por Setceb | jul 29, 2026 | Uncategorized
Os contratos futuros de juros encerraram a segunda-feira (27) em baixa, influenciados por um cenário externo mais favorável. A sinalização de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã reduziu a percepção de risco nos mercados, favorecendo a queda do petróleo, dos rendimentos dos títulos públicos norte-americanos e das taxas de juros negociadas no Brasil.
Ao longo do dia, investidores adotaram uma postura mais otimista após declarações do governo dos Estados Unidos indicando que novas iniciativas diplomáticas poderão substituir, ao menos temporariamente, a escalada militar no Oriente Médio. O presidente Donald Trump afirmou que mantém diálogo com o Irã e demonstrou expectativa de um possível entendimento, embora tenha ressaltado que ações militares permanecem como alternativa caso as negociações não avancem.
A melhora do ambiente internacional refletiu rapidamente no mercado de energia. O petróleo Brent registrou forte desvalorização, encerrando o pregão cotado a US$ 88,36 por barril, o menor patamar observado desde meados de julho. Paralelamente, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos com vencimento em dez anos também apresentaram queda em seus rendimentos, indicando maior confiança dos investidores.
No mercado doméstico, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) acompanharam esse movimento. O vencimento para janeiro de 2028 recuou para 14,03%, enquanto o contrato com vencimento em janeiro de 2035 fechou em 14,675%, ambos abaixo dos níveis registrados na sessão anterior.
Outro fator que contribuiu para o comportamento do mercado foi a divulgação do Boletim Focus, do Banco Central. O levantamento mostrou uma pequena redução na projeção da inflação para 2026, enquanto as estimativas para os anos seguintes sofreram leves ajustes para cima. Mesmo assim, o mercado financeiro continua projetando uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), com expectativa de encerramento do ano em 14% ao ano.
Nos próximos dias, as atenções estarão voltadas para novos indicadores econômicos. Entre os eventos mais aguardados estão a divulgação do IPCA-15 e a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, que poderão influenciar novamente o comportamento dos mercados globais.
IMPACTOS PARA O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS
Para o setor de transporte rodoviário de cargas, um cenário de menor tensão geopolítica tende a reduzir a pressão sobre os preços internacionais do petróleo, fator que pode contribuir para maior estabilidade no valor do diesel, principal componente dos custos operacionais das transportadoras.
Além disso, a expectativa de redução gradual dos juros favorece o ambiente de investimentos, podendo facilitar o acesso ao crédito para renovação de frota, aquisição de equipamentos e expansão das operações. Embora os efeitos não sejam imediatos, a combinação entre custos financeiros menores e maior previsibilidade econômica pode beneficiar empresas de transporte e toda a cadeia logística nos próximos meses.
por Setceb | jul 29, 2026 | Uncategorized
A crescente complexidade dos sistemas de propulsão a diesel, impulsionada por exigências ambientais mais rígidas e pela incorporação de biocombustíveis à matriz energética, tem exigido abordagens de manutenção cada vez mais especializadas. Nesse contexto, a Koube Química do Brasil, sediada em Araucária (PR), formalizou em 27 de julho de 2026 a consolidação de sua linha de produtos para veículos leves e pesados, voltada ao controle de umidade no combustível, limpeza do sistema de injeção, regeneração de filtros de partículas (DPF), redução de emissão de material particulado e proteção do circuito de arrefecimento.
A contaminação por água é um dos focos centrais da linha: mesmo com filtros separadores, partículas de água podem passar e favorecer a proliferação de bactérias e formação de borra, o que pode evoluir para obstrução de filtros, corrosão de superfícies metálicas e, em estágios avançados, comprometimento da bomba de alta pressão e dos injetores. O produto Inobac Pro, de formulação biocida, elimina a umidade livre e emulsificada do combustível e reduz a carga microbiana. Segundo Raimundo Queiroz, fundador da Koube: “o Inobac Pro é uma composição química que age como biocida. Além de eliminar bactérias, ele retira a água do combustível e evita que novas colônias se proliferem.”
