por Setceb | abr 14, 2026 | Uncategorized
No próximo dia 24 de abril de 2026, será realizado o evento “Diálogo com Donos de Cargas”, encontro voltado à discussão de temas estratégicos para a logística e o transporte rodoviário no estado da Bahia.
Nesta edição, o debate terá como tema “Principais Rodovias Federais na Bahia: Situação Atual e Futuro”, trazendo uma análise sobre o cenário atual da infraestrutura rodoviária baiana, os desafios enfrentados pelo setor e as perspectivas de investimentos e melhorias para os próximos anos.
A programação contará com a participação de Viviane Esse, secretária nacional de Transporte Rodoviário, que apresentará informações e perspectivas sobre o desenvolvimento das principais rodovias federais que impactam diretamente o escoamento de cargas e a mobilidade logística no estado.
O encontro acontecerá às 09h30, no Auditório do COFIC, localizado na Rodovia BA-512, Km 1,5 – Fazenda Olhos D’Água, em Camaçari/BA.
Os interessados podem realizar inscrição por meio do link:
https://forms.office.com/r/FB5UQw2E1R
A participação no evento é exclusiva para associados da USUPORT, COFIC, PROCIA, SINDAEB e SETCEB.
por Setceb | abr 14, 2026 | Uncategorized
A BYD anunciou a chegada ao mercado brasileiro da primeira empilhadeira retrátil equipada com a bateria Blade, tecnologia proprietária da fabricante já utilizada em veículos eletrificados da marca. A novidade será apresentada oficialmente durante a Intermodal South America 2026 e marca a expansão da tecnologia para o setor logístico, reforçando a estratégia da companhia de ampliar sua atuação em diferentes frentes da mobilidade elétrica.
Segundo a empresa, o novo equipamento permite carregamento completo em aproximadamente uma hora, aumentando significativamente a disponibilidade operacional e reduzindo o tempo de parada durante as operações. Com isso, a fabricante estima redução de até 25% no custo total de operação (TCO), tornando a solução mais competitiva para centros de distribuição e operações de armazenagem.
Além da economia operacional, a nova empilhadeira promete elevar a previsibilidade operacional em até 20% e gerar ganhos de produtividade entre 15% e 25%. O desempenho é atribuído principalmente à eliminação da necessidade de trocas de bateria, à redução de mão de obra indireta e à menor demanda por infraestrutura de suporte.
Outro destaque apontado pela BYD é a eficiência energética do equipamento, que pode consumir até 30% menos energia em comparação com sistemas convencionais de chumbo-ácido, além de operar com zero emissão local de gases, alinhando produtividade e sustentabilidade.
A bateria Blade, desenvolvida com tecnologia de fosfato de ferro-lítio (LFP), é considerada um dos principais diferenciais tecnológicos da companhia e ganhou notoriedade global pelos altos padrões de segurança, durabilidade e estabilidade térmica. A solução já é aplicada em automóveis, ônibus elétricos e também nos trens da Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo.
Com a chegada da tecnologia ao segmento de movimentação de cargas, a empresa reforça sua proposta de unificar diferentes soluções de transporte e logística dentro de uma mesma plataforma tecnológica.
“Na BYD, a inovação só faz sentido quando ganha escala e aplicação real. A bateria Blade é um exemplo claro disso. Ela nasceu como uma tecnologia disruptiva, provou sua eficiência e segurança nos nossos carros, avançou para ônibus e trens, e agora chega à logística mostrando a força de uma plataforma tecnológica capaz de transformar diferentes setores”, afirmou Marcello Schneider, diretor de Veículos Comerciais e Solar da BYD no Brasil.
A fabricante também destacou que a eletrificação da logística vem avançando à medida que o mercado percebe benefícios que vão além da sustentabilidade ambiental, incluindo ganhos de eficiência, produtividade, previsibilidade operacional e otimização de recursos.
