EXECUTIVOS DO TRANSPORTE DISCUTEM INOVAÇÃO E FUTURO DO SETOR EM PROGRAMA IMERSIVO DO SEST SENAT

No primeiro dia do Executive Program, em São Paulo, as tendências e oportunidades em tempos de transformação digital pautaram as discussões.

O futuro ainda não foi escrito, mas é nele que depositamos nossas esperanças e projeções para o amanhã. Diante das incertezas, como se preparar para o que está por vir? Com essa provocação, mais de 80 executivos do setor de transporte foram desafiados a refletir sobre tendências e oportunidades em tempos de transformação digital. O pontapé inicial dessa jornada foi dado por Jeffrey Rogers, especialista em aprendizagem e inovação da Singularity University, durante a aula inaugural da segunda edição do Executive Program – Transformando o Transporte: inovação, liderança e tecnologia para o futuro, neste domingo (16).

O evento, promovido pelo SEST SENAT, em parceria com a Singularity University, acontece até quarta-feira (19), em Embu das Artes (SP). Durante três dias de imersão, os participantes terão acesso a oficinas, palestras e debates sobre inovação, inteligência artificial e novas tecnologias aplicadas ao setor de transporte.

Transformação exponencial: o novo paradigma dos negócios

Segundo Jeffrey Rogers, há décadas, ouvimos que estamos vivendo a fase mais incerta da história. Esse sentimento deve persistir, mas o que precisa mudar é a forma como lidamos com a incerteza. O mundo linear já não cabe mais no empreendedorismo, e o futuro dos negócios exige uma visão exponencial, impulsionada pelas tecnologias emergentes.

Na sua visão, esse novo paradigma ficou mais evidente a partir de 2012, com o avanço da telefonia móvel e da economia digital. Um exemplo emblemático dessa transformação é o Airbnb, que revolucionou o setor de hospedagem ao introduzir um novo conceito de confiança e compartilhamento. “Uma das premissas da tecnologia exponencial é tornar os processos mais acessíveis, eficientes e democráticos, abrindo espaço para novas ferramentas e modelos de negócios”, destaca Rogers.

O impacto da inovação no transporte

A proposta do Executive Program é entender como essas mudanças impactam o setor de transporte no Brasil e fortalecer o protagonismo das empresas diante desse novo cenário. Para isso, as discussões giram em torno de desafios estratégicos, empreendedorismo e competitividade sustentável.

Para Rogers, desenvolver o pensamento exponencial é essencial para enfrentar um futuro incerto. Isso significa apostar em moonshots, aquelas ideias ousadas que visam um crescimento exponencial e soluções transformadoras para os desafios do setor.

Nesse contexto, a inovação já não depende mais de planejamentos de longo prazo. A era dos dados em tempo real e da inteligência artificial permite que as empresas tomem decisões ágeis e embasadas, sem precisar esperar anos por pesquisas tradicionais. Além disso, questões como a sustentabilidade ambiental ganham cada vez mais relevância. “As empresas precisam atender a esses critérios para evitar sanções e manter uma imagem positiva perante o público”, alerta o especialista.

Tendências e estratégias para o futuro

A programação do Executive Program explora temas fundamentais para o setor, como:

O poder dos dados e seu valor exponencial nos negócios;
O impacto da inteligência artificial e da automação nas operações;
Cenários energéticos e estratégias de inovação para o setor de transporte.

A iniciativa reafirma o compromisso do Sistema Transporte em preparar as empresas de transporte para os desafios da era digital, impulsionando a modernização, a eficiência e a competitividade do setor.

Esta edição do Executive Program é uma realização do SEST SENAT, em parceria com a Singularity University Brazil, instituição reconhecida mundialmente por seus programas de educação executiva e incubação de empresas voltadas para a inovação.

