por Setceb | set 3, 2026 | Uncategorized
O dólar comercial encerrou o pregão desta quarta-feira cotado a R$ 5,109, recuo de 0,91% frente ao fechamento anterior. Foi a terceira sessão consecutiva de queda da moeda americana, movimento que acompanhou um dia de forte otimismo nos ativos brasileiros.
A informação foi divulgada pelo mercado financeiro ao longo do pregão e consolidada por veículos especializados em cobertura de câmbio e bolsa ao fim do dia. O gatilho principal foi uma nova pesquisa do instituto Quaest sobre o cenário eleitoral de outubro, que mostrou Lula com 37% das intenções de voto no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 30% e Cury com 10%; no cenário de segundo turno, a disputa aparece tecnicamente empatada.
O Ibovespa, por sua vez, encerrou o dia em alta de 3,05%, aos 185.205,09 pontos, maior patamar desde maio e a 11ª sessão seguida de valorização. O volume financeiro negociado somou R$ 39,60 bilhões, com destaque para ações sensíveis a expectativas de mudança de governo, como Magazine Luiza (+16,88%) e Banco do Brasil (+5,54%).
No mercado de juros futuros, os contratos de DI recuaram ao longo de toda a curva, sinalizando que investidores passaram a precificar menor prêmio de risco fiscal no curto prazo. Ao mesmo tempo, indicadores domésticos divulgados no período mostraram um quadro de endividamento das famílias ainda em patamar historicamente alto, o que manteve cautela em setores dependentes de crédito.
O cenário externo também influenciou o pregão. O petróleo tipo WTI subiu 0,88%, para US$ 91,01 o barril, em meio a novos episódios de tensão entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o que levou a moeda iraniana a mínima histórica. Nos Estados Unidos, as bolsas de Nova York fecharam em alta, com o Dow Jones subindo 0,56%, enquanto os mercados europeus recuaram.
A combinação de real mais forte e petróleo em alta produz efeitos cruzados para o transporte rodoviário de cargas. A valorização do câmbio tende a aliviar, na margem, o custo de pneus, peças, componentes eletrônicos embarcados e caminhões importados, itens relevantes na planilha de custos das transportadoras. Por outro lado, o movimento de alta do petróleo no mercado internacional é acompanhado de perto pela Petrobras na formação do preço do diesel nas refinarias, de modo que o alívio cambial pode ser parcialmente neutralizado caso a cotação do barril se mantenha elevada nas próximas semanas.
Para transportadoras e caminhoneiros autônomos da Bahia, a oscilação do câmbio observada nesta quarta-feira reforça a importância de acompanhar de perto tanto a cotação do dólar quanto o comportamento do petróleo, já que ambos incidem diretamente sobre dois dos maiores itens de custo da atividade: manutenção de frota e combustível. A instabilidade do quadro eleitoral, que segue como principal vetor de volatilidade do câmbio até outubro, deve manter esse cenário de variações bruscas no curto prazo.
Fonte: InfoMoney
por Setceb | set 3, 2026 | Uncategorized
A votação em plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que extingue a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, não ocorreu nesta quarta-feira, 2 de setembro, como o governo esperava. Senadores de oposição promoveram uma ação coordenada para esvaziar o plenário do Senado e impedir o quórum necessário à votação, horas depois de a proposta ter sido aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa.
A informação foi divulgada pelo Senado Federal e por agências de notícias ao final da tarde e início da noite desta quarta-feira. Segundo os relatos, a obstrução foi liderada pelos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN), que orientaram parte da bancada de oposição a deixar o plenário no momento da votação, esvaziando o quórum.
Por se tratar de emenda constitucional, a aprovação da PEC exige o voto favorável de pelo menos 49 dos 81 senadores — três quintos da Casa —, em dois turnos de votação. Segundo apurado, o governo contava com apenas 53 ou 54 votos favoráveis confirmados, margem considerada estreita e vulnerável a uma manobra de esvaziamento como a registrada nesta quarta.
Pelo texto aprovado na CCJ, a redução da jornada ocorreria de forma escalonada: dois meses após a promulgação da emenda, a jornada semanal máxima cairia de 44 para 42 horas, chegando a 40 horas um ano e dois meses depois. O segundo dia de descanso semanal remunerado, por sua vez, passaria a valer já nos dois primeiros meses após a promulgação, e as empresas teriam até um ano para adequar contratos e escalas às novas regras.
