bilhões para o exterior, alta de 1,7% em relação a 2022. As compras do exterior somaram US$ 240,835 bilhões, recuo de 11,7% na mesma comparação.
Apenas em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,36 bilhões. O valor também é recorde para o mês, com alta de 127,1% sobre o mesmo mês de 2022 pelo critério da média diária, que minimiza a diferença de dias úteis entre meses iguais de um ano e outro.
As exportações totalizaram US$ 28,839 bilhões no mês passado, com aumento de 2,1% em relação a dezembro de 2022 pela média diária. As importações somaram US$ 19,479 bilhões, com queda de 11,3%, também pela média diária.
Previsões
O resultado superou as previsões do mercado. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central (BC), as instituições financeiras estimavam superávit comercial de US$ 81,3 bilhões para o ano passado.
O superávit também superou a estimativa de US$ 93 bilhões divulgada pelo MDIC em outubro.
Quantidade
Em relação às exportações, o recorde decorreu principalmente do aumento da quantidade exportada, que subiu 8,7% no ano passado, impulsionado principalmente pela safra recorde de grãos. Os preços médios recuaram 6,3%, puxados principalmente pela desaceleração na cotação das commodities (bens primários com cotação internacional).
Nas importações, a quantidade comprada caiu 2,6%, mas o preço médio recuou 8,8%. A queda nos preços decorreu principalmente da redução no preço internacional do petróleo e de derivados, como fertilizantes, em 2023. Em 2022, as cotações dispararam por causa do início da guerra entre Rússia e Ucrânia.
“Mesmo com queda do preço de commodities e menor crescimento na economia mundial, o Brasil avançou 8,7% no volume das exportações e 1,7% do valor das exportações. Nossas exportações cresceram dez vezes mais que a média mundial. Em todo o planeta, as exportações cresceram 0,8% no ano passado”, declarou, por meio de videoconferência, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin.
Ele anunciou uma meta de US$ 348 bilhões em exportações para este ano. “Vamos trabalhar para isso”, disse. Alckmin também divulgou o recorde de 28,5 mil empresas exportadoras no ano passado e recorde de vendas para o exterior dos seguintes produtos em 2023: soja, açúcar, milho, carnes e máquinas de mineração.
Em relação aos principais mercados, Alckmin ressaltou que as maiores expansões foram registradas nas exportações para China, Indonésia, México, Vietnã, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Quanto ao saldo da balança comercial, o MDIC projeta superávit de US$ 94,4 bilhões em 2024, com queda de 4,5% em relação a 2023. Isso decorre porque a pasta prevê alta de 2,5% das exportações e aumento de 5,4% das importações neste ano. As compras do exterior deverão subir por causa da recuperação da economia, que aumenta o consumo, num cenário de preços internacionais menos voláteis do que no início do conflito entre Rússia e Ucrânia.
por Setceb | jan 9, 2024 | Uncategorized
De acordo com dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa, uma semana após a última redução anunciada no preço do litro do diesel repassado às refinarias, o tipo comum aumentou em média de 0,17% no país.
No último dia 26, quando o reajuste foi anunciado, o comum estava sendo comercializado a R$ 5,96. Já no dia 3 de janeiro, o combustível foi encontrado a uma média de R$ 5,97.
O litro do diesel S-10 foi encontrado a R$ 6,15 no dia 3 de janeiro nos postos de abastecimento do país, com um aumento médio de 0,99%, ante o dia 26 de dezembro.
“Apesar da redução para o diesel anunciada no dia 26 de dezembro, o ajuste de PIS/Cofins sobre o combustível, válido desde o dia 1º de janeiro, resultou em aumento no valor repassado aos motoristas”, destaca Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil.
Ainda segundo Pina, no comparativo com o consolidado de dezembro, em que o tipo comum fechou a R$ 6,02 e o S-10 a R$ 6,18, o cenário ainda é de redução média de 1% para o comum e de 0,5% para o S-10.
por Setceb | jan 9, 2024 | Uncategorized
Representantes de motoristas, empresários e da indústria e comércio de caminhões mantém otimismo moderado.
Nelson Bortolin
O ano de 2024 tende a ser melhor que 2023. A avaliação é de entidades que representam empresas de transportes, caminhoneiros autônomos e a indústria e comércio de caminhões. O clima no setor é de otimismo moderado.
“Do ponto de vista geral, o setor espera uma melhora”, afirma o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo (Setcesp), Adriano Depentor. Ele acredita que, no cenário macroeconômico, haverá mais previsibilidade no preço do diesel e no câmbio e os juros devem seguir em queda.
