BALANÇA COMERCIAL TEM SUPERÁVIT DE US$ 2,66 BILHÕES NA TERCEIRA SEMANA DE OUTUBRO, SEGUNDO O GOVERNO

BALANÇA COMERCIAL TEM SUPERÁVIT DE US$ 2,66 BILHÕES NA TERCEIRA SEMANA DE OUTUBRO, SEGUNDO O GOVERNO

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulgou nesta segunda-feira que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,661 bilhões na terceira semana de outubro, resultado de exportações que voltaram a superar com folga as importações no período.

O balanço é apurado pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao ministério, e publicado semanalmente, consolidando os embarques e as compras externas registrados pelo país a cada intervalo de cinco dias úteis.

De acordo com os números, as exportações somaram US$ 8,232 bilhões na semana, ante importações de US$ 5,572 bilhões. Com o resultado, o saldo acumulado só em outubro chegou a US$ 5,959 bilhões, com exportações de US$ 21,038 bilhões e importações de US$ 15,079 bilhões no mês até o momento.

Na comparação acumulada de outubro com o mesmo período de 2025, as exportações cresceram 33,5%, com destaque para a indústria extrativa, que avançou 70,7%, somando US$ 6,40 bilhões, puxada principalmente pelo minério de ferro. O agronegócio cresceu 21%, para US$ 4,09 bilhões, e a indústria de transformação avançou 20,9%, para US$ 10,32 bilhões. As importações no mesmo recorte subiram 21,5%, impulsionadas sobretudo pela indústria de transformação.

No acumulado de todo o ano de 2026, o superávit comercial brasileiro chegou a US$ 68,355 bilhões, alta de 36,8% em relação aos US$ 52,985 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

O ministério também revisou a projeção de superávit comercial para o ano fechado de 2026, de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões, o que ainda representaria alta de 24% sobre o resultado de 2025, mas sinaliza desaceleração no ritmo de crescimento das exportações nos últimos meses do ano.

O crescimento sustentado das exportações, puxado por minério e pelo agronegócio, mantém pressão por maior volume de cargas a serem escoadas por rodovia até portos e terminais, o que representa oportunidade de receita para transportadoras de todo o país. Na Bahia, cuja economia combina forte produção mineral e agrícola no oeste do estado com escoamento via portos de Salvador, Aratu e Ilhéus, a manutenção do ritmo de exportações nacionais reforça a relevância de rodovias bem conservadas para dar vazão a esse volume crescente de cargas, ainda que a revisão para baixo da projeção anual sinalize necessidade de acompanhar de perto o ritmo de crescimento nos últimos meses do ano.

Fonte: Canal Rural

QUATRO RODOVIAS FEDERAIS DA BAHIA SERÃO INCLUÍDAS EM PROGRAMA NACIONAL DE AMPLIAÇÃO DO SINAL DE CELULAR

QUATRO RODOVIAS FEDERAIS DA BAHIA SERÃO INCLUÍDAS EM PROGRAMA NACIONAL DE AMPLIAÇÃO DO SINAL DE CELULAR

O Governo Federal confirmou que quatro rodovias federais que cortam o território baiano — BR-101, BR-116, BR-135 e BR-242 — vão receber ampliação da cobertura de telefonia móvel dentro de um novo programa de conectividade rodoviária. Ao todo, cerca de 3,05 mil quilômetros de vias na Bahia, por onde trafegam diariamente em torno de 150 mil veículos, estão contemplados pela iniciativa.

A informação foi divulgada pelos Ministérios das Comunicações e dos Transportes, responsáveis conjuntos pela Política Nacional de Conectividade em Rodovias, lançada oficialmente em 15 de outubro. O programa tem como argumento central reduzir os chamados vazios de sinal em trechos de rodovias federais e estaduais, considerados um entrave à segurança e à gestão logística no país.

