por Setceb | ago 13, 2026 | Uncategorized
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) apresentou nesta quarta-feira o Plano CNT de Transporte e Logística, documento que propõe R$ 2 trilhões em investimentos prioritários para a infraestrutura de transportes brasileira nos próximos anos. O plano concentra a maior fatia dos recursos no modal ferroviário, apontado pela entidade como a principal solução para destravar gargalos logísticos do país.
A proposta foi divulgada pela entidade que reúne empresários do setor de transporte em todo o Brasil, com o objetivo de subsidiar o poder público na definição de prioridades de investimento em infraestrutura ao longo da próxima década. Segundo a CNT, o documento reúne 2.837 projetos estratégicos mapeados a partir de diagnósticos técnicos sobre a malha de transportes do país.
Do total de R$ 2 trilhões propostos, R$ 1,1 trilhão, equivalente a 55% dos recursos, está destinado às ferrovias. É a maior fatia isolada do plano e reflete a aposta da entidade na expansão do modal como forma de reduzir a dependência do transporte rodoviário em rotas de longa distância.
As rodovias aparecem na sequência, com previsão de R$ 511,5 bilhões em investimentos. Hidrovias somam R$ 173,1 bilhões, enquanto a infraestrutura portuária recebe R$ 125,1 bilhões. Terminais de carga e aeroportos completam a lista, com R$ 36,9 bilhões e R$ 28,3 bilhões, respectivamente.
Entre os projetos ferroviários prioritários, o plano destaca três corredores estratégicos: a Ferrovia Norte-Sul, a Estrada de Ferro Carajás e a Ferrovia Transnordestina. As três linhas são apontadas como fundamentais para conectar a produção mineral do Norte do país, o agronegócio do Centro-Oeste e a produção industrial do Nordeste aos principais portos brasileiros.
No modal rodoviário, os recursos previstos devem financiar duplicações, obras de pavimentação e modernização de corredores que ligam o Centro-Oeste aos portos exportadores, rota utilizada intensamente pelo agronegócio na escoação de grãos e outras commodities.
Já as hidrovias devem explorar o potencial da bacia amazônica, com investimentos voltados aos rios Amazonas, Madeira, Tapajós e Tocantins. Na infraestrutura portuária, o plano lista como estratégicos os portos de Santarém, Barcarena, Manaus e Itacoatiara, na região Norte; Suape, Pecém e Itaqui, no Nordeste; e Santos, Rio de Janeiro e Paranaguá, no Sudeste e Sul do país.
A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, afirmou que o plano reforça a importância do planejamento de longo prazo para ampliar a competitividade do país. Segundo ela, a organização dos investimentos em eixos prioritários busca dar previsibilidade a governos e à iniciativa privada na hora de destinar recursos à infraestrutura de transportes.
A apresentação do Plano CNT de Transporte e Logística ocorre no mesmo dia em que o governo federal divulgou o Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, com diagnóstico e prioridades que também apontam para o fortalecimento da intermodalidade no país, ainda que com metodologia e valores distintos entre os dois documentos.
Para o transporte rodoviário de cargas, a ênfase da CNT no fortalecimento das ferrovias tende a reacender o debate sobre a divisão de investimentos entre os modais nos próximos anos. Transportadoras da Bahia, estado que depende fortemente da rodovia para escoar produção do agronegócio, da indústria e da mineração até os portos, acompanham de perto qualquer sinalização de novos investimentos em corredores logísticos que possam alterar rotas e reduzir custos operacionais no estado.
O plano ainda não tem cronograma de execução definido e depende de negociações entre a CNT, o governo federal e potenciais investidores privados para sair do papel. A entidade deve apresentar o documento em fóruns setoriais nas próximas semanas, buscando engajamento de outras associações e do Congresso Nacional na discussão sobre as prioridades de investimento em infraestrutura logística.
Fonte: MundoLogística
por Setceb | ago 13, 2026 | Uncategorized
O salário do caminhoneiro nem sempre é composto apenas por um valor fixo. Em muitas operações de transporte rodoviário de cargas, parte da remuneração está vinculada à produtividade, ao número de viagens realizadas, à distância percorrida ou ao valor dos fretes. Esse modelo permite aumentar os ganhos em períodos de maior demanda, mas também torna a renda mais sensível às oscilações do mercado.
Na prática, quanto maior a oferta de cargas, maiores são as oportunidades de ampliar o faturamento. Por outro lado, quando o volume de fretes diminui, a remuneração variável tende a cair, afetando diretamente o rendimento de muitos profissionais.
A legislação trabalhista permite que motoristas empregados recebam remuneração por comissão ou outros incentivos relacionados às viagens realizadas. No entanto, esse tipo de pagamento não pode servir como estímulo para que o profissional desrespeite os limites de jornada, deixe de cumprir os períodos obrigatórios de descanso ou coloque a segurança da operação em risco.