Atualmente, a BYD oferece no Brasil um portfólio completo de soluções elétricas voltadas ao setor logístico. Entre elas está o caminhão elétrico eT5, com autonomia de até 185 quilômetros e capacidade de carga de até 3,9 toneladas. A empresa também disponibiliza empilhadeiras contrabalançadas EL25, com capacidades entre 1,6 e 8 toneladas, além dos rebocadores elétricos T50, desenvolvidos para operações de médias e longas distâncias.
Segundo Schneider, a estratégia da companhia é demonstrar ao mercado que sua tecnologia não está limitada a apenas um segmento, mas pode conectar mobilidade, logística e transporte de cargas em uma visão integrada de transformação operacional.
Com isso, a BYD amplia sua presença no mercado logístico brasileiro e fortalece sua aposta na eletrificação como tendência crescente para aumento de eficiência e redução de custos nas operações de transporte e armazenagem.
por Setceb | abr 14, 2026 | Uncategorized
Tem início nesta terça-feira (14) a 30ª edição da Intermodal South America, um dos principais eventos de logística, transporte de cargas e comércio exterior da América Latina. A feira será realizada entre os dias 14 e 16 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo, reunindo 700 marcas nacionais e internacionais em sua edição histórica de 30 anos.
Em um momento de transformação acelerada no setor logístico, impulsionada pelo avanço tecnológico, mudanças regulatórias e pressão por redução de custos operacionais, a edição de 2026 destaca soluções inovadoras voltadas à eficiência, automação e segurança das operações.
Entre as principais tecnologias apresentadas estão plataformas de inteligência artificial aplicadas à previsão climática para operações portuárias, sistemas de gestão logística em tempo real, ferramentas automatizadas para centros de distribuição e frotas, além de robôs autônomos, sensores vestíveis para segurança operacional e sistemas de classificação fiscal automatizada.
A busca por eficiência operacional e redução de custos também se reflete em tecnologias de eletrificação de equipamentos, gestão de risco, leitura inteligente de cargas e simuladores imersivos, reforçando o avanço da digitalização em toda a cadeia logística.
Cenário econômico e regulatório pautam debates
Os desafios atuais enfrentados pelo setor também estarão no centro das discussões durante a programação do evento. Temas como a alta do petróleo, tensões geopolíticas, mudanças nas rotas globais de transporte e impactos da reforma tributária brasileira serão debatidos ao longo do Interlog Summit, congresso oficial da Intermodal. O evento contará com mais de 100 palestrantes, 91 horas de conteúdo e cinco trilhas temáticas voltadas ao setor logístico.
Tecnologia, networking e atualização profissional
Além da exposição de novas tecnologias, a feira proporciona oportunidades de networking, geração de negócios e atualização profissional para empresários, executivos, operadores logísticos e demais profissionais da cadeia de suprimentos.
Mais do que uma feira de exposição, a Intermodal South America consolida-se como um espaço estratégico para discussão de tendências, riscos e soluções que impactam diretamente a competitividade logística das empresas e do país.
Para conferir a programação completa, lista de expositores, palestras e demais atrações do evento, os interessados podem acessar o site oficial: https://www.intermodal.com.br/.
A programação do evento inclui atrações como a Arena Intermodal, espaço gratuito de conteúdo, além de áreas dedicadas a inovação e tecnologia.
por Setceb | abr 13, 2026 | Uncategorized
Salvador sediou, no último dia 10 de abril, mais uma edição do evento Frete Lucrativo, encontro voltado exclusivamente para empresários e gestores do transporte rodoviário de cargas. Realizado no Portobello Ondina Praia, o evento reuniu profissionais do setor para um dia inteiro de imersão em temas estratégicos ligados à gestão, operação e aumento de rentabilidade das transportadoras.
Conduzido por Flávio Batista, especialista do setor e responsável pela FB Consult, o encontro teve como principal proposta oferecer conteúdos práticos e aplicáveis à rotina das empresas, abordando os desafios enfrentados atualmente pelo transporte rodoviário de cargas.
Em um cenário marcado pela pressão dos custos operacionais, oscilações no preço do diesel, aumento de despesas e necessidade crescente de eficiência, o evento trouxe discussões voltadas à tomada de decisão estratégica, formação de preço, controle financeiro e melhoria da performance operacional.
