MULHERES NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS SÃO PROTAGONISTAS DE IMPORTANTES TRANSFORMAÇÕES NO SETOR

O Dia Internacional da Mulher, comemorado anualmente no dia 8 de março, é um marco para refletirmos sobre o protagonismo feminino em diversas áreas da sociedade e, no setor de Transporte RODOVIáRIO de Cargas (TRC), não é diferente. Em nome da NTC&Logística, é com muita satisfação que celebramos esta data, valorizando a inclusão e a expansão da presença e participação de mulheres em um setor tradicionalmente desafiador e repleto de oportunidades.

De acordo com o Índice de Equidade no TRC 2023-2024, realizado pelo Instituto Paulista do Transporte de Carga (IPTC), as mulheres representam 26% da força de trabalho nas empresas do setor, enquanto os homens somam 74%. Apenas 3% das mulheres atuam como motoristas e 3% ocupam cargos de liderança, evidenciando a necessidade de políticas mais inclusivas para equilibrar essa disparidade. Além disso, 15% das empresas afirmam possuir mais de 3% de mulheres motoristas, enquanto apenas 8% das empresas têm acima de 31% de mulheres na liderança, destacando a importância de se ampliar a representatividade feminina nas operações e na gestão do setor.

O estudo também apontou que empresas que adotam políticas de equidade têm maior sucesso na retenção de talentos e na melhoria do ambiente organizacional. 81% das empresas entrevistadas afirmaram ter estratégias para aumentar a contratação de mulheres, e 63% já divulgam planos de ação para ampliar sua representatividade em cargos de liderança. Além disso, 90% das empresas afirmam que suas contratações são feitas sem que o gênero influencie na escolha, e 87% contrataram mulheres para cargos de liderança no último ano. A inclusão de mulheres tem sido associada a conquistas importantes, como a redução de acidentes, aumento da produtividade e melhoria da imagem corporativa, tornando-se um fator essencial para o desenvolvimento sustentável do setor.

As mulheres têm ocupado cada vez mais espaço em posições estratégicas, demonstrando liderança, competência e inovação. Na NTC&Logística – a título de exemplo, apenas entre os órgãos de administração da entidade –, temos orgulho de contar com a valorosa contribuição de mulheres que inspiram e impulsionam nosso setor com dedicação e expertise, como Joyce Bessa, vice-presidente extraordinária da Pauta ESG; Priscila Zanette, vice-coordenadora nacional da COMJOVEM, Gislaine Zorzin e Rafaela Cozar, eleitas para o Conselho Superior de nossa Associação, e Valéria Melnik, vice-coordenadora do Instituto COMJOVEM de Desenvolvimento Mercadológico.

Nos últimos anos, temos testemunhado um avanço significativo em projetos e programas voltados para a promoção da equidade de gênero no TRC. O “Vez&Voz”, iniciativa do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), sob a liderança de sua presidente executiva, Ana Carolina Jarrouge, tem sido um pilar nesse movimento e conta com o apoio da NTC&Logística. Além disso, projetos como “A Voz Delas”, da Mercedes-Benz, e “Caminho para Elas”, da Iveco, têm ampliado as oportunidades para as mulheres no setor. A COMJOVEM – Comissão de Jovens Empresários e Executivos da NTC&Logística também desempenha um papel expressivo ao fomentar um ambiente de desenvolvimento e ascensão profissional para mulheres que atuam na gestão do transporte. Do total de 546 membros, 154 são mulheres, sendo que, entre os 82 coordenadores e vice-coordenadores, 23 são mulheres.

Mais do que apenas reconhecer as contribuições femininas, precisamos agir para fortalecer esse movimento. Convido nossos associados e parceiros a intensificarem iniciativas que promovam a diversidade e a equidade em suas organizações. A construção de um setor mais forte passa pela inclusão e pelo reconhecimento do talento, independentemente de gênero.

