por Setceb | abr 9, 2026 | Uncategorized
Os efeitos do programa Move Brasil sobre o mercado de caminhões devem se estender pelos próximos meses, com impacto mais evidente nos dados de emplacamento entre abril e maio. A avaliação é do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Igor Calvet.
Segundo o executivo, embora os recursos destinados às empresas transportadoras já tenham sido praticamente esgotados — com cerca de R$ 9 bilhões já utilizados e aproximadamente R$ 1 bilhão ainda disponível para caminhoneiros autônomos —, os efeitos do programa ainda não foram totalmente refletidos nos números mais recentes.
“Março marcou o início dessa atenuação, mas ainda não captura todo o impacto. Esse efeito deve aparecer de forma mais clara em abril e possivelmente em maio”, afirmou Calvet.
Programa ajudou a reduzir ritmo de queda
De acordo com a entidade, o Move Brasil teve papel relevante ao suavizar a retração do mercado, especialmente em um ambiente ainda desafiador para o setor de transporte.
“O segmento continua em queda, mas em um ritmo menor. O programa ajudou a dar esse fôlego”, destacou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.
Além do incentivo direto, a melhora nas condições de crédito também contribuiu para o desempenho recente. A redução das taxas de juros facilitou o acesso ao financiamento, fator decisivo para o segmento de caminhões, tradicionalmente mais sensível ao custo do dinheiro.
Projeções são mantidas com cautela
Apesar do impacto positivo do programa, a Anfavea optou por manter suas projeções para 2026. A expectativa é de produção de 154 mil veículos pesados, alta de 1,4% em relação às 152 mil unidades registradas no ano passado.
Já as vendas devem alcançar 137 mil unidades, o que representa uma leve queda de 0,5% na comparação anual.
A decisão reflete o nível de incerteza ainda presente no cenário macroeconômico, que dificulta revisões mais assertivas no curto prazo.
Cenário externo segue como fator de risco
Entre os principais pontos de atenção, Igor Calvet destacou a volatilidade dos preços do petróleo, o aumento dos custos no setor agrícola — especialmente fertilizantes e diesel — e a possibilidade de manutenção de juros elevados por um período mais longo.
“Se analisarmos apenas o Move Brasil, o cenário seria mais positivo. Mas há outras variáveis que geram instabilidade e tornam difícil mensurar o impacto total sobre o mercado”, explicou.
Possibilidade de novos estímulos
O executivo também não descartou a possibilidade de novos incentivos ao setor, seja por meio da prorrogação do programa atual ou da criação de novas iniciativas.
No caso do Move Brasil, existem tratativas com o governo federal para eventual renovação. No entanto, segundo Calvet, a medida precisaria ser implementada ainda em maio para que o efeito positivo sobre os emplacamentos se prolongue nos meses seguintes.
Mercado segue em compasso de cautela
Por enquanto, a leitura da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores é de cautela. A combinação entre estímulos pontuais e pressões externas continua sendo determinante para o ritmo do mercado de caminhões em 2026.
por Setceb | abr 9, 2026 | Uncategorized
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a exigir a gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho, entra em vigor em 26 de maio de 2025 em um cenário de baixa preparação das empresas brasileiras. Na prática, grande parte das organizações ainda não estruturou diagnósticos adequados para atender à exigência.
O contexto é pressionado pelo avanço dos afastamentos por saúde mental no país. Dados do Instituto Nacional do Seguro Social indicam que o Brasil registrou cerca de 472 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024, número que representa aumento de 68% em relação ao ano anterior.
Afastamentos batem recorde histórico
Em 2025, o cenário se agravou ainda mais, ultrapassando a marca de 530 mil afastamentos — o maior volume já registrado no país.
Atualmente, os transtornos mentais já representam cerca de 13,6% de todos os auxílios-doença concedidos, consolidando-se como um dos principais fatores de afastamento no mercado de trabalho brasileiro.
Apesar disso, a maioria das empresas ainda não possui um inventário formal de riscos psicossociais, etapa considerada essencial para prevenção.
Impacto econômico ultrapassa bilhões
O impacto vai além da saúde dos trabalhadores. Cada afastamento dura, em média, três meses, com benefício mensal aproximado de R$ 1,9 mil pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social.
Esse cenário contribui para um custo superior a R$ 3 bilhões por ano apenas em benefícios previdenciários, sem considerar perdas indiretas como queda de produtividade, aumento do absenteísmo e sobrecarga das equipes.
O que muda com a nova NR-1
A principal mudança trazida pela atualização da norma é a obrigatoriedade de incluir os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), ao lado dos riscos físicos, químicos e biológicos.