Outro motivo para otimismo é a crescente demanda por ESG, sigla em inglês que representa medidas relacionadas ao meio ambiente, sociais e de governança das empresas. De acordo com ele, os embarcadores estão cada dia mais preocupados com esses fatores e isso impacta positivamente sobre o transporte de carga. “O setor de transporte é jovem e está amadurecendo. Ele precisa amadurecer com regras claras, com transparência, sem amadorismo.”
Os transportadores, de acordo com ele, precisam evoluir em governança, garantindo mais transparência nas organizações, precisam ter mais responsabilidade social com a comunidade e tomar medidas na área ambiental. “Quando a gente fala na questão ambiental não é apenas trabalhar para ter combustíveis alternativos, mas fazer renovação de frota e ter uma manutenção adequada dos veículos.”
Além do ESG, o e-commerce deve continuar impulsionando o transporte em 2024. “Essa é uma atividade que explodiu durante a pandemia e continua a crescer. isso traz boas expectativas para o transporte”, alega.
Aumento de impostos
Dúvidas e preocupações, no entanto, mantém o empresário com os pés no chão quando pensa no próximo ano. Uma delas é a renovação ou não da desoneração da folha de pagamento do setor, decisão que precisa ser tomada pelo Congresso Nacional ainda neste ano.
A tributação do setor num futuro próximo é outro ponto que preocupa. Ao contrário da indústria e do comércio, o setor de serviços, de acordo com o presidente do Setcesp, saiu prejudicado com a reforma tributária. E, a partir de 2026, deve começar a sentir esse prejuízo. Estima-se que a tributação sobre o transporte deva subir 25%. “Isso mexe um pouco com os ânimos e apetite de investimentos.”
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou parte da lei 13.103, que regulamenta o descanso dos motoristas profissionais, também é um sinal de alerta, pelo menos até que seja publicada a modulação do voto dos ministros.
Depentor espera que haja alguma flexibilidade quanto ao descanso semanal obrigatório. A lei 13.103 permite que os motoristas em viagens longas possam acumular até 3 dias de descanso semanal para tirarem de uma só vez quando voltam para casa. Mas esse dispositivo foi considerado inconstitucional pela corte. “Imagina que o motorista está a 10 horas de chegar em casa e aí precisa fazer o descanso semanal num posto, num local ermo, sem condições de infraestrutura e longe da família”, destaca.
Em determinados casos, de acordo com o empresário, mesmo estando perto de casa, o motorista terá de seguir viagem sem ver a família. “Essa flexibilidade precisa ser levada em consideração, seja através de lei ou por acordos coletivos.”
Pontos de descanso
A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) também mantém esperança de que 2024 será melhor para a categoria. A entidade acredita que a implantação ou pelo menos a regulamentação de pontos de parada e descanso (PPD) vai evoluir no próximo ano.
Está aberta até o final de 2023 uma pesquisa feita em parceria entre a CNTA e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) visando coletar contribuições dos autônomos para a resolução que vai obrigar as concessionárias de rodovias com contratos vigentes ou futuros a implantar PPDs.
A ANTT já tem uma minuta de resolução e, segundo o assessor institucional da CNTA, Alan Medeiros, a pesquisa visa aprimorar essa minuta. Clique aqui e leia mais. “É a primeira vez que a categoria tem a oportunidade e opinar sobre como deve ser um ponto de descanso”, ressalta ele.
Para ser um PPD, é preciso buscar homologação na ANTT. Segundo Medeiros, hoje existem cerca de 150 PPDs no País, a maioria com pouca infraestrutura para o caminhoneiro. E, em alguns casos, o motorista chega a pagar R$ 100 pelo pernoite.
Pela nova proposta, o PPD terá de oferecer uma série de soluções para o descanso e lazer do motorista. E o estacionamento no local durante o período de repouso do profissional não poderá ser cobrado. O governo vai firmar aditivos de contratos com as concessionárias para subsidiar esses custos.
Na verdade, o serviço será pago por todos os usuários de rodovias que passarem pelas praças de pedágio. “No PPD o caminhoneiro passa boa parte do seu tempo. E, ainda mais com a decisão do Supremo, ele terá de descansar 11 horas ininterruptas entre dois dias de trabalho. Então, nesse sentindo, a gente espera que 2024 será melhor para o caminhoneiro.”
