CALCULADORA DO PISO MÍNIMO DE FRETE

Para calcular o valor mínimo do frete a ser realizado, sugere-se seguir o seguinte roteiro:

Download

Defina primeiramente o tipo de carga a ser transportada, conforme opções apresentadas no Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020.
Na sequência, identifique a quantidade de eixos da composição veicular a ser utilizada no transporte;
Depois, identifique os coeficientes de custo de deslocamento (CCD) e de carga e descarga (CC) para a quantidade de eixos carregados da composição veicular que será usada:Posteriormente, verifique a distância a ser percorrida na operação de transporte contratada; e
Se o transportador for contratado para usar seu próprio veículo automotor e implemento RODOVIáRIO, usa-se a Tabela A do Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020; ou
Se o transportador for contratado para usar apenas o seu próprio veículo automotor, sendo o implemento rodoviário fornecido pelo contratante, usa-se a Tabela B do Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020.
Se o transportador for contratado para usar seu próprio veículo automotor e implemento rodoviário e for uma operação de transporte de alto desempenho, usa-se a Tabela C do Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020; ou
Se o transportador for contratado para usar apenas o seu próprio veículo automotor e for uma operação de transporte de alto desempenho, sendo o implemento rodoviário fornecido pelo contratante, usa-se a Tabela D do Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020.
Por fim, use os valores obtidos nos passos anteriores na seguinte expressão para o cálculo do Piso Mínimo de Frete em Reais por viagem (R$/viagem):
PISO MINIMO DO FRETE (R$/viagem) = (DISTANCIA x CCD) + CC

OBS.: Os valores, tais como tributos (IR, INSS, ICMS etc.), bem como o lucro e demais despesas deverão ser consideradas caso a caso, pois dependem do perfil de cada transportador ou da operação de transporte, podendo ser adicionadas ao valor do piso mínimo, a depender de negociação entre as partes. O valor do pedágio, quando houver, deverá ser obrigatoriamente acrescido aos pisos mínimos, devendo o pagamento ser realizado na forma da Lei nº 10.209, de 23 de março de 2001, e regulamentação vigente.

CNT REFORÇA PAPEL ESTRATÉGICO DO TRANSPORTE DURANTE PRIMEIRA REUNIÃO DA SEÇÃO BRASILEIRA DO CONSELHO EMPRESARIAL DO BRICS

A Confederação também integra grupos de trabalho do Cebrics, contribuindo com importantes discussões promovidas pelo bloco econômico.

A CNT (Confederação Nacional do Transporte) participou, no dia 7 de fevereiro, como membro permanente, das discussões sobre a presidência da Seção Brasileira do Cebrics (Conselho Empresarial do Brics) e das estratégias para o desenvolvimento de agendas prioritárias do bloco. O Brics é um importante fórum de cooperação político-diplomática entre os países do Sul Global, com foco no diálogo sobre os grandes temas da agenda internacional.

O primeiro encontro do Cebrics Brasil foi conduzido por Francisco Gomes, CEO da Embraer e presidente da Seção Brasileira do Conselho. A reunião também contou com a participação do embaixador Maurício Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e sherpa do Brasil no Brics, que apresentou as diretrizes da presidência pro tempore brasileira no grupo.

Durante sua participação, a CNT reforçou o papel estratégico do setor de transporte no fortalecimento das relações econômicas entre os países-membros e na promoção de iniciativas voltadas à infraestrutura e à logística no Brasil. O gerente de Governança e Gestão Estratégica da CNT, João Guilherme Abrahão, destacou a importância do transporte para o desenvolvimento das pautas do Conselho e sua contribuição para os grupos de trabalho do Cebrics.

“Registramos a importância de o Conselho Empresarial do Brics incorporar essa perspectiva do transporte em suas discussões, pois o setor desempenha um papel estratégico na competitividade e na conexão entre os mercados dos países-membros. Temos muito a colaborar, atuando nos grupos de trabalho que vamos integrar”, declarou.

Para contribuir com as discussões dos temas tratados pelo Cebrics, a CNT indicou diversos nomes para integrar os grupos de trabalho do Conselho. Gabriela Rizza, gerente executiva de Governança do SEST SENAT; Danielle Bernardes, gerente executiva governamental da CNT, e João Guilherme Abrahão, gerente executivo de Governança e Gestão Estratégica da CNT, integram o grupo de trabalho de Energia, Economia Verde e Clima. Os dois gerentes da CNT também integram o grupo de trabalho de Infraestrutura.