Registro minha profunda admiração e respeito por todas as mulheres que fazem a diferença na NTC&Logística e no Sistema Transporte. Nomes como Eliana Costa, diretora-adjunta do ITL; Nicole Goulart, diretora executiva nacional do SEST SENAT, que lidera uma equipe composta por 8.500 colaboradores em todo o país, sendo 60% de mulheres; Tania Drumond, vice-presidente da FETRANSCARGA, são notáveis referências para todos nós. Elas, assim como tantas outras profissionais do setor, nos mostram, diariamente, que a dedicação e o profissionalismo são o caminho para alcançarmos um futuro mais justo e promissor.

A equidade de gênero não deve ser apenas um objetivo, mas uma realidade que construímos juntos a cada dia. Seguimos firmes nessa direção, acreditando que o setor de Transporte Rodoviário de Cargas, cada vez mais diverso e inclusivo, continuará crescendo e se fortalecendo com a presença e o talento das mulheres.

Brasília, 7 de março de 2025.

Eduardo Rebuzzi

Presidente da NTC&Logística

OBRIGATORIEDADE DO SEGURO DE RESPONSABILIDADE CIVIL DE VEÍCULO (RC-V): O QUE MUDA PARA O SETOR DE TRANSPORTES E SEGUROS?

A resolução CNSP 478/24 torna obrigatório o seguro RC-V, ampliando coberturas e desafios para seguradoras e transportadores no setor de cargas.

A recente publicação da Resolução CNSP 478,/24, pelo CNSP – Conselho Nacional de Seguros Privados, representa um avanço regulatório do Seguro de Responsabilidade Civil de Veículo (RC-V). A norma estabelece diretrizes para a cobertura de danos corporais e materiais causados a terceiros por veículos utilizados no transporte RODOVIáRIO de cargas e atende ao disposto na ei 14.599/23, que tornou obrigatória a contratação desse seguro. Até então, essa era uma decisão facultativa, o que traz mudanças expressivas tanto para os transportadores quanto para as seguradoras.

Entre os principais pontos do normativo, destaca-se a determinação de que o transportador rodoviário de cargas será o segurado do RC-V. Em casos de subcontratação do Transportador Autônomo de Cargas (TAC), a responsabilidade pela contratação do seguro será do contratante do serviço, devendo ser firmado um contrato por viagem em nome do TAC subcontratado. Há ainda a possibilidade de contratação de uma apólice coletiva pelo contratante para cobrir mais de um TAC subcontratado.

Outro ponto de grande impacto é a previsão de que a cobertura do seguro RC-V será válida mesmo quando o veículo não estiver realizando operação de transporte, o que amplia substancialmente a exposição ao risco para as seguradoras. Além disso, a norma veda expressamente a aplicação de franquia e a participação obrigatória do segurado nas coberturas obrigatórias de danos corporais e materiais.

Para as seguradoras, a nova regulamentação impõe exigências rigorosas, mas também abre espaço para novas frentes de atuação no mercado. A obrigatoriedade do RC-V expande significativamente o mercado de seguros para transporte de cargas, gerando um novo contingente de contratações que impulsiona o setor securitário.

No entanto, a ampliação do escopo do seguro, a ausência de franquia e a cobertura de veículos mesmo fora da operação de transporte representam um aumento expressivo na sinistralidade, exigindo das seguradoras um planejamento estratégico rigoroso para mitigação de riscos. A impossibilidade de repassar parte do risco ao segurado, por meio da franquia, tende a resultar em um maior volume de indenizações, elevando o custo das operações e pressionando a precificação das apólices.

A precificação se torna um dos maiores desafios. A necessidade de garantir equilíbrio atuarial, levando em conta a alta exposição ao risco e os custos operacionais, exige metodologias robustas de cálculo. O mercado precisará encontrar um ponto de viabilidade entre a competitividade dos prêmios e a necessidade de manter a sustentabilidade financeira do seguro. Para isso, será essencial um acompanhamento técnico detalhado da sinistralidade e da adequação dos valores de cobertura.

Ainda que haja desafios, a regulamentação traz consigo oportunidades importantes. O crescimento do mercado de seguros de transporte pode gerar uma diversificação das ofertas securitárias, possibilitando que as seguradoras desenvolvam coberturas adicionais e produtos complementares para ampliar sua competitividade e rentabilidade. Além disso, a normatização do RC-V confere maior previsibilidade ao setor, reduzindo inseguranças jurídicas que anteriormente envolviam a contratação facultativa desse tipo de seguro.