Diante do impasse, o líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues, afirmou que o esforço concentrado de votações da matéria deve ocorrer na segunda semana de outubro, caso não seja possível aprová-la antes. O prazo ideal do governo é concluir a votação antes de 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições, mas Rodrigues garantiu que a PEC será votada "até o final de outubro", independentemente do resultado do primeiro turno.
O adiamento chega poucos dias depois de lideranças do empresariado baiano, com participação da Federação das Empresas de Transportes dos Estados da Bahia e Sergipe (Fetrabase), terem se manifestado publicamente pedindo o adiamento da mudança na escala 6x1, alegando preocupação com o impacto de custos sobre as empresas do estado. A obstrução desta quarta-feira, na prática, concede ao setor produtivo baiano e a outras entidades empresariais um novo intervalo para intensificar essa articulação antes da nova tentativa de votação.
O debate sobre o alcance da PEC sobre o transporte rodoviário de cargas especificamente segue em aberto. Como já vinha sendo sinalizado pelo Ministério dos Transportes, os motoristas profissionais de caminhão são regidos por legislação própria — a Lei do Motorista (Lei 13.103/2015) —, o que tende a manter eventuais mudanças em sua jornada fora do alcance direto da emenda de aplicação geral, ainda que o restante da força de trabalho das transportadoras, como pessoal administrativo, de manutenção e de pátio, possa ser diretamente afetado.
Para as transportadoras baianas, o adiamento da votação para outubro representa um alívio temporário, mas não elimina a necessidade de acompanhamento do tema. Com a matéria associada ao calendário eleitoral e sujeita a nova tentativa de obstrução, o SETCEB e demais entidades do setor devem manter a mobilização iniciada nos últimos dias, monitorando tanto a data da nova sessão de votação quanto o desenho da regulamentação que deverá tratar das categorias com regimes de trabalho especiais.
Fonte: Agência Brasil e Senado Notícias
por Setceb | set 2, 2026 | Uncategorized
O SETCEB — Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado da Bahia — promoveu um encontro que reuniu os Núcleos da COMJOVEM Bahia, Nordeste e Recife para uma apresentação da FABET sobre gestão econômico-financeira voltada ao empresário do transporte rodoviário de cargas (TRC).
A palestra, ministrada pelo Prof. Adm. Carlos Augusto Silveira, teve como tema central "Empresas de Transportes Mais Rentáveis e Lucrativas Através da Viagem Perfeita" e trouxe aos jovens empresários presentes ferramentas práticas para melhorar a saúde financeira de suas transportadoras.
O relógio das receitas x o relógio dos gastos
Logo no início, o palestrante provocou os presentes com uma pergunta que resume o desafio de qualquer transportador: quando o ritmo de entrada de receitas passa a superar o ritmo de saída dos gastos? Usando a metáfora dos "dois relógios" — o das receitas e o dos gastos — Carlos Augusto Silveira mostrou como acelerar o primeiro e desacelerar o segundo é o caminho para a rentabilidade.
Interpretar números para decidir melhor
Um dos pontos altos do encontro foi a explicação sobre como ler os relatórios contábeis da empresa. O palestrante detalhou o Balanço Patrimonial — que mostra, em uma data específica, o que a empresa tem, deve e possui de direitos — e o Demonstrativo de Resultado, que revela se a operação está dando lucro ou prejuízo em um determinado período. A partir desses dois documentos, indicadores como liquidez, endividamento, margem de contribuição e ponto de equilíbrio se tornam aliados na tomada de decisão.
A matemática por trás do frete
Em um exercício prático, o público acompanhou o cálculo do faturamento mensal necessário para que um conjunto rodoviário gere a rentabilidade esperada, levando em conta investimento, depreciação, custos fixos e variáveis, quilometragem, tributos e comissão de motorista. O resultado foi a demonstração do Ponto de Equilíbrio Econômico: o valor mínimo de receita que cobre todos os custos, sem lucro nem prejuízo — um número essencial para qualquer transportador que precisa precificar seu frete com segurança.
Os três pilares da "viagem perfeita"
Para fechar a apresentação, o Prof. Carlos Augusto Silveira resumiu sua mensagem em três verbos: SABER, atuando com domínio técnico sobre finanças e custos; COMPRAR, negociando como um verdadeiro especialista em vendas na hora de adquirir insumos, veículos e serviços; e CONSUMIR, com controle rigoroso da operação para eliminar desperdícios no dia a dia.
