GOVERNO DA BAHIA AUTORIZA NOVA RODADA DE OBRAS DE PAVIMENTAÇÃO EM CINCO MUNICÍPIOS, DO BAIXO SUL AO SÃO FRANCISCO

GOVERNO DA BAHIA AUTORIZA NOVA RODADA DE OBRAS DE PAVIMENTAÇÃO EM CINCO MUNICÍPIOS, DO BAIXO SUL AO SÃO FRANCISCO

O governo do Estado da Bahia autorizou um novo pacote de intervenções viárias distribuído por cinco municípios de diferentes regiões do estado, somando recursos que já ultrapassam R$ 63 milhões nos trechos com valores divulgados.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (11), em um balanço de ações do governo estadual que também incluiu medidas de inclusão digital, trânsito urbano e proteção a mulheres e crianças em diversos municípios, mas a parte de infraestrutura viária concentrou boa parte dos investimentos anunciados.

Em Cairu, no Baixo Sul, será pavimentado um trecho de 5,2 quilômetros de acesso ao Atracadouro de Gamboa do Morro e ao Aeroporto da Quinta Praia, em Morro de São Paulo, com investimento de R$ 18,5 milhões.

No mesmo território do Baixo Sul, o município de Camamu terá 2,9 quilômetros pavimentados, com aporte de R$ 2,3 milhões.

Em Quijingue, no semiárido baiano, a obra prevista é a pavimentação de 15,6 quilômetros da rodovia estadual BA-381, com investimento de R$ 15,6 milhões.

Já em Araçás, o pacote inclui a construção de um terminal rodoviário com quatro baias de embarque para ônibus, além da pavimentação da BA-093, em investimento total de R$ 5 milhões.

No território do São Francisco, o município de Canudos receberá a pavimentação de 21 quilômetros ligando a BR-235 ao povoado de Rosário, com investimento de R$ 22,5 milhões, o maior valor entre os trechos anunciados.

O anúncio não trouxe prazos específicos para o início ou a conclusão das obras nos cinco municípios, nem uma estimativa de prazo total do pacote.

O pacote se soma a outras rodadas de licitações e autorizações de obras rodoviárias que o governo estadual vem anunciando nas últimas semanas em diferentes territórios do estado, num movimento de ampliação da malha pavimentada baiana.

Para as transportadoras que operam na Bahia, a pavimentação de acessos como o de Canudos à BR-235 e o de Quijingue na BA-381 tende a reduzir o tempo de viagem e o desgaste de veículos em trechos hoje precários, pontos que costumam consumir combustível extra e aumentar o custo de manutenção da frota. Rotas mais bem pavimentadas no semiárido e no Baixo Sul também podem facilitar o acesso de caminhões a regiões produtoras e a pontos turísticos e portuários, como o Atracadouro de Gamboa do Morro, que dependem do transporte rodoviário para o escoamento de pessoas e mercadorias.

Fonte: A Notícia do Vale

ESPECIALISTA DO CONSELHO FEDERAL DE QUÍMICA DETALHA CUIDADOS OBRIGATÓRIOS NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS QUÍMICAS

ESPECIALISTA DO CONSELHO FEDERAL DE QUÍMICA DETALHA CUIDADOS OBRIGATÓRIOS NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS QUÍMICAS

O transporte rodoviário de produtos químicos e inflamáveis exige uma série de cuidados técnicos que vão além da direção defensiva, alertou o conselheiro federal do Conselho Federal de Química (CFQ), Wagner Contrera, em entrevista que detalhou os procedimentos de segurança exigidos das transportadoras e dos motoristas que operam com esse tipo de carga.

A entrevista, concedida ao portal Metrópoles, foi motivada por um incidente registrado no início do mês: uma carreta bitrem carregada com 30 mil litros de etanol pegou fogo na BR-262, em Campos Altos (MG), e teve o cavalo mecânico danificado pelas chamas, embora não tenha havido vazamento do produto nem vítimas.

Segundo o especialista, antes de qualquer viagem com carga química a transportadora deve realizar uma vistoria completa do veículo, que inclui a checagem de pneus, freios, suspensão, iluminação e sistema elétrico, itens que, se malconservados, aumentam o risco de superaquecimento e de faíscas.