A nova regulamentação também reforça a necessidade de um planejamento mais rigoroso por parte dos transportadores, que deverão adequar suas operações e custos à obrigatoriedade do seguro. A inclusão do TAC no seguro contratado pelo transportador contratante traz um impacto direto para a logística e o gerenciamento de riscos, tornando ainda mais essencial uma atuação preventiva e estratégica.

Sendo assim, a publicação da Resolução CNSP 478/24 marca um novo cenário para o setor de transportes e para o mercado segurador. Se, por um lado, o aumento da demanda impulsiona novas oportunidades de negócio, por outro, impõe desafios complexos, especialmente no que diz respeito à gestão da sinistralidade e à necessidade de precificação adequada. O sucesso dessa nova regulamentação dependerá da adaptação das seguradoras, da colaboração entre transportadores e do acompanhamento atento das normas regulatórias.

LOGÍSTICA E TRANSPORTE LIDERAM DEMANDA POR PROFISSIONAIS NA MAIORIA DOS ESTADOS BRASILEIROS

A busca por qualificação nesse campo é impulsionada pelo crescimento globalizado e por novos modelos de negócios, especialmente com o avanço do e-commerce.

O Brasil enfrenta um grande desafio para atender à crescente demanda por profissionais qualificados na área industrial nos próximos anos. Segundo o Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI), o país precisará qualificar 14 milhões de pessoas para ocupações industriais até 2027. Desse total, 2,2 milhões são para formação inicial, visando substituir inativos e preencher novas vagas, enquanto 11,8 milhões exigem treinamento e desenvolvimento de trabalhadores que já atuam no setor e precisam se atualizar.

Entre as áreas mais demandadas, a logística e o transporte se destacam, liderando a necessidade de profissionais em 96,15% dos estados brasileiros. A exceção é Alagoas (AL), onde o setor aparece em segundo lugar. A busca por qualificação nesse campo é impulsionada pelo crescimento globalizado e por novos modelos de negócios, especialmente com o avanço do e-commerce.

Guilherme Salles, professor do curso de Logística EAD da UniCesumar, aponta que o setor logístico tem experimentado uma expansão significativa, com o transporte sendo um dos pilares dessa evolução. “O transporte é fundamental em todas as etapas do processo logístico. Como diz uma frase popular: ‘Movimentou? Então, é logística’”, destaca o especialista.

Além disso, Salles observa que o e-commerce tem gerado um impacto crescente na área. “A demanda por compras e entregas rápidas exige processos logísticos mais integrados. No e-commerce, visualizamos praticamente todos os processos logísticos, que precisam funcionar de forma fluida. Cada etapa depende da anterior para garantir a entrega no prazo e com eficiência”, comenta.

Formação e habilidades
Para ocupar cargos intermediários na logística, é essencial ter graduação superior. Cargos iniciais exigem ao menos que o candidato esteja cursando a graduação. “Na UniCesumar, oferecemos o curso de Tecnólogo em Logística, com duração de dois anos, que prepara os alunos para o mercado de trabalho, abrangendo áreas como transporte, produção, logística internacional e reversa”, destaca Salles.

Entre as habilidades mais valorizadas pelos recrutadores estão: pensamento crítico e analítico; capacidade de adaptação; resolução de problemas complexos; organização e atenção às padronizações dos processos.

NTC&LOGÍSTICA REFORÇA APOIO À ADOÇÃO DO TIR EM REUNIÃO COM A ANTT

Encontro abordou iniciativas para a modernização do transporte RODOVIáRIO e reforço das parcerias institucionais.

Na última sexta-feira (21), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recebeu representantes da União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU) e da NTC&Logística para um encontro em Brasília. A reunião teve como objetivo aprofundar as discussões sobre a adoção do Sistema TIR (Transportes Internacionais Rodoviários) no Brasil, além de fortalecer a cooperação entre as entidades em temas como capacitação profissional e descarbonização do setor.

