por Setceb | jun 3, 2026 | Uncategorized
A decisão do governo federal de zerar o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50 realizadas por pessoas físicas pode gerar reflexos diretos na cadeia logística brasileira. A medida, oficializada por meio da Medida Provisória 1.357/2026, tende a estimular o crescimento das encomendas vindas do exterior e aumentar a movimentação de cargas em aeroportos, centros de distribuição e operações de transporte em todo o país.
Com a nova regra, consumidores que realizarem compras em plataformas internacionais participantes do Programa Remessa Conforme passam a pagar apenas o ICMS estadual. A expectativa do mercado é de que a redução da carga tributária impulsione novamente o volume de pedidos realizados em sites estrangeiros, especialmente os provenientes da Ásia.
Embora o transporte internacional dessas mercadorias ocorra predominantemente por via aérea, a distribuição dentro do território nacional depende fortemente da malha logística brasileira, incluindo operadores logísticos, transportadoras e empresas especializadas em entregas fracionadas.
Nos últimos anos, as mudanças na tributação das compras internacionais provocaram redução no volume de encomendas importadas. Dados divulgados por órgãos oficiais apontaram queda significativa nas remessas internacionais após o aumento da tributação sobre compras de pequeno valor.
Com a retomada da isenção, o setor logístico acompanha a possibilidade de aumento da demanda por armazenagem, movimentação de cargas e transporte terrestre. O crescimento das encomendas pode ampliar o fluxo de mercadorias entre aeroportos, hubs logísticos, centros de distribuição e consumidores finais, gerando mais atividade para empresas que atuam no transporte rodoviário de cargas.
Por outro lado, entidades ligadas ao varejo e à indústria nacional demonstram preocupação com os possíveis impactos da medida sobre a produção brasileira. Representantes do setor avaliam que a redução da tributação pode favorecer produtos importados e aumentar a concorrência com fabricantes nacionais.
Enquanto o debate avança, operadores logísticos e transportadoras monitoram os desdobramentos da medida, que ainda precisará ser analisada pelo Congresso Nacional. Caso seja mantida, a expectativa é de um aumento na circulação de pequenos volumes de carga, fortalecendo segmentos ligados ao e-commerce, distribuição urbana e transporte rodoviário de encomendas em todo o país.
por Setceb | jun 2, 2026 | Uncategorized
Danos causados por buracos, desníveis, pedras soltas e problemas de conservação das rodovias podem gerar direito à indenização para motoristas e transportadores. A medida vale tanto para veículos de passeio quanto para caminhões que circulam diariamente pelas estradas do país.
Quando o prejuízo ocorre em função da falta de manutenção da via, a responsabilidade pode recair sobre a concessionária responsável pelo trecho pedagiado ou sobre o órgão público encarregado da administração da rodovia. Nesses casos, a legislação brasileira prevê a possibilidade de ressarcimento dos danos materiais sofridos pelo proprietário do veículo.
Em rodovias concedidas à iniciativa privada, a concessionária tem a obrigação de manter a estrada em condições adequadas de segurança e trafegabilidade. Já nas vias sem pedágio, a responsabilidade pode ser atribuída a órgãos municipais, estaduais ou federais, dependendo da jurisdição da estrada.
Para solicitar a indenização, é fundamental reunir provas que demonstrem a relação entre o defeito da pista e o dano causado ao veículo. Fotografias do local, registros do problema na rodovia, imagens dos prejuízos, notas fiscais dos reparos, orçamentos e eventuais testemunhos podem fortalecer o pedido.
Especialistas recomendam que o motorista registre a ocorrência o mais rápido possível, anotando informações como data, horário, localização exata e condições da via. Em trechos concedidos, também é importante comunicar imediatamente a concessionária e solicitar o registro formal do ocorrido.
Em muitos casos, o ressarcimento pode ser buscado inicialmente pela via administrativa, por meio dos canais de atendimento da concessionária ou do órgão responsável. Caso não haja acordo ou resposta satisfatória, o motorista pode recorrer ao Poder Judiciário para buscar a reparação dos prejuízos.
No transporte rodoviário de cargas, onde os veículos percorrem grandes distâncias e estão mais expostos às condições das estradas, prejuízos decorrentes da má conservação da malha viária podem representar custos significativos para empresas e caminhoneiros autônomos.
Por isso, conhecer os direitos, manter registros organizados e guardar toda a documentação relacionada ao incidente são medidas que podem aumentar as chances de sucesso em uma eventual solicitação de indenização.
por Setceb | jun 2, 2026 | Uncategorized
A busca por maior eficiência operacional no transporte rodoviário de cargas passou a caminhar lado a lado com a preocupação ambiental. O que antes era tratado como uma pauta complementar agora ocupa posição estratégica nas decisões das empresas do setor, influenciando contratos, acesso a crédito, investimentos e competitividade.
