por Setceb | out 16, 2026 | Uncategorized
As mulheres ocupam 18% das vagas de trabalho nas empresas de transporte rodoviário de cargas no Brasil, segundo o Índice de Equidade no Transporte Rodoviário de Cargas 2026, divulgado nesta sexta-feira pelo movimento Vez & Voz. O levantamento ouviu 83 empresas do setor e abrange mais de 35 mil profissionais em todo o país.
O percentual representa uma queda em relação ao ano anterior: em 2025, as mulheres respondiam por 20% da força de trabalho nas empresas participantes do estudo. A presença feminina é ainda mais reduzida em cargos de liderança e, principalmente, entre motoristas, posição ocupada por mulheres em apenas 3% das companhias pesquisadas.
O estudo também calcula um índice de equidade, que mede presença feminina, recrutamento e retenção, capacitação, benefícios e medidas de combate ao assédio e à violência doméstica, numa escala de 0 a 100. A nota de 2026 ficou em 46 pontos, considerada abaixo do ideal, e também representa recuo frente ao resultado de 2025: a série histórica mostra 37 pontos em 2023, 40 em 2024, 50 em 2025 e 46 em 2026.
O presidente do Setcemg, sindicato de transporte de cargas e logística de Minas Gerais, Antonio Luis da Silva Junior, avalia que as mulheres vêm ocupando gradualmente espaços tradicionalmente masculinos no setor, com crescimento em funções como mecânica, carga e descarga, operação de empilhadeiras e de guindastes, mas pondera que o processo é lento e exige das empresas tempo de adaptação, além de condições adequadas, dignas, com capacitação e oportunidades de crescimento em todas as áreas.
Já a coordenadora do Vez & Voz, Camila Florencio, aponta que os principais obstáculos são culturais: a maioria das empresas nunca teve uma mulher no alto escalão executivo. No caso das motoristas, ela cita a falta de infraestrutura adequada dentro das empresas, nas estradas e em pontos de clientes, além de uma barreira de experiência, já que muitas mulheres têm a habilitação necessária, mas não acumulam o tempo de estrada exigido pelos empregadores.
A gerente de gente e gestão da Pelog, empresa que teve o maior avanço de pontuação no índice ao longo dos anos, Fernanda Pelucio, afirma que a companhia trata a diversidade como parte da cultura e das decisões do dia a dia, com investimento na formação de lideranças femininas para fortalecer a presença e a retenção de mulheres em posições estratégicas.
O tema também é relevante para as transportadoras associadas ao SETCEB, num momento em que o setor enfrenta escassez de mão de obra qualificada em todo o país: ampliar a participação feminina, especialmente na condução de veículos, tende a ser um dos caminhos para repor quadros e enfrentar a falta de motoristas que já afeta empresas baianas e de todo o Brasil.
Fonte: Diário do Comércio
por Setceb | out 15, 2026 | Uncategorized
O Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística no Estado da Bahia (SETCEB), em conjunto com a COMJOVEM Bahia, realizou, na quarta-feira (14), uma visita técnica ao TQ LOG Parques Logísticos, empreendimento localizado em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A atividade reuniu representantes do setor para conhecer o projeto, sua infraestrutura e as oportunidades que o empreendimento poderá oferecer ao segmento de transporte e logística.
A programação contou com café de boas-vindas, apresentação do projeto e da TQC Realizações Imobiliárias, além de um momento de diálogo para compartilhar as demandas do setor. Os participantes também realizaram uma visita guiada às obras do Galpão G100, cuja entrega está prevista para o primeiro trimestre de 2027.
Com localização estratégica, o TQ LOG está situado a 8 km da BR-324, a 11 km do Polo Petroquímico de Camaçari e a 30 km do Porto de Aratu e do Aeroporto de Salvador. A visita proporcionou aos participantes uma visão prática da infraestrutura logística em desenvolvimento na Bahia e favoreceu a troca de informações sobre as necessidades e oportunidades do transporte de cargas.
