por Setceb | ago 18, 2026 | Uncategorized
Como desdobramento do processo de atualização dos custos da tabela de piso mínimo do frete, que já vinha sendo conduzido pela ANTT desde o início do mês por meio de uma pesquisa nacional junto às transportadoras, a agência abriu, nesta segunda-feira, 17 de agosto, a Tomada de Subsídios nº 003/2026 — processo público destinado a coletar dados técnicos que subsidiem a revisão da metodologia usada no cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário remunerado de cargas. O período de envio de contribuições vai das 9h do dia 17 às 18h do dia 26 de agosto, sempre no horário de Brasília.
A iniciativa parte da própria agência reguladora e busca ampliar a base de informações usada para calcular os coeficientes que hoje sustentam a Resolução ANTT nº 5.867/2020, norma que define os valores mínimos por quilômetro rodado conforme o tipo de carga e a configuração de eixos do veículo. A consulta é aberta ao público em geral, mas mira principalmente transportadoras, embarcadores e entidades representativas do setor.
Segundo a ANTT, o objetivo é qualificar a avaliação dos custos operacionais considerando particularidades da atividade, como o número de eixos carregados e os diferentes tipos de operação de transporte de cargas praticados no país. A resolução em revisão é a mesma base normativa usada para calcular a tabela de piso mínimo do frete atualmente em vigor, que já passou por atualização em resolução mais recente, a de nº 6.084/2026.
As contribuições devem ser enviadas por meio da plataforma ParticipANTT (participantt.antt.gov.br), e dúvidas podem ser encaminhadas ao e-mail institucional criado especificamente para esta rodada de consulta, ts003_2026@antt.gov.br. O processo se soma a um histórico de tomadas de subsídio semelhantes promovidas pela agência nos últimos anos para calibrar a política de pisos mínimos de frete rodoviário.
A abertura do prazo interessa diretamente às transportadoras da Bahia associadas ao SETCEB, que podem enviar dados de custo operacional próprios da região para influenciar os coeficientes que impactarão o piso mínimo aplicável às cargas originadas ou destinadas ao estado. Entidades do setor costumam orientar suas associadas a participar ativamente desse tipo de consulta, já que os coeficientes resultantes afetam diretamente a remuneração mínima legal dos fretes rodoviários em todo o país.
Fonte: FETRANSUL
por Setceb | ago 18, 2026 | Uncategorized
O Banco Central informou nesta segunda-feira (17) que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto, recuou 0,6% em junho na comparação com maio, já descontados os efeitos sazonais. O resultado veio pior que o esperado pelo mercado financeiro.
O indicador é divulgado mensalmente pela autarquia e funciona como termômetro complementar ao PIB oficial, apurado trimestralmente pelo IBGE, sendo um dos insumos utilizados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para embasar decisões sobre a taxa básica de juros.
Na comparação trimestral, o IBC-Br avançou 0,2%, enquanto na comparação interanual, entre junho de 2026 e junho de 2025, o crescimento foi de 2,4%. No acumulado de doze meses até junho, o índice registrou alta de 1,5%.
A abertura por setores mostrou desempenho desigual em junho. A indústria recuou 1,4% frente ao mês anterior, enquanto o setor de serviços caiu 0,5%. A agropecuária foi o único destaque positivo, com avanço de 1% no período; sem essa contribuição, o IBC-Br teria registrado queda ainda mais acentuada, de 0,9%.
O resultado reforça a leitura de que a economia brasileira perdeu ritmo ao longo do segundo trimestre, após um início de ano mais aquecido, em meio à manutenção da taxa Selic em patamar elevado e ao encarecimento do crédito para empresas e famílias.
Para o setor de transporte de cargas, a desaceleração da indústria e dos serviços, os dois segmentos que mais demandam frete rodoviário no país, é um sinal de alerta sobre o volume de carga a ser transportado nos próximos meses. Uma atividade econômica mais fraca tende a se traduzir em menor demanda por transporte de insumos e produtos industrializados, pressionando a rentabilidade das transportadoras em um momento de custos ainda elevados.
