COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO DA BAHIA CRESCE 11,4% EM JUNHO E SUPERA MÉDIAS DO NORDESTE E DO BRASIL

COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO DA BAHIA CRESCE 11,4% EM JUNHO E SUPERA MÉDIAS DO NORDESTE E DO BRASIL

O comércio varejista ampliado da Bahia registrou crescimento de 11,4% em junho de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo estudo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), vinculado ao Banco do Nordeste (BNB).

O resultado colocou a Bahia na segunda posição entre os estados nordestinos, atrás apenas de Pernambuco, que registrou alta de 13,9% no período. O desempenho baiano superou tanto a média da região Nordeste, de 6,2%, quanto a média nacional, de 4,9%.

Segundo o levantamento, o crescimento foi impulsionado pela melhora do mercado de trabalho, pelo aumento da renda real da população e pela continuidade de programas de transferência de renda, ainda que os juros elevados sigam sendo apontados como fator que limita uma expansão ainda maior do consumo.

Como parte da estratégia de apoio ao crescimento do comércio e da economia regional, o Banco do Nordeste ampliou o apoio ao crédito por meio de três linhas de financiamento: o FNE, voltado a expansão, modernização e investimentos; o FNE Giro, destinado a capital de giro e aquisição de mercadorias; e o Crediamigo, linha de microcrédito urbano.

O desempenho do varejo ampliado — categoria que inclui, além do comércio tradicional, segmentos como veículos, material de construção e atacado — costuma refletir diretamente o volume de cargas fracionadas e de entregas de última milha (last-mile) circulando dentro do estado.

Para o setor de transporte rodoviário de cargas, um crescimento do comércio acima da média nacional sinaliza aumento da demanda por transporte de mercadorias entre centros de distribuição, lojas e consumidores finais na Bahia, especialmente em segmentos como material de construção e bens duráveis, que dependem intensamente de frete rodoviário.

O movimento também reforça a relevância de linhas de crédito voltadas a capital de giro para as transportadoras baianas, já que o aumento do volume de entregas costuma pressionar a necessidade de caixa das empresas para financiar combustível, manutenção de frota e contratação de mão de obra em períodos de maior demanda.

As linhas do FNE e do Crediamigo, ampliadas pelo BNB no contexto desse crescimento, podem ser uma alternativa de financiamento a ser avaliada por transportadoras associadas ao SETCEB que precisem reforçar capital de giro para acompanhar o ritmo de expansão do comércio baiano nos próximos meses.

Fonte: Jornal Grande Bahia (dados Etene/BNB)

PRF RESTRINGE TRÁFEGO DE CAMINHÕES EM RODOVIAS FEDERAIS DURANTE FERIADO DA INDEPENDÊNCIA

PRF RESTRINGE TRÁFEGO DE CAMINHÕES EM RODOVIAS FEDERAIS DURANTE FERIADO DA INDEPENDÊNCIA

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai restringir a circulação de veículos de carga com dimensões acima dos limites regulamentares em rodovias federais de pista simples em todo o país entre a próxima sexta-feira, dia 4, e a segunda-feira, dia 7 de setembro, em razão do feriado da Independência do Brasil.

A medida foi divulgada pela corporação como parte do planejamento operacional de feriados prolongados, que costuma incluir o reforço da fiscalização e a limitação temporária de deslocamentos de cargas especiais nos trechos de maior fluxo de veículos.

Serão impedidos de trafegar durante o período os veículos e as combinações de veículos que ultrapassem 2,60 metros de largura, 4,40 metros de altura, 19,80 metros de comprimento total ou 58,5 toneladas de peso bruto combinado, conforme os parâmetros regulamentares em vigor.

A restrição vale para as rodovias federais de pista simples de todo o território nacional, com exceção dos estados do Mato Grosso do Sul, Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima, que ficam fora da medida.

Segundo a PRF, veículos de grande porte trafegando em pistas simples durante períodos de feriado dificultam as manobras de ultrapassagem, aumentam o tempo de viagem dos demais usuários da via e elevam o risco de colisões, o que justifica a limitação temporária.

Quem for flagrado descumprindo a restrição está sujeito a autuação por infração de natureza média, com cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação e multa de R$ 130,16, além da retenção do veículo até o fim do período de restrição.

Mais informações sobre os trechos específicos e os horários de vigência da medida podem ser consultadas diretamente no site da PRF, no endereço gov.br/prf.