No caso de veículos-tanque, como o modelo envolvido no incidente em Minas Gerais, a inspeção precisa avaliar também tanques, válvulas, conexões e dispositivos de segurança, além de verificar sinais de trincas, amassamentos ou falhas nas soldas da carroceria, pontos que podem comprometer a integridade do compartimento de carga durante o trajeto.

Contrera destacou ainda a importância da sinalização correta do veículo, que informa a terceiros e a equipes de resgate o tipo de produto transportado, e do aterramento durante as operações de carga e descarga, procedimento que evita o acúmulo de eletricidade estática, um dos fatores de risco mais comuns em incêndios envolvendo líquidos inflamáveis como o etanol.

Em caso de princípio de incêndio ou vazamento, o especialista recomendou o uso de agentes extintores específicos para cada tipo de produto, citando a espuma resistente a álcool como indicada para incêndios com etanol, além de reforçar a necessidade de treinamento prévio dos motoristas e das equipes envolvidas na operação para agir rapidamente diante de emergências.

O transporte de produtos perigosos no Brasil é regulado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que exige certificação específica de motoristas, sinalização padronizada dos veículos e documentação detalhada da carga transportada, entre outras exigências aplicáveis a esse tipo de operação em todo o território nacional.

O episódio na BR-262 reforça um ponto sensível para transportadoras de todo o país que operam com produtos químicos e inflamáveis, incluindo empresas baianas que atendem o polo industrial de Camaçari e outras plantas químicas do estado: falhas de manutenção, sinalização ou capacitação podem transformar um problema técnico pontual em um incidente de grandes proporções, com risco a motoristas, à população e ao meio ambiente ao longo da rodovia.

Para o setor, o episódio funciona como lembrete de que o cumprimento das normas da ANTT e a manutenção preventiva da frota que transporta cargas perigosas não são apenas exigência regulatória, mas parte central da gestão de risco das transportadoras que atuam nesse segmento.

Fonte: Metrópoles

COMJOVEM BAHIA PARTICIPA DE ENCONTRO SOBRE OS IMPACTOS DA REFORMA TRIBUTÁRIA NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO

COMJOVEM BAHIA PARTICIPA DE ENCONTRO SOBRE OS IMPACTOS DA REFORMA TRIBUTÁRIA NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO

A COMJOVEM Bahia participou, nesta quinta-feira (10), do Café com Reforma Tributária, encontro promovido pela Contart Contabilidade, em Lauro de Freitas (BA), que reuniu representantes e profissionais do setor de transporte para discutir os impactos das mudanças tributárias e seus reflexos na atividade empresarial.

Com o tema “Informação hoje. Mais estratégia para o seu amanhã”, o encontro teve como proposta esclarecer dúvidas e ampliar o conhecimento dos transportadores sobre as transformações trazidas pela Reforma Tributária, contribuindo para que as empresas possam se preparar de forma mais estratégica para o novo cenário.

A participação da COMJOVEM Bahia reforça o compromisso da comissão com a capacitação, a troca de conhecimentos e o desenvolvimento dos jovens empresários e executivos do transporte rodoviário de cargas, aproximando seus integrantes de debates que impactam diretamente a gestão e a competitividade das empresas do setor.

Para o vice-coordenador da COMJOVEM Bahia, Fábio Souza, encontros como esse são importantes para transformar informação em planejamento:

“A Reforma Tributária traz mudanças que terão impacto direto na rotina e na gestão das empresas de transporte. Por isso, é fundamental que o empresário esteja informado e busque entender, desde já, como essas alterações poderão afetar sua operação. Participar de momentos como este nos ajuda a ampliar o conhecimento, trocar experiências e estar mais preparado para tomar decisões estratégicas.”

A COMJOVEM Bahia segue incentivando a participação de seus integrantes em iniciativas voltadas à qualificação profissional, atualização e fortalecimento do transporte rodoviário de cargas, contribuindo para a formação de uma nova geração de lideranças cada vez mais preparadas para os desafios do setor.

