IPTC ANALISA IMPACTOS DA NOVA TABELA DE FRETES DA ANTT

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciou na última quinta-feira (18), a conclusão do processo de atualização dos pisos mínimos de frete, com a implementação de aprimoramentos na metodologia vigente. O desdobramento desse processo, foi conduzido em resposta às demandas do mercado e à necessidade de ajustes nos insumos que compõem a Resolução nº 5.867, de 14 de janeiro de 2020.

Depois de um ciclo regulatório, com a abertura da Tomada de Subsídios nº 2, com processo inteiramente interno, a ANTT concluiu que era necessário atualizar insumos, atendendo à demanda do mercado por pesquisas mais abrangentes e profundas.

Portanto, a nova Resolução nº 6.034, acompanhando os reflexos do último aumento dos insumos, mas também reforça as metodologias contempladas no art. 6° que trata das oscilações, positivas ou negativas, superior a 5% no preço médio ao consumidor do óleo diesel S10, disponibilizados pela ANP. Além da redação do art. 2° inciso III e IV a que ao cálculo da remuneração de capital investido no veículo automotor e no implemento rodoviário. Assim como, no inciso V no que trata o custo da mão de obra do motorista.

Neste caso, a portaria vigente, apresenta um aumento médio nos valores de 6,73% quando comparada imediatamente à resolução anterior. Analisando os tipos de tabela contempladas no ato normativo, podemos concluir quem sofreu o maior aumento foi a Tabela A, quando há contratação do conjunto veicular para o transporte de carga lotação.

Em resumo, desde a data da publicação está em vigor com os valores corrigidos, com acréscimo no coeficiente de deslocamento (CCD), passando de R$ 5,428 por Km para R$ 5,556 por km considerando todas as tabelas disponíveis na resolução. Para o coeficiente de carga e descarga (CC), houveram alterações no custo fixo de R$ 371,11 para R$ 416,07.

Isoladamente, se analisarmos as categorias de carga, quem sofreu o maior impacto foi o transporte de carga granel pressurizada – tabela A, considerando as variações de CCD e CC previstas na legislação, atingindo 14,07% de aumento.

Em contrapartida, as operações de carga frigorificada/aquecida da tabela C – onde há contratação do conjunto veicular para as operações de alto desempenho, foi quem sofreu a menor alteração em relação as demais categorias, o que resultou em uma variação de 3,50%.

EM 2023, MAIS DE 79 MIL MOTORISTAS CAMINHONEIROS FORAM ATENDIDOS NAS ÁREAS DE DESCANSO DAS RODOVIAS CONCEDIDAS

As oito áreas de descanso espalhadas pelas rodovias concedidas do estado oferecem serviços como espaço para alimentação, banheiros, sala de descanso e serviços de saúde.

O papel crucial desempenhado pelos caminhoneiros no transporte de mercadorias produzidas e consumidas no país é reconhecido pela ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), que busca garantir que esses trabalhadores possam exercer suas atividades de maneira segura e tranquila. As áreas de descanso nas rodovias concedidas foram estrategicamente equipadas para fornecer serviços de qualidade, incluindo espaços para alimentação, banheiros, salas de descanso, e instalações de saúde.

Mais de 79 mil motoristas caminhoneiros foram atendidos nas oito áreas de descanso em funcionamento nas rodovias paulistas em 2023. Esses locais oferecem gratuitamente serviços como odontológico, enfermagem, podologia, corte de cabelo, massagem, área de banho com vestiário masculino e feminino, salas de descanso com TV e acesso à internet Wi-Fi.

“Os motoristas caminhoneiros desempenham um papel de grande relevância na economia do País, merecendo, portanto, atenção e infraestrutura adequada para exercer suas atividades”, enfatiza Milton Persoli, diretor-geral da ARTESP.

Confira a localização das áreas de descanso:

Concessionária Rodovia Sentido

Autoban SP-348 Sul

EcoNoroeste SP-310 Sul

EcoNoroeste SP-310 Sul

Renovias SP-340 Sul

ViaOeste SP-280 Leste

Ecovias SP-150 Sul

Viapaulista SP-255 Sul

Viapaulista SP-255 Norte

Além das áreas de descanso já mencionadas, estão previstas a implantação de outras em diversas rodovias. As áreas de descanso nas rodovias administradas pela concessionária EIXO-SP, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2024, estarão localizadas nos seguintes pontos:

SP-294 – km 439, próximo a Garça;

SP-294 – km 543, próximo a Iacri;

SP-294 – km 609, próximo a Flórida Paulista;

SP-284 – km 544, próximo a Martinópolis.

Outras áreas de descanso na EIXO, com início programado para o primeiro semestre de 2024 e término previsto para o segundo semestre, serão estabelecidas nos seguintes pontos:

SP-225 – km 140, próximo a Brotas;

SP-225 – km 225, próximo a Itapuí.

Também estão planejadas áreas de descanso nas rodovias administradas pela concessionária EcoNoroeste, com início previsto para o segundo semestre de 2024, nas seguintes rodovias:

SP-310 – km 255, próximo a São Carlos;

SP-310 – km 289, próximo a Araraquara;

SP-310 – km 417, próximo a São José do Rio Preto.