O Perfect Clean Diesel Koube limpa os sistemas de admissão e combustão, removendo depósitos carbonosos e reduzindo a emissão de fumaça, enquanto o Perfect Clean DPF Koube oferece limpeza e regeneração do filtro de partículas sem hidrocarbonetos derivados de petróleo. A linha inclui ainda o Top Clean Diesel Koube (descarbonização e limpeza do sistema de injeção), o Reduce Smoke Ultra Diesel (redução de fumaça preta) e, para o sistema de arrefecimento, o Aditivo Ultra Diesel Pronto Uso Long Life, com proteção anticorrosiva e durabilidade de até 200 mil quilômetros ou quatro anos, complementado pelo Limpa Radiador Ultra Diesel.
Com o avanço das misturas de biodiesel no diesel comercializado no país, a contaminação por água é uma preocupação crescente de manutenção para frotas de transportadoras baianas — sobretudo em rotas de longa distância e regiões de maior umidade, como o litoral e o recôncavo baiano. Produtos voltados à prevenção de borra, corrosão e obstrução de DPF podem representar redução de custo com manutenção corretiva e parada de veículos.
por Setceb | jul 28, 2026 | Uncategorized
Mesmo com a queda do petróleo Brent para abaixo de US$ 90 por barril no fim da última semana, os preços dos combustíveis praticados pelas refinarias brasileiras continuam distantes da paridade internacional. Levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) mostra que a defasagem do diesel e da gasolina permanece elevada.
De acordo com a entidade, na sexta-feira (24), o diesel apresentava defasagem de 58%, enquanto a gasolina registrava diferença de 45% em relação ao preço de paridade de importação (PPI), referência utilizada para comparar os valores praticados no mercado nacional com os preços internacionais.
Nas refinarias da Petrobras, a diferença foi ainda maior. No Porto de Suape, por exemplo, o diesel era comercializado a R$ 5,44 por litro, valor R$ 2,27 inferior ao preço de referência internacional. Na média, a estatal mantinha o diesel cerca de 69% abaixo do PPI, enquanto a gasolina apresentava defasagem média de 54%.
Já a Refinaria de Mataripe, na Bahia, administrada pela Acelen, operava com preços mais próximos do mercado internacional. Após os reajustes realizados recentemente, a defasagem era de 1% para o diesel e de 2% para a gasolina.
PETROBRAS NÃO ALTERA PREÇO DO DIESEL DESDE JUNHO
O último reajuste promovido pela Petrobras para o diesel ocorreu em 1º de junho, quando houve uma redução de R$ 0,35 por litro. Na ocasião, o corte coincidiu com o valor do subsídio federal vigente à época, posteriormente encerrado e substituído por um novo benefício de R$ 1,12 por litro destinado à cadeia de comercialização do combustível.
No caso da gasolina, o último reajuste foi realizado em 29 de maio, com aumento de R$ 0,48 por litro. Como havia uma subvenção governamental de R$ 0,44 por litro, o impacto líquido para as distribuidoras ficou em R$ 0,04 por litro.
IMPACTO PARA O TRANSPORTE RODOVIÁRIO
Para o transporte rodoviário de cargas, a evolução dos preços do diesel continua sendo um dos principais fatores de atenção. O combustível representa uma parcela significativa dos custos operacionais das transportadoras e dos caminhoneiros autônomos. Por isso, qualquer alteração na política de preços das refinarias ou no mercado internacional pode influenciar diretamente o valor do frete, o planejamento financeiro das empresas e a rentabilidade das operações.
por Setceb | jul 28, 2026 | Uncategorized
A gestão de riscos vem assumindo um papel cada vez mais estratégico no transporte rodoviário de cargas. Diante do aumento da complexidade das operações e dos desafios relacionados a roubos, fraudes, acidentes e interrupções logísticas, transportadoras, embarcadores e seguradoras têm ampliado os investimentos em inteligência, monitoramento e análise de dados para prevenir ocorrências e reduzir prejuízos.
Esse cenário também é refletido nos resultados da Velox Soluções Técnicas, empresa especializada em pronta resposta, inteligência e investigação de ocorrências no transporte de cargas. No primeiro semestre de 2026, a companhia registrou crescimento de 222% na demanda pelos serviços de Inteligência, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os atendimentos de Pronta Resposta cresceram 24%, enquanto o serviço de Acompanhamento Logístico apresentou alta de 36,8%.