Na Bahia, onde a indústria química e petroquímica de Camaçari e o agronegócio do oeste do estado respondem por parcela relevante do frete rodoviário contratado, a perspectiva de moderação da atividade nacional reforça a necessidade de as transportadoras associadas ao SETCEB monitorarem de perto a evolução de encomendas industriais e agrícolas, de modo a ajustar a operação da frota a um cenário de demanda potencialmente mais contida no segundo semestre.
Fonte: Agência Brasil
por Setceb | ago 18, 2026 | Uncategorized
Os preços internacionais do petróleo dispararam nesta segunda-feira (17), com o Brent para outubro fechando em alta de 2,65%, a US$ 90,87 o barril, e o WTI para setembro subindo 2,55%, a US$ 84,50 o barril, movimento diretamente ligado ao aumento da tensão entre Estados Unidos e Irã.
A alta foi motivada pelo vencimento, nesta segunda-feira, do memorando de entendimento entre Washington e Teerã. Autoridades iranianas afirmaram estar prontas para agir contra eventuais ataques dos Estados Unidos ou de Israel, reacendendo o temor de um conflito capaz de afetar rotas globais de transporte de petróleo.
O presidente americano, Donald Trump, reiterou que seu principal objetivo é impedir que o Irã desenvolva armamento nuclear e ameaçou bombardear Omã caso o país interfira nos planos dos Estados Unidos para o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte marítimo de petróleo do mundo.
O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz já caiu cerca de 20% nos últimos dias, enquanto o tráfego pelo Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, aumentou aproximadamente 7%, apesar de ataques contínuos na região. Uma analista do banco japonês MUFG avaliou que a incerteza geopolítica contínua e os riscos a rotas-chave mantêm embutido nos preços do petróleo um prêmio de risco substancial.
Em sentido contrário, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, minimizou o risco de um conflito prolongado, argumentando que o aumento da produção energética americana seria capaz de compensar eventual redução do fluxo de navegação pelo estreito iraniano.
A elevação do barril de petróleo no mercado internacional é um dos principais vetores de repasse para os preços de diesel e gasolina no Brasil, já que a Petrobras utiliza referências internacionais em sua política de preços. Para o setor de transporte de cargas, cujo insumo mais relevante é justamente o óleo diesel, uma escalada geopolítica sustentada tende a se traduzir, com defasagem, em pressão de custos sobre o frete rodoviário nacional.
O impacto potencial se estende à Bahia, estado com forte dependência do transporte rodoviário para escoar produção agrícola do oeste baiano, cargas do Polo Industrial de Camaçari e produtos movimentados pelos portos de Salvador, Aratu e Ilhéus; caso a tensão no Oriente Médio se traduza em novos reajustes de diesel nas refinarias, as transportadoras associadas ao SETCEB tendem a sentir o efeito de forma direta na margem operacional, dado o peso do combustível na composição do frete.
Fonte: InfoMoney
por Setceb | ago 18, 2026 | Uncategorized
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, no Diário Oficial da União, a Resolução ANTT nº 6.086, de 14 de agosto de 2026, que institui o Selo ESG Cargas, programa de reconhecimento voltado a transportadoras de cargas que comprovem práticas responsáveis nas dimensões ambiental, social e de governança. A existência da norma foi noticiada em 17 de agosto de 2026 pelo Blog do Caminhoneiro, um dos principais veículos especializados do setor rodoviário de cargas no país.
O selo nasce de um processo regulatório conduzido pela ANTT desde 2025, quando a agência abriu consulta pública sobre a proposta, recebendo contribuições de transportadores, entidades sindicais patronais e laborais e especialistas em logística até setembro daquele ano. Em abril de 2026, a agência reabriu a audiência para compatibilizar o novo instrumento com o Selo MelhorAR, mantido pela Infra S.A., evitando sobreposição de exigências ambientais entre os dois programas.
A resolução organiza o Selo ESG Cargas em três eixos. No pilar ambiental, entram a redução de emissões de gases de efeito estufa, o uso racional de recursos e a modernização da frota, podendo a empresa já certificada pelo Selo MelhorAR aproveitar essa certificação como prova de conformidade ambiental. No pilar de governança, avaliam-se a regularidade da transportadora perante o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) e o cumprimento de obrigações operacionais e documentais junto à agência.
