por Setceb | mar 11, 2025 | Uncategorized
Boletim Focus manteve projeção de crescimento do PIB em 2,01%.
O mercado financeiro aumentou a projeção da inflação para este ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 5,68%, ante 5,65% na semana passada.
A pesquisa Focus é realizada com economistas do mercado financeiro e é divulgada semanalmente pelo BC. Para 2026, o Focus projeta um índice inflacionário de 4,4%, o mesmo da semana passada. Para 2027, o mercado financeiro prevê IPCA em 4% e para 2028, 3,75%.
No ano passado, o IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou o ano passado em 4,83%, acima do teto da meta, que era de 4,5%.
PIB
O Boletim manteve a projeção de crescimento de 2,01% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma dos bens e serviços produzidos no país –, para este ano. Para 2026, os agentes do mercado financeiro projetam um crescimento de 1,7%, a mesma da semana anterior.
Já para 2027, a projeção é que o PIB fique em 2%, a mesma para 2028.
Taxa de juros
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Focus manteve a projeção da semana passada (15%) para 2025. A mesma das últimas nove semanas.
Para 2026, a projeção do mercado financeiro é que a Selic fique em 12,5%, também a mesma projetada na semana passada. Para 2027 e 2028, as projeções são que a taxa fique em 10,5% e 10%, respectivamente.
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de POLíTICA Monetária (Copom).
No final de janeiro, o colegiado aumentou a Selic em 1 ponto percentual, com a justificativa de que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o centro da meta.
O Copom destacou que os preços dos alimentos aumentaram de forma significativa, em função, dentre outros fatores, da estiagem observada ao longo do ano passado e da alta de preços de carnes, também afetada pelo ciclo do boi.
Com relação aos bens industrializados, o Comitê apontou que o movimento recente de aumento do dólar pressiona preços e margens, sugerindo maior aumento em tais componentes nos próximos meses, o que tornou o cenário inflacionário mais adverso, demandando uma política econômica contracionista.
Ainda de acordo com o Copom, o cenário mais adverso para a convergência da inflação para o centro da meta (3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%) pode demandar um novo aumento de 1 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Comitê, nos dias 18 e 19 de março.
Câmbio
Em relação ao câmbio, a previsão de cotação do dólar ficou em R$ 5,99 para 2025. Nesta segunda-feira, a cotação da moeda está em R$ 5,78. No fim de 2026, a previsão é que a moeda norte-americana fique em R$ 6. Para 2027, o câmbio também deve ficar, segundo o Focus, em R$ 5,90, a mesma previsão para 2028.
por Setceb | mar 11, 2025 | Uncategorized
Motoristas profissionais do transporte rodoviário de cargas e passageiros passaram a contar com mais um novo ponto de parada e descanso (PPD). O credenciamento foi confirmado pela Portaria, do Ministério da Infraestrutura, publicada 6 de março de 2025, no Diário Oficial da União (DOU).
O novo estabelecimento está localizado Auto Posto Bom Jardim, cidade de Bom Jardim de Minas/MG.
A criação dos pontos pretende melhorar a qualidade de trabalho no setor e, para receber a autorização, estabelecimentos precisam cumprir com todos os requisitos e condições mínimas sanitárias, de segurança e conforto.
Entende-se como PPD pontos de parada e descanso situados nas margens das rodovias ou em áreas sob circunscrição federal, possuindo característica e instalações adequadas para se prestarem à espera, repouso e descanso dos motoristas profissionais de transporte rodoviário.
por Setceb | mar 11, 2025 | Uncategorized
Venda de pneus no Brasil cresceu 3,4% com 6,67 milhões de unidades em 2024, conforme dados da Anip, que representa os fabricantes.
O crescimento na venda de caminhões no Brasil em 2024 também trouxe impactos positivos na venda de pneus. Conforme dados da Anip, associação que representa as fabricantes do setor, em 2024 foram vendidas 3,4% a mais do que no ano anterior. Ou seja, saiu de 6,45 milhões para 6,67 milhões de unidades entre pneus para caminhões e ônibus.
Do mesmo modo, a venda de pneus para as montadoras apresentou alta de 20,8%. De acordo com a Anip, os números passaram de 1,50 milhão para 1,82 milhão de unidades.
Por outro lado, a demanda no mercado de reposição ficou abaixo no período. Dessa forma, saíram de 4,94 milhões em 2023 para 4,84 milhões de unidades no ano passado. Portanto, registrou queda de 1,9%.