O encontro reforça o compromisso do SETCEB em capacitar a nova geração de empresários do setor de transporte de cargas, aproximando os Núcleos da COMJOVEM de conteúdos técnicos que unem teoria e prática para tornar as transportadoras baianas e nordestinas cada vez mais competitivas.
Fonte: SETCEB
por Setceb | set 2, 2026 | Uncategorized
O Monitor de Preços de Combustíveis, levantamento mensal elaborado pela empresa de meios de pagamento Veloe com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostrou que cinco das seis principais categorias de combustíveis monitoradas no Brasil recuaram de preço em agosto de 2026 na comparação com julho. O levantamento tem abrangência nacional e é referência para transportadoras e postos de todo o país.
A divulgação foi feita nesta terça-feira pelo Blog do Caminhoneiro, com base nos dados consolidados do próprio monitor. O recuo mensal foi puxado principalmente pelo etanol hidratado, que caiu 2,7% e fechou o mês em R$ 4,050 por litro, enquanto o diesel comum recuou 1,1% e o diesel S-10 teve queda mais modesta, de 0,4%, fechando agosto em R$ 6,949 por litro.
Apesar da trégua mensal, o acumulado do ano segue pressionado: o diesel S-10 avança 12,4% em 2026 e o diesel comum sobe 10,3% no mesmo período, enquanto a gasolina comum e a aditivada registram altas de 6,0% e 5,6%, respectivamente. O único item em alta no mês foi o gás natural veicular (GNV), que subiu 1,3%, para R$ 4,900 por metro cúbico.
O levantamento também aponta que o etanol atingiu o menor patamar de competitividade frente à gasolina desde 2017: na média nacional, o litro do etanol equivale a 65,6% do preço da gasolina comum, abaixo da linha de corte de 70% considerada o limite de vantagem para o consumidor optar pelo combustível. Nove estados já ficam abaixo desse patamar, com destaque para Mato Grosso (55,6%), São Paulo (58,1%) e Mato Grosso do Sul (61,8%).
As disparidades regionais seguem relevantes para o custo operacional das transportadoras: o litro da gasolina mais barato do país foi encontrado no Rio Grande do Sul (R$ 6,336), enquanto Roraima registrou o valor mais alto (R$ 7,830). A região Norte concentra a média mais cara de gasolina do país, o que penaliza especialmente o transporte de cargas em rotas amazônicas.
O estudo ainda mede o impacto no bolso do consumidor: encher um tanque de 55 litros de gasolina já compromete 6,1% da renda familiar média nacional, alta de 0,6 ponto percentual no trimestre, com a Região Nordeste sendo a mais penalizada proporcionalmente, com 9,6% da renda.
Para as transportadoras, o dado mais relevante segue sendo o custo do diesel, que responde, segundo estimativas do setor, por cerca de um terço da despesa operacional de uma empresa de cargas. A alta acumulada de dois dígitos no ano mantém pressão sobre o frete, mesmo com o alívio pontual observado em agosto.
No caso da Bahia, cuja matriz de transporte rodoviário de cargas depende fortemente de rotas de longa distância para escoamento de grãos, celulose e derivados de petróleo, qualquer sinalização de estabilização do diesel tende a ser recebida com cautela por transportadores e caminhoneiros autônomos, que ainda convivem com preços regionais historicamente entre os mais altos do país nas bombas do Nordeste.
Fonte: Blog do Caminhoneiro
por Setceb | set 2, 2026 | Uncategorized
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 3.757/2020, que cria um marco regulatório específico para os operadores logísticos no Brasil. Com a aprovação nesta comissão, o texto encerra sua tramitação na Câmara e segue agora para análise do Senado Federal.
A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo portal Mundo Logística, com dados complementares fornecidos pela Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), entidade que atua há anos pela aprovação da proposta e mobilizou o setor em torno do tema. A entidade argumenta que a ausência de definição legal específica para a atividade gera insegurança jurídica e prejudica a competitividade das empresas que integram transporte, armazenagem e gestão de estoques em uma única operação.
O projeto foi apresentado originalmente em julho de 2020 pelo então deputado Hugo Leal (PSD-RJ) e passou antes pelas comissões de Viação e Transportes e de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, tendo recebido parecer favorável em abril de 2025. Na CCJ, o relator foi o deputado Fernando Marangoni (Podemos-SP).
Entre os pontos centrais do texto está a conceituação legal da atividade de operador logístico, a definição formal de operações como o cross-docking — transferência rápida de carga entre veículos sem armazenagem prolongada — e o detalhamento das funções integradas de transporte, armazenagem e gestão de estoques que hoje não possuem tratamento legal unificado no país.
