SALVADOR TEM O DIESEL MAIS CARO ENTRE AS CAPITAIS DO NORDESTE, MOSTRA ANP, EM SEMANA DE QUEDA NACIONAL DO PREÇO

SALVADOR TEM O DIESEL MAIS CARO ENTRE AS CAPITAIS DO NORDESTE, MOSTRA ANP, EM SEMANA DE QUEDA NACIONAL DO PREÇO

O preço médio do óleo diesel comum (B S10) no Brasil recuou 0,15% na semana encerrada em 29 de agosto, para R$ 6,88 por litro, segundo a Síntese Semanal do Comportamento dos Preços dos Combustíveis, divulgada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na contramão da média nacional, Salvador registrou alta de 1,68% no mesmo período e chegou a R$ 7,28 por litro, o preço mais alto entre todas as capitais do Nordeste pesquisadas pela agência.

O levantamento é divulgado semanalmente pela ANP, com base em pesquisa de preços de revenda realizada em postos de todo o país, e corresponde à edição de nº 35 de 2026, com coleta de dados entre 23 e 29 de agosto — a mais recente disponível até o momento desta apuração. O boletim é um dos principais parâmetros públicos de acompanhamento do custo do combustível para o transporte rodoviário e costuma ser usado por transportadoras e sindicatos do setor para monitorar tendências regionais de preço.

Apesar do recuo semanal, o diesel S10 segue com alta acumulada de 13,34% em 12 meses no país, patamar que, embora elevado, representa uma desaceleração frente à edição anterior consultada nesta apuração: no fechamento de julho, a alta em 12 meses estava em 15,07%, com o litro cotado a R$ 6,95. A comparação indica que o ritmo de reajuste do diesel ao longo do último ano vem perdendo força, mas ainda corre acima da inflação geral do período.

As disparidades regionais seguem acentuadas. A maior cotação do país foi registrada em Rio Branco (AC), a R$ 8,04 por litro, enquanto o menor preço ficou em Porto Alegre (RS), a R$ 6,31 — uma diferença de R$ 1,73 entre os dois extremos, resultado direto de fatores como distância das refinarias, custos logísticos de distribuição e alíquotas estaduais de ICMS sobre o combustível.

Entre as capitais do Nordeste, Salvador aparece na ponta mais cara, à frente de Natal (R$ 7,04), Fortaleza (R$ 6,96), João Pessoa (R$ 6,94), São Luís (R$ 6,85), Maceió (R$ 6,83), Aracaju (R$ 6,73) e Recife (R$ 6,71). A alta semanal de 1,68% observada na capital baiana também destoa da tendência de queda ou estabilidade verificada na maior parte do país no mesmo período.

Levantamentos complementares de imprensa especializada sobre o fechamento de agosto mostram o diesel S10 como o combustível com a maior queda de preço no mês entre os três produtos acompanhados pela ANP (diesel, gasolina e GLP), com recuo de cerca de 1% ante julho — movimento que não impediu o preço em Salvador de seguir em rota de alta na última semana do mês.

Para as transportadoras baianas, o cenário reforça um desafio já conhecido: o combustível responde, em média, por cerca de um terço dos custos operacionais do transporte rodoviário de cargas, e ter o diesel mais caro entre todas as capitais nordestinas coloca as empresas sediadas na Bahia em desvantagem competitiva frente a concorrentes de estados vizinhos com preços mais baixos, como Pernambuco e Sergipe.

A ANP deve divulgar a próxima edição da Síntese Semanal já na primeira semana de setembro, o que permitirá verificar se a alta pontual registrada em Salvador se consolida ou se o movimento de acomodação observado no restante do país chega também à capital baiana. Até lá, o acompanhamento semanal do boletim segue como ferramenta importante para o planejamento de custos das transportadoras e para eventuais negociações de reajuste de frete no estado.

Fonte: Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – Síntese Semanal do Comportamento dos Preços dos Combustíveis, edição 35/2026, com dados complementares do portal Acessa.com

TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS AMPLIA GERAÇÃO DE EMPREGOS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026

TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS AMPLIA GERAÇÃO DE EMPREGOS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026

O transporte rodoviário de cargas manteve papel de destaque na geração de empregos no Brasil ao longo do primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o segmento criou 44.911 postos de trabalho, liderando a abertura de vagas entre as diferentes atividades do setor de transporte.