Segundo Fernando Akio Mariya, a exigência representa uma mudança estrutural na gestão das empresas. “A NR-1 exige que fatores como carga mental, pressão por resultados, relações de trabalho e organização das atividades sejam mensurados. Não é mais possível tratar saúde mental como algo secundário”, afirma.
Diagnóstico estruturado é o principal desafio
Um dos erros mais comuns na adaptação à norma é tratar a exigência como mera formalidade documental.
“Muitas empresas acreditam que basta incluir o tema no PGR ou aplicar uma pesquisa genérica. Mas a norma exige diagnóstico estruturado, com metodologia reconhecida e capacidade de gerar plano de ação”, explica Mariya.
Sem esse diagnóstico, a gestão se torna reativa. Ou seja, as empresas só atuam quando o problema já resultou em afastamento — momento em que o custo já foi gerado.
Empresas precisam agir rapidamente
A adaptação à nova NR-1 deveria ter começado antes da entrada em vigor da norma, com mapeamento de riscos e definição de indicadores.
Empresas que se anteciparam já operam com dados e planos de ação estruturados. Já aquelas que ainda não iniciaram o processo precisam agir com rapidez para evitar passivos trabalhistas, prejuízos operacionais e aumento dos afastamentos.
Gestão de saúde mental vira fator estratégico
Para especialistas, a entrada em vigor da NR-1 marca uma mudança definitiva na forma como as empresas precisam lidar com saúde ocupacional.
“Não se trata apenas de evitar multas. Estamos falando de custo, produtividade e sustentabilidade do negócio. Empresas que não estruturarem essa gestão vão continuar pagando a conta em afastamentos, rotatividade e perda de desempenho”, conclui Fernando Akio Mariya.
por Setceb | abr 9, 2026 | Uncategorized
O mercado brasileiro de veículos seminovos e usados ganhou ainda mais força em março de 2026, com destaque para o segmento de caminhões, que vem liderando o crescimento no setor.
De acordo com dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores, foram negociadas 39.942 unidades de caminhões no mês, o que representa alta de 27,1% em relação a fevereiro e crescimento de 17,3% na comparação com março de 2025.
Crescimento consistente no acumulado do ano
No acumulado de 2026, o segmento já soma 100.384 unidades comercializadas, frente a 87.396 no mesmo período do ano anterior — avanço de 14,9%.
O desempenho reforça o papel estratégico do mercado de usados no transporte rodoviário, especialmente em um cenário de crédito restrito e custos elevados para aquisição de veículos novos.
Segundo Everton Fernandes, o setor segue em trajetória positiva. “O segmento de pesados mantém crescimento consistente em 2026, refletindo a retomada da atividade econômica e a demanda aquecida por transporte de cargas”, afirmou.
Comerciais leves também avançam
Além dos caminhões, os comerciais leves acompanham o ritmo acelerado do mercado. Em março, foram negociadas 190.910 unidades, com crescimento de 26,2% sobre fevereiro e de 24,0% em relação ao mesmo mês de 2025.
No acumulado do ano, o segmento já alcança 486.952 unidades, registrando alta de 15,4%, impulsionada principalmente pela demanda por picapes e veículos voltados à logística urbana.
Frota envelhecida ainda predomina
A análise por idade revela um ponto importante do mercado: os veículos com 13 anos ou mais continuam representando a maior fatia das negociações, com 623.192 unidades em março.
Por outro lado, os seminovos (de 0 a 3 anos) também vêm ganhando espaço, somando 370.138 unidades e apresentando crescimento próximo de 30% na comparação anual.
Caminhões mais vendidos no mercado de usados
Entre os modelos mais negociados em março, destaque para:
Volvo FH – 3.021 unidades
Ford Cargo – 2.536 unidades
Mercedes-Benz Axor – 1.574 unidades
Ford F4000 – 1.525 unidades
Mercedes-Benz Atego – 1.437 unidades
Mercedes-Benz 1113 – 1.176 unidades
Volvo VM – 933 unidades
Mercedes-Benz 1620 – 922 unidades
Mercedes-Benz Actros – 844 unidades
Mercedes-Benz 710 – 835 unidades
Usado ganha protagonismo no transporte
O avanço do mercado de usados reflete um movimento claro do setor: diante das restrições de crédito e do custo elevado dos veículos novos, transportadoras e autônomos têm recorrido aos seminovos como alternativa mais viável para manter e expandir a operação.