Transformação digital e inovação estratégica

Na abertura do evento, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, ressaltou a importância da imersão para ampliar a visão dos executivos sobre o futuro do setor. “Esperamos que o Executive Program nos leve a experimentar novas abordagens e, principalmente, a enxergar nossas empresas sob uma nova perspectiva. Para isso, reunimos aqui especialistas do Brasil e do mundo, promovendo um intercâmbio de ideias que fortalece a sustentabilidade do transporte”, afirmou.

A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, destacou que o evento reúne empresários de diferentes perfis e segmentos, reforçando sua abordagem prática e aplicada. “Esta é uma oportunidade única de conectar teoria e experiência prática, proporcionando reflexões e soluções alinhadas às demandas reais do setor”, enfatizou.

Já o diretor executivo nacional adjunto do SEST SENAT, Vinícius Ladeira, pontuou que esta segunda edição reflete o êxito da iniciativa anterior. “Adaptamos o programa para que ele esteja cada vez mais alinhado à realidade do transporte no Brasil, garantindo um conteúdo relevante e estratégico para os participantes”, disse.

Uso estratégico de dados e posicionamento do setor

A diretora executiva interina da CNT, Fernanda Rezende, reforçou que a Confederação Nacional do Transporte coloca à disposição do setor um vasto acervo de estudos e pesquisas para embasar decisões estratégicas. “Nosso papel é entender cada vez mais as necessidades do setor e fornecer dados qualificados que auxiliem os transportadores no enfrentamento dos desafios”, pontuou.

No contexto das relações institucionais, o diretor de relações institucionais da CNT, Valter Souza, destacou o engajamento dos empresários no evento como um indicativo da força do setor. “A presença ativa dos transportadores reafirma nossa missão de atuar em defesa do transporte no Brasil, garantindo um ambiente mais favorável para o desenvolvimento do setor”, ressaltou.

Já no campo da educação executiva, a diretora adjunta do ITL, Eliana Costa, reforçou o compromisso do Instituto de Transporte e Logística (ITL) com a qualificação do setor. “Nosso trabalho é transformar o transporte por meio da educação, trazendo novas tecnologias, ferramentas e conceitos que garantam mais competitividade e sustentabilidade”, enfatizou.

LEI DO MOTORISTA É TEMA DE ENCONTRO DO SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE DE CARGAS E LOGÍSTICA DE MINAS GERAIS EM ARAXÁ

O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg) realizará, no dia 19 de março, quarta-feira, às 8h30, o ‘Café da Manhã’ em Araxá, para discutir a Lei do Motorista e os impactos da recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O evento, que abordará um tema atual e de grande relevância para o setor, com reflexos diretos nas empresas e na economia, será no SEST SENAT, que fica na Avenida Ministro Olavo Drummond, 2400 – Bairro Aeroporto.

A palestra será conduzida pelo assessor jurídico do Setcemg, Jeferson Oliveira, especialista em legislação trabalhista aplicada ao transporte de cargas. Durante o evento, ele apresentará as principais implicações da decisão do Superior Tribunal Federal (STF) e compartilhará estratégias para que as empresas estejam em conformidade com a legislação, minimizando riscos e garantindo maior segurança nas operações.

Para o assessor, a correta aplicação da Lei do Motorista é essencial para garantir segurança jurídica e prevenir passivos trabalhistas. Segundo ele, as empresas do setor enfrentam desafios para adaptar a legislação e as decisões judiciais às áreas operacionais, de recursos humanos e comercial. “O encontro visa esclarecer essas questões e fornecer orientações práticas para os participantes”, enfatiza.

A palestra será conduzida pelo assessor jurídico do Setcemg, Jeferson Oliveira

De acordo com o presidente do Setcemg, Antonio Luis da Silva, o ‘Café da Manhã’ em Araxá “reforça o compromisso do sindicato em promover a atualização e o diálogo sobre temas que impactam diretamente o transporte de cargas em Minas Gerais, oferecendo suporte técnico e jurídico para as empresas do setor”.

SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SP LANÇA FERRAMENTA PARA CONSULTA DE ROUBOS DE CARGA NO ESTADO

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) disponibiliza uma nova ferramenta online para consulta de ocorrências de roubo de carga no estado. A plataforma SP Carga permite que transportadores acessem um sistema de informações e prevenções a crimes praticados contra o transporte de cargas, auxiliando na gestão de risco e na segurança das operações.

A consulta pode ser feita de forma rápida e prática diretamente pelo site da SSP-SP: www.ssp.sp.gov.br/estatistica/spcarga.

VENDAS DE IMPLEMENTOS RODOVIÁRIOS TÊM PEQUENO CRESCIMENTO NO PRIMEIRO BIMESTRE

Do total de 23.762 produtos emplacados de janeiro a fevereiro deste ano, 1,59% superior a igual período de 2024, o segmento de leves cresceu 28,69%, com 11.362 unidades, e o de pesados teve redução de 14,85%, chegando a 12.400 unidades.

As vendas de implementos rodoviários apresentaram resultados positivos no primeiro bimestre de 2025, com 23.762 produtos emplacados, o que representou um crescimento de 1,59% sobre o mesmo período de 2024, quando foram comercializadas 23.391 unidades no mercado brasileiro, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir).

O destaque no período está no segmento de carrocerias sobre chassis, com 11.362 produtos distribuídos ao mercado, 28,69% superior ao primeiro bimestre de 2024, quando foram entregues 8.829 unidades. “O segmento de leves surpreende nesse início de ano com todas as linhas de produtos apresentando curva positiva de crescimento”, afirma José Carlos Sprícigo, presidente da Anfir.

Segundo a Anfir, o segmento de leves segue em direção a patamares mais elevados de vendas, num movimento de recuperação histórica de sua participação de mercado. Neste segmento, o maior volume comercializado de janeiro a fevereiro de 2025 foi de baú alumínio/frigorífico, com 4.749 unidades, aumento de 25,4% sobre igual período de 2024 (3.787 unidades), seguido por graneleiro/carga seca, com 2.550 unidades, 30,57% a mais que nos dois primeiros meses do ano passado (1.953 unidades), e basculante, que teve 1.297 unidades emplacadas, 26,66% acima de igual período do ano anterior (1.024 unidades).

Reboques e semirreboques

O segmento de reboques e semirreboques teve 12.400 unidades emplacadas no primeiro bimestre de 2025, redução de 14,85% em relação a igual período do ano passado, quando foram comercializados 14.562 produtos no país. O presidente da Anfir atribui a queda no início deste ano aos juros elevados e sem previsão de que eles baixem, além do alto custo da produção com a queda do mercado. “De certa forma, já existe uma dificuldade de acesso ao crédito que coaduna com um cenário não favorável de curto e médio prazo”, comenta Sprícigo. E adverte: “se não houver reação no mercado de reboques e semirreboques, vamos ter que alterar nossa previsão para 2025”.

O presidente da Anfir destaca que a alta de juros e a restrição ao crédito são fatores de preocupação para o segmento de pesados. Ele assinala que a notícia passada pelo setor de agronegócio de que o Brasil terá crescimento de 11,1% na safra de soja 2024/25 mostra que poderá haver recuperação nos negócios. “Mas ela não é imediata e precisamos estar atentos e avaliando o desempenho do mercado mês a mês”, afirma Sprícigo.

Mercado externo

No mercado externo, o resultado não é favorável neste início de ano. Em janeiro, as empresas exportaram 220 implementos rodoviários, 24,66% inferior ao mesmo mês de 2024, quando foram comercializados 292 produtos no mercado internacional.