Com o resultado, o número de trabalhadores formais no transporte rodoviário de cargas chegou a 1.381.681 profissionais ao fim de junho, alta de 4,28% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação entre os primeiros semestres dos dois anos, o avanço na criação de vagas foi de 26,21%.

O desempenho reforça a importância do TRC para o mercado de trabalho e para a economia brasileira. Atualmente, o segmento responde por aproximadamente 47% dos empregos formais existentes no setor de transporte, evidenciando o peso da atividade na movimentação de mercadorias e no funcionamento das cadeias de abastecimento.

Os números fazem parte do Panorama CNT do Emprego no Transporte, elaborado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), com dados atualizados até junho. Considerando todas as atividades de transporte, o país encerrou o primeiro semestre com 2,95 milhões de trabalhadores formais, o maior estoque registrado para o período.

Somente em junho, o setor de transporte apresentou saldo positivo de 16.217 empregos, resultado 91,55% superior ao observado no mesmo mês do ano passado. Foram realizadas 133.884 admissões, crescimento de 12,44%, enquanto os desligamentos chegaram a 117.667, alta de 6,39%.

Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, os resultados mostram a capacidade do transporte de continuar gerando oportunidades mesmo diante dos desafios enfrentados pela economia. Segundo ela, a proximidade da marca de 3 milhões de empregos formais demonstra a relevância do setor para diferentes atividades produtivas espalhadas pelo país.

Além do crescimento no número de vagas, o mercado de trabalho do transporte também apresenta mudanças em seu perfil. As mulheres já representam 20,38% dos empregos formais do setor, somando 601.090 trabalhadoras. Em junho, elas responderam por 45,83% do saldo positivo de contratações, com 7.433 novas vagas.

Os trabalhadores mais jovens também tiveram participação significativa na expansão. A faixa entre 18 e 24 anos registrou saldo positivo de 8.680 empregos em junho, indicando uma presença crescente desse grupo nas novas oportunidades abertas pelo setor.

Regionalmente, São Paulo permanece na liderança. O estado concentrava 982.390 empregos formais no transporte em junho, aproximadamente um terço de todo o estoque nacional. No mês, foram criados 9.377 postos no estado, número que representa mais da metade das vagas abertas pelo setor em todo o Brasil.

Minas Gerais aparece na sequência, com 301.321 empregos formais, seguido pelo Rio de Janeiro, com 277.907, e pelo Paraná, com 208.390. Considerando apenas as novas vagas criadas em junho, depois de São Paulo aparecem Rio de Janeiro, com 1.120 postos; Paraná, com 1.075; e Bahia, com 896.

O avanço do emprego no transporte rodoviário de cargas demonstra que, além de garantir o abastecimento e conectar diferentes regiões do país, o segmento continua sendo um importante gerador de trabalho e renda. O crescimento das contratações também reforça a necessidade de mão de obra qualificada para acompanhar a demanda e os processos de modernização que vêm transformando a operação das transportadoras.

Fonte: Mundo Logística

DÓLAR CAI PELA TERCEIRA SESSÃO SEGUIDA E FECHA A R$ 5,109 EM MEIO A PESQUISA ELEITORAL

DÓLAR CAI PELA TERCEIRA SESSÃO SEGUIDA E FECHA A R$ 5,109 EM MEIO A PESQUISA ELEITORAL

O dólar comercial encerrou o pregão desta quarta-feira cotado a R$ 5,109, recuo de 0,91% frente ao fechamento anterior. Foi a terceira sessão consecutiva de queda da moeda americana, movimento que acompanhou um dia de forte otimismo nos ativos brasileiros.

A informação foi divulgada pelo mercado financeiro ao longo do pregão e consolidada por veículos especializados em cobertura de câmbio e bolsa ao fim do dia. O gatilho principal foi uma nova pesquisa do instituto Quaest sobre o cenário eleitoral de outubro, que mostrou Lula com 37% das intenções de voto no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 30% e Cury com 10%; no cenário de segundo turno, a disputa aparece tecnicamente empatada.

O Ibovespa, por sua vez, encerrou o dia em alta de 3,05%, aos 185.205,09 pontos, maior patamar desde maio e a 11ª sessão seguida de valorização. O volume financeiro negociado somou R$ 39,60 bilhões, com destaque para ações sensíveis a expectativas de mudança de governo, como Magazine Luiza (+16,88%) e Banco do Brasil (+5,54%).