Para transportadoras e caminhoneiros baianos que atravessam rodovias federais de pista simples rumo a outros estados durante o feriado prolongado, a orientação é planejar o deslocamento de cargas fora dos limites regulamentares com antecedência, já que operações programadas para o período de restrição podem sofrer atrasos ou exigir rotas alternativas até a liberação do tráfego, na segunda-feira à noite.

Fonte: Blog do Caminhoneiro

PIB CRESCE 0,5% NO 2º TRIMESTRE COM DESTAQUE PARA A AGROPECUÁRIA, E DADO SINALIZA PRESSÃO SOBRE O FRETE AGRÍCOLA

PIB CRESCE 0,5% NO 2º TRIMESTRE COM DESTAQUE PARA A AGROPECUÁRIA, E DADO SINALIZA PRESSÃO SOBRE O FRETE AGRÍCOLA

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 na comparação com os três meses anteriores, segundo dado divulgado pelo IBGE nesta semana, resultado acima da expectativa média do mercado, que projetava alta de 0,4% no período.

O levantamento do instituto mostrou avanço de 2% do PIB frente ao mesmo trimestre de 2025, e alta acumulada de 1,9% nos quatro trimestres encerrados em junho. O valor total da economia brasileira no período somou R$ 3,4 trilhões, sendo R$ 2,9 trilhões em valor adicionado e R$ 487,9 bilhões em impostos líquidos sobre produtos.

Entre os setores pesquisados, a agropecuária teve o melhor desempenho do trimestre, com crescimento de 2,8%, puxado pela alta de 5,3% na produção de soja e de 15,1% na de café — duas culturas com peso direto na demanda por frete rodoviário de cargas no país.

A indústria cresceu 0,1% no período, com desempenho misto entre os segmentos: a indústria extrativa avançou 3,4%, enquanto a indústria de transformação recuou 0,4%. O setor de serviços teve alta de 0,2% no trimestre.

Na contramão do resultado agropecuário, as exportações caíram 0,8% no trimestre, e o consumo das famílias recuou 0,4% — sinais que, combinados, indicam um cenário de demanda externa mais fraca mesmo com a safra agrícola em expansão.

O indicador de preços da soja mais recente, divulgado pelo Cepea/Esalq com referência a 2 de setembro, mostrava a saca de 60 quilos cotada a R$ 152,61, com variação diária de -0,29% — dado que ajuda a dimensionar o cenário de preços em que a safra recorde está sendo comercializada e transportada.

Para o setor de transporte rodoviário de cargas, o crescimento da agropecuária tende a sustentar a demanda por frete de granéis agrícolas nos próximos meses, especialmente nas rotas que ligam regiões produtoras a portos e terminais de escoamento. A oeste da Bahia, um dos principais polos de produção de soja e algodão do Nordeste, esse movimento tende a se refletir diretamente na demanda por caminhões-graneleiros e por operações de transporte de longa distância até os corredores de exportação.

Ao mesmo tempo, a queda nas exportações no trimestre é um sinal de atenção para transportadoras que dependem do fluxo de cargas com destino a portos, já que uma desaceleração mais prolongada da demanda externa pode se refletir em menor volume de frete de longa distância voltado à exportação nos trimestres seguintes.

Fonte: IBGE / CNN Brasil / Cepea-Esalq

UNIÃO EUROPEIA SUSPENDE IMPORTAÇÃO DE CARNES E OUTROS PRODUTOS ANIMAIS DO BRASIL, COM IMPACTO DE ATÉ US$ 2 BILHÕES AO ANO

UNIÃO EUROPEIA SUSPENDE IMPORTAÇÃO DE CARNES E OUTROS PRODUTOS ANIMAIS DO BRASIL, COM IMPACTO DE ATÉ US$ 2 BILHÕES AO ANO

A União Europeia suspendeu, a partir desta quinta-feira, a importação de carne bovina, de frango, suína, além de mel, pescados e ovos produzidos no Brasil, alegando insuficiência nos mecanismos brasileiros de controle do uso de antimicrobianos na produção animal.

A medida foi comunicada pelas autoridades sanitárias europeias e não decorre de qualquer contaminação ou problema sanitário identificado em lotes específicos, mas de uma avaliação mais ampla sobre os protocolos de rastreabilidade e controle de resíduos de antimicrobianos adotados pela cadeia produtiva brasileira.

O impacto financeiro estimado da suspensão é de até US$ 2 bilhões por ano para o agronegócio brasileiro. Somente as exportações de carne bovina para o bloco europeu somaram cerca de US$ 1,7 bilhão em 2025, o que dá a dimensão do peso do mercado europeu para o setor.