RELATÓRIO MENSAL DO ÍNDICE NACIONAL DE CUSTOS DO TRANSPORTE – (INCTF E INCTL) | FEVEREIRO/25

O DECOPE – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas da NTC&Logística é responsável por estudos técnicos, voltados à apuração de custos de transporte rodoviário de cargas e logística, estatística do setor, estudos macroeconômicos e formação de índices de custos referenciais que medem a inflação do setor, dentre eles os dois com mais destaque são o INCTF – Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Fracionada e o Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Lotação, o INCTL.

O INCTF e INCTL têm como objetivo principal medir a evolução dos custos operacionais de transporte rodoviário de cargas e são índices do setor de transporte com grande repercussão e credibilidade, publicado no site da NTC e por todas as entidades que representam o transporte (Sindicatos e Federações), bem como em outros meios de comunicação. Eles servem ainda como instrumento de atualização de contratos públicos e privados no mercado de frete.

INFORME: Com a decisão do Governo Federal de encerrar o programa de desoneração da folha de pagamento, que permitia a substituição da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de salários, por alíquota sobre a receita bruta da empresa, desse modo o INCT já contempla a reoneração da folha de pagamento.

Vale ressaltar, que o Conselho Nacional de POLíTICA Fazendária (CONFAZ) definiu um reajuste do ICMS sobre o diesel em R$0,06, com vigência a partir de 1º de fevereiro, bem como a Petrobrás anunciou um reajuste de 6,29% em 31 de janeiro 2025, portanto o reajuste do diesel já abrange o INCT de fevereiro.

INCT-F DECOPE/NTC DE FEVEREIRO/24 A FEVEREIRO/25

A NTC&LOGÍSTICA comunica aos associados que a variação média do(INCTF[1] DECOPE/NTC) foi de 0,64% no mês de fevereiro e acumula nos últimos doze meses 6,84% (seis virgula oitenta e quatro por cento), entre março de 2024 e fevereiro de 2025 (fevereiro de 2025*/- sobre fevereiro de 2024 ou ainda, nos últimos doze meses).

O INCTF mede a evolução de todos os custos da carga fracionada, incluindo transferência, coleta e distribuição, custos administração e de terminais. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.

INCTL – DECOPE/NTC DE FEVEREIRO/24 A FEVEREIRO/25

O INCTL[2] reflete a variação dos custos do transporte RODOVIáRIO de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.

A sua variação média foi de 5,23% (cinco vírgula vinte e três por cento) de março de 2024 a fevereiro de 2025 (fevereiro de 2025 sobre fevereiro de 2024, ou ainda nos últimos doze meses) e no mês variando 0,73%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS COMBÚSTÍVEIS

O preço por litro do óleo diesel S-10, teve uma variação de 4,86% no mês de fevereiro/25, quando comparado com o mês anterior, sendo comercializado a R$ 6,470 p/litro. No período de 12 meses (fev-25 contra fev-24), a variação acumulada é de 8,38%, resultado, principalmente ditado pela nova regra política da Petrobrás.

O aditivo Arla 32, utilizado para reduzir as emissões de poluentes registrou variação de 2,11% no mês. Desde março/12 até hoje, o aditivo já acumulou queda de (22,37%).

O óleo diesel comum, ainda consumido pela frota brasileira, teve variação acumulada em 8,49% nos 12 meses. No mês de fevereiro o óleo foi comercializado a R$ 6,390 p/litro, contra R$ 5,890 p/litro no mesmo período do ano anterior, já o período mensal registrou variação de 4,93%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS DEMAIS INSUMOS NA FRACIONADA

No mês, o veículo de transferência registrou um acréscimo de 1,03% e o veículo de distribuição urbana uma variação de 2,77%, já os implementos de transferência e de distribuição não registrou variação.

Considerando o período de 12 meses, os insumos que contribuíram para a variação do INCTF na operação de transferência foram: veículo 1,07%, carroceria baú 0,00%, pneu – 275/80 R 22,5 com variação de 1,11%, recapagem 1,50%, lavagem com 6,45%, salário do motorista 6,00% e seguro do casco 1,0%.

