por Setceb | jul 7, 2026 | Uncategorized
Nenhuma tecnologia isolada vai descarbonizar o transporte pesado brasileiro — esse é o ponto de partida do argumento que Eduardo Oliveira, diretor de Engenharia da Iveco para a América Latina, defende em artigo publicado na coluna #ABX26 do portal Automotive Business. Para ele, copiar soluções de mercados com outra escala territorial e outra infraestrutura simplesmente não funciona no Brasil, onde cerca de 65% de toda a carga já viaja de caminhão — dependência que torna qualquer transição energética uma equação mais complexa, envolvendo não só o veículo, mas toda a cadeia de abastecimento, manutenção e logística por trás dele.
A resposta que ganha força entre fabricantes é o conceito de matriz “multienergética”: em vez de substituir o diesel por uma única alternativa, o setor caminha para conviver com várias ao mesmo tempo, cada uma respondendo por um tipo de operação. O diesel segue como opção natural para longas distâncias, onde autonomia e rede de abastecimento ainda pesam a favor. Biometano e etanol crescem por aproveitarem recursos já abundantes no país — o primeiro reduz emissões ao reaproveitar resíduos orgânicos e favorece a economia circular do agronegócio, o segundo já conta com infraestrutura de distribuição consolidada. A eletrificação tende a se concentrar em rotas urbanas e de distribuição regional, onde autonomia curta e restrição ambiental jogam a favor da bateria — mas custo elevado e tempo de recarga ainda travam sua expansão para longas distâncias. O hidrogênio verde completa o quadro como aposta de médio prazo para operações pesadas de alta demanda energética.
Fazer essa engenharia funcionar exige capacidade local: o Centro de Desenvolvimento de Produto da Iveco em Sete Lagoas (MG) é onde a engenharia global da marca encontra as particularidades brasileiras — do transporte agrícola à mineração, da distribuição urbana às longas rotas interestaduais. E a energia é só metade da equação: os caminhões do futuro também devem ficar mais conectados, com softwares capazes de monitorar consumo, prever manutenção e otimizar rotas em tempo real — o conceito de “Software Defined Vehicle” (SDV), no qual boa parte das funções do veículo passa a evoluir por atualização de software, e não só por hardware novo.
Para as transportadoras, essa diversificação tem vantagem econômica direta: reduz o risco de apostar tudo em uma única tecnologia, permitindo escolher o combustível conforme disponibilidade regional, tipo de carga e custo operacional. O desafio, na visão da Iveco, é justamente esse equilíbrio: descarbonizar sem sacrificar a rentabilidade de um setor que ainda carrega a maior parte da carga do país nas costas.
por Setceb | jul 6, 2026 | Uncategorized
Nesta segunda-feira, 6 de julho, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado da Bahia (SETCEB) celebra 62 anos de uma trajetória marcada pela defesa do Transporte Rodoviário de Cargas, pelo fortalecimento do setor e pela representatividade das empresas transportadoras baianas.
Fundado em 6 de julho de 1964, o SETCEB nasceu da iniciativa de empresários visionários que compreenderam a importância da união para enfrentar os desafios da atividade e contribuir para o desenvolvimento do transporte de cargas na Bahia. Desde então, a entidade tem desempenhado um papel fundamental na defesa dos interesses da categoria, atuando junto aos poderes públicos, instituições e demais entidades representativas.
Ao longo de mais de seis décadas, o SETCEB acompanhou as transformações do setor, participou de importantes debates, contribuiu para o avanço de pautas estratégicas e consolidou-se como uma referência na representação sindical, sempre pautado pela ética, pelo diálogo e pelo compromisso com seus associados.
Essa história foi construída por diferentes diretorias, colaboradores, parceiros e empresários que, ao longo dos anos, dedicaram seu trabalho para fortalecer a entidade e impulsionar o desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas no estado.
Atualmente, sob a presidência de George Freire, o SETCEB mantém o compromisso de ampliar a representatividade do setor, promover a integração entre os empresários e atuar em defesa de um ambiente cada vez mais favorável ao crescimento do transporte e da logística.