MERCADO PRECIFICA 95% DE CHANCE DE NOVO CORTE NA SELIC NA REUNIÃO DO COPOM DA PRÓXIMA SEMANA

MERCADO PRECIFICA 95% DE CHANCE DE NOVO CORTE NA SELIC NA REUNIÃO DO COPOM DA PRÓXIMA SEMANA

Operadores do mercado financeiro já precificam probabilidade de 95% de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central promova um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, levando-a de 14,00% para 13,75% ao ano, na reunião marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

A leitura do mercado é baseada nos preços das opções de juros futuros negociadas na B3, divulgados nesta sexta-feira. Um eventual corte confirmaria o quinto movimento consecutivo de flexibilização monetária desde o início do ciclo de afrouxamento, iniciado em março deste ano.

A Selic está em 14,00% ao ano desde a última decisão do Copom, tomada em agosto, quando o comitê já havia promovido o quarto corte seguido de 0,25 ponto percentual, em decisão unânime.

A expectativa de novo corte no Brasil coincide com a reunião de política monetária do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, marcada para as mesmas datas, 15 e 16 de setembro. O consenso entre cerca de 70% dos economistas consultados pelo mercado americano é de que o Fed deve manter os juros americanos estáveis, na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

A manutenção dos juros americanos, associada ao corte esperado no Brasil, deve ampliar ainda mais o diferencial de juros entre os dois países — fator que, segundo analistas, tende a limitar uma eventual pressão de alta sobre o real mesmo com o afrouxamento monetário brasileiro, já que o carrego de capital estrangeiro no país segue atrativo.

O Boletim Focus mais recente, divulgado pelo Banco Central na segunda-feira, dia 8, projeta Selic de 13,75% ao ano para o fim de 2026 — patamar estável há quatro semanas nas projeções —, além de novos cortes adiante, com a taxa projetada em 12,00% ao fim de 2027 e 10,50% ao fim de 2028. A projeção de inflação (IPCA) para 2026 está em 5,00%, acima do teto da meta.

A trajetória de queda da Selic é acompanhada de perto pelas transportadoras, já que boa parte do financiamento de aquisição e renovação de frota no país é feito a taxas atreladas ao CDI, que acompanha de perto a taxa básica de juros. Para empresas do setor na Bahia, cada corte na Selic tende a reduzir gradualmente o custo do crédito para compra de caminhões e capital de giro, ainda que o efeito sobre as condições de financiamento costume aparecer com defasagem em relação à decisão do Copom.

Fonte: Rio Times Online

NOVO PROTOCOLO DO MERCOSUL MUDA REGRAS DE FISCALIZAÇÃO NO TRANSPORTE INTERNACIONAL DE CARGAS

NOVO PROTOCOLO DO MERCOSUL MUDA REGRAS DE FISCALIZAÇÃO NO TRANSPORTE INTERNACIONAL DE CARGAS

Sete países da América do Sul — Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai — começaram a aplicar novas regras de fiscalização para o transporte rodoviário internacional de cargas, com a entrada em vigor do Oitavo Protocolo Adicional ao Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre (ATIT), assinado em 6 de novembro de 2025.

A mudança foi formalizada pelos governos dos países signatários e é administrada, no âmbito regional, pela Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). O argumento central por trás da revisão é modernizar o controle das fronteiras terrestres, hoje considerado disperso e pouco padronizado entre os países do bloco.

O novo protocolo introduz três mecanismos principais: seletividade por análise de risco nos pontos de fronteira, exigência de declaração antecipada da carga antes da chegada do veículo e uso de precintos — lacres — eletrônicos para rastrear a integridade da carga ao longo do trajeto internacional.

A medida chega ao Brasil pouco depois da sanção da Lei nº 15.485, em 5 de agosto de 2026, que passou a exigir que toda operação paga de transporte rodoviário de cargas no país seja registrada por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). A lei fixou prazo de quitação do frete de 30 dias úteis e abriu período de adequação de 90 dias para contratos já em vigor, com bloqueio automático de operações que declarem valores abaixo do piso mínimo de frete — tema que já foi tratado em publicação anterior deste sindicato.

