CAMINHONEIROS ARTICULAM MOBILIZAÇÃO EM BRASÍLIA EM DEFESA DO PISO MÍNIMO DO FRETE

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística iniciou uma mobilização nacional para reunir caminhoneiros em Brasília nos próximos dias em defesa do cumprimento do Piso Mínimo de Frete no transporte rodoviário de cargas.

O movimento ocorre em meio à expectativa pela implantação definitiva do chamado “travamento do CIOT”, mecanismo previsto pela Agência Nacional de Transportes Terrestres para impedir o registro de operações abaixo dos valores mínimos estabelecidos pela tabela oficial do frete.

Segundo a entidade, a medida está prevista na Resolução nº 6.078/2026 e deve bloquear automaticamente emissões consideradas irregulares no sistema eletrônico de contratação do transporte.

O objetivo, segundo representantes da categoria, é reforçar a fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo e evitar negociações realizadas abaixo dos valores determinados pela ANTT.

Em vídeo divulgado nas redes sociais da confederação, o diretor Carlos Alberto Litti Dahmer convocou caminhoneiros de diferentes regiões do país para acompanhar as discussões em Brasília e pressionar autoridades responsáveis pela regulamentação e fiscalização do setor.

Além do travamento do CIOT, a mobilização também envolve a Medida Provisória nº 1.343/2026, editada pelo governo federal para ampliar os mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete e endurecer regras relacionadas às operações de transporte rodoviário de cargas.

De acordo com a entidade, existe preocupação de que a medida provisória perca validade caso não avance dentro do Congresso Nacional nos próximos meses.

O sistema do CIOT — Código Identificador da Operação de Transporte — é utilizado para registrar eletronicamente as operações de frete no país e integra parte do controle regulatório do transporte rodoviário de cargas.

Com o bloqueio automático em funcionamento, operações registradas abaixo dos valores mínimos definidos pela tabela da ANTT não poderão ser concluídas nos sistemas autorizados.

A expectativa é que caminhoneiros e representantes do setor acompanhem em Brasília debates relacionados ao frete, fiscalização, combustíveis e condições operacionais do transporte rodoviário brasileiro.

CONGRESSO DEBATE FUTURO DA LOGÍSTICA E IMPACTO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO

As transformações tecnológicas que devem impactar a logística mundial nas próximas décadas estiveram entre os temas debatidos durante o Congresso Paulista do Transporte Rodoviário de Cargas, realizado em Águas de Lindóia. Durante palestra sobre as macrotendências globais até 2040, o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, Rafael Cervone, destacou a necessidade de adaptação do setor de transportes diante do avanço da tecnologia e da mudança nos modelos logísticos mundiais.

Entre os temas apresentados, Cervone chamou atenção para o crescimento da chamada “economia de baixa altitude”, conceito ligado ao uso do espaço aéreo próximo ao solo para operações envolvendo drones, entregas automatizadas, veículos aéreos e novas soluções de mobilidade urbana e logística.

Segundo o dirigente, a tendência já vem ganhando espaço em diversos países e pode alterar significativamente a dinâmica das cadeias de abastecimento nos próximos anos.

Durante a apresentação, ele citou como exemplo a transformação do setor de varejo e moda, onde a expectativa é reduzir drasticamente o tempo entre a compra e a entrega dos produtos. Em alguns mercados internacionais, a projeção é de entregas realizadas em poucos minutos, exigindo novos modelos de distribuição e infraestrutura logística.

Cervone destacou que países asiáticos já investem em soluções como transporte pneumático subterrâneo, enquanto regiões da Europa avançam no uso de drones para operações urbanas de entrega.

No Brasil, segundo ele, o setor precisará construir seu próprio modelo de modernização logística para acompanhar as mudanças globais e recuperar competitividade regional.

O presidente do Ciesp também ressaltou que o avanço dessas tecnologias exigirá investimentos em integração logística, infraestrutura inteligente e maior colaboração entre empresas e setores produtivos.

De acordo com os dados apresentados durante o evento, a economia de baixa altitude pode movimentar trilhões de reais globalmente nas próximas décadas, impulsionando novas oportunidades de negócios em transporte, tecnologia e logística integrada.