Segundo levantamento da ABOL citado na reportagem, o segmento de operadores logísticos já representa cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e emprega o equivalente a 2% da população ocupada no país, números que a entidade usa para reforçar a relevância econômica da regulamentação. Em nota, a diretora-executiva da ABOL, Marcella Cunha, afirmou que a logística não deve mais ser vista como atividade de suporte e defendeu que o setor passe a ocupar papel central na estratégia de competitividade das empresas brasileiras.
Com a aprovação na CCJ, o projeto segue agora para as comissões do Senado Federal, ainda sem data prevista para votação em plenário. Uma eventual aprovação definitiva tende a afetar diretamente empresas de transporte rodoviário de cargas que também prestam serviços logísticos integrados, trazendo mais clareza contratual e tributária para operações que hoje se apoiam em interpretações dispersas de outras leis do setor de transportes.
Para transportadoras baianas que atuam de forma integrada com armazenagem — cada vez mais comum em polos como Camaçari, Feira de Santana e no entorno do Porto de Salvador —, a regulamentação, se aprovada no Senado, pode representar mais segurança jurídica em contratos que hoje combinam frete rodoviário com serviços de estocagem e distribuição, reduzindo disputas sobre responsabilidades e enquadramento fiscal da atividade.
Fonte: Mundo Logística
por Setceb | set 2, 2026 | Uncategorized
A Polícia Rodoviária Federal confirmou a deflagração da Operação Independência 2026, que vai reforçar o policiamento nas rodovias federais da Bahia durante o feriado prolongado de 7 de setembro. A ação começa à meia-noite de sexta-feira, dia 4, e se estende até as 23h59 de segunda-feira, dia 7, período de maior fluxo de veículos, inclusive de cargas, nas estradas do estado.
O anúncio foi divulgado pela corporação e replicado ao longo desta terça-feira por veículos regionais, entre eles o Blog do Léo Santos e o Blog do Sigi Vilares, com base em nota oficial da PRF-BA. A motivação declarada é a expectativa de aumento expressivo do tráfego nas saídas de sexta-feira e no retorno de segunda, somada ao histórico de acidentes graves registrado no primeiro semestre do ano.
Segundo os dados divulgados pela corporação referentes ao período de janeiro a junho de 2026, a malha rodoviária federal baiana registrou 2.066 sinistros, dos quais 771 foram classificados como graves, com 298 mortes e 2.663 feridos. A comparação com igual intervalo de 2025 mostra piora: acréscimo de 88 ocorrências e 26 óbitos a mais.
A BR-116 aparece como a rodovia mais crítica, com 521 ocorrências e 94 mortes no período, seguida pela BR-324, com 502 ocorrências e 34 mortes, e pela BR-101, com 427 ocorrências e 65 mortes. Dentro da própria BR-116, os trechos de Vitória da Conquista (138 ocorrências) e Feira de Santana (80 ocorrências) concentram o maior número de registros, ambos corredores intensamente utilizados por caminhões de carga que ligam o sul e o extremo-sul baiano à Região Metropolitana de Salvador.
O foco da fiscalização recairá sobre excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas, condução sob efeito de álcool, uso irregular de cinto de segurança e desrespeito aos dispositivos de retenção infantil, condutas que também respondem por parte significativa dos acidentes envolvendo veículos pesados nessas rodovias.
Paralelamente, a PRF também mantém a Operação Vaquejada de Serrinha 2026 até o dia 7 de setembro, com reforço de efetivo na BR-116, principal via de acesso ao município durante o evento, incluindo monitoramento de pontos de congestionamento e ações preventivas voltadas à redução de acidentes na região.
Para transportadoras e caminhoneiros que operam nos corredores BR-116, BR-324 e BR-101 na Bahia, a recomendação prática é reforçar a atenção a limites de velocidade e à documentação dos veículos entre os dias 4 e 7 de setembro, já que a fiscalização será intensificada exatamente nos trechos de Vitória da Conquista e Feira de Santana, pontos de maior histórico de sinistros e também de maior movimento de cargas rodoviárias no estado. Empresas que programam viagens de longa distância nesse período devem considerar possíveis retenções adicionais nos pontos de blitz e no entorno de Serrinha, em razão da operação simultânea de vaquejada.
Fonte: Blog do Léo Santos e Blog do Sigi Vilares