GOVERNO DA BAHIA ABRE LICITAÇÃO PARA RECUPERAR PONTE NA BA-001 EM CAMAMU

GOVERNO DA BAHIA ABRE LICITAÇÃO PARA RECUPERAR PONTE NA BA-001 EM CAMAMU

O Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), abriu processo licitatório para a recuperação estrutural da ponte sobre o rio Acaraí, na rodovia BA-001, no município de Camamu. O investimento previsto na obra é de R$ 1,5 milhão.

A informação foi divulgada pela própria Seinfra, que detalhou as características técnicas da intervenção e o cronograma do processo de contratação das empresas interessadas em executar a obra.

A estrutura tem 130 metros de extensão e está localizada no km 177 da rodovia. A abertura das propostas das empresas interessadas na licitação está marcada para 22 de outubro de 2026.

Segundo o secretário de Infraestrutura, Saulo Pontes, a obra vai atender a mais de 30 mil moradores do município de Camamu, que depende da ponte para o deslocamento diário de pessoas e mercadorias.

A ponte liga regiões do Baixo Sul e do Litoral Sul da Bahia, com impacto direto sobre municípios como Camamu, Itacaré e Ilhéus. A intervenção tem como objetivo preservar a infraestrutura existente e evitar uma deterioração maior da estrutura, o que poderia exigir obras mais extensas e custosas no futuro, além do risco de restrições de tráfego.

Entre os setores econômicos que devem ser beneficiados pela recuperação da ponte estão o turismo, a produção de cacau e a piscicultura, atividades relevantes para a economia dos municípios da região, que dependem do transporte rodoviário tanto para o escoamento da produção quanto para o deslocamento de visitantes.

Para as transportadoras que atendem a região do Baixo Sul e do Litoral Sul baiano, a obra prevista para começar depois da abertura das propostas, em 22 de outubro, reduz o risco de uma eventual interdição não planejada da travessia, que obrigaria caminhões a rotas alternativas mais longas para o transporte de cacau, pescado e outras cargas típicas da região.

Fonte: Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia

VISITA TÉCNICA AO TQ LOG: NOVA TURMA ABERTA COM 20 VAGAS

VISITA TÉCNICA AO TQ LOG: NOVA TURMA ABERTA COM 20 VAGAS

Por causa da alta procura, a turma das 14h da visita técnica ao TQ LOG Parques Logísticos, em Simões Filho, atingiu o limite de ocupação e está com as inscrições encerradas.

Para atender as empresas que ainda querem participar, abrimos uma nova turma no mesmo dia, quarta-feira, 14 de outubro, das 16h30 às 18h, com 20 vagas.

A programação é a mesma da primeira turma: café de boas-vindas, apresentação do projeto e da TQC Realizações Imobiliárias, um momento aberto para ouvir as demandas do setor e visita guiada à obra do Galpão G100. A entrega do galpão está prevista para o primeiro trimestre de 2027.

O empreendimento fica num ponto estratégico da RMS. Está a 8 km da BR-324, a 11 km do Polo Petroquímico de Camaçari e a 30 km do Porto de Aratu e do Aeroporto de Salvador.

Como se inscrever

A inscrição é obrigatória e as vagas são preenchidas por ordem de chegada. Para liberar o acesso ao canteiro de obras, cada participante precisa informar nome completo, RG e empresa.

📅 Data: 14 de outubro (quarta-feira)
🕓 Horário: 16h30 às 18h (nova turma, 20 vagas)
📍 Local: TQ LOG Parques Logísticos, Rodovia BA-093, Simões Filho/BA (ao lado do Mercado Livre)
📝 Inscrições: https://forms.gle/apPsrAF568UNETT7A

EXPORTAÇÕES CRESCEM 22,2% EM SETEMBRO E AVANÇO DE MINÉRIO E CELULOSE PRESSIONA DEMANDA POR FRETE RODOVIÁRIO

EXPORTAÇÕES CRESCEM 22,2% EM SETEMBRO E AVANÇO DE MINÉRIO E CELULOSE PRESSIONA DEMANDA POR FRETE RODOVIÁRIO

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) registrou superávit comercial de US$ 6,45 bilhões em setembro, resultado 151,1% maior que o apurado no mesmo mês de 2025, segundo balanço consolidado divulgado pela pasta no início de outubro. O dado reforça a trajetória de expansão do comércio exterior brasileiro ao longo de 2026.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao MDIC, as exportações somaram US$ 30,49 bilhões em setembro, avanço de 22,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. As importações também cresceram, mas em ritmo mais moderado, de 7,4%, totalizando US$ 24,04 bilhões no período.

O destaque setorial ficou com a indústria extrativa, cujas exportações saltaram 52,2%, impulsionadas pela alta de 89,6% nas vendas de petróleo bruto e de 132,5% no minério de cobre. A indústria de transformação também cresceu, com embarques de celulose avançando 44% na comparação anual.