O grupo de trabalho Competências, Tecnologia Aplicada e Inovação conta com Felipe Albuquerque, gerente executivo de Inovação em Tecnologia do SEST SENAT, e Igor Fernandes, assessor da Presidência da CNT.

NTC&LOGÍSTICA INSTITUI COMITÊ ESG PARA FORTALECER PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS NO SETOR

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, assinou o Ato nº 213, de 07/02/2025, instituindo a criação do Comitê de ESG da entidade. A iniciativa ratifica o posicionamento da Associação no que diz respeito à aplicação de práticas ambientais, sociais e de governança, promovendo ações estratégicas para impulsionar a sustentabilidade no setor de Transporte RODOVIáRIO de Cargas.

No Ato nº 213, também se dá a nomeação de Joyce Bessa, vice-presidente extraordinária para a Pauta ESG, como coordenadora do Comitê de ESG. Voltada à aplicação de diretrizes, projetos e boas práticas alinhadas às demandas do mercado e às exigências regulatórias, a atuação do Comitê contribuirá para um ambiente corporativo mais responsável e inovador.

Acesse na íntegra o documento oficial aqui

BOLETIM FOCUS: PROJEÇÕES PARA INFLAÇÃO EM 2026 SOBEM PELA 7ª SEMANA SEGUIDA

Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente as expectativas de inflação para 2025 e 2026, marcando a 17ª e 7ª respectivamente alta consecutiva no indicador, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (10/2) pelo Banco Central (BC). A previsão para 2025 passou de 5,51% para 5,58%, mantendo-se acima do teto da meta estabelecida para o período. Para 2026, a projeção também subiu, de 4,28% para 4,30%.

A projeção para 2027 permaneceu em 3,90%, enquanto a estimativa para 2028 avançou de 3,74% para 3,78%. As expectativas para a variação dos preços administrados dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aumentaram de 4,85% para 4,90% ao longo das últimas nove semanas.

A expectativa de inflação para 2025 permanece fora do intervalo de tolerância, o que pode pressionar ainda mais o Banco Central a adotar uma postura mais agressiva no controle da inflação. A meta está sendo monitorada, desde janeiro de 2025, com base na inflação acumulada em 12 meses. Caso fique fora do intervalo por seis meses consecutivos, será considerada descumprida, algo que o BC busca evitar a todo custo.

Selic

Já a mediana para taxa básica de juros (Selic) ficou estável em 15% neste ano, há cinco semanas. A projeção para 2026 ficou em 12,50%, enquanto para 2027 subiu de 10,38% para 10,50%. Para 2028, a estimativa permaneceu em 10% por sete semanas.

A expectativa de inflação para 2025 permanece fora do intervalo de tolerância, o que pode pressionar ainda mais o Banco Central a adotar uma postura mais agressiva no controle da inflação. A meta está sendo monitorada, desde janeiro de 2025, com base na inflação acumulada em 12 meses. Caso fique fora do intervalo por seis meses consecutivos, será considerada descumprida, algo que o BC busca evitar a todo custo.

PIB

As projeções para o crescimento do produto interno bruto (PIB) em 2026 sofreram uma leve revisão para baixo, passando de 1,72% para 1,70%, refletindo uma expectativa de menor expansão econômica no período. Para 2027, a estimativa permaneceu estável em 1,96%, sem alterações em relação às previsões anteriores. Já para 2028, a projeção continua em 2%, mantendo-se inalterada há 48 semanas, o que indica uma visão mais consolidada do mercado sobre o ritmo de crescimento da economia no longo prazo.

Dólar

As expectativas para a taxa de câmbio no Brasil seguiram inalteradas, com o mercado projetando que o dólar fechará 2025 cotado a R$ 6, mantendo a mesma estimativa da semana anterior. Para o fim de 2026, a previsão também permaneceu estável em R$ 6, indicando que os analistas ainda enxergam um cenário de pressão cambial e possível desvalorização do real nos próximos anos.

PROJETO DE LEI PROPÕE EXAME TOXICOLÓGICO GRATUITO PARA MOTORISTAS

Para tornar mais acessíveis os exames toxicológicos exigidos pelo Código de Trânsito, de 1997 para a carteira de motorista, um projeto propõe que eles sejam oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) (PL 88/2025). A proposta, de autoria do senador Cleitinho (Republicanos-MG), aguarda encaminhamento para as comissões temáticas do Senado.

