por Setceb | jun 22, 2026 | Uncategorized
O reaproveitamento de resíduos tem ganhado cada vez mais espaço nas estratégias de sustentabilidade do transporte rodoviário de cargas. Um exemplo vem de uma transportadora mineira que desenvolveu um projeto para transformar óleo de cozinha usado em combustível renovável utilizado na própria frota.
Batizada de Rota Verde, a iniciativa da IBOR Transportes, sediada em Juiz de Fora (MG), coleta óleo descartado por restaurantes, estabelecimentos comerciais e residências para produzir biodiesel puro (B100). O combustível é fabricado em uma usina instalada dentro da própria empresa e utilizado nos veículos da operação logística.
A proposta une economia circular, redução de impactos ambientais e busca por alternativas aos combustíveis fósseis. Além de evitar o descarte inadequado do óleo, que pode causar sérios danos ao meio ambiente, o projeto cria uma nova destinação para um resíduo que normalmente seria descartado.
Atualmente, parte da frota da transportadora já opera com biodiesel produzido internamente. A empresa também investe em caminhões preparados para utilizar o combustível renovável, ampliando gradativamente a participação dessa tecnologia em suas operações.
De acordo com dados divulgados pela companhia, a iniciativa contribui para a redução significativa das emissões de gases de efeito estufa e ajuda a preservar recursos hídricos ao impedir que grandes volumes de óleo sejam descartados de forma irregular.
O projeto se destaca como um exemplo de como inovação, sustentabilidade e eficiência operacional podem caminhar juntas, demonstrando que soluções ambientais também podem gerar ganhos para a atividade transportadora e abrir novos caminhos para a descarbonização do setor.
por Setceb | jun 19, 2026 | Uncategorized
A digitalização do transporte rodoviário de cargas vem exigindo uma série de adequações operacionais por parte das empresas do setor. Entre as mudanças mais recentes está a ampliação dos mecanismos de controle sobre as operações de frete, o que tem levado transportadoras, operadores logísticos e embarcadores a revisarem procedimentos internos e investirem em tecnologia.
Com a evolução das ferramentas de fiscalização e o aumento da integração entre plataformas digitais, informações relacionadas às operações de transporte passaram a ser acompanhadas de forma mais rigorosa pelos órgãos reguladores. Nesse cenário, manter cadastros atualizados, processos padronizados e sistemas integrados tornou-se uma necessidade para evitar inconsistências e garantir maior segurança operacional.
Especialistas do setor observam que a conformidade regulatória deixou de ser apenas uma obrigação administrativa para assumir papel estratégico dentro das empresas. A adoção de soluções automatizadas vem contribuindo para reduzir falhas humanas, agilizar rotinas operacionais e melhorar a qualidade das informações compartilhadas ao longo da cadeia logística.
Além dos ganhos em eficiência, a modernização dos processos também favorece a rastreabilidade das operações e fortalece a transparência nas relações entre contratantes, transportadores e prestadores de serviços.
A expectativa é que a transformação digital continue avançando nos próximos anos, impulsionada tanto pelas exigências regulatórias quanto pela busca das empresas por operações mais seguras, produtivas e alinhadas às demandas de um mercado cada vez mais conectado.
por Setceb | jun 19, 2026 | Uncategorized
Com o crescimento das operações de comércio exterior no Brasil, empresas têm buscado alternativas para tornar o transporte de cargas mais eficiente, ágil e econômico. Nesse cenário, a combinação entre a Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA) e o transporte multimodal vem ganhando destaque como estratégia para otimizar fluxos logísticos e ampliar a competitividade.
A DTA permite a movimentação de mercadorias sob controle aduaneiro entre diferentes recintos alfandegados antes da conclusão do processo de importação. Na prática, isso oferece maior flexibilidade às empresas, que podem direcionar as cargas para locais mais estratégicos, próximos aos centros de distribuição ou unidades produtivas.
Outro fator que fortalece essa estratégia é a multimodalidade, modelo que integra diferentes meios de transporte em uma mesma operação. A combinação de modais rodoviário, ferroviário, aéreo e marítimo contribui para a criação de rotas mais flexíveis, reduzindo a dependência de um único canal logístico e aumentando a capacidade de resposta diante de imprevistos operacionais.
Além da redução de gargalos e da otimização dos fluxos de carga, a utilização conjunta da DTA e do transporte multimodal também pode gerar ganhos em armazenamento, prazo de entrega e custos operacionais. A alternativa tem se mostrado especialmente importante em momentos de instabilidade, como eventos climáticos extremos ou restrições de infraestrutura.
Especialistas do setor apontam que, apesar dos avanços, ainda existem desafios relacionados à integração entre os diversos agentes da cadeia logística, além de questões ligadas à infraestrutura e aos processos regulatórios. Por isso, investimentos em tecnologia, monitoramento em tempo real e inteligência de dados têm sido cada vez mais utilizados para ampliar a previsibilidade e o controle das operações.