Neste aniversário, o SETCEB agradece a confiança de todos os associados, diretores, colaboradores e parceiros que fazem parte dessa trajetória. Mais do que celebrar os 62 anos de história, este é um momento para renovar o compromisso com o futuro, fortalecendo o associativismo e trabalhando pelo desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas na Bahia.
SETCEB, 62 anos de dedicação, conquistas e representatividade. Que essa história continue sendo construída com união, inovação e compromisso com o setor.
por Setceb | jul 6, 2026 | Uncategorized
A bolsa brasileira encerrou a sexta-feira (3) com alta de 0,74%, aos 174.070,27 pontos — o maior fechamento desde 2 de junho — enquanto o dólar comercial recuou 0,76%, cotado a R$ 5,168. O movimento ocorreu em um dia de feriado nos Estados Unidos (Dia da Independência), o que reduziu a liquidez dos mercados globais e limitou a formação de tendências mais consistentes, segundo analistas consultados pela Agência Brasil.
O principal gatilho para o otimismo na bolsa foi a divulgação, pelo IBGE, de que a produção industrial brasileira recuou 0,2% em maio frente a abril, resultado pior do que o esperado pelo mercado. O dado reforçou as apostas de que o Banco Central iniciará um ciclo de flexibilização monetária já na reunião de agosto do Copom, com corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic — expectativa que beneficiou especialmente as ações de empresas mais sensíveis ao custo do crédito.
No câmbio, o real acompanhou o movimento de fortalecimento das moedas emergentes globalmente, em meio a dados mais fracos do mercado de trabalho americano, que reduziram as apostas em uma política monetária mais restritiva do Federal Reserve. No acumulado do ano, o dólar já acumula queda de 5,83% frente ao real, favorecendo a previsibilidade de custos para empresas que dependem de insumos e peças importadas, caso de parte da indústria de veículos pesados e autopeças.
Também no cenário interno, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, admitiu a possibilidade de novas intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos, o que ajudou a reduzir os juros futuros e favoreceu o desempenho da bolsa de valores na sessão. O giro financeiro do dia somou R$ 12,6 bilhões, bem abaixo da média diária, refletindo a ausência de negociações relevantes em Wall Street.
Para o setor de transporte de cargas, a perspectiva de corte de juros e a relativa estabilidade cambial são sinais bem-vindos, na medida em que reduzem o custo de capital para financiamento de frota — como o observado no Programa Move Brasil — e ajudam a conter a pressão inflacionária sobre insumos como pneus, peças e combustíveis, ainda que o efeito prático sobre o caixa das transportadoras deva se manifestar apenas nos próximos meses, conforme as decisões do Copom forem confirmadas.
por Setceb | jul 6, 2026 | Uncategorized
O governador Jerônimo Rodrigues (PT), acompanhado do senador Jaques Wagner (PT-BA), entregou nesta sexta-feira (3) duas obras rodoviárias estaduais na Bahia: a primeira etapa do Sistema Viário da BA-649 — batizada de Rodovia Gabriela —, entre Ilhéus e Itabuna, no Sul do Estado, e a duplicação e restauração da BA-502, no trecho entre o bairro Tomba, em Feira de Santana, e o distrito de Tapera, em São Gonçalo dos Campos, no Recôncavo Baiano.
A etapa entregue da BA-649 liberou ao tráfego 18 quilômetros de uma nova ligação entre Ilhéus e Itabuna, dois municípios com intensa circulação de trabalhadores, estudantes, turistas, cargas e serviços. Durante a solenidade, Jaques Wagner chamou a via de “Rodovia da Coragem”, em referência a entraves que atribuiu ao governo federal anterior, sob Jair Bolsonaro, que segundo o senador teria interrompido o financiamento da obra e exigido a devolução de recursos ao governo federal antes de permitir a continuidade do projeto — episódio usado pelo senador para contrastar o modelo de cooperação federativa associado ao presidente Lula.