A iniciativa, promovida pelo SETCEB em parceria com a COMJOVEM Bahia, reforça o compromisso das entidades com a aproximação entre empresas, o compartilhamento de conhecimento e a identificação de oportunidades que contribuam para o desenvolvimento do transporte de cargas e da logística no estado.
por Setceb | out 15, 2026 | Uncategorized
O Senado concluiu nesta quarta-feira (14) a votação da PEC 221/2019, que acaba com a escala de trabalho 6x1 no país. A proposta foi aprovada em primeiro e em segundo turno na mesma sessão, depois que os senadores aprovaram requerimento para dispensar o intervalo regimental entre as duas votações.
Esta matéria atualiza uma cobertura anterior sobre o tema: na terça-feira (13), havia sido noticiado que o Senado entrava em semana considerada decisiva para votar a proposta. Nesta quarta, a tramitação na Casa chegou ao fim, com a aprovação definitiva do texto.
A informação foi divulgada pelo portal Bahia Notícias, com despacho de Brasília, e repercutida por outros veículos de cobertura do Congresso Nacional. Segundo a reportagem, o primeiro turno foi aprovado por ampla maioria, com cerca de 76 votos favoráveis contra 1 contrário, e o segundo turno teve votação semelhante.
A PEC foi relatada no Senado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), que rejeitou em plenário uma emenda apresentada por parlamentares de oposição ao texto. Como não houve alteração do conteúdo aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados, em maio, a proposta não precisa retornar à Casa de origem.
Pelo texto aprovado, a jornada máxima semanal cai de 44 para 40 horas, com direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. A redução poderá ser implementada de forma escalonada nos contratos já em vigor: dois meses após a promulgação, o limite semanal cai para 42 horas; após mais 14 meses, chega a 40 horas.
O texto veda qualquer redução nominal ou proporcional de salário em decorrência da nova jornada, inclusive em relação a pisos salariais já estabelecidos. Trabalhadores que já cumprem jornada de 40 horas ou menos mantêm sua carga horária atual, mas passam a ter direito ao segundo dia de descanso semanal.
A proposta prevê exceções. Trabalhadores com diploma de curso superior e remuneração igual ou superior a 2,5 vezes o teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) ficam fora das novas regras de duração e controle de jornada, salvo acordo diferente com o empregador. Servidores públicos da União, estados, Distrito Federal e municípios também não são alcançados pela mudança constitucional.
Por se tratar de proposta de emenda à Constituição, a etapa seguinte é a promulgação pelo Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial. A expectativa de parlamentares favoráveis à proposta é que mais de 37 milhões de trabalhadores sejam beneficiados pela mudança em todo o país, segundo estimativa do relator.
Para as transportadoras associadas ao SETCEB, a mudança constitucional não altera o regime especial de jornada já previsto na legislação para motoristas profissionais, mas tem potencial de afetar diretamente trabalhadores administrativos, de manutenção, de armazéns e de apoio operacional das empresas, que hoje cumprem escalas tradicionais de seis dias de trabalho por um de folga. As empresas do setor devem acompanhar a regulamentação complementar prevista no texto, inclusive eventuais normas específicas para micro e pequenas empresas.
Fonte: Bahia Notícias
por Setceb | out 15, 2026 | Uncategorized
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou um Acordo de Cooperação com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) para modernizar os procedimentos de verificação dos seguros obrigatórios no transporte rodoviário de cargas. A decisão foi tomada na última quinta-feira (8), durante a 1.043ª Reunião de Diretoria do órgão regulador.
A informação foi divulgada pela própria ANTT e repercutida por veículos do setor, entre eles o portal CQCS e sites de sindicatos patronais de transporte, como a Fetransul. Segundo a agência reguladora, o objetivo central da parceria é permitir o intercâmbio eletrônico de dados entre a ANTT e as seguradoras, dispensando parte da conferência manual de documentos hoje exigida das transportadoras.
O acordo abrange três modalidades de seguro obrigatório para o setor: o RCTR-C, Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga; o RC-DC, Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga; e o RC-V, Responsabilidade Civil de Veículo. Esses três seguros são hoje pré-requisitos para a regularidade das empresas transportadoras junto ao órgão regulador.