Segundo o texto da política, a meta nacional é elevar a cobertura de telefonia móvel nas rodovias federais de 27,2 mil para 57,1 mil quilômetros. No total, o plano pretende alcançar 72,3 mil quilômetros de vias federais e estaduais, com metas escalonadas ano a ano até 2030.

Para 2027, a previsão é de que cerca de 16 mil quilômetros de rodovias federais já estejam conectados, incluindo a totalidade da BR-101, que soma aproximadamente 4,8 mil quilômetros em todo o país. Além dos corredores baianos, o programa prioriza também as BRs 163 e 364, em outras regiões.

Entre os instrumentos previstos estão o roaming obrigatório entre operadoras — que permite a um usuário acessar a rede de outra prestadora em locais onde sua operadora contratada não tem cobertura —, o compartilhamento de infraestrutura entre empresas e compromissos de cobertura vinculados aos leilões da faixa de 700 MHz e aos futuros contratos de concessão rodoviária. Com o compartilhamento de redes, a expectativa do governo é elevar a cobertura efetiva de 36,6% para 58,9% da malha federal, ou de 27,2 mil para 44,1 mil quilômetros.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o governo está reunindo instrumentos regulatórios, tecnológicos e financeiros para destravar o avanço do sinal nas estradas. Segundo ele, conectar as estradas significa mais segurança, desenvolvimento e melhores condições para quem depende delas todos os dias.

Para transportadoras e caminhoneiros que operam nos corredores baianos, a expansão do sinal tende a ter efeito prático direto sobre a rotina de trabalho. A comunicação constante ao longo do trajeto facilita o acionamento de socorro em caso de acidentes e interdições, permite monitoramento mais eficiente de cargas em tempo real e amplia os recursos de prevenção a roubos e furtos, hoje limitados em longos trechos sem cobertura das BRs 101, 116, 135 e 242. Ainda assim, o cronograma do programa é gradual, e a efetiva chegada do sinal a cada trecho baiano específico dependerá da execução dos leilões de espectro e da assinatura de novos contratos de concessão rodoviária.

Fonte: Correio24horas

LEVANTAMENTO APONTA ALTA DE 20% NO DIESEL DESDE JANEIRO E REFORÇA PRESSÃO SOBRE TRANSPORTADORAS

LEVANTAMENTO APONTA ALTA DE 20% NO DIESEL DESDE JANEIRO E REFORÇA PRESSÃO SOBRE TRANSPORTADORAS

Um novo levantamento sobre o preço do diesel, divulgado nesta semana, mostra que o combustível acumula alta de cerca de 20% desde o início do ano, dado que complementa a informação de que o diesel comum subiu 6,67% apenas na primeira quinzena de outubro, segundo índice da Edenred Ticket Log. O novo recorte, feito pela empresa de meios de pagamento para frotas TruckPag, mostra que, mesmo com essa trajetória de alta acumulada, o preço do diesel S10 ficou praticamente estável dentro da própria primeira quinzena de outubro.

De acordo com a TruckPag, o diesel S10 custou em média R$ 6,94 por litro na primeira quinzena de outubro de 2026, ante uma média de R$ 5,78 em janeiro, o que representa alta acumulada de 20,1% no ano. Os dados têm como base transações reais registradas em 4.940 postos credenciados pela empresa, dos quais cerca de 90% estão localizados em rodovias.

Apesar da alta acumulada, o preço médio do combustível variou muito pouco dentro da quinzena analisada: abriu outubro em R$ 6,94 por litro e fechou o período em R$ 6,93, com oscilação diária de no máximo R$ 0,03. Em comparação com a média de setembro, de R$ 6,76, o valor de outubro está 2,7% mais alto.

O levantamento também mostra que setembro marcou a retomada da alta do diesel depois de quatro meses seguidos de queda, entre maio e agosto. O combustível começou setembro cotado a R$ 6,43 e só atingiu o patamar atual na segunda quinzena daquele mês.