Outra boa notícia para o motorista é que as rodovias deverão melhorar. Depois de quatro anos praticamente sem investimentos, o governo federal voltou a apostar na infraestrutura viária em 2023 e, para 2024, o orçamento é de R$ 16 bilhões nesta área.
Terceirização
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou parte da lei do descanso é um fator que pode beneficiar o autônomo na visão de Medeiros.
Isso porque a parte da lei 13.103 que permitia às empresas excluírem o tempo de espera para carga e descarga da jornada de trabalho foi considerada inconstitucional.
A lei permitia às transportadoras pagarem 30% do valor da hora normal de trabalho para o motorista enquanto ele estava em fila de espera. E a jornada de trabalho só começava a contar no momento em que o profissional saía para a estrada.
Com a decisão do STF, se o motorista passar o tempo equivalente a uma jornada esperando para carregar ou descarregar, ele terá de descansar 11 horas para só depois começar a viagem. E a remuneração do profissional parado em fila ou dirigindo não pode ser diferenciada.
Por isso, Medeiros acredita que o autônomo, que não segue essa regra, pode ser mais procurado pelas empresas.
Montadoras preveem crescimento de 14%
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que representa as montadoras, projeta um crescimento na venda de caminhões de 14% em 2024. O ano que chega ao final foi muito ruim para o segmento, com uma retração de 15,2% atribuída à chega dos veículos Euro 6, que custam mais caro e também às altas taxas de juros.
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que representa as concessionárias, não cravou um índice para 2024, mas também aposta em crescimento. “O ano foi desafiador até o momento. Os fatores que impediam melhores resultados, como custo do crédito e dos veículos Euro 6, parecem arrefecer aos poucos. Já temos cerca de 90% do mercado de novos com a tecnologia Euro 6 e os bancos das montadoras têm ofertado taxa de juros abaixo de 1% para facilitar o financiamento”, disse o presidente da entidade, Andreta Júnior, por meio da assessoria de imprensa.
por Setceb | jan 8, 2024 | Uncategorized
Com nova resolução, o limite da combinação de veículo de carga, que era de 18,6 metros, passa a 19,3 metros.
O comprimento máximo dos veículos articulados com duas unidades, do tipo caminhão-trator e semirreboque, passa de 18,60 metros para 19,30 metros. A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional do Trânsito (Contran) por meio da resolução 882, de 13 de dezembro de 2021, que estabelece os limites de pesos e dimensões para veículos que transitem por vias terrestres.
De acordo com o engenheiro Rubem de Melo, especialista em legislação de trânsito e transporte, o aumento do comprimento dessa combinação é um antecipação do governo a uma demanda dos transportadores em busca de maior produtividade e uma forma de criar condições e estímulos para o uso de novas tecnologias de combustíveis (GNL por exemplo), que exigem um entre-eixo maior no caminhão-trator.
“Sem esse ajuste ficaria inviável a manutenção do comprimento atual de 18,60 metros para as empresas que resolvessem optar por combustíveis mais sustentáveis. Ele obrigaria uma troca da frota por carretas menores para compensar”, completa Melo.
Ganha o meio ambiente, mas, a reboque dessa decisão, o transporte de carga comemora pois a combinação vai poder levar ao menos 5 metros cúbicos a mais de carga.
por Setceb | jan 8, 2024 | Uncategorized
A Lei Ferrari (Lei 6.729/1979) está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal pela Procuradoria-Geral da República. Essa é a lei que regulamenta o funcionamento das concessionárias de veículos, por meio de concessão entre as fabricantes e as distribuidoras.
O ministro Edson Fachin é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1106, que trata do assunto.
ssa lei exige que as concessionárias só façam vendas de uma marca, vedando a comercialização de veículos fabricados ou fornecidos por outra montadora, além de limitar a área geográfica de atuação das concessionárias, por meio de cláusulas de exclusividade territorial.
Para a PRG, “a política industrial e comercial automotiva implementada pela lei intervém indevidamente na economia e viola princípios constitucionais como o da livre concorrência, da defesa do consumidor e da repressão ao abuso de poder econômico”.
De acordo com a PGR, a Lei Ferrari foi criada em uma época em que o estado intervinha demais na economia, durante o regime militar, para beneficiar setores específicos da economia, com o objetivo de proteger concessionárias de automóveis do poder econômico das montadoras.
Com a Constituição Federal de 1988, esse modelo foi substituído pelo do livre mercado, baseado na livre iniciativa e na livre concorrência.