Além da mobilidade aérea, Cervone apontou mudanças estruturais na produção industrial e agrícola, com crescimento de operações urbanas, fazendas verticais e novos centros produtivos mais próximos dos consumidores, fatores que devem impactar diretamente a logística urbana e regional.

Para o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo, Carlos Panzan, o transporte rodoviário precisa acompanhar a velocidade da evolução tecnológica da indústria e ampliar o diálogo com outros segmentos econômicos.

Segundo ele, o objetivo é aproximar o setor das transformações em andamento e estimular reflexões sobre os caminhos que o transporte brasileiro precisará seguir nos próximos anos.

O debate reforçou que a modernização logística deixou de ser apenas uma tendência futura e já começa a influenciar decisões estratégicas relacionadas à infraestrutura, conectividade, distribuição urbana e eficiência operacional no transporte de cargas.

FALTA DE MOTORISTAS PRESSIONA TRANSPORTE RODOVIÁRIO E ACENDE ALERTA SOBRE RENOVAÇÃO DA MÃO DE OBRA NO SETOR

O transporte rodoviário de cargas vive um dos maiores desafios dos últimos anos: a dificuldade crescente para renovar a mão de obra nas estradas brasileiras. O envelhecimento da categoria, aliado ao baixo interesse dos jovens pela profissão, já provoca impactos diretos na operação logística do país e preocupa empresas, entidades e representantes do setor.

Levantamento da Confederação Nacional do Transporte mostra que a idade média dos caminhoneiros brasileiros ultrapassa os 45 anos. Grande parte dos profissionais está concentrada entre 40 e 49 anos, enquanto a presença de jovens na atividade segue baixa. Os dados indicam que menos de 10% dos motoristas profissionais têm até 30 anos.

Ao mesmo tempo, cresce o número de trabalhadores próximos da aposentadoria, ampliando o risco de escassez de mão de obra nos próximos anos.

Outro estudo, realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres, aponta que o afastamento dos jovens da profissão está ligado principalmente à imagem da atividade, às condições de trabalho e à percepção sobre remuneração e qualidade de vida.

O cenário já afeta diretamente as transportadoras. Segundo dados da NTC&Logística, a maior parte das empresas do setor enfrenta dificuldades para contratar motoristas e agregados, situação que vem limitando a expansão operacional e aumentando o número de veículos parados por falta de profissionais.

Para a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo, o debate sobre renovação profissional se tornou estratégico para o futuro da logística brasileira. A entidade avalia que a chamada Geração Z pode desempenhar papel importante na recomposição da mão de obra, desde que o setor consiga apresentar uma visão mais moderna da atividade.

Segundo o presidente da federação, Carlos Panzan, ainda existe uma percepção ultrapassada sobre o transporte rodoviário de cargas, muitas vezes associada apenas à imagem tradicional do caminhoneiro nas estradas.

Ele destaca que o setor passou por uma transformação tecnológica significativa nos últimos anos, incorporando sistemas de telemetria, rastreamento em tempo real, gestão digital de frota e operações altamente conectadas.

Além da modernização operacional, a qualificação profissional passou a ser considerada um dos pilares centrais para enfrentar a crise de mão de obra.

Nesse contexto, o SEST SENAT vem sendo apontado como peça importante na formação de novos profissionais e na aproximação dos jovens com o setor de transporte.

A entidade atua com programas de capacitação técnica, desenvolvimento profissional, saúde e qualidade de vida voltados aos trabalhadores do transporte, acompanhando a transformação tecnológica das operações logísticas.

Para representantes do setor, o desafio não está apenas em formar novos motoristas, mas também em comunicar melhor as oportunidades que o transporte moderno oferece atualmente.

Hoje, caminhões equipados com conectividade, inteligência logística, sistemas de monitoramento e tecnologias embarcadas já fazem parte da rotina das operações, aproximando o transporte rodoviário de um ambiente cada vez mais digital e profissionalizado.

O setor avalia que a renovação da mão de obra será fundamental para garantir a continuidade do crescimento logístico brasileiro nos próximos anos, especialmente diante da forte dependência do país do modal rodoviário para movimentação de cargas.