No mercado de juros futuros, os contratos de DI recuaram ao longo de toda a curva, sinalizando que investidores passaram a precificar menor prêmio de risco fiscal no curto prazo. Ao mesmo tempo, indicadores domésticos divulgados no período mostraram um quadro de endividamento das famílias ainda em patamar historicamente alto, o que manteve cautela em setores dependentes de crédito.

O cenário externo também influenciou o pregão. O petróleo tipo WTI subiu 0,88%, para US$ 91,01 o barril, em meio a novos episódios de tensão entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o que levou a moeda iraniana a mínima histórica. Nos Estados Unidos, as bolsas de Nova York fecharam em alta, com o Dow Jones subindo 0,56%, enquanto os mercados europeus recuaram.

A combinação de real mais forte e petróleo em alta produz efeitos cruzados para o transporte rodoviário de cargas. A valorização do câmbio tende a aliviar, na margem, o custo de pneus, peças, componentes eletrônicos embarcados e caminhões importados, itens relevantes na planilha de custos das transportadoras. Por outro lado, o movimento de alta do petróleo no mercado internacional é acompanhado de perto pela Petrobras na formação do preço do diesel nas refinarias, de modo que o alívio cambial pode ser parcialmente neutralizado caso a cotação do barril se mantenha elevada nas próximas semanas.

Para transportadoras e caminhoneiros autônomos da Bahia, a oscilação do câmbio observada nesta quarta-feira reforça a importância de acompanhar de perto tanto a cotação do dólar quanto o comportamento do petróleo, já que ambos incidem diretamente sobre dois dos maiores itens de custo da atividade: manutenção de frota e combustível. A instabilidade do quadro eleitoral, que segue como principal vetor de volatilidade do câmbio até outubro, deve manter esse cenário de variações bruscas no curto prazo.

Fonte: InfoMoney

OPOSIÇÃO OBSTRUI SESSÃO E VOTAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6X1 NO PLENÁRIO DO SENADO FICA PARA OUTUBRO

OPOSIÇÃO OBSTRUI SESSÃO E VOTAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6X1 NO PLENÁRIO DO SENADO FICA PARA OUTUBRO

A votação em plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que extingue a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, não ocorreu nesta quarta-feira, 2 de setembro, como o governo esperava. Senadores de oposição promoveram uma ação coordenada para esvaziar o plenário do Senado e impedir o quórum necessário à votação, horas depois de a proposta ter sido aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa.

A informação foi divulgada pelo Senado Federal e por agências de notícias ao final da tarde e início da noite desta quarta-feira. Segundo os relatos, a obstrução foi liderada pelos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN), que orientaram parte da bancada de oposição a deixar o plenário no momento da votação, esvaziando o quórum.

Por se tratar de emenda constitucional, a aprovação da PEC exige o voto favorável de pelo menos 49 dos 81 senadores — três quintos da Casa —, em dois turnos de votação. Segundo apurado, o governo contava com apenas 53 ou 54 votos favoráveis confirmados, margem considerada estreita e vulnerável a uma manobra de esvaziamento como a registrada nesta quarta.

Pelo texto aprovado na CCJ, a redução da jornada ocorreria de forma escalonada: dois meses após a promulgação da emenda, a jornada semanal máxima cairia de 44 para 42 horas, chegando a 40 horas um ano e dois meses depois. O segundo dia de descanso semanal remunerado, por sua vez, passaria a valer já nos dois primeiros meses após a promulgação, e as empresas teriam até um ano para adequar contratos e escalas às novas regras.

Diante do impasse, o líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues, afirmou que o esforço concentrado de votações da matéria deve ocorrer na segunda semana de outubro, caso não seja possível aprová-la antes. O prazo ideal do governo é concluir a votação antes de 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições, mas Rodrigues garantiu que a PEC será votada "até o final de outubro", independentemente do resultado do primeiro turno.

O adiamento chega poucos dias depois de lideranças do empresariado baiano, com participação da Federação das Empresas de Transportes dos Estados da Bahia e Sergipe (Fetrabase), terem se manifestado publicamente pedindo o adiamento da mudança na escala 6x1, alegando preocupação com o impacto de custos sobre as empresas do estado. A obstrução desta quarta-feira, na prática, concede ao setor produtivo baiano e a outras entidades empresariais um novo intervalo para intensificar essa articulação antes da nova tentativa de votação.