Esse equilíbrio entre produtividade e segurança continua sendo tema de discussões na Justiça do Trabalho. O Tribunal Superior do Trabalho possui processos relacionados à forma de cálculo da remuneração e das horas extras de motoristas que recebem comissões baseadas no valor do frete ou da carga transportada.
Além dos profissionais contratados por transportadoras, muitos motoristas optam por atuar de forma independente. Nesse caso, é importante diferenciar o trabalho autônomo da atividade informal. O Transportador Autônomo de Cargas (TAC) pode exercer a profissão regularmente desde que mantenha o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) ativo e cumpra as exigências estabelecidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Em determinadas situações, também é possível atuar como MEI Caminhoneiro.
Com as mudanças promovidas em 2026, a fiscalização sobre o transporte remunerado ficou mais rigorosa. O Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) passou a ser obrigatório para praticamente todas as operações, reunindo informações como contratante, transportador, origem, destino e valor do frete. O objetivo é aumentar a transparência das contratações e facilitar o acompanhamento das operações pela ANTT.
Mesmo quando o valor do frete parece atrativo, o faturamento do caminhoneiro ainda precisa absorver uma série de despesas. Custos com combustível, pneus, manutenção, lubrificantes, depreciação do veículo e demais gastos operacionais reduzem o lucro efetivo de cada viagem, tornando essencial uma boa gestão financeira.
Nas operações em que se aplica a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, os valores mínimos definidos pela ANTT servem como referência para garantir uma remuneração compatível com os custos da atividade. O CIOT também passou a ser um instrumento importante para verificar se o frete contratado respeita os valores estabelecidos.
Outro ponto de atenção é o Vale-Pedágio obrigatório. Quando exigido, o pagamento deve ser antecipado pelo contratante da carga e não pode ser descontado do valor do frete recebido pelo caminhoneiro.
Dessa forma, embora comissões e remuneração por produtividade possam elevar significativamente os ganhos em períodos de alta demanda, elas também tornam a renda menos previsível. A disponibilidade de cargas, o valor pago por cada operação e o controle dos custos continuam sendo fatores decisivos para a rentabilidade do transporte rodoviário de cargas.
Fonte: Brasil do Trecho
por Setceb | ago 13, 2026 | Uncategorized
O fechamento prolongado do Sistema Cristo Redentor, principal corredor rodoviário entre o Chile e a Argentina, já provoca prejuízos estimados em US$ 10 milhões a empresas brasileiras de transporte de cargas, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira.
A informação foi divulgada por veículos especializados do setor de transporte, que apuraram o impacto da paralisação junto a transportadoras e entidades representativas da categoria. A passagem, também conhecida como Paso Los Libertadores, está fechada desde meados de julho por causa de fortes nevascas e do risco de avalanches na Cordilheira dos Andes.
Segundo dados das autoridades chilenas, a região acumula cerca de 6,6 metros de neve, volume considerado excepcional mesmo para os padrões da cordilheira. Equipes de viabilidade, defesa civil e da Escola de Alta Montanha do Exército chileno atuam na remoção da neve e no monitoramento do risco de avalanches ao longo da via.
O período de interdição já se aproxima de 30 dias, o que configura o segundo maior fechamento da história do complexo fronteiriço entre os dois países. Mais de dois mil caminhões permanecem retidos, a maior parte deles do lado argentino, na região de Mendoza.
Entre os veículos parados estão centenas de caminhões brasileiros impedidos de transportar cargas destinadas ao mercado chileno, um dos principais destinos de exportação da indústria e do agronegócio nacional na América do Sul. As transportadoras enfrentam custos extras com alimentação e hospedagem de motoristas, combustível consumido pelos veículos parados e reprogramação de toda a operação logística.
Soma-se a isso o risco de vencimento dos prazos dos regimes de trânsito aduaneiro internacional, o que pode gerar complicações burocráticas e financeiras adicionais para as empresas com cargas em trânsito no momento do fechamento da fronteira.
Danilo Guedes, vice-presidente de Relações Internacionais da NTC&Logística, entidade nacional que representa transportadoras de cargas, destacou a necessidade de maior cooperação entre os países e da construção de protocolos específicos para lidar com situações excepcionais que afetam o comércio internacional por via terrestre.
Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que o retorno à normalidade no corredor será gradual mesmo após a reabertura da fronteira, já que a operação logística nos dois lados da cordilheira precisará ser reorganizada de forma coordenada entre Brasil, Argentina e Chile, processo que pode se estender por dias ou até semanas.
