por Setceb | set 30, 2026 | Uncategorized
O Sudeste do país concentrou 77,2% dos prejuízos causados por roubo de cargas no primeiro semestre de 2026, um avanço em relação aos 60,5% registrados no mesmo período do ano passado, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira com base em dados do setor de seguros.
Os números foram compilados a partir de informações da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e mostram uma mudança na geografia do crime contra cargas no país nos últimos doze meses.
O Rio de Janeiro ultrapassou São Paulo como o estado com maior participação nas perdas: foi de 16,1% para 36,6% do total, enquanto São Paulo recuou de 34,2% para 30,9%. Quatro municípios fluminenses — a capital, Duque de Caxias, São Gonçalo e Nova Iguaçu — respondem sozinhos por 31% das perdas registradas por cidade.
Também mudou o cenário das ocorrências: a participação de roubos em área urbana praticamente dobrou, de 20,4% para 39,6% do total, com as rotas internas dentro de São Paulo e do Rio de Janeiro somando 28,8% das perdas — um sinal de que parte do crime está migrando das estradas para dentro das cidades.
Entre as rodovias, a BR-101 aparece como a mais crítica do país, respondendo por 17,1% das perdas por roubo de carga, ante 10,8% no primeiro semestre de 2025. Em segundo lugar aparece a BR-116, com 8,2% das perdas, ante 4,8% no ano anterior.
Do lado financeiro, os prêmios de seguro de responsabilidade civil do transportador (RC-DC) arrecadados no período somaram R$ 657,7 milhões, com sinistros pagos de R$ 248,6 milhões; os sinistros da modalidade RCTR-C pagos superaram R$ 634 milhões. Em todo o ano de 2025, os prêmios haviam somado R$ 1,4 bilhão, contra R$ 531,5 milhões em sinistros pagos, e a CNseg projeta crescimento de 2,9% no seguro de transporte para 2026.
Desde 1º de julho está em vigor a Resolução ANTT nº 6.068/2025, que passou a exigir comprovação de seguro obrigatório para a manutenção do registro no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) — medida que reforça a pressão regulatória sobre transportadoras que operam sem cobertura adequada.
Ainda que o Sudeste concentre a maior parte das perdas, o fato de a BR-101 liderar o ranking nacional de rodovias mais críticas é um alerta direto para as transportadoras baianas, já que a via é um dos principais corredores de ligação da Bahia com o Sudeste do país. Manter a documentação de seguro em dia e reforçar protocolos de segurança nas rotas que passam por esse trecho tende a ganhar ainda mais importância nos próximos meses.
Fonte: Blog do Caminhoneiro (dados CNseg)
por Setceb | set 30, 2026 | Uncategorized
Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1928/2026, do deputado federal Messias Donato (União-ES), que regulamenta a apreensão, o processo administrativo de perdimento e a destinação de bens — incluindo veículos e cargas de transporte rodoviário — em infrações à legislação de defesa agropecuária federal.
O projeto foi divulgado nesta terça-feira (29) e se aplica a apreensões realizadas em portos, aeroportos, postos de fronteira e vias do território nacional.
Entre os motivos previstos para a apreensão estão a falta de documentação exigida, a suspeita de fraude ou adulteração, a introdução de produto proibido e o risco à saúde pública, ao meio ambiente ou à sanidade animal e vegetal.
O texto prevê uma proteção importante para o setor de transporte: o perdimento definitivo do veículo só pode ocorrer mediante comprovação de uso intencional no ilícito ou de má-fé do responsável, com resguardo expresso ao transportador de boa-fé contratado apenas para levar a carga de um ponto a outro.
Os bens apreendidos, conforme o projeto, podem ser incorporados ao patrimônio da administração pública federal, doados a órgãos públicos, leiloados ou destruídos, a depender da natureza do produto e do risco sanitário envolvido.
O projeto tramita em caráter conclusivo pelas comissões de Saúde; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e Cidadania, antes de seguir, se aprovado, para análise do Senado Federal.
Caso avance, o texto pode aumentar o risco de perda de veículos para transportadoras e motoristas envolvidos — mesmo que apenas na condução — em cargas com irregularidades sanitárias ou documentais ligadas ao agronegócio, tornando ainda mais relevante a checagem prévia da documentação antes de aceitar um frete. Para as transportadoras baianas que atendem o fluxo agropecuário do oeste do estado e de outras regiões produtoras, acompanhar a tramitação do projeto nas próximas semanas é recomendável, já que qualquer nova exigência documental tende a impactar diretamente a rotina de carregamento e conferência de mercadorias.
Fonte: Blog do Caminhoneiro
por Setceb | set 29, 2026 | Uncategorized
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) apresentou o Plano CNT de Transporte e Logística, levantamento que reúne 2.837 projetos de infraestrutura para o Brasil, somando cerca de R$ 2,03 trilhões em investimentos estimados.
O conteúdo foi divulgado em artigo assinado por Tiago Veras, gerente executivo de Inteligência em Transportes da CNT, publicado nesta segunda-feira e replicado por federações e sindicatos patronais do transporte em diferentes estados.
O levantamento cobre cargas e passageiros em todos os modais e regiões do país, sendo 2.509 projetos classificados como de integração nacional e 328 de caráter urbano.