O debate sobre o alcance da PEC sobre o transporte rodoviário de cargas especificamente segue em aberto. Como já vinha sendo sinalizado pelo Ministério dos Transportes, os motoristas profissionais de caminhão são regidos por legislação própria — a Lei do Motorista (Lei 13.103/2015) —, o que tende a manter eventuais mudanças em sua jornada fora do alcance direto da emenda de aplicação geral, ainda que o restante da força de trabalho das transportadoras, como pessoal administrativo, de manutenção e de pátio, possa ser diretamente afetado.

Para as transportadoras baianas, o adiamento da votação para outubro representa um alívio temporário, mas não elimina a necessidade de acompanhamento do tema. Com a matéria associada ao calendário eleitoral e sujeita a nova tentativa de obstrução, o SETCEB e demais entidades do setor devem manter a mobilização iniciada nos últimos dias, monitorando tanto a data da nova sessão de votação quanto o desenho da regulamentação que deverá tratar das categorias com regimes de trabalho especiais.

Fonte: Agência Brasil e Senado Notícias

SETCEB REÚNE NÚCLEOS DA COMJOVEM BAHIA, NORDESTE E RECIFE EM ENCONTRO SOBRE GESTÃO FINANCEIRA NO TRANSPORTE DE CARGAS

SETCEB REÚNE NÚCLEOS DA COMJOVEM BAHIA, NORDESTE E RECIFE EM ENCONTRO SOBRE GESTÃO FINANCEIRA NO TRANSPORTE DE CARGAS

O SETCEB — Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado da Bahia — promoveu um encontro que reuniu os Núcleos da COMJOVEM Bahia, Nordeste e Recife para uma apresentação da FABET sobre gestão econômico-financeira voltada ao empresário do transporte rodoviário de cargas (TRC).

A palestra, ministrada pelo Prof. Adm. Carlos Augusto Silveira, teve como tema central "Empresas de Transportes Mais Rentáveis e Lucrativas Através da Viagem Perfeita" e trouxe aos jovens empresários presentes ferramentas práticas para melhorar a saúde financeira de suas transportadoras.

O relógio das receitas x o relógio dos gastos

Logo no início, o palestrante provocou os presentes com uma pergunta que resume o desafio de qualquer transportador: quando o ritmo de entrada de receitas passa a superar o ritmo de saída dos gastos? Usando a metáfora dos "dois relógios" — o das receitas e o dos gastos — Carlos Augusto Silveira mostrou como acelerar o primeiro e desacelerar o segundo é o caminho para a rentabilidade.

Interpretar números para decidir melhor

Um dos pontos altos do encontro foi a explicação sobre como ler os relatórios contábeis da empresa. O palestrante detalhou o Balanço Patrimonial — que mostra, em uma data específica, o que a empresa tem, deve e possui de direitos — e o Demonstrativo de Resultado, que revela se a operação está dando lucro ou prejuízo em um determinado período. A partir desses dois documentos, indicadores como liquidez, endividamento, margem de contribuição e ponto de equilíbrio se tornam aliados na tomada de decisão.

A matemática por trás do frete

Em um exercício prático, o público acompanhou o cálculo do faturamento mensal necessário para que um conjunto rodoviário gere a rentabilidade esperada, levando em conta investimento, depreciação, custos fixos e variáveis, quilometragem, tributos e comissão de motorista. O resultado foi a demonstração do Ponto de Equilíbrio Econômico: o valor mínimo de receita que cobre todos os custos, sem lucro nem prejuízo — um número essencial para qualquer transportador que precisa precificar seu frete com segurança.

Os três pilares da "viagem perfeita"

Para fechar a apresentação, o Prof. Carlos Augusto Silveira resumiu sua mensagem em três verbos: SABER, atuando com domínio técnico sobre finanças e custos; COMPRAR, negociando como um verdadeiro especialista em vendas na hora de adquirir insumos, veículos e serviços; e CONSUMIR, com controle rigoroso da operação para eliminar desperdícios no dia a dia.

O encontro reforça o compromisso do SETCEB em capacitar a nova geração de empresários do setor de transporte de cargas, aproximando os Núcleos da COMJOVEM de conteúdos técnicos que unem teoria e prática para tornar as transportadoras baianas e nordestinas cada vez mais competitivas.

Fonte: SETCEB