Ao longo da programação, os participantes acompanharam uma série de palestras e painéis com especialistas e empresas parceiras, incluindo debates sobre cenário econômico, relação com embarcadores, soluções tecnológicas e tendências de mercado. Entre os destaques estiveram os painéis promovidos por empresas como TruckPag, RumoBrasil, DAF/PACCAR, Raster, Carraro Seguros e representantes dos próprios transportadores.
Além do conteúdo técnico, o Frete Lucrativo também proporcionou um ambiente de networking qualificado entre empresários do setor, promovendo troca de experiências e fortalecimento de conexões estratégicas para os participantes.
A iniciativa contou com apoio institucional do SETCEB e da COMJOVEM Bahia, reforçando o compromisso das entidades com o desenvolvimento e profissionalização do setor de transporte na região.
O evento também contou com patrocínio de importantes marcas do mercado, entre elas TruckPag, Carraro Seguros, RumoBrasil, Raster, TRP, DAF, PACCAR Genuine Parts, Prolog, EFT Euroft, Bratecon, Andrade Setti Advogados e Vacina contra Roubo.
por Setceb | abr 13, 2026 | Uncategorized
A informalidade no transporte rodoviário de cargas representa atualmente 43% do mercado brasileiro e provoca uma perda anual estimada em R$ 32,7 bilhões em arrecadação tributária, segundo levantamento da Associação das Administradoras de Meios de Pagamento Eletrônico de Frete (Ampef). O estudo mostra que práticas irregulares seguem amplamente presentes no setor e impactam diretamente a competitividade, a arrecadação pública e a estrutura do mercado logístico nacional.
De acordo com os dados, o transporte rodoviário movimenta cerca de R$ 818,6 bilhões por ano no país. Desse total, aproximadamente R$ 351,8 bilhões correspondem a operações realizadas de forma informal, enquanto R$ 466,9 bilhões estão vinculados ao mercado formalizado. O cálculo foi elaborado com base no consumo de diesel e em informações declaradas à Receita Federal.
Segundo a entidade, a diferença entre o volume financeiro movimentado e os valores oficialmente registrados gera perdas expressivas aos cofres públicos, considerando tributos federais, estaduais, municipais e encargos previdenciários. Parte desses recursos, de acordo com a associação, poderia ser revertida para investimentos em infraestrutura, fiscalização e políticas públicas voltadas ao setor.
Entre os principais fatores ligados à informalidade está a utilização da carta-frete, prática considerada ilegal, mas ainda recorrente em operações de média e longa distância. Nesse modelo, o caminhoneiro recebe um documento destinado ao custeio de despesas como combustível e alimentação, tendo acesso integral ao valor somente após a entrega da carga.
Na prática, o sistema limita a utilização do recurso a estabelecimentos credenciados e pode gerar perdas financeiras ao profissional no momento da conversão em dinheiro. Além disso, a ausência de pagamento formal prejudica a comprovação de renda do motorista, dificultando o acesso a crédito, financiamentos e demais serviços financeiros.
O estudo também aponta que apenas os impactos tributários e previdenciários relacionados à carta-frete geraram perdas entre R$ 8,9 bilhões e R$ 14,2 bilhões, considerando a atualização monetária até agosto de 2025.
Outro reflexo da informalidade está no desequilíbrio competitivo dentro do setor. Empresas e operadores que atuam fora das exigências legais conseguem reduzir custos ao evitar o pagamento de tributos e obrigações regulatórias, pressionando os preços praticados no mercado e reduzindo o valor médio do frete.
Esse cenário afeta diretamente a rentabilidade de caminhoneiros e transportadoras regularizadas, criando um ambiente de concorrência desleal e instabilidade comercial para quem atua dentro das normas.
O avanço da informalidade ocorre em um momento de forte pressão sobre os custos operacionais do transporte. Em março, o preço médio do diesel S-10 registrou alta superior a 13% em relação ao mês anterior, alcançando R$ 7,10 por litro, impulsionado pela valorização do petróleo no mercado internacional e por reajustes internos.