Já a BA-502 recebeu obras de duplicação, restauração de pista, urbanização e nova iluminação pública ornamental no trecho entre Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos. A rodovia concentra fluxo de veículos particulares, transporte intermunicipal, cargas e trabalhadores que utilizam o corredor para acessar áreas produtivas e conexões logísticas do Recôncavo Baiano. Feira de Santana ocupa posição central na malha rodoviária baiana e funciona como um dos principais entroncamentos logísticos do Nordeste, de modo que melhorias nas vias estaduais que partem do município tendem a impactar diretamente a circulação regional de cargas.
Apesar da entrega, a BA-502 segue associada a cobranças públicas por uma integração mais ampla com a BR-101 Sul, rodovia federal que atravessa a região — reivindicação antiga de usuários e de operadores logísticos locais que reclamam de uma ligação plena entre Feira de Santana, São Gonçalo dos Campos, Conceição da Feira e o corredor federal. A ausência dessa conexão completa é apontada como um gargalo remanescente para o escoamento de cargas no Recôncavo, mesmo após a conclusão das obras estaduais anunciadas nesta sexta-feira.
Do ponto de vista político, as entregas reforçam a estratégia do Governo da Bahia de associar investimentos em infraestrutura rodoviária a desenvolvimento regional: a BA-649 tem impacto direto sobre a economia, o turismo e o transporte de cargas do Sul do Estado, enquanto a BA-502 dialoga com a centralidade logística de Feira de Santana. Para transportadoras que operam no Sul da Bahia e no Recôncavo, a conclusão dessas obras deve reduzir custos de deslocamento e tempos de viagem, ainda que a demanda histórica por uma ligação direta e completa com a BR-101 continue como pauta em aberto.
por Setceb | jul 6, 2026 | Uncategorized
O valor das exportações brasileiras aos Estados Unidos cresceu 3,7% em junho de 2026 na comparação com junho de 2025, marcando a primeira alta desde julho do ano passado, quando o governo de Donald Trump impôs uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e representam um alívio pontual para exportadores e para a cadeia logística que atende o comércio exterior brasileiro.
Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do ministério, Herlon Brandão, o avanço foi puxado pelo aumento médio de 11% nos preços dos produtos exportados, já que o volume físico embarcado para o mercado norte-americano ainda caiu 6,6% no período. Em números absolutos, as exportações somaram US$ 3,472 bilhões em junho, contra importações de US$ 3,471 bilhões, resultando em um superávit simbólico de apenas US$ 1 milhão — praticamente um equilíbrio na corrente de comércio bilateral.
Apesar da recuperação mensal, o acumulado do primeiro semestre ainda mostra retração nas vendas brasileiras aos Estados Unidos: US$ 17,428 bilhões exportados entre janeiro e junho, queda de 13% frente ao mesmo período de 2025, resultando em déficit comercial de US$ 1,522 bilhão com o país norte-americano. Em contrapartida, a China ampliou a liderança como principal parceiro comercial do Brasil, com exportações de US$ 12,291 bilhões em junho (alta de 24,4%) e superávit mensal de US$ 4,490 bilhões, enquanto a União Europeia também registrou expansão de 32,4% nas compras de produtos brasileiros no mês, ainda sob avaliação dos efeitos do acordo Mercosul-União Europeia, em vigor provisório desde maio.
Para o setor de transporte de cargas, esses movimentos no comércio exterior têm efeito direto sobre a demanda por fretes rodoviários até portos e terminais, sobre a ocupação de armazéns alfandegados e sobre o planejamento logístico de exportadores que precisam se adaptar rapidamente a mudanças na geografia dos parceiros comerciais do Brasil. A recuperação parcial do fluxo com os Estados Unidos, ainda que modesta, é acompanhada de perto por transportadoras que atendem corredores de exportação voltados ao mercado norte-americano, especialmente nos portos do Sudeste e do Sul do país.