Desempenho na venda de pneus para comerciais leves
As vendas de pneus para veículos comerciais leves, os chamados utilitários, subiram 3,3% em comparação com o ano anterior. Assim, foi de 7,46 milhões para 7,71 milhões de unidades no ano passado.
Da mesma forma, o saldo é positivo nas vendas para montadoras. A indústria de pneus registrou 5,1% de aumento. Com isso, passou de 2,99 milhões de unidades em 2023 para 3,14 milhões de unidades em 2024. Enquanto isso, o mercado de reposição cresceu 2%, com 4,56 milhões de unidades em 2024 ante os 4,47 milhões de pneus comercializados no ano anterior.
por Setceb | mar 7, 2025 | Uncategorized
O Dia Internacional da Mulher, comemorado anualmente no dia 8 de março, é um marco para refletirmos sobre o protagonismo feminino em diversas áreas da sociedade e, no setor de Transporte RODOVIáRIO de Cargas (TRC), não é diferente. Em nome da NTC&Logística, é com muita satisfação que celebramos esta data, valorizando a inclusão e a expansão da presença e participação de mulheres em um setor tradicionalmente desafiador e repleto de oportunidades.
De acordo com o Índice de Equidade no TRC 2023-2024, realizado pelo Instituto Paulista do Transporte de Carga (IPTC), as mulheres representam 26% da força de trabalho nas empresas do setor, enquanto os homens somam 74%. Apenas 3% das mulheres atuam como motoristas e 3% ocupam cargos de liderança, evidenciando a necessidade de políticas mais inclusivas para equilibrar essa disparidade. Além disso, 15% das empresas afirmam possuir mais de 3% de mulheres motoristas, enquanto apenas 8% das empresas têm acima de 31% de mulheres na liderança, destacando a importância de se ampliar a representatividade feminina nas operações e na gestão do setor.
O estudo também apontou que empresas que adotam políticas de equidade têm maior sucesso na retenção de talentos e na melhoria do ambiente organizacional. 81% das empresas entrevistadas afirmaram ter estratégias para aumentar a contratação de mulheres, e 63% já divulgam planos de ação para ampliar sua representatividade em cargos de liderança. Além disso, 90% das empresas afirmam que suas contratações são feitas sem que o gênero influencie na escolha, e 87% contrataram mulheres para cargos de liderança no último ano. A inclusão de mulheres tem sido associada a conquistas importantes, como a redução de acidentes, aumento da produtividade e melhoria da imagem corporativa, tornando-se um fator essencial para o desenvolvimento sustentável do setor.
As mulheres têm ocupado cada vez mais espaço em posições estratégicas, demonstrando liderança, competência e inovação. Na NTC&Logística – a título de exemplo, apenas entre os órgãos de administração da entidade –, temos orgulho de contar com a valorosa contribuição de mulheres que inspiram e impulsionam nosso setor com dedicação e expertise, como Joyce Bessa, vice-presidente extraordinária da Pauta ESG; Priscila Zanette, vice-coordenadora nacional da COMJOVEM, Gislaine Zorzin e Rafaela Cozar, eleitas para o Conselho Superior de nossa Associação, e Valéria Melnik, vice-coordenadora do Instituto COMJOVEM de Desenvolvimento Mercadológico.
Nos últimos anos, temos testemunhado um avanço significativo em projetos e programas voltados para a promoção da equidade de gênero no TRC. O “Vez&Voz”, iniciativa do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), sob a liderança de sua presidente executiva, Ana Carolina Jarrouge, tem sido um pilar nesse movimento e conta com o apoio da NTC&Logística. Além disso, projetos como “A Voz Delas”, da Mercedes-Benz, e “Caminho para Elas”, da Iveco, têm ampliado as oportunidades para as mulheres no setor. A COMJOVEM – Comissão de Jovens Empresários e Executivos da NTC&Logística também desempenha um papel expressivo ao fomentar um ambiente de desenvolvimento e ascensão profissional para mulheres que atuam na gestão do transporte. Do total de 546 membros, 154 são mulheres, sendo que, entre os 82 coordenadores e vice-coordenadores, 23 são mulheres.