Pelo modelo que passa a vigorar, as informações sobre apólices poderão ser compartilhadas diretamente entre a ANTT e as seguradoras, ou por meio de entidade representativa do setor securitário, sem a necessidade de que a própria transportadora apresente comprovantes físicos ou digitais a cada fiscalização.
A base normativa da iniciativa é a Portaria SUROC nº 27/2025, da Superintendência de Regulação de Produtos e Operações de Seguros, Previdência Complementar e Capitalização, que já previa a possibilidade de compartilhamento eletrônico de dados entre a autarquia e o mercado segurador para fins de comprovação de regularidade.
Segundo a ANTT, a medida se insere em um movimento mais amplo de digitalização dos serviços prestados pelo órgão, com o objetivo declarado de reduzir a burocracia enfrentada pelas transportadoras no dia a dia. A agência informou ainda que o tratamento das informações trocadas entre as instituições deverá observar as normas de proteção de dados pessoais em vigor no país.
A nota divulgada não detalha prazo para a entrada em operação do sistema de intercâmbio nem eventuais custos operacionais da integração entre as bases de dados da ANTT e das seguradoras associadas à CNseg.
Para as transportadoras baianas, a expectativa é de que a automatização da verificação de seguros reduza o tempo gasto em fiscalizações de rotina e em processos de regularização cadastral, etapas que hoje consomem parte da rotina administrativa das empresas, especialmente as de menor porte que atuam no transporte de cargas dentro e fora do Estado.
A conclusão da integração entre os sistemas da ANTT e das seguradoras deve ser acompanhada nos próximos meses, à medida que a autarquia avançar na implementação prática do acordo firmado com a CNseg.
Fonte: CQCS
por Setceb | out 15, 2026 | Uncategorized
A inflação oficial voltou a superar o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, em um resultado que também reflete pressão de custos sobre o transporte rodoviário de cargas. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE na última sexta-feira (9), os preços subiram 0,82% em setembro, o maior resultado mensal desde março.
O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e repercutido por veículos de economia, entre eles o portal A Crítica. O resultado de setembro surpreendeu o mercado: ficou acima da mediana das projeções do Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, que esperava alta de 0,60% no período.
A alta de setembro marca uma reversão em relação a agosto, mês em que o país havia registrado deflação de 0,32%. Com o resultado, o IPCA acumulado em 12 meses chegou a 4,58%, ultrapassando o teto de 4,5% da meta de inflação, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, Habitação teve o maior impacto individual no índice de setembro, com alta de 2,31% e contribuição de 0,35 ponto percentual, em razão do fim do Bônus de Itaipu nas contas de energia elétrica. Na sequência, apareceram Alimentação e Bebidas, com alta de 0,83%, e o grupo Transportes, com variação de 0,89%, ambos com impacto de 0,18 ponto percentual sobre o índice geral.
O avanço do grupo Transportes no IPCA tende a refletir, entre outros fatores, o comportamento dos preços de combustíveis, manutenção veicular e serviços de deslocamento acompanhados pelo IBGE na cesta de consumo das famílias brasileiras. Para transportadoras de cargas, esse mesmo conjunto de despesas, combustível, pneus, peças e manutenção, compõe parcela relevante da planilha de custos operacionais, de forma que uma inflação mais pressionada no setor de transportes tende a se traduzir também em custos mais altos para as empresas de frete.
Essa não é a primeira vez em 2026 que o índice ultrapassa o teto da meta: em junho, o acumulado em 12 meses já havia chegado a 4,64%, antes de recuar para 4,22% em agosto. Pelas regras do próprio Conselho Monetário Nacional, o descumprimento formal da meta de inflação só é reconhecido após seis meses consecutivos fora do intervalo de tolerância, o que ainda não é o caso neste momento.
Economistas consultados por veículos de mercado já revisam para cima suas projeções para o fechamento de 2026, com estimativas que chegam a 5,01% para o ano, também acima do teto da meta. Uma inflação mais alta e persistente tende a adicionar pressão sobre o Banco Central no que diz respeito à condução da política de juros nos próximos meses, com reflexos indiretos sobre o custo de capital das transportadoras, que dependem de financiamento para renovação de frota.