Segundo o cronograma divulgado, uma auditoria de autoridades europeias nas cadeias de produção de frango e de mel ocorre nos dias 3 e 4 de setembro, com resultado da análise esperado em cerca de dois meses. A expectativa é de que as exportações de frango possam ser retomadas ainda em 2026, enquanto a normalização das exportações de carne bovina, por ter ciclo produtivo mais longo, só deve ocorrer entre 24 e 36 meses.

Em resposta, o governo brasileiro anunciou a proibição do uso de antimicrobianos específicos identificados como problemáticos pelas autoridades europeias e a criação de um novo protocolo de rastreabilidade da produção animal, que passa a acompanhar o processo "do nascimento até o abate".

A suspensão atinge diretamente cadeias produtivas com forte presença logística rodoviária no país, já que boa parte do transporte de proteína animal entre frigoríficos, armazéns e portos de exportação depende de frotas de caminhões refrigerados.

A redução no volume de exportações de carnes tende a se refletir na demanda por transporte de cargas frigorificadas com destino aos portos brasileiros, incluindo rotas que passam por terminais do Nordeste, podendo pressionar a ocupação e os fretes praticados por frotas especializadas em carga refrigerada enquanto durar a suspensão.

Para transportadoras baianas que atendem frigoríficos e operações de exportação de proteína animal, o desenrolar das negociações entre o governo brasileiro e a União Europeia nas próximas semanas é um fator a acompanhar de perto, já que a duração da suspensão — mais curta para o frango, mais longa para a carne bovina — deve definir o tamanho do impacto sobre o volume de frete frigorificado nos próximos meses.

Fonte: Agência Brasil (EBC)

SALVADOR TEM O DIESEL MAIS CARO ENTRE AS CAPITAIS DO NORDESTE, MOSTRA ANP, EM SEMANA DE QUEDA NACIONAL DO PREÇO

SALVADOR TEM O DIESEL MAIS CARO ENTRE AS CAPITAIS DO NORDESTE, MOSTRA ANP, EM SEMANA DE QUEDA NACIONAL DO PREÇO

O preço médio do óleo diesel comum (B S10) no Brasil recuou 0,15% na semana encerrada em 29 de agosto, para R$ 6,88 por litro, segundo a Síntese Semanal do Comportamento dos Preços dos Combustíveis, divulgada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na contramão da média nacional, Salvador registrou alta de 1,68% no mesmo período e chegou a R$ 7,28 por litro, o preço mais alto entre todas as capitais do Nordeste pesquisadas pela agência.

O levantamento é divulgado semanalmente pela ANP, com base em pesquisa de preços de revenda realizada em postos de todo o país, e corresponde à edição de nº 35 de 2026, com coleta de dados entre 23 e 29 de agosto — a mais recente disponível até o momento desta apuração. O boletim é um dos principais parâmetros públicos de acompanhamento do custo do combustível para o transporte rodoviário e costuma ser usado por transportadoras e sindicatos do setor para monitorar tendências regionais de preço.

Apesar do recuo semanal, o diesel S10 segue com alta acumulada de 13,34% em 12 meses no país, patamar que, embora elevado, representa uma desaceleração frente à edição anterior consultada nesta apuração: no fechamento de julho, a alta em 12 meses estava em 15,07%, com o litro cotado a R$ 6,95. A comparação indica que o ritmo de reajuste do diesel ao longo do último ano vem perdendo força, mas ainda corre acima da inflação geral do período.

As disparidades regionais seguem acentuadas. A maior cotação do país foi registrada em Rio Branco (AC), a R$ 8,04 por litro, enquanto o menor preço ficou em Porto Alegre (RS), a R$ 6,31 — uma diferença de R$ 1,73 entre os dois extremos, resultado direto de fatores como distância das refinarias, custos logísticos de distribuição e alíquotas estaduais de ICMS sobre o combustível.

Entre as capitais do Nordeste, Salvador aparece na ponta mais cara, à frente de Natal (R$ 7,04), Fortaleza (R$ 6,96), João Pessoa (R$ 6,94), São Luís (R$ 6,85), Maceió (R$ 6,83), Aracaju (R$ 6,73) e Recife (R$ 6,71). A alta semanal de 1,68% observada na capital baiana também destoa da tendência de queda ou estabilidade verificada na maior parte do país no mesmo período.