CNT DIVULGA OS RESULTADOS DA NOVA EDIÇÃO DA PESQUISA DE OPINIÃO

O levantamento traz avaliação do primeiro ano do governo Lula e compara com os resultados obtidos quando Bolsonaro completou o seu primeiro ano de mandato, entre outras questões do momento atual.

A 160ª Pesquisa CNT de Opinião, divulgada hoje (23), mostra a avaliação do primeiro ano do governo e o desempenho do presidente Lula e também a aprovação e desaprovação de medidas do governo federal, bem como as duas áreas consideradas pelos entrevistados com o melhor e o pior desempenhos. Além disso, o levantamento traz a expectativa para emprego, renda, educação, saúde e segurança; percepção sobre inteligência artificial; realização do Concurso Nacional Unificado. A pesquisa, realizada entre os dias 18 e 21 de janeiro, entrevistou 2.002 pessoas em todo Brasil. A Pesquisa CNT de Opinião tem mais de duas décadas de existência. Nas últimas eleições, foi a que apresentou um dos maiores índices de precisão nos resultados entre os institutos que divulgaram prognósticos de intenções de voto.

Acesse a íntegra do relatório da 160ª Pesquisa CNT de Opinião.

ANTT PUBLICA NOVA TABELA DE FRETE

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou na última sexta-feira, 19 de janeiro, a Resolução Nº 6.034/2024, que atualiza os valores da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). A nova tabela de preços para os fretes conclui o processo de atualização dos pisos mínimos de frete, com a implementação de aprimoramentos na metodologia de cálculo utilizado pela agência para obtenção dos valores.

De acordo com a ANTT, os preços médios tiveram aumentos de 1,03% a 5,66%, dependendo do tipo de operação de transporte.

Como calcular

Os valores dos fretes de acordo com a tabela da ANTT podem ser obtidos por meio da fórmula abaixo ou mesmo pela Calculadora disponibilizada pela agência, no link https://calculadorafrete.antt.gov.br/.

Fórmula

Para calcular o valor correto do frete, o caminhoneiro deve encontrar o tipo de carga, saber a quilometragem da viagem e verificar na tabela o custo de deslocamento e de carga e descarga.

A conta fica:

(Distância em KM x Custo de deslocamento) + custo de carga e descarga.

No caso de uma carga frigorificada transportada em uma carreta de 6 eixos em uma viagem de 500 quilômetros, o valor do frete fica em:

1º – (500 x 7,4125) + 664,97.

2º – (3.706,25) + 664,97.

Totalizando R$ 4.371,22

A nova Resolução Nº 6.034/2024 pode ser conferida na íntegra no link https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-n-6.034-de-18-de-janeiro-de-2024-538363035.

PARA IBGE, SERVIÇOS NÃO TÊM MAIS NENHUM GRANDE MOTOR COMO FORAM TI E TRANSPORTE DE CARGAS

A alta de 0,4% no volume de serviços prestados no País em novembro ante outubro confirmou a tendência de uma trajetória de altos e baixos no setor ao longo de 2023. As atividades investigadas continuam crescendo, mas a taxas mais brandas que no pós-pandemia, avaliou Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De janeiro a novembro de 2023, na série com ajuste sazonal, o setor de serviços registrou expansão em seis meses e recuou em cinco: janeiro, -3,4%; fevereiro, +0,9%; março, +1,1%; abril, -1,8%; maio, +1,5%; junho, +0,1%; julho, +0,7%; agosto, -1,4%; setembro, -0,2%; outubro, -0,5%; e novembro, +0,4%.

“Digamos que o setor de serviços não tenha mais nenhum grande motor que impulsione, como serviços de tecnologia de informação e serviços de transporte de cargas impulsionavam no fim de 2022”, justificou Lobo.

O pesquisador lembrou que o setor de serviços renovou recordes sucessivos no pós-pandemia até o fim de 2022, quando atingiu o pico da série histórica. Atualmente, há tanto uma base de comparação elevada quanto uma normalização de demanda.

“Em 2023, alguns fatores começaram a mostrar sinais de perda de fôlego. Um deles foi o menor fôlego de crescimento dos serviços de tecnologia de informação”, lembrou ele, acrescentando que a pandemia apresentou uma demanda maior das empresas por digitalização.

“Tudo isso cresceu muito no pós-pandemia, e parece que, em 2023, as coisas normalizaram. O setor segue crescendo na maior parte do tempo, mas não a taxas tão elevadas.”

Lobo acrescenta que o transporte de cargas também crescia de forma muito significativa, tanto pela explosão do comércio eletrônico quanto pelo bom desempenho do setor agrícola brasileiro.

“A produção agrícola brasileira teve recorde de safra em 2023, e essa safra se posiciona de forma muito mais relevante no primeiro semestre do ano. Então agora, no segundo semestre, perde um pouco desse dinamismo no transporte de cargas”, explicou.

O pesquisador defende ser difícil identificar como fatores macroeconômicos, como câmbio e juros, afetam a prestação de serviços como um todo, uma vez que o setor de serviços “é muito dinâmico e heterogêneo”. Uma variável macroeconômica pode afetar positivamente uma atividade de serviços e negativamente outra, concluiu.