Para o transporte rodoviário de cargas na Bahia, o cenário reforça a importância de as transportadoras acompanharem de perto a evolução dos custos operacionais nos próximos meses, especialmente os ligados a combustível e manutenção de frota, itens diretamente influenciados pelo comportamento do grupo Transportes dentro do índice oficial de inflação.
O próximo dado do IPCA, referente a outubro, deve ser divulgado pelo IBGE em novembro, e servirá como novo termômetro para avaliar se a pressão inflacionária observada em setembro se mantém ou perde força nos últimos meses do ano.
Fonte: IBGE, via A Crítica
por Setceb | out 14, 2026 | Uncategorized
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) alertou que uma mudança na metodologia de cálculo do pedágio prevista nos editais da 6ª etapa do Programa de Concessões de Rodovias Federais pode elevar em até 50% o valor pago por caminhões em alguns projetos. O tema já havia sido abordado em publicação anterior do SETCEB, que noticiou o questionamento da CNT sobre a nova metodologia; a reportagem de hoje traz a resposta do Ministério dos Transportes e uma estimativa concreta de impacto em um dos projetos já estruturados.
O alerta foi encaminhado formalmente pela CNT ao Ministério dos Transportes, que vem definindo as regras para a sexta rodada de concessões rodoviárias federais.
Pela nova regra, cada eixo do veículo passaria a ser contado como três vezes a Tarifa Básica de Pedágio (TBP), ante o multiplicador de duas vezes hoje aplicado. Como caminhões e ônibus pagam pedágio por eixo, a alteração eleva proporcionalmente o valor cobrado desses veículos.
Na prática, um caminhão de 8 eixos passaria a ser cobrado como o equivalente a 12 eixos, e um veículo de 9 eixos, como 13,5 eixos.
A Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Cargas (Anut) já havia questionado a mudança em julho. Com base em sete projetos de concessão, a entidade estimou um acréscimo de R$ 42 bilhões em pedágios ao longo da vigência dos contratos, e apontou a ausência de uma análise de impacto regulatório e de audiência pública específica sobre o tema.
A CNT pediu ao Ministério dos Transportes a base técnica, econômica e regulatória da nova regra. Segundo a reportagem, a pasta respondeu que a mudança busca refletir o impacto dos veículos comerciais sobre a infraestrutura rodoviária. A CNT, por sua vez, defende que os estudos usados para justificar o novo multiplicador sejam tornados públicos, e observa que a cobrança por eixo já diferencia veículos com maior número de eixos.
Segundo Danielle Bernardes, gerente executiva da CNT junto ao governo federal, "o que precisamos entender é a base técnica para mudar essa proporção de duas para três vezes". O presidente da entidade, Vander Costa, afirmou que é preciso compreender os critérios da mudança e avaliar seus efeitos tanto no transporte de cargas quanto no de passageiros, destacando que alterações tarifárias precisam refletir a realidade operacional do setor.
No projeto Rota Gerais, uma das concessões já estruturadas sob a nova regra, a CNT estima que o novo multiplicador adicione cerca de 6% à tarifa final de pedágio — percentual bem distante do limite de 50% mencionado para outros cenários, já que o efeito varia conforme a estrutura de cada concessão.
O governo federal avalia reduzir ou isentar o pedágio para veículos leves em alguns projetos, a depender da viabilidade econômico-financeira de cada concessão, e rodovias de baixo tráfego podem exigir estudos específicos para seguir sustentáveis. A CNT defende análise caso a caso, considerando demanda, investimento necessário e potencial de receita, e sugere aporte público para rodovias estratégicas sem viabilidade para concessionárias privadas.
Para as transportadoras baianas, qualquer elevação na conta de pedágio tende a pressionar os custos operacionais e, por consequência, o frete cobrado nas rodovias concedidas que cortam o estado, caso a nova metodologia avance nos próximos editais. O desfecho da discussão também deve orientar as condições dos lotes de concessão previstos para os próximos anos, incluindo eventuais trechos baianos que venham a ser licitados.
Fonte: Blog do Caminhoneiro