O episódio reacende a discussão sobre a dependência do transporte rodoviário sul-americano de uma única rota de passagem pelos Andes para o escoamento de cargas entre o Mercosul e o Chile, sem alternativas logísticas robustas em caso de fechamento prolongado. Para transportadoras baianas que atuam em rotas de exportação e importação com destino a países da América do Sul, o episódio serve de alerta sobre os riscos operacionais e financeiros de rotas internacionais concentradas em corredores únicos, reforçando a importância de contingências logísticas e seguros adequados para operações de longa distância.
Fonte: Blog do Caminhoneiro
por Setceb | ago 13, 2026 | Uncategorized
O dólar fechou em queda nesta quarta-feira ante o real, recuando 0,28% na cotação à vista, negociada a R$ 5,146. O contrato futuro da moeda americana com vencimento em setembro, negociado na B3, também operou em baixa de 0,28%, cotado a R$ 5,168.
O movimento de queda da moeda americana esteve diretamente ligado à repercussão de dados de inflação divulgados nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% em julho e avançou 3,4% no acumulado de 12 meses, resultado que veio em linha com as expectativas do mercado.
A inflação americana sob controle reduz a pressão por novas altas de juros por parte do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, o que tende a diminuir a atratividade do dólar frente a outras moedas, incluindo o real.
No cenário doméstico, dados do setor de serviços brasileiro também influenciaram o comportamento do mercado. O segmento manteve-se estável na comparação mensal, mas registrou crescimento de 2,0% na comparação anual, superando previsões anteriores, que apontavam para uma possível retração.
Analistas do mercado financeiro afirmam que o câmbio segue sensível a qualquer sinalização sobre os próximos passos do Federal Reserve em relação aos juros americanos, além do cenário fiscal brasileiro, que continua no radar de investidores locais e estrangeiros.
Para o setor de transporte rodoviário de cargas, o comportamento do dólar tem efeito direto sobre uma série de custos operacionais das transportadoras, já que peças, pneus e equipamentos importados, além de insumos utilizados no refino de combustíveis, têm seus preços influenciados pela cotação da moeda americana.
Um dólar mais baixo tende a aliviar, ainda que de forma pontual, os custos de manutenção de frotas que dependem de componentes importados, cenário relevante para transportadoras baianas que operam com caminhões de marcas e peças ligadas a fornecedores internacionais.
O mercado financeiro deve seguir monitorando, nos próximos dias, novos indicadores econômicos nos Estados Unidos e no Brasil, que devem continuar pautando as oscilações da moeda americana e, por consequência, o planejamento financeiro de empresas expostas a custos em dólar, caso do transporte de cargas.
Fonte: Mercado Hoje
por Setceb | ago 12, 2026 | Uncategorized
A movimentação do transporte rodoviário de cargas para a Black Friday começa meses antes das promoções de novembro, com o volume de consultas por frete já em aceleração neste início de agosto.
O dado é de levantamento da plataforma Transvias, que reúne cadastro de mais de 8 mil empresas de transporte e é usada por embarcadores para consultar transportadoras, rotas e modalidades de carga em todo o país.
Segundo o levantamento, entre o início de agosto e a primeira quinzena de novembro o volume de consultas por frete na plataforma cresce em média 25%. A procura por operações de carga fracionada, modelo que consolida mercadorias de diferentes embarcadores em um mesmo veículo, sobe ainda mais, com alta de até 28% no mesmo intervalo. Eletroeletrônicos, moda e cosméticos estão entre os segmentos que mais antecipam seus embarques.
O movimento reflete a necessidade de embarcadores revisarem previsões de venda, negociarem capacidade de transporte e reorganizarem estoques com antecedência. Segundo Célio Martins, gerente de Novos Negócios do Transvias, é nesse período que muitos embarcadores começam a revisar previsões de venda, negociar capacidade de transporte e reorganizar estoques, já que quem deixa essa conversa para outubro normalmente encontra um mercado muito mais pressionado.
A antecipação também reflete mudanças no próprio formato da Black Friday, que deixou de se concentrar apenas na última sexta-feira de novembro e passou a se estender por semanas de campanhas, exigindo planejamento logístico mais longo. Martins observa que o desafio do setor mudou de escala: há alguns anos o foco era transportar grandes volumes, e hoje o desafio é entregar mais, para mais destinos e com prazos cada vez menores, o que exige planejamento e inteligência logística.
Para transportadoras e caminhoneiros autônomos, inclusive os que atendem cargas com origem ou destino na Bahia e no restante do Nordeste, o alerta é direto: negociar contratos e definir capacidade disponível já em agosto tende a garantir condições comerciais mais favoráveis do que aguardar a proximidade de novembro, quando a disputa por veículos e rotas se intensifica e os fretes spot ficam mais caros. A tendência também reforça a importância de investimento em carga fracionada e em roteirização eficiente para atender a pulverização crescente das entregas de e-commerce.
Fonte: Transporte Moderno