A tendência é que soluções integradas e modelos multimodais ganhem relevância nos próximos anos, acompanhando o aumento da complexidade das cadeias globais de suprimentos e a necessidade de maior eficiência no transporte internacional de cargas.
por Setceb | jun 19, 2026 | Uncategorized
A logística mundial atravessa um período de profundas transformações impulsionadas pelo avanço tecnológico, pelas mudanças geopolíticas e pelo novo comportamento dos consumidores. O tema foi debatido em uma entrevista especial promovida pela Tecnologística, que reuniu os professores Walter Zinn, da Ohio State University, e Mauro Sampaio, do Centro Universitário FEI.
Durante a conversa, os especialistas destacaram que a Inteligência Artificial já vem alterando significativamente a forma como empresas planejam suas operações, analisam dados e tomam decisões. Ferramentas baseadas em IA estão aumentando a produtividade, automatizando processos e permitindo análises cada vez mais precisas em toda a cadeia de suprimentos.
Para Walter Zinn, no entanto, o maior desafio não está apenas na adoção da tecnologia, mas na capacidade das organizações de se prepararem para um cenário de constante mudança. Segundo ele, ainda é difícil prever até que ponto a Inteligência Artificial poderá substituir atividades atualmente desempenhadas por profissionais ou transformar modelos de trabalho nos próximos anos.
Outro tema abordado foi o impacto do comércio eletrônico sobre as operações logísticas. A crescente exigência dos consumidores por entregas mais rápidas tem levado empresas a reverem estratégias, ampliarem redes de distribuição e investirem em eficiência operacional para manter a competitividade.
No contexto brasileiro, Mauro Sampaio ressaltou que as empresas também enfrentam desafios adicionais, como a necessidade de adaptação às mudanças provocadas pela reforma tributária e a reestruturação de cadeias de suprimentos historicamente desenhadas para atender questões fiscais.
Os especialistas também chamaram atenção para a crescente demanda por profissionais qualificados. Além do conhecimento técnico, competências como pensamento crítico, capacidade de adaptação e análise de dados serão cada vez mais valorizadas em um ambiente de negócios marcado pela incerteza e pela rápida evolução tecnológica.
A avaliação dos pesquisadores é que o futuro da logística dependerá da capacidade das empresas de integrar pessoas, processos, tecnologia e estratégia para responder às novas demandas do mercado.
Entrevista completa
A entrevista na íntegra está disponível no portal da Tecnologística e traz uma análise aprofundada sobre Inteligência Artificial, automação, transformação digital, mercado de trabalho e tendências para o supply chain global.
Assista à entrevista completa em: https://www.youtube.com/watch?v=Xf14VtrxrAY&t=3s
por Setceb | jun 19, 2026 | Uncategorized
A inteligência artificial vem ganhando espaço no transporte rodoviário de cargas e se consolidando como uma ferramenta estratégica para aumentar a segurança das operações, reduzir custos e melhorar a eficiência logística. Em um cenário marcado pelo aumento dos gastos com gerenciamento de riscos e pela busca por maior previsibilidade operacional, transportadoras de todo o país aceleram investimentos em soluções capazes de analisar dados em tempo real e apoiar a tomada de decisões.
Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 62% das indústrias brasileiras registraram aumento dos custos relacionados à segurança no transporte. Diante desse cenário, tecnologias baseadas em inteligência artificial passaram a ser utilizadas para identificar padrões de risco, monitorar o comportamento dos motoristas e otimizar rotas.
As soluções atualmente disponíveis conseguem cruzar informações sobre tráfego, condições climáticas e histórico de ocorrências para indicar trajetos mais seguros, além de detectar sinais de fadiga, distração e outros comportamentos que podem elevar o risco de acidentes.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg), Antonio Luis da Silva Junior, a tecnologia representa um avanço importante para a proteção dos profissionais que atuam diariamente nas rodovias.
“Hoje é possível identificar comportamentos de risco antes que eles resultem em acidentes, além de criar rotas mais seguras e eficientes. Isso gera ganhos operacionais para as empresas e mais proteção para os motoristas”, afirma.
Entre as ferramentas que mais avançam no setor estão as câmeras embarcadas com inteligência artificial, capazes de identificar sinais de sonolência, uso do celular ao volante e mudanças bruscas no comportamento do condutor. Em muitos casos, os alertas são enviados imediatamente para o motorista e para a central de monitoramento da transportadora.
Outro campo de aplicação é o rastreamento inteligente de cargas. Sistemas conectados analisam dados de tráfego e informações sobre ocorrências de roubo para recomendar rotas mais seguras e acionar protocolos preventivos diante de desvios inesperados ou paradas fora do padrão da operação.
Além da segurança, a inteligência artificial também vem contribuindo para a gestão das jornadas de trabalho. Com análises preditivas, as empresas conseguem identificar padrões de desgaste físico e mental dos profissionais, permitindo ajustes mais eficientes nas escalas e contribuindo para a redução da fadiga.