Como o combustível representa uma das principais despesas da operação logística, aumentos sucessivos no diesel acabam pressionando margens e, indiretamente, favorecendo práticas irregulares como alternativa para redução de custos.
Responsável pela maior parte da movimentação logística nacional, o transporte rodoviário de cargas segue como modal essencial para a economia brasileira, inclusive em cadeias integradas com ferrovias e navegação.
Para a Ampef, a ampliação do uso de meios eletrônicos de pagamento de frete regulamentados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) surge como uma das principais ferramentas para combater a informalidade, aumentar a rastreabilidade das operações e trazer mais transparência para o setor.
por Setceb | abr 13, 2026 | Uncategorized
O mercado brasileiro de caminhões elétricos segue em expansão e começa a atrair um número cada vez maior de fabricantes internacionais. Com a recente chegada da Farizon ao país, o segmento passa a contar com seis marcas chinesas em operação no Brasil, ao lado de JAC Motors, BYD, Sany, XCMG e Foton.
Apesar do avanço na oferta de modelos e no aumento da concorrência, o setor ainda apresenta um desequilíbrio importante entre comercialização e produção nacional. Atualmente, apenas a Volkswagen Caminhões e Ônibus fabrica caminhões elétricos em território brasileiro, por meio da linha e-Delivery, lançada em 2021. As demais montadoras atuam exclusivamente com veículos importados.
Mesmo fabricantes já consolidadas no país, como a Volvo, que possui produção nacional de caminhões a diesel, ainda trazem seus modelos elétricos do exterior.
Segundo o presidente da Anfavea, Igor Calvet, o crescimento do número de marcas e lançamentos já começa a gerar maior competitividade no mercado nacional, especialmente entre os veículos comerciais leves.
De acordo com ele, o cenário recente mostra um aumento expressivo de novas marcas entrando no país, acompanhado por uma série de lançamentos de modelos elétricos, muitos deles vindos de fabricantes chinesas.
O executivo explica que esse avanço acontece em diferentes segmentos do mercado de veículos comerciais, embora de forma mais acelerada nos modelos leves e mais gradual nos pesados. Ainda assim, a tendência é de crescimento contínuo da oferta nos próximos anos.
Calvet ressalta que o momento atual representa uma fase de testes e adaptação de mercado, em que fabricantes avaliam a aceitação dos produtos no Brasil e consumidores analisam a viabilidade econômica das novas tecnologias.
Entre os principais fatores que ainda impactam a decisão de compra estão o custo operacional, a infraestrutura de recarga disponível e a aplicabilidade dos veículos dentro da rotina do transporte brasileiro.
Embora a ampliação da concorrência seja considerada positiva para o desenvolvimento do setor, a Anfavea reforça que o cenário ideal passa pela instalação de operações produtivas locais por parte dessas novas fabricantes.
A entidade destaca que marcas já estabelecidas no Brasil, como DAF, Mercedes-Benz, Scania, Iveco, Volvo e Volkswagen Caminhões e Ônibus, contam com estrutura industrial consolidada, cadeia produtiva desenvolvida e forte conhecimento do mercado nacional.
Nesse contexto, a produção local das novas marcas seria fundamental para fortalecer a indústria brasileira, gerar empregos, equilibrar a balança comercial e criar uma base industrial mais sustentável para o crescimento do segmento.
Ainda assim, a expectativa do setor é de que o mercado passe por uma acomodação natural nos próximos anos. Com o amadurecimento da tecnologia e a evolução dos testes de mercado, a tendência é que apenas as marcas e modelos com melhor desempenho operacional, custo-benefício e adaptação à realidade do transporte brasileiro se consolidem no longo prazo.
Mesmo em estágio inicial, o crescimento do número de fabricantes e lançamentos reforça que o Brasil segue no radar global da eletrificação no transporte de cargas, e que a disputa por espaço nesse mercado está apenas começando.