Levantamentos complementares de imprensa especializada sobre o fechamento de agosto mostram o diesel S10 como o combustível com a maior queda de preço no mês entre os três produtos acompanhados pela ANP (diesel, gasolina e GLP), com recuo de cerca de 1% ante julho — movimento que não impediu o preço em Salvador de seguir em rota de alta na última semana do mês.

Para as transportadoras baianas, o cenário reforça um desafio já conhecido: o combustível responde, em média, por cerca de um terço dos custos operacionais do transporte rodoviário de cargas, e ter o diesel mais caro entre todas as capitais nordestinas coloca as empresas sediadas na Bahia em desvantagem competitiva frente a concorrentes de estados vizinhos com preços mais baixos, como Pernambuco e Sergipe.

A ANP deve divulgar a próxima edição da Síntese Semanal já na primeira semana de setembro, o que permitirá verificar se a alta pontual registrada em Salvador se consolida ou se o movimento de acomodação observado no restante do país chega também à capital baiana. Até lá, o acompanhamento semanal do boletim segue como ferramenta importante para o planejamento de custos das transportadoras e para eventuais negociações de reajuste de frete no estado.

Fonte: Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – Síntese Semanal do Comportamento dos Preços dos Combustíveis, edição 35/2026, com dados complementares do portal Acessa.com

TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS AMPLIA GERAÇÃO DE EMPREGOS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026

TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS AMPLIA GERAÇÃO DE EMPREGOS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026

O transporte rodoviário de cargas manteve papel de destaque na geração de empregos no Brasil ao longo do primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o segmento criou 44.911 postos de trabalho, liderando a abertura de vagas entre as diferentes atividades do setor de transporte.

Com o resultado, o número de trabalhadores formais no transporte rodoviário de cargas chegou a 1.381.681 profissionais ao fim de junho, alta de 4,28% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação entre os primeiros semestres dos dois anos, o avanço na criação de vagas foi de 26,21%.

O desempenho reforça a importância do TRC para o mercado de trabalho e para a economia brasileira. Atualmente, o segmento responde por aproximadamente 47% dos empregos formais existentes no setor de transporte, evidenciando o peso da atividade na movimentação de mercadorias e no funcionamento das cadeias de abastecimento.

Os números fazem parte do Panorama CNT do Emprego no Transporte, elaborado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), com dados atualizados até junho. Considerando todas as atividades de transporte, o país encerrou o primeiro semestre com 2,95 milhões de trabalhadores formais, o maior estoque registrado para o período.

Somente em junho, o setor de transporte apresentou saldo positivo de 16.217 empregos, resultado 91,55% superior ao observado no mesmo mês do ano passado. Foram realizadas 133.884 admissões, crescimento de 12,44%, enquanto os desligamentos chegaram a 117.667, alta de 6,39%.

Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, os resultados mostram a capacidade do transporte de continuar gerando oportunidades mesmo diante dos desafios enfrentados pela economia. Segundo ela, a proximidade da marca de 3 milhões de empregos formais demonstra a relevância do setor para diferentes atividades produtivas espalhadas pelo país.

Além do crescimento no número de vagas, o mercado de trabalho do transporte também apresenta mudanças em seu perfil. As mulheres já representam 20,38% dos empregos formais do setor, somando 601.090 trabalhadoras. Em junho, elas responderam por 45,83% do saldo positivo de contratações, com 7.433 novas vagas.

Os trabalhadores mais jovens também tiveram participação significativa na expansão. A faixa entre 18 e 24 anos registrou saldo positivo de 8.680 empregos em junho, indicando uma presença crescente desse grupo nas novas oportunidades abertas pelo setor.

Regionalmente, São Paulo permanece na liderança. O estado concentrava 982.390 empregos formais no transporte em junho, aproximadamente um terço de todo o estoque nacional. No mês, foram criados 9.377 postos no estado, número que representa mais da metade das vagas abertas pelo setor em todo o Brasil.

Minas Gerais aparece na sequência, com 301.321 empregos formais, seguido pelo Rio de Janeiro, com 277.907, e pelo Paraná, com 208.390. Considerando apenas as novas vagas criadas em junho, depois de São Paulo aparecem Rio de Janeiro, com 1.120 postos; Paraná, com 1.075; e Bahia, com 896.

O avanço do emprego no transporte rodoviário de cargas demonstra que, além de garantir o abastecimento e conectar diferentes regiões do país, o segmento continua sendo um importante gerador de trabalho e renda. O crescimento das contratações também reforça a necessidade de mão de obra qualificada para acompanhar a demanda e os processos de modernização que vêm transformando a operação das transportadoras.

Fonte: Mundo Logística