O pilar social é o que mais interessa diretamente à advocacia trabalhista do setor. Segundo os critérios apresentados pela ANTT ao longo do processo de consulta que resultou na resolução, a dimensão social contempla segurança viária, dignidade no trabalho, incentivo à diversidade e à inclusão de mão de obra, além de impactos sobre as comunidades atravessadas pela operação de transporte. A própria agência estabeleceu como condição de exclusão do programa a existência de condenação da transportadora por exploração de trabalho infantil ou por submissão de trabalhadores a condição análoga à de escravo, hipóteses que afastam de imediato a empresa de qualquer possibilidade de obter o reconhecimento.
A avaliação para concessão do selo será feita a partir de dados oficiais já disponíveis à ANTT, como os registrados no Conhecimento de Transporte Eletrônico e no Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, cruzados com certificações reconhecidas pelo mercado. A adesão é voluntária, e a resolução deixa expresso que a ausência do selo não pode ser usada como critério obrigatório de exclusão em licitações públicas, salvo se legislação específica dispuser de outra forma.
Do ponto de vista jurídico-trabalhista, a novidade relevante não é a criação de uma obrigação nova para as transportadoras, mas a formalização, por norma federal, de um vínculo direto entre regularidade trabalhista, ausência de trabalho escravo ou infantil na cadeia de transporte e acesso a um instrumento de mercado com valor comercial. Transportadoras que já mantêm PPRA, PCMSO, controle de jornada de motoristas em conformidade com a Lei do Motorista e políticas de diversidade em vigor terão argumento adicional para buscar o selo como ativo de reputação perante clientes, ao passo que empresas com passivo trabalhista relevante ficam formalmente alijadas do reconhecimento.
Para as transportadoras associadas ao SETCEB, a repercussão prática passa por dois pontos: empresas baianas que pretendam disputar contratos com indústrias, tradings e grandes redes varejistas que já exigem evidências de conformidade ESG podem se antecipar organizando a documentação de compliance trabalhista e ambiental; e o texto reforça que decisões condenatórias por trabalho análogo ao de escravo ou exploração de mão de obra infantil passam a ter efeito colateral direto sobre a competitividade comercial da transportadora, o que deve ser levado em conta pelos departamentos jurídicos e de recursos humanos das empresas do setor na Bahia.
Fonte: Blog do Caminhoneiro
por Setceb | ago 17, 2026 | Uncategorized
O governo federal deu início formal ao processo de reciprocidade econômica contra os Estados Unidos, em resposta às tarifas adicionais impostas por Washington a produtos brasileiros, enquanto entidades do setor produtivo alertam para o risco de que a disputa comercial eleve custos e ameace investimentos e empregos no país.
A informação foi divulgada pela CNN Brasil, que reuniu no mesmo texto o posicionamento do governo, a leitura de entidades empresariais e a repercussão institucional do caso. O argumento central do Executivo é o de que a Lei da Reciprocidade Econômica funciona como instrumento de pressão diplomática e comercial diante de barreiras impostas por outro país, sem significar, por si só, elevação automática de tarifas brasileiras.
Do ponto de vista técnico, o mecanismo acionado é o previsto na Lei nº 15.122, sancionada em abril de 2025, que autoriza o governo brasileiro a adotar respostas equivalentes a barreiras comerciais que prejudiquem a competitividade de produtos e empresas do país. Entre as opções previstas estão a aplicação de tarifas recíprocas, o acionamento de mecanismos da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a revisão de acordos comerciais que beneficiem os Estados Unidos.
O processo foi aberto em resposta às tarifas impostas por Washington em 22 de julho, que incluem uma sobretaxa adicional de 25% sobre uma lista de produtos brasileiros. Segundo o levantamento, quando somada a outra tarifa de 12,5% relacionada a investigações sobre uso de mão de obra forçada, a alíquota total pode chegar a 37,5% sobre determinados itens exportados pelo Brasil aos EUA.