Segundo o projeto, condutores novos ou já habilitados, em todas as categorias, poderão ter acesso ao exame toxicológico sem custos, tanto para a primeira habilitação quanto para a renovação. Os exames deverão ser realizados por laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e integrados ao SUS.

O Ministério da Saúde, em articulação com a Senatran, será responsável por regulamentar os procedimentos necessários, como credenciamento de laboratórios, definição dos fluxos de atendimento e compartilhamento de informações com os órgãos de trânsito. As despesas deverão ser custeadas por recursos do Ministério da Saúde, mas o projeto autoriza a formação de parcerias público-privadas para ampliar a capacidade operacional.

Em sua justificativa, Cleitinho afirma que o projeto busca eliminar barreiras financeiras que possam impedir condutores de baixa renda de atender às exigências legais. Assim, o senador espera promover maior equidade no acesso aos direitos e deveres relacionados ao trânsito. Além disso, a proposta visa contribuir para a segurança viária, segundo ele.

“A proposta também está alinhada com o princípio da prevenção, ao integrar as áreas de saúde e trânsito, permitindo um acompanhamento mais eficiente e transparente”, ressalta.
Se for aprovado pelo Senado, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados.

CNT E ENTIDADES DO SETOR PRIVADO REFORÇAM ARTICULAÇÃO PARA RETOMADA DO PROGRAMA RENOVAR EM 2025

A iniciativa, que faz parte da Coalizão pela Renovação de Frota, busca acelerar a modernização e descarbonização do transporte RODOVIáRIO.

A CNT (Confederação Nacional do Transporte) e representantes de diversas entidades do setor privado se reuniram no dia 7 de fevereiro, em São Paulo (SP), para definir estratégias e prioridades que viabilizem a retomada do Programa Renovar em 2025. A iniciativa, que faz parte da Coalizão pela Renovação de Frota, busca acelerar ações para a modernização da frota e a descarbonização do transporte rodoviário, com foco na implementação do Conselho do Programa Renovar, previsto na Lei nº 14.440/2022.

O Programa de Aumento da Produtividade da Frota Rodoviária no País (Renovar), criado pelo Governo Federal, tem como objetivos reduzir custos logísticos, aumentar a eficiência e competitividade do setor, promover a segurança viária e incentivar a economia circular. O Decreto nº 11.276, de 2022, que regulamenta a referida lei, estabelece as competências do Conselho do Renovar, que incluem a definição das diretrizes para a operacionalização do programa, dos parâmetros para os bens elegíveis e como funcionará a plataforma de operacionalização do Renovar, um marketplace para a renovação de frota.

Desafios e próximos passos

Em 2023, a Medida Provisória nº 1.775 permitiu a realização de um projeto-piloto do Programa Renovar, que ofereceu incentivos temporários para a substituição de veículos antigos. No entanto, a duração limitada do benefício, de apenas 120 dias, reforçou a necessidade de uma solução definitiva para garantir impactos duradouros tanto para a economia quanto para o meio ambiente.

Segundo a gerente executiva de Economia da CNT, Fernanda Schwantes, que representa a Confederação na Coalizão, a descarbonização do setor transportador é um desafio que envolve os setores público e privado para a sua aceleração e viabilização.

“A falta de um programa contínuo e perene impede que os benefícios da renovação da frota sejam plenamente aproveitados. O Brasil precisa avançar na estruturação do Programa e garantir mecanismos eficientes para viabilizar essa transição, que impacta diretamente a segurança viária, a competitividade do setor e a redução de emissões de poluentes”, destacou Fernanda.

A fim de contribuir para a pauta técnica da Coalizão, em 2024, a CNT publicou o “Transporte em Foco – Impactos ambientais e econômicos advindos da renovação de frota no transporte rodoviário de cargas no Brasil”. O estudo mostra o potencial de redução de emissões no Brasil, mediante investimentos voltados à renovação da frota de caminhões. De acordo com a publicação, o ganho para a qualidade do ar obtido por meio da substituição de caminhões antigos por caminhões com tecnologias embarcadas mais modernas pode chegar a 86,3%, a depender do investimento do setor. Entre as medidas defendidas pela CNT, destacam-se: o escalonamento da substituição dos veículos, incentivos à reciclagem automotiva e à economia circular, redução de impostos e melhores condições de financiamento para veículos mais modernos.

Acesse aqui.

https://www.cnt.org.br/analises-transporte