O agronegócio manteve participação relevante no resultado, com exportações de US$ 6,17 bilhões no mês, alta de 12,8%. A soja em grão cresceu 21,1% e o café 20,6%, enquanto o milho recuou 10,9% e as hortaliças caíram 28,3%, reflexo da sazonalidade das safras.

No acumulado de janeiro a setembro, o superávit comercial brasileiro chegou a US$ 61,77 bilhões, expansão de 36,3% em relação ao mesmo período de 2025. O MDIC projeta superávit de US$ 90 bilhões para o ano, caso o ritmo de crescimento se mantenha nos últimos meses.

O avanço simultâneo de commodities minerais, agrícolas e de celulose eleva a necessidade de escoamento de cargas até portos e terminais, movimento que recai diretamente sobre o transporte rodoviário de cargas. Historicamente, picos de exportação de granéis e produtos industriais pressionam a demanda por caminhões, especialmente nas rotas que ligam regiões produtoras aos complexos portuários.

Para as transportadoras baianas, o cenário de exportações em expansão representa oportunidade de aumento de volume transportado, sobretudo nas cargas destinadas aos portos de Salvador, Ilhéus e Aratu, utilizados no escoamento de soja, celulose e outros produtos do agronegócio e da indústria baiana. O aumento do fluxo também tende a intensificar a demanda por motoristas, pátios de espera e capacidade de armazenagem ao longo dos corredores logísticos do estado.

Por outro lado, o crescimento do volume exportado em ritmo mais acelerado que a expansão da frota e da infraestrutura rodoviária pode acirrar a disputa por capacidade de transporte, pressionando fretes e prazos de entrega nos períodos de pico de embarque. O setor acompanha ainda os efeitos da valorização do real sobre a competitividade das exportações nos próximos meses, fator que pode moderar ou sustentar o ritmo observado em setembro.

A divulgação do resultado consolidado de outubro pelo MDIC, prevista para as primeiras semanas de novembro, deve indicar se a trajetória de crescimento das exportações se mantém, com impacto direto sobre o planejamento operacional das transportadoras de cargas no país e na Bahia.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) / Secex

SENADO INICIA DISCUSSÃO DA PEC QUE ACABA COM A ESCALA 6X1, COM IMPACTO BILIONÁRIO PROJETADO PARA O TRANSPORTE DE CARGAS

SENADO INICIA DISCUSSÃO DA PEC QUE ACABA COM A ESCALA 6X1, COM IMPACTO BILIONÁRIO PROJETADO PARA O TRANSPORTE DE CARGAS

O Senado Federal começou, nesta semana, a discutir em Plenário a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que extingue a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, sem redução de salário. A matéria, pautada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, é apontada por entidades do setor de transporte como uma das propostas com maior potencial de impacto nos custos operacionais das empresas em 2026.

O texto retomou a tramitação logo após o primeiro turno das eleições gerais, realizado no último domingo, com sessões de discussão previstas para terça, quarta e quinta-feira desta semana, sempre a partir das 14h. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos, em maio, com 472 e 461 votos favoráveis, respectivamente, e passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado em setembro, com relatório favorável do senador Omar Aziz (Republicanos-AM).

Pelas regras do rito das PECs, a proposta precisa passar por cinco sessões de debate antes de ir a votação em primeiro turno no Plenário, e por mais três sessões antes do segundo turno. Para ser aprovada, necessita de pelo menos 49 votos favoráveis dos 81 senadores, em cada turno.

A nova composição do Senado a partir de 2027, resultante do primeiro turno das eleições realizado no domingo, acrescenta incerteza à aprovação: partidos de direita e extrema direita devem controlar ao menos 50 das 81 cadeiras na próxima legislatura, o que fragiliza a base de apoio à proposta no governo Lula.

Entidades empresariais apresentaram ao menos 12 emendas ao texto, defendendo modificações ou um prazo mais longo de transição, sob o argumento de que a redução da jornada pode pressionar a inflação e reduzir margens de lucro. Paralelamente, a bancada do PL apresentou uma proposta alternativa, a PEC 12/2026, que prevê contratos baseados em jornadas por hora, em vez de escalas fixas.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) já havia alertado que a extinção da escala 6x1, se aplicada sem considerar as particularidades do setor, pode agravar a escassez de mão de obra e elevar os custos operacionais do transporte de cargas. A entidade estima que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas aumentaria os custos de mão de obra do setor em 8,66%, com impacto anual próximo a R$ 12 bilhões, e defende transição gradual de uma hora por ano, além de negociação coletiva como alternativa à mudança constitucional.

Segundo levantamento da própria CNT, 65,1% das transportadoras de cargas já relatavam falta de motoristas profissionais mesmo antes da discussão sobre a redução de jornada, o que reforça a preocupação do setor com o agravamento do déficit de mão de obra caso a medida seja aprovada sem ajustes específicos para a atividade.