Segundo o diretor executivo da Velox, Jeder Ribas, o setor passou a buscar soluções que combinem rapidez de atuação com capacidade de análise e produção de informações qualificadas. Para ele, responder a uma ocorrência continua sendo importante, mas antecipar riscos e fornecer inteligência para apoiar a tomada de decisões tornou-se um diferencial para as empresas.
PREVENÇÃO REDUZ PERDAS E FORTALECE AS OPERAÇÕES
A evolução da gestão de riscos acompanha as mudanças vividas pelo transporte rodoviário de cargas. Além dos roubos de carga, as empresas enfrentam desafios relacionados a desvios, fraudes, acidentes e outras situações que podem comprometer a continuidade das operações e elevar os custos logísticos.
Nesse contexto, cresce a integração entre tecnologias de monitoramento, investigação técnica e análise de dados, permitindo identificar vulnerabilidades, agilizar respostas e aumentar a eficiência na recuperação de ativos.
Durante o primeiro semestre deste ano, a Velox também registrou crescimento de 26% no número de atendimentos, aumento de 29,8% no faturamento e ampliou sua cobertura para 1.383 municípios brasileiros, expansão de 13% em relação ao mesmo período de 2025.
ATUAÇÃO TAMBÉM AVANÇA NO MERCADO INTERNACIONAL
Além da expansão nacional, a empresa fortaleceu sua presença em outros países da América do Sul. O Paraguai concentrou aproximadamente 80% das operações internacionais realizadas pela companhia, consolidando-se como o principal mercado externo.
A Velox presta serviços de pronta resposta, inteligência, sindicância, recuperação de ativos, regulação de sinistros e acompanhamento logístico para transportadoras, operadores logísticos, embarcadores, seguradoras, locadoras e empresas de gerenciamento de risco.
REFLEXOS PARA O TRANSPORTE NA BAHIA
Para o transporte rodoviário de cargas na Bahia, o fortalecimento da gestão de riscos também representa uma oportunidade de aumentar a segurança das operações. O estado possui localização estratégica, com corredores logísticos importantes, portos e intenso fluxo de mercadorias para as regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, o que exige planejamento e controle cada vez mais eficientes.
A adoção de ferramentas de inteligência e monitoramento pode contribuir para reduzir perdas, aumentar a confiabilidade das entregas, proteger motoristas e cargas e elevar a competitividade das transportadoras baianas em um mercado cada vez mais exigente.
por Setceb | jul 28, 2026 | Uncategorized
A BR-324 voltou a ser parcialmente interditada na manhã desta segunda-feira, 27 de julho, no quilômetro 604, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, no sentido Feira de Santana. Por volta das 7h50, equipes do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e da Polícia Rodoviária Federal constataram um novo afundamento no pavimento, no mesmo ponto que já havia causado transtornos ao longo do mês. A faixa da esquerda foi bloqueada e o tráfego passou a ser desviado para a faixa da direita e para uma via marginal próxima ao Corpo de Bombeiros do município.
Este é o terceiro episódio de instabilidade na pista em menos de três semanas no mesmo trecho. O primeiro ocorreu em 7 de julho, quando uma cratera se abriu no local, provocando congestionamentos de até 7 quilômetros e levando a uma interdição que durou cerca de 13 dias, até a reabertura completa em 19 de julho. Poucos dias depois, em 24 de julho, um novo problema — desta vez o rompimento de uma tubulação da rede de drenagem — reabriu uma cratera na pista, exigindo nova intervenção emergencial e novo fechamento parcial da via. Agora, em 27 de julho, um novo afundamento reacende o problema pela terceira vez.
Segundo o Dnit, a causa é um processo erosivo sob o aterro da rodovia, provocado por falha estrutural em uma antiga tubulação de drenagem enterrada sob a pista. Diante da gravidade da situação, o governo federal chegou a decretar estado de emergência para o trecho em 14 de julho, publicado em Diário Oficial, para agilizar as intervenções necessárias — mas o Dnit ainda não apresentou prazo definitivo para uma solução permanente. A Polícia Rodoviária Federal orienta os motoristas a reduzirem a velocidade ao passar pelo local, respeitarem a sinalização e, sempre que possível, utilizarem rotas alternativas, como a BA-526 (Estrada do Aeroporto/CIA), para evitar a região crítica.
por Setceb | jul 28, 2026 | Uncategorized
O custo do transporte rodoviário de cargas segue em trajetória de alta no Brasil. De acordo com o Índice Frete.com de Preços (IFP), o valor médio do frete aumentou 16,8% nos últimos 12 meses, reflexo do crescimento das despesas operacionais enfrentadas pelas transportadoras.