A aplicação do piso mínimo ao CIOT já vinha regulamentada pela Portaria SUROC nº 6/2026 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em vigor desde 24 de maio de 2026, que condiciona a geração do código à validação do valor mínimo do frete. A Resolução ANTT nº 6.038/2024, por sua vez, excluiu o transporte internacional de cargas dessa obrigatoriedade específica — o que torna o novo protocolo do Mercosul um mecanismo de controle complementar, focado na fronteira, e não na relação comercial interna da operação.

Do lado argentino, o Decreto nº 689/2026, de 30 de julho de 2026, atualizou os padrões de peso e dimensões de veículos de carga — a primeira revisão do tipo em 30 anos naquele país —, o que deve exigir ajustes de transportadoras brasileiras que operam rotas binacionais.

A malha de fronteiras terrestres do Brasil soma 16.886 quilômetros, distribuídos por nove países vizinhos, extensão que dá dimensão ao desafio de uniformizar procedimentos de fiscalização em pontos de controle tão distintos entre si.

Eliane Maas, diretora-executiva da Transmaas Logística Internacional, afirmou que a fiscalização mudou de foco com as novas regras, e que retenções em praças de fronteira como Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, seguem ocorrendo principalmente por divergências de informações entre os sistemas dos diferentes países.

Para as transportadoras baianas que atuam ou pretendem atuar em rotas de exportação terrestre para países vizinhos — ainda que em menor volume do que o fluxo via Uruguaiana —, a adequação aos precintos eletrônicos e às declarações antecipadas de carga deve ser incorporada ao planejamento logístico já nos próximos meses, à medida que os países do bloco regulamentam os detalhes operacionais do protocolo em suas fronteiras.

Fonte: Brasil em Folhas

SEINFRA AUTORIZA NOVAS OBRAS DE PAVIMENTAÇÃO NOS TERRITÓRIOS DO SISAL E DA BACIA DO JACUÍPE

SEINFRA AUTORIZA NOVAS OBRAS DE PAVIMENTAÇÃO NOS TERRITÓRIOS DO SISAL E DA BACIA DO JACUÍPE

O Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), autorizou nesta semana novas obras de pavimentação asfáltica em municípios dos territórios do Sisal e da Bacia do Jacuípe, contemplando estradas, acessos a povoados e trechos de rodovias estaduais.

A autorização foi confirmada pela própria Seinfra e divulgada pelo Calila Notícias nesta quinta-feira, com as obras tendo sido autorizadas na quarta-feira, dia 9.

A maior concentração de intervenções está no território do Sisal, nos municípios de Retirolândia e Monte Santo. Em Retirolândia, serão pavimentados 12,7 quilômetros de acessos, ligando a sede municipal aos povoados de Mandápolis e Gameleira, um trecho entre Alecrim e Contador, e conexões entre a rodovia estadual BA-120 e os povoados de Giboia e Laginha, com investimento de R$ 12,1 milhões.

Monte Santo concentra o maior volume de recursos entre os municípios contemplados: 24,2 quilômetros de pavimentação na BA-220, entre Pedra Vermelha — no entroncamento com a BA-120 — e Horizonte Novo, com investimento de R$ 32,7 milhões, além de mais 11,55 quilômetros ligando os povoados de Vila Nova, Mandaçaia, Várzea dos Bois e Gameleira pelas rodovias BA-220 e BA-120, com R$ 16 milhões adicionais.

No total, o território do Sisal recebe R$ 60,8 milhões em investimentos para cerca de 48,4 quilômetros de vias pavimentadas.

Já na Bacia do Jacuípe, o investimento autorizado é para o município de Mairi, onde serão pavimentados 6,3 quilômetros de estrada ligando o distrito de Angico ao povoado de Manguinhas, com aporte de R$ 8,4 milhões.

A Seinfra não divulgou, até a publicação da matéria, cronograma detalhado de execução das obras nem declarações de autoridades sobre os prazos previstos.

Para as transportadoras que atuam nessas regiões do semiárido baiano, a pavimentação de acessos hoje precários tende a reduzir o tempo de viagem e o desgaste de veículos em trechos usados para escoar a produção agropecuária local até rodovias estaduais de maior fluxo, num movimento que se soma a outros investimentos em infraestrutura rodoviária anunciados pelo governo estadual ao longo do ano.

Fonte: Calila Notícias