A IRU, entidade global que representa e apoia o Setor de Transporte, destacou sua atuação na facilitação do comércio internacional, capacitação de profissionais e promoção de soluções sustentáveis para o transporte rodoviário. Durante o encontro, o diretor da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, ressaltou a importância das negociações bilaterais e multilaterais para a construção de um transporte mais eficiente e menos burocrático. “Nossa intenção é desburocratizar, trazer mais eficiência, redução de custos, promovendo um transporte mais seguro e, claro, respeitando a autonomia dos países”, afirmou.

A assessora de Relações Institucionais da NTC&Logística, Edmara Claudino, ratificou a posição da entidade quanto à relevância do TIR para a modernização do transporte brasileiro. “A implementação do TIR no Brasil é um passo essencial para impulsionar nossa competitividade no comércio internacional. A NTC&Logística tem trabalhado há anos, em parceria com a IRU, para viabilizar essa adesão. O Sistema representa uma evolução necessária para o setor, trazendo mais segurança, previsibilidade e eficiência ao Transporte Rodoviário de Cargas”, enfatizou.

O TIR é um instrumento internacional que simplifica e harmoniza os procedimentos aduaneiros, permitindo que mercadorias sejam transportadas de forma contínua e segura entre diferentes países. Com sua adoção, as cargas poderão cruzar fronteiras sem a necessidade de inspeções alfandegárias repetitivas, reduzindo custos operacionais, agilizando prazos de entrega e fortalecendo a competitividade das empresas brasileiras. Além disso, a adesão ao TIR impulsionaria a integração logística do Brasil com mercados internacionais, beneficiando especialmente corredores estratégicos como a Rota Bioceânica.

Outro ponto de destaque da reunião foi a capacitação dos servidores da ANTT. A IRU apresentou suas iniciativas voltadas ao desenvolvimento técnico e regulatório do setor, oferecendo treinamentos que abrangem desde boas práticas operacionais até regulamentações internacionais e sustentabilidade. O objetivo é fortalecer a qualificação dos profissionais da Agência, garantindo maior eficiência na fiscalização e aprimoramento das políticas públicas para o setor.

A pauta ambiental também esteve presente no encontro, com discussões sobre soluções para a descarbonização do transporte rodoviário. A IRU enfatizou a necessidade de políticas regulatórias voltadas para a redução das emissões de carbono e a adoção de tecnologias mais eficientes, reforçando que a sustentabilidade deve ser um pilar central nas decisões estratégicas do setor.

Foto: Jeff D’Avila / AESCOM ANTT

Além de Edmara Claudino, pela NTC&Logística, participaram da reunião os representantes da IRU, Ana Luiza Taliberti e Lucas Lagier; o chefe da Assessoria Especial de Relações Parlamentares e Institucionais (Aespi/ANTT), Allan Milagres; o chefe substituto da Assessoria de Relações Internacionais (Asint/ANTT), Henrique de Amorim Leite, e integrantes de áreas estratégicas da Agência. A NTC&Logística seguirá acompanhando de perto as discussões sobre a adoção do TIR no Brasil, corroborando seu compromisso com a modernização e o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas e da logística nacional.

PROBLEMAS NO ESCOAMENTO DE CARGAS PELOS PORTOS MOBILIZA INDÚSTRIA EM BUSCA DE SOLUÇÕES

CNI reuniu usuários de transportes marítimos e ANTAQ para debater dificuldades da indústria para a exportação de cargas industriais, que vêm causando prejuízos aos setores.

Cancelamentos de rotas, atrasos nos navios, omissão de escalas e filas excessivas são alguns dos muitos problemas enfrentados pela indústria para escoar cargas nos portos brasileiros. Esses transtornos têm causado enormes prejuízos para o setor produtivo nacional.

Nos últimos meses de 2024 e neste começo de ano, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem sido procurada por uma série de entidades representantes de setores industriais, com relatos de problemas nos portos e no transporte marítimo.

Para se ter ideia do tamanho do problema, 71% dos navios de contêineres que transportaram café tiveram atrasos ou mudanças de escalas com impacto nas exportações do produto, em dezembro do ano passado. Isso corresponde a 206 de 290 porta-contêineres, segundo dados do Boletim Detention Zero (DTZ).