Na operação de coleta e distribuição, os insumos que tiveram variação foram: veículo com variação de 4,27%, carroceria ¾ baú de alumínio com variação de 0,00%, pneu 215/75 – R 17,5 com 2,14%, recapagem com 3,29%, lavagem com 6,45%, seguros do casco e contra terceiros com 4,0%, salário de motorista 6,00% e salário de ajudante 6,00%.

DESPESAS ADMINISTRATIVAS

As despesas administrativas de uma forma geral registraram em janeiro variação 0,04% de 2025, quando comparada com as despesas do mês anterior. Já as despesas administrativas, exceto os salários, variaram 0,13%.

Nos 12 meses, as despesas administrativas vêm registrando alta de 7,53%, agravado principalmente, pelo reajuste do IPTU para 2025. A evolução acumulada das despesas administrativas, exceto salários, foi de 3,58%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS PRINCIPAIS INSUMOS NA LOTAÇÃO

Considerando a variação mensal, as despesas administrativas registraram variação de 1,23%, despesas administrativas (exceto salários) 0,08%, cavalo mecânico (0,91%), pneus (0,66%), recapagem 0,0%, seguros (0,80%).

ANÁLISE DE 12 MESES

Nos 12 meses (fev/25 contra fev/24), o cavalo mecânico teve variação de 3,23%, semirreboque 0,00%, seguros 2,81%, DAT – 5,06%, recapagem com 6,45%, lavagem 6,45%, rodoar 0,0% e 1,11% pneus – 295/80 R22.

INCT-FR, INCT-FOU INCVT e INCT-FRIG

A evolução completa do INCTF, do INCTL e dos demais índices (INCTFR, INCTFOU, INCVT – Índice Nacional do Custo Variável do Transporte e INCTFRIG Índice Nacional do Custo do Transporte Frigorífico), assim como dos insumos do transporte encontra-se à disposição dos filiados da NTC&LOGÍSTICA na área restrita aos associados do site www.portalntc.org.br. Para acessar esta área, clique no canal Técnico e Econômico. Em seguida, clique “Downloads”.

O Departamento Técnico e Econômico da NTC&LOGÍSTICA (DECOPE) coloca-se à disposição das empresas e entidades associadas para prestar qualquer informação complementar pelo telefone (0xx11) 2632-1526/1536 ou pelo e-mail economia@ntc.org.br.

São Paulo, 28 de fevereiro de 2025.

DECOPE/NTC&LOGÍSTICA

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[1] É livre a reprodução total ou parcial desta nota em qualquer meio de comunicação, desde que não sejam omitidos ou alterados aspectos essenciais à compreensão da mesma e desde que seja citada a fonte como segue: DECOPE/NTC&LOGÍSTICA – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas/Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística.

[2] Este custo inclui custo peso, GRIS, custo valor para mercadorias de baixo valor (R$ 6.171,39 TON.) e PIS/COFINS. Não inclui taxa de lucro e pedágios. Franquia de 6 horas para carga e descarga. Acima disso, o custo adicional é de R$ 232,21 p/hora útil parada, ou R$ 9,29 por tonelada por hora útil.

RESOLUÇÃO DO CONTRAN PROÍBE VENDA DE CARRETAS SEM PNEUS

A Resolução nº 913 torna obrigatória a presença de pneus novos na comercialização de veículos, reboques e semirreboques; CTB também prevê multa e apreensão em caso de ausência de pneus.

Nas últimas semanas, as ações de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) voltadas para a circulação de implementos rodoviários sem pneus se tornaram um dos assuntos mais discutidos e polêmicos no Transporte RODOVIáRIO de Cargas brasileiro. Na ocorrência mais recente, registrada no dia 3 de março, agentes da PRF apreenderam um semirreboque zero quilômetro que circulava sem 13 pneus.