Chama atenção o descolamento entre o preço interno e o mercado internacional de petróleo no período mais recente. Entre 1º e 15 de outubro, o barril do tipo Brent subiu de US$ 102,52 para US$ 105,45, uma alta de 2,9%, mas o preço médio do diesel S10 na rede monitorada pela TruckPag recuou R$ 0,01 por litro no mesmo intervalo.

O levantamento identifica ainda diferenças expressivas entre estados. Considerando o acumulado desde 28 de fevereiro, quando a série histórica da TruckPag começou, Maranhão, Pernambuco e Piauí se revezaram como os estados com as maiores altas. Em 15 de outubro, o Piauí liderava esse ranking com alta acumulada de 27,6%, enquanto Amazonas, Rondônia, Espírito Santo e Rio de Janeiro registravam os menores aumentos no período, entre 12,7% e 15%.

Kassio Seefeld, CEO e cofundador da TruckPag, afirma que a estabilidade de preços observada dentro da quinzena não representa alívio para as transportadoras. Segundo ele, o diesel segue cerca de 20% mais caro do que no início do ano, o que mantém a pressão sobre operações que já trabalham com margens apertadas. Seefeld defende que o acompanhamento constante dos preços e a visibilidade sobre os gastos com abastecimento são fundamentais para o planejamento financeiro das frotas.

Os dois levantamentos, com metodologias e janelas de comparação diferentes, indicam leituras distintas sobre o mesmo período, mas convergem num ponto central: o custo do diesel segue em patamar elevado e consome parte relevante do faturamento das transportadoras de carga em todo o país. Para empresas e caminhoneiros autônomos baianos, que dependem do diesel para operações de longa distância, a manutenção desse patamar de preços reforça a necessidade de negociação de reajustes de frete compatíveis com o custo real do combustível, tema que segue sensível enquanto o subsídio federal ao diesel importado não se mostra suficiente para conter as variações internas.

Fonte: Frota&Cia

PROJETO DE LEI QUER PERMITIR QUE CAMINHONEIROS GERENCIEM SEUS PRÓPRIOS FUNDOS DE PROTEÇÃO VEICULAR

PROJETO DE LEI QUER PERMITIR QUE CAMINHONEIROS GERENCIEM SEUS PRÓPRIOS FUNDOS DE PROTEÇÃO VEICULAR

Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que permite a caminhoneiros e transportadores organizarem, por conta própria, os chamados fundos de proteção veicular, hoje geridos obrigatoriamente por administradoras intermediárias. A proposta, de número PL 3283/2026, tem a deputada federal Greyce Elias (PL-MG) entre suas principais defensoras.

A iniciativa foi divulgada por veículos especializados no setor de transporte e ainda não teve data de votação definida. Segundo a justificativa apresentada, a exigência atual de contratação de uma administradora encarece o serviço e reduz a autonomia dos caminhoneiros que hoje participam desses fundos para proteger seus veículos contra acidentes e danos.

Pelo texto, uma associação de caminhoneiros e transportadores passaria a poder administrar toda a operação do fundo mutualista, incluindo o controle financeiro, as adesões de novos participantes, a cobrança do rateio dos custos entre os associados e o pagamento das indenizações em caso de sinistro.

O projeto prevê um conjunto de garantias para evitar fraudes e má gestão dos recursos. Entre elas está a criação de um conselho de administração com pelo menos três membros eleitos pelos próprios associados, com responsabilização pessoal, civil e criminal, em caso de irregularidades.

Outro ponto do texto determina que os recursos do fundo fiquem separados, em contas bancárias distintas, do patrimônio da própria associação, além de exigir prestação de contas periódica e envio de dados financeiros e contábeis à Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão federal que regula o setor de seguros no país.

A proposta também equipara a validade da apólice emitida por esses fundos — batizada de Certificado de Proteção Mutualista — à do seguro obrigatório RC-V, voltado à cobertura de danos causados a terceiros pelo veículo.