Na prática, esse cenário significa que transportar mercadorias ficou mais caro. Entre os fatores que mais pressionam os custos estão o preço do diesel, manutenção da frota, pneus, peças, pedágios, seguros e mão de obra, itens que impactam diretamente a formação do frete.
Em abril, os caminhões com carroceria baú apresentaram o maior valor médio entre as categorias avaliadas pelo levantamento, alcançando R$ 0,677 por tonelada por quilômetro rodado. O indicador representa o custo médio para transportar uma tonelada de carga ao longo de um quilômetro.
O estudo também identificou diferenças entre as regiões do país. O Sudeste registrou o maior valor médio do frete, chegando a R$ 0,472 por tonelada/km, resultado associado ao elevado volume de cargas movimentadas, à forte atividade industrial e à intensa demanda logística.
REAJUSTE DO FRETE NEM SEMPRE REPRESENTA MAIS RENTABILIDADE
Apesar da alta registrada pelo índice, o aumento no valor do frete não significa, necessariamente, ganho financeiro para as transportadoras.
Segundo José Alberto Panzan, diretor da Anacirema Transportes e vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Campinas e Região (SINDICAMP), grande parte dos reajustes apenas acompanha a elevação dos custos operacionais acumulados nos últimos anos.
De acordo com o executivo, o transporte rodoviário trabalha com margens cada vez mais apertadas e depende de uma remuneração compatível com os investimentos necessários para manter a operação funcionando com qualidade e segurança.
DIESEL CONTINUA ENTRE OS PRINCIPAIS FATORES DE PRESSÃO
O combustível permanece como um dos maiores componentes do custo operacional das empresas de transporte. Como o diesel representa uma parcela significativa das despesas de cada viagem, qualquer alteração em seu preço influencia diretamente o cálculo do frete.
Além do combustível, gastos com manutenção preventiva, reposição de peças, pneus, salários, seguros e infraestrutura operacional continuam pressionando o orçamento das transportadoras.
Diante desse cenário, muitas empresas vêm reforçando investimentos em tecnologia, automação de processos, monitoramento das operações e gestão de dados para reduzir desperdícios e aumentar a produtividade.
REPASSE DOS CUSTOS SEGUE COMO DESAFIO
Mesmo com a elevação dos custos, nem sempre as transportadoras conseguem reajustar seus contratos na mesma velocidade.
A forte concorrência no setor faz com que muitas empresas absorvam parte das despesas para manter clientes, reduzindo suas margens de lucro e limitando a capacidade de investir em renovação da frota, inovação, manutenção e expansão da estrutura.
Segundo Panzan, quando o frete não acompanha a realidade dos custos operacionais, a saúde financeira das transportadoras acaba sendo comprometida gradualmente.
PARCERIAS CONTRIBUEM PARA MAIOR PREVISIBILIDADE
Para enfrentar esse cenário, especialistas defendem relações comerciais mais duradouras entre transportadoras, embarcadores e fornecedores.
Contratos de longo prazo proporcionam maior previsibilidade financeira, facilitam o planejamento operacional e permitem negociações mais equilibradas ao longo da cadeia logística.
Como o transporte rodoviário está presente em praticamente todas as atividades econômicas, oscilações no valor do frete acabam refletindo também sobre a indústria, o agronegócio, o comércio e, consequentemente, sobre o consumidor.
IMPACTO PARA O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS NA BAHIA
Na Bahia, onde o transporte rodoviário é fundamental para conectar polos industriais, o agronegócio, os portos e os centros de distribuição, o aumento dos custos operacionais reforça a necessidade de uma gestão cada vez mais eficiente das frotas.
Para manter a competitividade, as transportadoras baianas precisam investir em planejamento, tecnologia, controle de custos e produtividade, buscando equilibrar a sustentabilidade financeira da operação sem comprometer a qualidade dos serviços prestados. O desafio é encontrar um ponto de equilíbrio entre a remuneração adequada do frete e a manutenção da competitividade em um mercado cada vez mais exigente.