Diante da grande repercussão do caso, inúmeros questionamentos surgiram sobre a prática, que é comum no país, principalmente no processo de venda e entrega de semirreboques, sejam eles novos ou seminovos. Concessionárias e empresas especializadas nas comercialização de implementos rodoviários até mesmo anunciam a venda dos produtos sem os pneus.

Apesar da recorrência, o que acaba passando despercebido ou até mesmo ignorado, é que a atual legislação de trânsito brasileira possui regras claras e específicas, que proíbem tal prática. Trata-se da Resolução nº 913 (antiga Resolução nº 492) do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN). De acordo com o documento, é proibida a comercialização de veículos, reboques e/ou semirreboques novos, de produção nacional ou importados, sem a presença de pneus novos.

“Art. 2º Os veículos novos, assemelhados ou deles derivados, automotores, elétricos, reboques ou semirreboques, de produção nacional ou importados, somente podem ser comercializados no País quando equipados com pneus novos que estejam em conformidade com os Regulamentos Técnicos do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO)”.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) também trata desta questão, porém de forma abrangente. Como os pneus são considerados um equipamento de uso obrigatório, a ausência dos mesmos nos semirreboques, mesmo que vazios e em deslocamento após a venda, caracteriza uma infração prevista no Inciso IX do Art. 230: “Conduzir o veículo: sem equipamento obrigatório ou estando este ineficiente ou inoperante”. Tal prática é considerada uma infração grave, punida com multa de R$ 195,23, cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo para regularização; neste caso, do implemento para a instalação dos pneus.

Portanto, por mais que seja uma prática recorrente no mercado brasileiro de implementos rodoviários, é fundamental se atentar para a legislação de trânsito vigente, evitando assim penalidades e até mesmo prejuízos financeiros. Vale lembrar ainda que, conforme a própria lei estabelece, é um direito do transportador receber os implementos adquiridos com pneus novos.

Confira na íntegra a Resolução nº 913: CLIQUE AQUI

Posicionamento da ANFIR

Procurada pelo Portal Caminhões e Carretas, a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR) comentou sobre os recentes casos envolvendo semirreboques sem pneus. Em nota, a entidade afirma que orienta os fabricantes sobre a importância de se seguir a legislação, porém os órgãos de fiscalização é quem têm a competência necessária para fazer cumprir a mesma.

A entidade também ressaltou outro ponto importante da legislação. Atualmente, todo implemento rodoviário deve possuir um Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT) emitido pela Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN). Neste documento, deve constar a quantidade de pneus existentes, sendo quatro por eixo. Portanto, segundo a ANFIR “deve ser entregue com a quantidade de pneus que consta no seu CAT em conformidade com a legislação vigente”.

Divergências entre o implemento rodoviário e o que consta no documento podem acarretar uma série de problemas, como por exemplo, a suspensão do CAT, tornando assim o semirreboque um produto ilegal perante a legislação e inapto para circular.

O que diz a Guerra Implementos?

Na ocorrência do dia 3 março, o implemento rodoviário apreendido pela PRF se tratava de um semirreboque tanque com 4 eixos, produzidos pela GUERRA Implementos. Também procurada pelo Portal Caminhões e Carretas, a fabricante, com sede em Caxias do Sul (RS), se pronunciou sobre o ocorrido.

Através da assessoria de imprensa, a empresa afirmou que “busca o aperfeiçoamento contínuo e o respeito integral à legislação, razão pela qual verificará o que houve no caso concreto, tomando as providências necessárias. Esta afirmação reflete o compromisso da marca em operar em conformidade com a lei”.

Sobre o processo de comercialização de implementos rodoviários, a GUERRA explicou que “oferece aos clientes a opção de adquirir seus implementos rodoviários sem a inclusão dos pneus, desde que o cliente forneça pneus novos para serem instalados na fábrica antes da entrega. Tal medida visa flexibilizar o atendimento e prestigiar a atuação da livre concorrência, tendo o cliente como foco principal”.