Com o transporte rodoviário respondendo pela maior parte da movimentação de cargas no Brasil, o segmento também enfrenta o desafio de reduzir sua participação nas emissões de gases de efeito estufa. Diante desse cenário, transportadoras e operadores logísticos vêm intensificando investimentos em tecnologias, gestão de dados e alternativas energéticas capazes de tornar as operações mais sustentáveis.
Soluções como telemetria, roteirização inteligente, monitoramento em tempo real, inteligência artificial e renovação de frota já fazem parte da estratégia de muitas empresas. Além de reduzir o impacto ambiental, essas ferramentas contribuem para diminuir custos operacionais, otimizar rotas e aumentar a produtividade.
Outro movimento observado no mercado é a adoção gradual de combustíveis alternativos, como biodiesel, biometano e diesel verde. Embora essas opções representem avanços importantes para a redução das emissões, especialistas apontam que ainda existem desafios relacionados à infraestrutura, custos operacionais e disponibilidade de abastecimento em larga escala.
A eletrificação também avança, especialmente em operações urbanas e de curta distância. Entretanto, fatores como o alto investimento inicial, a limitada rede de recarga e a necessidade de adaptação da infraestrutura ainda dificultam uma expansão mais acelerada no transporte de longa distância.
Ao mesmo tempo, cresce a pressão por parte de embarcadores, investidores e instituições financeiras para que as empresas adotem práticas alinhadas aos critérios ESG. A apresentação de inventários de emissões, metas ambientais e indicadores de sustentabilidade passou a ser cada vez mais exigida em processos de contratação e concessão de crédito.
Apesar dos avanços, a descarbonização do transporte rodoviário ainda enfrenta obstáculos estruturais. A forte presença de pequenas transportadoras e motoristas autônomos no setor torna a transição mais complexa, exigindo políticas de incentivo e mecanismos que permitam a participação de empresas de todos os portes nesse processo.
Além da adoção de novas tecnologias e fontes de energia, a melhoria da infraestrutura rodoviária também é apontada como um fator importante para reduzir emissões e aumentar a eficiência das operações. Estradas em melhores condições contribuem para menor consumo de combustível, redução do desgaste dos veículos e maior produtividade logística.
Nesse contexto, a sustentabilidade deixa de ser apenas uma questão ambiental e passa a representar uma vantagem competitiva para as empresas. A tendência é que, nos próximos anos, eficiência operacional, inovação e responsabilidade ambiental estejam cada vez mais conectadas, definindo o posicionamento das transportadoras em um mercado cada vez mais exigente e orientado por critérios de sustentabilidade.
por Setceb | jun 2, 2026 | Uncategorized
O mercado de transporte rodoviário iniciou junho com uma notícia que pode influenciar diretamente os custos operacionais das empresas: a Petrobras anunciou uma redução no valor do diesel vendido às distribuidoras, medida que passou a valer a partir de 1º de junho.
Com o reajuste, o preço médio do diesel A comercializado pela estatal sofreu uma queda de R$ 0,35 por litro. A movimentação ocorre em um momento estratégico para o setor, marcado pela retomada da cobrança de tributos federais sobre combustíveis e pelas discussões em torno dos custos logísticos no país.
A redução busca amenizar parte dos impactos provocados pela reoneração tributária e pode contribuir para aliviar a pressão sobre transportadoras, operadores logísticos e demais segmentos que dependem diretamente do diesel para suas atividades.
O combustível continua sendo um dos principais componentes dos custos do transporte rodoviário de cargas, influenciando diretamente o valor dos fretes e a competitividade das operações. Por isso, qualquer alteração nos preços costuma ser acompanhada de perto pelo mercado.
Paralelamente ao anúncio da Petrobras, o governo federal também publicou uma medida destinada a apoiar o abastecimento e reduzir oscilações nos preços do diesel. A iniciativa prevê um mecanismo de subvenção voltado aos agentes que atuam na cadeia de fornecimento do combustível, com o objetivo de preservar a oferta e garantir maior estabilidade ao mercado.
A combinação das duas medidas pode trazer reflexos importantes para setores como logística, agronegócio, transporte de passageiros e distribuição de mercadorias, que dependem de grandes volumes de diesel para manter suas operações.
Apesar da redução anunciada, especialistas destacam que os efeitos sobre os preços finais ainda dependerão de fatores como tributação, margens de distribuição, custos regionais e comportamento do mercado internacional de petróleo.