Do lado empresarial, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) alertou que eventuais tarifas sobre insumos, máquinas e tecnologia importados podem encarecer a produção nacional e colocar em risco investimentos e postos de trabalho. Já a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham) declarou que contramedidas brasileiras podem elevar custos para empresas e consumidores e provocar disrupção em cadeias de suprimento, efeito que tende a se propagar por toda a cadeia logística que sustenta o comércio exterior.
No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a decisão de acionar a lei, afirmando não ter intenção de buscar confronto com os Estados Unidos. Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo vai avaliar os efeitos concretos das tarifas e ouvir representantes do setor empresarial antes de decidir sobre a aplicação de eventuais medidas de retaliação. Autoridades reforçaram que a simples abertura do processo administrativo não implica, automaticamente, a adoção de contramedidas.
A partir de agora, a expectativa é de que o caso siga em análise na Câmara de Comércio Exterior (Camex), com prazo que pode se estender por semanas, enquanto o Itamaraty mantém canais de negociação abertos com Washington na tentativa de evitar uma escalada da disputa tarifária.
Para o setor de transporte de cargas, o desenrolar dessa disputa comercial tem efeito direto sobre volumes de frete e sobre custos operacionais. Uma eventual escalada tarifária tende a reduzir o volume de cargas destinadas à exportação para os Estados Unidos, obrigando embarcadores a redirecionar fluxos logísticos para outros destinos e portos, enquanto contramedidas brasileiras sobre produtos importados dos EUA — que incluem maquinário, peças e insumos usados pela própria indústria de transporte — podem pressionar para cima o custo de reposição de frotas e equipamentos.
Para as transportadoras baianas, que dependem do escoamento de commodities agrícolas, químicas e industriais pelos portos do estado, a incerteza sobre o desfecho da disputa reforça a necessidade de acompanhamento próximo das definições da Camex, já que mudanças na rota e no volume das exportações nacionais afetam diretamente a demanda por frete rodoviário de longa distância na região.
Fonte: CNN Brasil
por Setceb | ago 17, 2026 | Uncategorized
O vereador Jurandy Carvalho (PSDB), de Feira de Santana, cobrou formalmente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) esclarecimentos sobre a interrupção da iluminação pública em um trecho da BR-116, no acesso ao distrito de Ipuaçu, no centro-norte da Bahia.
O pedido foi apresentado por meio de requerimento protocolado na Câmara Municipal de Feira de Santana e teve repercussão divulgada pelo Jornal Grande Bahia (JGB) na noite deste sábado (15). Segundo o parlamentar, o objetivo é identificar qual órgão detém a responsabilidade pela manutenção do sistema de iluminação naquele ponto da rodovia federal e pressionar por uma solução rápida.
O trecho em questão fica no km 7 da BR-116, entre o posto da Polícia Rodoviária Federal e a entrada do distrito de Ipuaçu, área de acesso frequentemente utilizada por veículos de carga que circulam pela região metropolitana de Feira de Santana, um dos principais entroncamentos rodoviários do interior baiano.
De acordo com o vereador, o DNIT desligou a iluminação do local há cerca de um mês, deixando o trecho completamente escuro durante a noite.
Carvalho associou a ausência de luz ao aumento do risco de acidentes de trânsito e também a uma maior exposição a assaltos na via, argumento central usado para justificar a urgência da cobrança ao órgão federal.
Até a divulgação da matéria, o DNIT não havia apresentado resposta oficial sobre a responsabilidade pela manutenção da iluminação nem sobre um prazo para religar o sistema no trecho.
O requerimento segue tramitando na Câmara Municipal e aguarda retorno do órgão federal responsável pela gestão da BR-116 nesse segmento da rodovia.
Para as transportadoras e caminhoneiros que trafegam pela BR-116 no acesso a Feira de Santana, a manutenção da iluminação nesse trecho tem relação direta com a segurança das operações noturnas: pontos escuros em rodovias federais são historicamente associados a maior incidência de assaltos a cargas e a acidentes, o que reforça a importância de cobranças como essa para a rotina de quem depende da via para o escoamento de mercadorias no interior do estado.
Fonte: Jornal Grande Bahia (JGB)