Mais do que apenas reconhecer as contribuições femininas, precisamos agir para fortalecer esse movimento. Convido nossos associados e parceiros a intensificarem iniciativas que promovam a diversidade e a equidade em suas organizações. A construção de um setor mais forte passa pela inclusão e pelo reconhecimento do talento, independentemente de gênero.
Registro minha profunda admiração e respeito por todas as mulheres que fazem a diferença na NTC&Logística e no Sistema Transporte. Nomes como Eliana Costa, diretora-adjunta do ITL; Nicole Goulart, diretora executiva nacional do SEST SENAT, que lidera uma equipe composta por 8.500 colaboradores em todo o país, sendo 60% de mulheres; Tania Drumond, vice-presidente da FETRANSCARGA, são notáveis referências para todos nós. Elas, assim como tantas outras profissionais do setor, nos mostram, diariamente, que a dedicação e o profissionalismo são o caminho para alcançarmos um futuro mais justo e promissor.
A equidade de gênero não deve ser apenas um objetivo, mas uma realidade que construímos juntos a cada dia. Seguimos firmes nessa direção, acreditando que o setor de Transporte Rodoviário de Cargas, cada vez mais diverso e inclusivo, continuará crescendo e se fortalecendo com a presença e o talento das mulheres.
Brasília, 7 de março de 2025.
Eduardo Rebuzzi
Presidente da NTC&Logística
por Setceb | mar 7, 2025 | Uncategorized
Medida publicada nesta quinta (6) garante maior flexibilidade às concessionárias para ajustar financiamentos.
Com a meta de realizar ao menos 14 novos leilões rodoviários ainda este ano, o Ministério dos Transportes publicou, nesta quinta-feira (6), uma medida que vai impulsionar ainda mais o investimento no setor de infraestrutura.
A Portaria nº 201 – que altera a Portaria nº 689, de 17 de julho de 2024 – autoriza que as concessionárias do setor recomprem debêntures emitidas para financiar obras.
“Com a nova Portaria, será autorizada a reemissão de debêntures, permitindo que concessionárias substituam títulos emitidos em períodos de juros altos por novos, com taxas mais favoráveis. Isso reduzirá o custo do capital, tornando os projetos mais viáveis e atrativos para investidores, além de impulsionar o desenvolvimento da infraestrutura nacional”, destaca o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro.
A medida permite a substituição de títulos financeiros por outros mais vantajosos conforme a variação das taxas de juros. Essa flexibilização oferece maior segurança jurídica às concessionárias para reestruturar suas dívidas e ajustar os financiamentos às condições de mercado, o que deve ampliar o volume de investimentos no setor de infraestrutura.
O que são debêntures?
Debêntures são instrumentos financeiros, conhecidos como títulos de crédito. São uma forma inovadora para financiar o crescimento sustentável. Mas como exatamente funcionam esses títulos de dívida e quais são suas principais diferenças?
Debêntures Incentivadas: Impulsionando Investimentos
As debêntures incentivadas atraem investidores para financiar projetos de infraestrutura de longo prazo, oferecendo isenções fiscais para pessoas físicas e jurídicas. Isso reduz a carga tributária sobre os rendimentos, enquanto os recursos captados são direcionados a projetos previamente aprovados pelo governo, garantindo investimentos em áreas essenciais para o desenvolvimento nacional. Além das isenções fiscais, essas debêntures oferecem segurança aos investidores.
Debêntures de Infraestrutura: Foco em Projetos Estratégicos
Essas debêntures financiam projetos de infraestrutura considerados estratégicos pelo governo federal. Os projetos selecionados devem demonstrar grande impacto socioeconômico e alinhamento com as metas de desenvolvimento sustentável do país. Diferentemente das debêntures incentivadas, essas debêntures focam em setores prioritários, como energia renovável, saneamento básico e mobilidade urbana.
por Setceb | mar 7, 2025 | Uncategorized
Governo, BC e mercado projetam crescimento da economia em torno de 3,5%.
A economia do Brasil deve manter o ritmo de expansão pelo segundo ano seguido em 2024, apesar de sinais de que o movimento apresente perda de fôlego no último trimestre e antecipe cenário de menor crescimento em 2025.
Esta é a visão de analistas ouvidos pela CNN sobre o que esperar do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que será publicado nesta sexta-feira (7), às 9 horas, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O governo federal estima que a soma de toda a riqueza produzida no Brasil suba 3,5% em 2024 ante o ano anterior, previsão semelhante aos cálculos do Banco Central (BC).