Para a autora da proposta, a ausência de uma legislação específica sobre essas associações de caminhoneiros gera insegurança jurídica e limita o acesso dos profissionais a alternativas de proteção veicular mais baratas e eficientes que as oferecidas pelas administradoras tradicionais do setor.

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Viação e Transportes, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado nessas comissões sem recurso para votação em Plenário, segue diretamente para análise do Senado Federal, etapa também necessária para a eventual sanção presidencial.

Se aprovada, a mudança pode interessar diretamente a caminhoneiros autônomos e pequenas transportadoras da Bahia que hoje recorrem a fundos de proteção veicular como alternativa de custo mais baixo ao seguro tradicional, ampliando as opções de gestão coletiva desses fundos sem a intermediação de administradoras externas ao grupo.

Fonte: Blog do Caminhoneiro

RODOVIAS FEDERAIS REGISTRAM 3.516 MORTES EM SETE MESES; BAHIA FIGURA ENTRE OS ESTADOS COM MAIS VÍTIMAS

RODOVIAS FEDERAIS REGISTRAM 3.516 MORTES EM SETE MESES; BAHIA FIGURA ENTRE OS ESTADOS COM MAIS VÍTIMAS

Levantamento da Associação Mineira das Clínicas de Trânsito (Actrans), com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), aponta que as rodovias federais do país registraram 3.516 mortes em acidentes de trânsito entre janeiro e julho de 2026, com mais de 40 mil acidentes no mesmo período — uma média de cerca de 17 mortes por dia.

O estudo foi divulgado pela Actrans, entidade que reúne clínicas especializadas em exames de aptidão para condutores, e tem como base o banco de dados oficial da PRF sobre sinistros em rodovias federais. A entidade usa o levantamento para cobrar mais investimento em fiscalização e em infraestrutura rodoviária.

Minas Gerais liderou o número de acidentes, com 5.451 ocorrências e 453 mortes no período, seguido por Santa Catarina (4.902 acidentes) e Paraná (4.594). No ranking de mortes, depois de Minas Gerais aparecem Bahia, com 361 óbitos, Paraná (338), Santa Catarina (242), Pernambuco (219) e Rio de Janeiro (197).

A Actrans pondera que os números isolados de mortes e acidentes por estado não indicam, por si só, qual rodovia ou qual unidade da federação é mais letal — seria necessário cruzar esses dados com o volume de tráfego, a extensão da malha rodoviária federal em cada estado e outros indicadores para uma comparação mais precisa.

Entre os fatores de risco apontados pela entidade estão o excesso de velocidade, o excesso de carga no transporte de mercadorias, o cansaço e a desatenção ao volante, além do estresse a que os motoristas profissionais são submetidos nas longas jornadas. A condição dos veículos e da própria malha rodoviária também entra na lista de causas associadas aos acidentes.

O vice-presidente da Actrans, Carlos Luiz Souza, defende reforço na fiscalização de velocidade e de excesso de carga, além da duplicação de trechos críticos e da redução do tempo de resposta das equipes de emergência após um acidente. Já a presidente da entidade, a psicóloga especialista em trânsito Adalgisa Lopes, chama atenção para as condições físicas e emocionais dos motoristas, como cansaço, desatenção e estresse.

Com 361 mortes registradas em rodovias federais em sete meses, a Bahia aparece entre os cinco estados com mais vítimas do país, atrás apenas de Minas Gerais. O dado reforça a preocupação de transportadoras e sindicatos baianos com a segurança nas BRs que cortam o estado, rotas usadas diariamente por caminhões que escoam a produção agrícola e mineral baiana e abastecem o comércio local, e reacende o debate sobre fiscalização de excesso de peso, duplicação de trechos críticos e tempo de resposta das equipes de socorro nas rodovias federais baianas.

Fonte: Associação Mineira das Clínicas de Trânsito (Actrans), com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), via Transporte Moderno