Nos próximos meses, o setor continuará monitorando os desdobramentos das políticas adotadas pelo governo e pela Petrobras, avaliando os impactos sobre os custos operacionais, o valor do frete e a dinâmica do abastecimento em todo o país.
por Setceb | jun 2, 2026 | Uncategorized
Mesmo após os desafios registrados nos primeiros dias de implantação, o novo modelo do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) já ultrapassou a marca de 530 mil operações cadastradas em menos de uma semana de funcionamento. Os números demonstram a rápida adesão do transporte rodoviário de cargas às novas exigências regulatórias estabelecidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Em vigor desde 24 de maio, o sistema passou a ser obrigatório para as operações remuneradas de transporte de cargas e tem como objetivo ampliar a rastreabilidade, a transparência e o controle das contratações realizadas no setor.
A ferramenta reúne informações detalhadas sobre a viagem, incluindo dados do contratante, do transportador, dos veículos envolvidos, da origem, do destino e do valor do frete. Com isso, a ANTT ganha maior capacidade de monitoramento e fiscalização das operações realizadas em todo o país.
A implementação ocorreu em meio a relatos de dificuldades operacionais enfrentadas por transportadoras e operadores logísticos nos primeiros dias da mudança. Empresas apontaram instabilidades nos sistemas de emissão e nos mecanismos de contingência disponibilizados pelas instituições autorizadas a operar o serviço. Apesar dos pedidos de adiamento feitos por entidades do setor, o cronograma foi mantido pela agência reguladora.
Entre as operações registradas até o final de maio, a maior parte corresponde a viagens efetivamente declaradas, enquanto uma parcela menor foi encerrada ou cancelada durante o período de adaptação.
Além de ampliar a rastreabilidade das operações, o novo modelo fortalece o controle sobre o cumprimento do piso mínimo de frete. Com a integração das informações, operações que não atendam aos critérios definidos pela regulamentação ficam impedidas de avançar dentro do sistema, aumentando o nível de conformidade das contratações.
A nova estrutura também amplia a visibilidade sobre todos os participantes da cadeia logística, permitindo identificar com maior precisão embarcadores, contratantes, transportadores e veículos envolvidos em cada transporte.
Segundo dados divulgados pela ANTT, milhares de transportadores já utilizaram o sistema desde o início da obrigatoriedade. Instituições financeiras e de pagamento habilitadas pela agência também vêm ampliando gradualmente suas operações para atender à demanda do mercado.
A expectativa é que, após o período inicial de adaptação, o novo CIOT contribua para reduzir irregularidades, aumentar a segurança jurídica das operações e fortalecer a fiscalização do transporte rodoviário de cargas, segmento responsável pela maior parte da movimentação de mercadorias no Brasil.
por Setceb | jun 1, 2026 | Uncategorized
As rodovias BR-116 e BR-324 terão uma nova administradora pelos próximos 30 anos. O Consórcio 116 Sertões foi o vencedor do leilão realizado na B3, em São Paulo, e ficará responsável pela operação de cerca de 502 quilômetros de vias federais que cortam importantes regiões da Bahia e de Pernambuco.
A proposta vencedora apresentou desconto de 19,60% sobre a tarifa de pedágio prevista no edital. Ao longo do período de concessão, o grupo deverá aplicar aproximadamente R$ 4,3 bilhões em melhorias estruturais, ampliação da capacidade viária e serviços operacionais.
O trecho concedido integra um dos principais corredores de transporte do Nordeste, utilizado diariamente por veículos de carga responsáveis pelo abastecimento de centros urbanos, polos industriais e áreas produtoras do interior. A rota também exerce papel importante na conexão com portos estratégicos da Bahia, fundamentais para o escoamento da produção regional.
Entre as intervenções previstas estão obras de duplicação, implantação de faixas adicionais, adequações geométricas, construção de passarelas e melhorias em travessias urbanas. A expectativa é aumentar a segurança viária, reduzir congestionamentos e tornar o transporte mais eficiente.
A nova concessão marca ainda o encerramento de um período de insatisfação de usuários e empresas de transporte com a gestão anterior. Nos últimos anos, o trecho acumulou reclamações relacionadas à qualidade da infraestrutura e ao ritmo de execução dos investimentos previstos em contrato.
Para o setor logístico, a expectativa é que as melhorias contribuam para reduzir custos operacionais, aumentar a produtividade das viagens e garantir maior previsibilidade no transporte de cargas. A modernização das rodovias também poderá favorecer o acesso a importantes polos industriais e terminais portuários da região.
O projeto faz parte da estratégia do governo federal de ampliar a participação da iniciativa privada na infraestrutura de transportes, buscando acelerar investimentos e fortalecer corredores considerados essenciais para o desenvolvimento econômico do país.