O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, ressalta que os portos são o principal elo da cadeia logística da indústria nacional, respondendo por 96% das mercadorias exportadas pelo Brasil em toneladas.

“A movimentação de cargas em contêineres chegou a 13,9 milhões de TEUs em 2024, o dobro da registrada em 2010. Esse tipo de carga exerce um papel relevante para a economia de um país, especialmente por incluir produtos manufaturados e de maior valor agregado. É o caso das exportações de carnes refrigeradas, produtos de madeira e celulose, café e produtos químicos”, destaca Muniz.

De acordo com Ramon Cunha, de forma geral, a situação para exportação de produtos em contêineres piorou muito no país desde o segundo semestre do ano passado.

“A indústria exportadora tem uma previsão de que o navio vai buscar a carga, mas o transportador por algum motivo cancela, informando com tempo insuficiente para o empresário se programar. Outro problema é o atraso e a omissão da escala pelo transportador, passando direto pelo porto onde está a carga, o que, além do prejuízo pelo adiamento no transporte da carga, resulta em cobranças indevidas por tempo adicional de uso do contêiner”, detalha o especialista da CNI.

A CNI apresentou, em reunião neste mês de fevereiro, as principais reclamações e demandas dos embarcadores industriais à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). A reunião técnica contou com a participação virtual do superintendente de Regulação da Agência, José Renato Fialho, e mais de 20 representantes de associações, federações das indústrias e empresas.

ANTT ABORDA DESAFIOS E SOLUÇÕES PARA TRANSPORTES TERRESTRES NA CONFERÊNCIA P3C 2025

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foi representada nesta terça-feira (25/02) pelo diretor Felipe Queiroz, pelo superintendente de Concessão da Infraestrutura, Marcelo Fonseca, e pelo procurador-geral da ANTT, Milton Gomes, em diferentes painéis da Conferência P3C 2025. O evento, realizado no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, reuniu representantes de agências reguladoras, governos, empresas e bancos.

Em sua 4ª edição, a conferência reuniu especialistas em infraestrutura para discutir problemas concretos, desafios atuais e soluções inovadoras. Os painéis abordaram temas como rodovias, ferrovias, Parcerias Público-Privadas (PPPs), novas tecnologias, segurança jurídica, modelos de financiamento e reequilíbrio de contratos, entre outros.

O diretor Felipe Queiroz moderou o painel “Rodovias – Free Flow” que contou com a participação de representantes da Secretaria de Rodovias da Reconstrução Gaúcha, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da empresa Pumatronix e da concessionária EPR. O debate teve como foco a implementação do sistema de pedágio sem barreiras (Free Flow) nas rodovias brasileiras, discutindo os desafios associados ao volume de tráfego e à viabilidade financeira dos projetos de concessão nos âmbitos federal, estadual e municipal.

No painel “Infratech – Rodovias”, Marcelo Fonseca abordou as experiências com sandbox regulatório para a aplicação de novas tecnologias em rodovias, como o sistema de pesagem em movimento (HS-WIM) e o Free Flow. Também foram debatidas tendências de modernização dos contratos de concessão, incluindo maior conectividade e o uso de maior inteligência na operação. “Temos trabalhado intensamente na ANTT para viabilizar a inclusão dessas tecnologias nos contratos, sempre buscando trazer o que há de mais moderno para os usuários das rodovias brasileiras”, afirmou o superintendente.

No painel “Renegociação de Contratos”, o procurador-geral da Agência, Milton Gomes, discutiu a gestão de riscos e os caminhos para reequilíbrios contratuais. “As abordagens tradicionais do direito não possuem todas as ferramentas necessárias para resolver os desafios complexos das concessões. Discutimos formas de tornar esses contratos mais flexíveis e adaptáveis, de modo a superar obstáculos sem comprometer a segurança jurídica”, destacou Carvalho, mencionando o papel da Procuradoria da ANTT na construção de soluções equilibradas entre a regulação, as concessionárias e os usuários.