Para as transportadoras baianas, a discussão tem repercussão direta: o setor de TRC já enfrenta no estado dificuldades para recompor seus quadros de motoristas, e um eventual aumento de custos de mão de obra em escala nacional tende a pressionar ainda mais a margem das empresas associadas, que dependem de operações intensivas em jornadas de longa distância para manter a competitividade do frete.

Apesar da pressão para votação rápida antes do segundo turno das eleições, em 25 de outubro, auxiliares do governo reconhecem que a aprovação não deve ocorrer já na primeira semana de discussão. Como o dia 12 de outubro é feriado nacional, a expectativa é de que a votação também não avance na semana seguinte, o que pode estender a tramitação para além do calendário eleitoral e influenciar diretamente o planejamento de custos das transportadoras para 2026 e 2027.

Fonte: Extra Classe

DIESEL ACUMULA ALTA DE 7,3% EM SETEMBRO E REAPROXIMA O SETOR DO GATILHO QUE OBRIGA A ANTT A REVISAR O PISO MÍNIMO DO FRETE

DIESEL ACUMULA ALTA DE 7,3% EM SETEMBRO E REAPROXIMA O SETOR DO GATILHO QUE OBRIGA A ANTT A REVISAR O PISO MÍNIMO DO FRETE

O diesel S10 fechou setembro de 2026 cotado em média a R$ 7,16 por litro no Brasil, acumulando alta de 7,3% nos trinta dias anteriores, segundo levantamento do Painel do Transporte, da Mundo Logística, com dados apurados até 30 de setembro e divulgados no início de outubro. O avanço equivale a R$ 0,49 por litro em relação ao preço médio registrado um mês antes, de R$ 6,67.

O movimento chama atenção porque reaproxima o transporte rodoviário de cargas do mecanismo que obriga a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a revisar automaticamente a tabela do piso mínimo do frete sempre que o preço do diesel varia 5% ou mais em relação à última atualização, regra prevista desde a edição da Medida Provisória 1.343/2026.

A trajetória de preços ao longo de setembro mostrou volatilidade acentuada. O litro partiu de R$ 6,99 em 15 de setembro, chegou ao pico do mês entre os dias 22 e 24, a R$ 7,19, recuou levemente nos dias seguintes e voltou a fechar o período em R$ 7,16.

A última vez em que o gatilho foi oficialmente acionado ocorreu em março deste ano, quando o diesel atingiu média de R$ 7,35 por litro na semana de 15 a 21 de março. Na ocasião, a ANTT recalibrou os coeficientes da tabela do piso mínimo do frete, e o Ministério dos Transportes passou a acompanhar o indicador diariamente, embora o limite de 5% para acionamento automático tenha sido mantido.

Parte da pressão sobre o diesel no mercado interno tem origem externa. O petróleo Brent subiu cerca de 17% em dois meses e chegou a se aproximar de US$ 110 o barril em setembro, encerrando o mês perto de US$ 103. Em meados do mês, a defasagem entre o preço praticado pela Petrobras e a paridade de importação já era estimada em R$ 3,89 por litro, o que sinaliza possibilidade de novos repasses nas próximas semanas.

O impacto da alta também variou fortemente entre estados. Rio Grande do Sul (27,9%) e Santa Catarina (26,5%) lideraram os reajustes em trinta dias, seguidos por Pernambuco (19,5%), Distrito Federal (18,7%), Mato Grosso do Sul (17,9%) e Mato Grosso (16,3%), enquanto estados do Norte, como Roraima (2%) e Acre (7,9%), registraram variações bem mais moderadas.

Com a alta acumulada nacional já próxima do patamar que historicamente leva a agência a agir, cresce no setor a expectativa de que a ANTT publique, nas próximas semanas, nova resolução atualizando os valores mínimos do frete, repetindo o movimento feito em março. Até o momento, a agência não havia anunciado data para uma nova revisão.

Um eventual reajuste tende a afetar diretamente embarcadores e transportadoras, que precisam atualizar contratos e sistemas de emissão do CIOT para refletir os novos valores, sob risco de multas previstas pela Lei 15.485/2026, a chamada nova Lei do Frete.

Para as transportadoras baianas, que dependem fortemente de corredores de longa distância ligando o Nordeste aos polos consumidores do Sudeste e do Centro-Oeste, a alta do diesel eleva de forma imediata o custo por quilômetro rodado, pressionando a margem das empresas enquanto um eventual novo piso mínimo do frete não entra em vigor. O cenário reforça a necessidade de atualização constante das planilhas de custo operacional e de atenção redobrada ao cumprimento das regras do CIOT nas operações que partem ou chegam ao estado.

Fonte: Mundo Logística, com dados do Painel do Transporte