O mercado financeiro enxerga uma variação marginalmente menor, de 3,49%, após constantes revisões para cima ao longo das publicações do Boletim Focus, que reúne previsões dos analistas.
No começo de 2024, as apostas para o crescimento econômico do ano eram de 1,75%.
“Acredito que a expectativa de baixa se deve à POLíTICA monetária contracionista dos últimos anos. E a frustração das expectivas, ou seja, surpresa positiva do PIB devido à expansão dos gastos públicos (União, estados e municípios)”, afirma Tatiana Pinheiro, economista-chefe da Galapagos Capital.
Segundo a economista, bom desempenho do setor de Serviços (do lado da oferta), o crescimento do consumo das famílias (pela demanda) e a força das importações devem marcar o resultado do quarto trimestre.
A Galapagos Capital estima expansão de 0,6% nos últimos três meses do ano, em comparação ao trimestre anterior.
Se confirmado, o resultado marcaria uma desaceleração ante os demais resultados trimestrais do ano: alta de 0,9% no terceiro trimestre, 1,4% no segundo e, segundo revisões, 1,1% no primeiro.
A perda de força na última parte do ano é explicada pela pressão dos juros em dois dígitos – e desde setembro em novo ritmo de alta – nas atividades econômicas, explica Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.
Para o especialista, o movimento é positivo para fazer um “pouso suave” da economia em resposta à descompressão da inflação sem gerar efeitos colaterais no mercado de trabalho.
“Porém, por ora, não estamos falando em crise com recessão econômica com o PIB encerrando 2025 no terreno negativo, mas há riscos no horizonte (internos e externos) que poderão resultar em queda do PIB em um ou dois trimestres neste ano”, pondera.
Segundo o economista, o Brasil tem chances de permanecer como 9ª maior economia do mundo, posição ocupada em 2023.
Porém, com a desvalorização de cerca de 27% que o real sofreu em 2024, segundo ranking elaborado pela Austin Rating, a expectativa é que o Brasil recue à 10ª posição em 2024.
Mas apesar da desaceleração na reta final, se confirmadas as expectativas para a marca anual, o PIB brasileiro registraria uma aceleração ante o crescimento de 2023, revisto para 3,2%.
Com isso, Emerson Marçal, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta que as pressões inflacionárias provocadas pela atividade econômica seguem fortes em 2025.
Tendência de desaceleração
Os juros começaram o ano de 2024 em queda, estabilizaram em torno de 10,5% por alguns meses e, então, voltaram a subir na metade final do ano, encerrando o período em 13,25%.
Ainda assim, a reaceleração dos salários e resiliência do crédito indicam demanda ainda aquecida no curto prazo, segundo relatório do BTG Pactual, que atribui a desaceleração observada no final do ano à baixa da capacidade produtiva.
“A escassez dos fatores de produção, refletidos na forte expansão das importações e na alta da inflação, contribuíram para uma atividade mais fraca no final de 2024, além de menores impulsos fiscais e creditícios no período”, diz o economista do BTG Bruno Martins.
Mesmo que o efeito ainda não se mostre 100% visível, o aperto monetário deve continuar restringindo a atividade econômica de 2025, de modo que os economistas ouvidos pela CNN apontam para um ano que não deve ter grandes surpresas no PIB.
“Para 2025, dificilmente veremos um PIB surpreender positivamente, ainda que tenhamos uma expectativa de uma supersafra”, diz Agostini.
Para ele, o país já sente mais os efeitos da política monetária contracionista, assim como a manutenção do endividamento das famílias em níveis elevados, apesar da desaceleração recente.
“Adicionalmente, temos as ações do ‘tarifaço’ de Trump, que pode afetar as relações comerciais com o resto do mundo e, naturalmente, desacelerar a atividade econômica global, inclusive por manter os juros estáveis e em níveis elevados nos EUA”.
Em relatório, a XP destaca que a tendência de desaceleração deve se manter e se intensificar ao longo do ano.
Apesar de também apostar numa desaceleração, Martins aponta para potenciais riscos que podem voltar a fazer a economia acelerar e, consequentemente, afetar os preços.
“Para 2025, esperamos crescimento de 1,5%, mas vemos riscos altistas novamente vindo de possíveis estímulos fiscais, parafiscais e creditícios, alguns já divulgados pelo governo. Esses programas tendem a pressionar ainda mais a inflação no período”, afirma o economista do BTG.