TRANSPOAMAZÔNIA 2026 SERÁ PONTO DE ENCONTRO DAS LIDERANÇAS DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO NA REGIÃO NORTE

Entre os dias 27 e 29 de maio, a cidade de Manaus receberá mais uma edição da TranspoAmazônia 2026, um dos principais encontros voltados ao setor de transporte rodoviário de cargas da região Norte do país.

O evento reunirá transportadoras, empresários, fornecedores, entidades representativas e profissionais do setor para três dias de networking, geração de negócios, troca de experiências e apresentação de soluções voltadas à logística e ao transporte.

A programação contará com exposição de marcas, palestras, debates e oportunidades de relacionamento entre empresas e lideranças do segmento, fortalecendo discussões importantes sobre inovação, infraestrutura, sustentabilidade, tecnologia e os desafios enfrentados pelo transporte rodoviário na região amazônica.

O SETCEB destaca a importância de iniciativas como a TranspoAmazônia para a valorização do setor e para o fortalecimento das conexões entre entidades e empresários de diferentes regiões do país.

Além de movimentar o mercado, eventos como este contribuem para ampliar o debate sobre eficiência logística, desenvolvimento econômico e melhorias para o transporte de cargas em todo o território nacional.

“Para a edição deste ano, temos a expectativa de movimentar mais de R$ 1 bilhão e reunir representantes de 65 países e de todo o Brasil porque um dos legados efetivos que vamos deixar é mostrar propostas e projetos reais que para que o imenso potencial de crescimento e desenvolvimento do setor possa sair do papel e atender as demandas atuais e futuras da sociedade”, afirmou o presidente da Fetramaz e idealizador do evento, Irani Bertolini.

A FETRAMAZ tem papel importante na representação e fortalecimento do transporte rodoviário na região Norte, contribuindo diretamente para o desenvolvimento do setor e para a defesa dos interesses das empresas transportadoras.

A expectativa é de que a edição de 2026 da TranspoAmazônia reúna participantes de diferentes estados, promovendo integração, conhecimento e novas oportunidades para o transporte rodoviário de cargas brasileiro.

ADITIVO ANTICONGELANTE PARA DIESEL CHEGA AO MERCADO COM FOCO EM OPERAÇÕES EM REGIÕES FRIAS

A Promax Bardahl anunciou o lançamento de um novo aditivo voltado à proteção do diesel em baixas temperaturas. O produto foi desenvolvido para reduzir os impactos provocados pelo frio intenso sobre caminhões, máquinas e veículos comerciais que operam principalmente nas regiões Sul e em áreas de maior altitude do país.

Chamado de Bardahl Diesel Antifreeze, o aditivo atua na prevenção da cristalização do combustível, fenômeno que pode comprometer o funcionamento do sistema de alimentação do motor durante períodos de temperaturas mais baixas.

Quando submetido ao frio extremo, o diesel pode formar cristais de parafina, provocando obstrução em filtros e tubulações. Esse processo afeta diretamente o desempenho do veículo, dificulta partidas e pode gerar interrupções operacionais e aumento nos custos de manutenção.

Segundo a fabricante, o produto utiliza agentes específicos para reduzir o ponto de fluidez do combustível e evitar que o diesel atinja níveis críticos de cristalização.

Além da função anticongelante, o aditivo também foi desenvolvido para auxiliar na limpeza e lubrificação de componentes do sistema de injeção, como bicos, válvulas e bombas injetoras.

O produto pode ser utilizado em diferentes tipos de combustível, incluindo diesel S10, diesel S500 e biodiesel. A embalagem de 500 ml trata até 200 litros de combustível.

De acordo com a empresa, a solução foi criada especialmente para atender operações rodoviárias e atividades que enfrentam baixas temperaturas durante o inverno brasileiro, cenário que pode impactar diretamente a disponibilidade operacional das frotas.

Segundo Arley Silva, gerente de Engenharia e Sucesso do Cliente da companhia, a proposta é oferecer maior proteção ao sistema de combustível e reduzir riscos operacionais relacionados ao frio.

O avanço de soluções voltadas à proteção do diesel acompanha a crescente preocupação do setor de transporte com eficiência operacional, manutenção preventiva e redução de paradas não programadas nas operações logísticas.