Do total, 1.274 projetos têm origem exclusivamente pública, já constando em planos oficiais do governo, mas ainda sem execução. Desses, 524 foram propostos há mais de dez anos e seguem represados.
Além dos projetos já mapeados oficialmente, o setor de transporte identificou outros 1.111 projetos a partir da perspectiva dos próprios usuários da infraestrutura, ampliando o retrato das demandas represadas no país.
O texto da CNT destaca a necessidade de continuidade de política pública e de previsibilidade de investimentos, já que obras de rodovias, ferrovias e hidrovias costumam levar de cinco a mais de dez anos para ficar prontas, em um cenário de transições tecnológicas, eventos climáticos extremos e instabilidade geopolítica.
A confederação deve detalhar o plano a autoridades e ao Congresso Nacional nos próximos meses, buscando influenciar a priorização de investimentos no setor.
Para o empresariado do transporte de cargas na Bahia, a expectativa em torno da continuidade desses investimentos é acompanhada de perto, já que projetos represados há mais de uma década tendem a incluir corredores usados no escoamento da produção baiana rumo a portos e centros consumidores do país.
Fonte: Artigo da CNT, republicado pela Fetransul
por Setceb | set 29, 2026 | Uncategorized
A 25ª edição da Fenatran, maior feira de caminhões, ônibus e implementos rodoviários da América Latina, ocorre de 9 a 13 de novembro no São Paulo Expo, reunindo mais de 700 marcas com foco declarado em custo operacional e conectividade.
A organização do evento informou que, diferentemente de edições anteriores centradas em potência e capacidade de carga, a proposta deste ano é colocar a tecnologia embarcada e a redução de custos no centro das atenções dos expositores.
Entre os destaques anunciados, a HC Hornburg vai apresentar tecnologia de monitoramento e rastreabilidade voltada à cadeia do frio, enquanto a Librelato mostrará um ecossistema que une equipamento, conectividade — por meio da plataforma Sigaway — e serviços de pós-venda.
A Randon atualiza suas linhas de carroceria Flatbed, Dump e Bulk; a RAV Componentes amplia o portfólio de travas, paralamas e protetores; e a Guerra Implementos deve usar a feira para mapear novas demandas do mercado.
A chamada Fenatran Experience vai oferecer test-drives com veículos movidos a diesel, elétricos, a gás natural e a biometano de marcas como DAF, Foton, Iveco, Mercedes-Benz, Scania, Sany e Volkswagen Caminhões e Ônibus.
A programação paralela inclui a Rota Fenatran, o Fórum Transporte Sustentável, o espaço Frotas Conectadas, o seminário da NTC&Logística e o Fórum de Mulheres no Transporte.
O evento deve orientar decisões de investimento de transportadoras de todo o país, inclusive empresas baianas que avaliam renovar a frota ou adotar tecnologias de rastreamento e eficiência de combustível diante da pressão constante do custo do diesel sobre o frete.
Fonte: Mecânica Online
por Setceb | set 29, 2026 | Uncategorized
A Petrobras fechou a compra de 650 milhões de litros de diesel importado para outubro, mês em que o consumo do combustível costuma disparar no país por coincidir com o plantio da safra de verão e o transporte simultâneo do milho recém-colhido.
A companhia não espera importações relevantes adicionais em novembro. A decisão ocorre em um momento em que o dólar e o petróleo Brent voltaram a subir, encarecendo o diesel trazido do exterior.
Nesta segunda-feira, dia 28 de setembro, o dólar fechou cotado a R$ 5,225, alta de 0,78% no dia, ante R$ 5,1834 na sexta-feira anterior. O movimento foi puxado, entre outros fatores, pela disparada do petróleo Brent, que chegou a operar a US$ 108,83 durante o pregão, fechando em torno de US$ 105,69, em meio à rejeição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a uma proposta de trégua envolvendo o Irã.
O presidente da Vibra Energia, Ernesto Pousada, afirmou que o diesel internacional está custando entre R$ 2 e R$ 3 a mais por litro do que o produto nacional, pressionando a margem das distribuidoras que avaliam ampliar suas próprias importações.
O executivo lembrou que, quando a companhia dobrou as importações em março e abril deste ano, o produto chegou aos portos sem dificuldades, mas gerou forte pressão sobre a malha rodoviária necessária para levar o combustível até o interior do país — o que reforça, na avaliação da distribuidora, a necessidade de mais investimento em ferrovias e em estruturas de escoamento entre porto e consumidor final.
Do lado da oferta, a refinaria Repar, no Paraná, entrou em parada de manutenção programada e só deve retornar em novembro, enquanto as demais refinarias do país operam com fator de utilização muito elevado, o que também ajuda a explicar o recurso à importação neste momento do ano.
A combinação de câmbio mais alto, petróleo em alta e maior dependência de diesel importado no pico da safra tende a se traduzir em custo de combustível mais pressionado para as transportadoras nos próximos meses — efeito sentido também pelas empresas baianas, que dependem do diesel tanto para o transporte rodoviário de cargas quanto para o escoamento da produção agrícola do oeste do estado.
Fonte: Click Petróleo e Gás, com dados complementares de InfoMoney e divulgardinheiro.com