Tecnologia já faz parte da rotina das transportadoras
A transformação digital já é realidade em grandes operadores logísticos. A Patrus Transportes, especializada em cargas fracionadas, desenvolveu uma estratégia voltada ao uso da inteligência artificial em diferentes áreas da empresa, incluindo operações, tecnologia, recursos humanos e atendimento ao cliente.
Entre as soluções adotadas estão sistemas de roteirização inteligente, leitura automatizada de volumes, reconhecimento biométrico de motoristas e análise de imagens para otimizar o carregamento das carretas.
Segundo o diretor de Tecnologia e Inovação da companhia, Jefferson Andrade, a proposta é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio às decisões humanas.
“Nossa estratégia é usar a inteligência artificial para aumentar a produtividade, melhorar a qualidade das operações e apoiar as pessoas em atividades cada vez mais estratégicas”, afirma.
A empresa também investe na capacitação das equipes para acompanhar a evolução tecnológica. Para Rubia Spindola, diretora de Pessoas e ESG da Patrus, o desenvolvimento de novas competências será fundamental para que profissionais e tecnologia atuem de forma complementar.
A expectativa do setor é que a adoção dessas ferramentas avance de forma acelerada nos próximos anos, impulsionada pela digitalização da logística e pela necessidade crescente de operações mais seguras, eficientes e competitivas.
Para as transportadoras, a inteligência artificial deixa de ser uma tendência futura e passa a ocupar um papel cada vez mais central na gestão das operações e na proteção das cargas e dos profissionais que movimentam a economia brasileira.
por Setceb | jun 18, 2026 | Uncategorized
A comissão mista do Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (17) o relatório da Medida Provisória nº 1.343/2026, que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário. Na sequência, o texto também foi aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados e agora segue para análise do Senado Federal.
Além de reforçar os mecanismos de controle sobre o cumprimento do piso mínimo do frete, o parecer apresentado pelo deputado Zé Trovão traz uma novidade que pode impactar diretamente o mercado de trabalho do transporte rodoviário de cargas: a criação de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para motoristas empregados em operações de longa distância.
A medida faz parte de um conjunto de alterações incorporadas ao texto original da MP, editada pelo governo federal em março deste ano com o objetivo de ampliar a fiscalização da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.
CIOT continua sendo peça central da fiscalização
O relatório mantém a obrigatoriedade do registro de todas as operações de transporte por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), ferramenta que reúne informações sobre contratante, transportador, origem e destino da carga, além do valor do frete contratado.
Pelas regras aprovadas, o sistema continuará impedindo a emissão do CIOT quando o valor informado estiver abaixo do piso mínimo estabelecido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), reforçando o controle eletrônico sobre as operações.
O texto também amplia as informações exigidas no registro, que passará a incluir detalhes sobre a forma e o prazo de pagamento do frete.
Motoristas autônomos terão frete antecipado
Outra mudança aprovada beneficia diretamente os Transportadores Autônomos de Cargas (TACs). O relatório determina que pelo menos 70% do valor do frete seja pago no momento da contratação, com o saldo restante quitado em até três dias úteis após a entrega da carga.
A medida busca aumentar a previsibilidade financeira dos profissionais autônomos e reduzir riscos relacionados ao recebimento dos serviços prestados.
Renovação de frota e infraestrutura ganham reforço
O parecer também amplia o escopo do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas). Entre as novas prioridades estão ações voltadas à renovação e modernização da frota, implantação de pontos de parada e descanso para caminhoneiros, qualificação profissional, inovação tecnológica, segurança viária e melhoria das condições de trabalho.
Além disso, o texto cria a Política Nacional Permanente de Renovação da Frota de Veículos de Transporte Rodoviário de Cargas (PNPR-Cargas), iniciativa voltada a estimular a substituição de veículos mais antigos por modelos mais modernos, eficientes e seguros.
Transportadores autônomos e cooperativas também passam a ter prioridade no acesso a programas de financiamento, incentivos e demais ações vinculadas ao Procargas.
Transparência no cálculo do piso mínimo
Outra alteração relevante estabelece que a ANTT deverá detalhar a metodologia utilizada para definir os pisos mínimos de frete. O texto determina a publicação semestral das planilhas e memórias de cálculo utilizadas pela agência, aumentando a transparência sobre a formação dos valores de referência.
Próximo passo é o Senado
Com a aprovação na Câmara dos Deputados, a MP 1.343/2026 segue agora para votação no Senado Federal. Como a medida provisória tem prazo de validade, a expectativa é que a tramitação seja concluída nas próximas semanas para evitar a perda de eficácia das novas regras.
Caso o texto seja confirmado pelos senadores, o setor de transporte rodoviário de cargas passará a operar sob um novo marco regulatório, com fiscalização eletrônica mais rigorosa do piso mínimo do frete, novas exigências relacionadas ao CIOT e a criação de um piso salarial nacional para motoristas de longa distância.