Esse cenário reforça a importância do segmento como peça-chave para sustentar a atividade logística no país, especialmente em momentos de maior pressão econômica.
por Setceb | abr 8, 2026 | Uncategorized
No dia 10 de abril, a cidade de Salvador receberá mais uma edição de um dos encontros mais relevantes do setor de transporte rodoviário de cargas. O evento “Frete Lucrativo” reunirá empresários e gestores para uma imersão em diferentes temas estratégicos voltados à gestão, operação e aumento de rentabilidade no transporte.
Em um cenário onde os custos operacionais seguem pressionando as margens — com oscilações no preço do diesel, aumento de despesas e maior exigência por eficiência —, os transportadores têm sido cada vez mais desafiados a tomar decisões mais assertivas e baseadas em dados. A dificuldade na formação de preço, o controle financeiro e a gestão da operação ainda são pontos críticos que impactam diretamente os resultados das empresas.
Diante desse contexto, o evento se propõe a ir além de um único tema, trazendo uma programação diversificada com conteúdos práticos e aplicáveis ao dia a dia das transportadoras, abordando desde gestão financeira até cenários econômicos, relacionamento com embarcadores e soluções tecnológicas para o setor.
A iniciativa é liderada por Flávio Batista, especialista no setor e responsável pela FB Consult, que conduz o encontro com foco em aplicação prática e resultados.
A programação do evento foi estruturada para oferecer uma experiência completa ao longo do dia, combinando conteúdo técnico, painéis estratégicos e momentos de networking:
Programação
09:30 – 10:00 | Abertura
10:10 – 11:10 | Frete Lucrativo
11:20 – 11:50 | Preço Diesel e Cenário de Guerra
12:00 – 13:30 | Almoço
13:30 – 14:00 | Painel Embarcadores
14:10 – 14:40 | Painel TruckPag
14:50 – 15:20 | Painel RumoBrasil
15:30 – 16:00 | Painel DAF / PACCAR
16:10 – 16:40 | Pausa para patrocinadores
16:50 – 17:20 | Painel Raster
17:30 – 18:00 | Painel Carraro Seguros
18:10 – 18:40 | Painel Transportadores
19:00 – 21:00 | Happy Hour
Voltado exclusivamente para transportadores, o encontro busca proporcionar não apenas conteúdo técnico, mas também um ambiente de troca de experiências e networking qualificado entre empresários que enfrentam desafios semelhantes no mercado.
As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo link:
https://eventos.fbconsult.com.br/self-checkout-frete-lucrativo-salvador-10-de-desconto
Associados do SETCEB contam com 10% de desconto na participação.
Data: 10 de abril
Local: Portobello Ondina Praia – Salvador/BA
O evento conta com patrocínio das empresas TruckPag, Carraro Seguros, RumoBrasil, Raster, TRP, DAF, PACCAR Genuine Parts, Prolog, EFT Euroft, Bratecon, Andrade Setti Advogados e Vacina contra Roubo, com apoio do SETCEB e da COMJOVEM Bahia.
por Setceb | abr 8, 2026 | Uncategorized
As vendas de caminhões registraram recuperação em março, mas o desempenho no acumulado do ano ainda reflete um mercado mais cauteloso. Pressionado por juros elevados e menor apetite por investimento, o setor segue operando em ritmo mais lento na comparação anual.
Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores apontam que foram licenciados 8.767 caminhões em março de 2026, alta de 32,6% em relação a fevereiro, quando haviam sido vendidas 6.611 unidades. Apesar do avanço mensal, o resultado ainda representa queda de 3,6% frente a março de 2025, indicando que a demanda permanece enfraquecida no comparativo anual.
Primeiro trimestre segue em retração
No acumulado do primeiro trimestre, o mercado somou 21.751 unidades, uma retração de 19,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram emplacados 26.946 caminhões.
O desempenho reforça a percepção de que transportadoras e caminhoneiros autônomos estão mais seletivos na renovação de frota, diante do alto custo do crédito e das incertezas econômicas.
Recuperação pontual, mas cenário ainda desafiador
A alta registrada em março pode indicar uma recomposição pontual da demanda, possivelmente impulsionada por entregas represadas ou ajustes operacionais das frotas. Ainda assim, o cenário estrutural segue desafiador.
Outro indicativo dessa fragilidade é a redução da participação dos caminhões no mercado total de veículos, que caiu de 2,5% no primeiro trimestre de 2025 para 1,7% em 2026. Isso mostra que a recuperação do segmento está mais lenta em comparação com outras categorias.
Demanda existe, mas esbarra no crédito
Apesar da necessidade operacional, o mercado ainda enfrenta limitações para transformar demanda em novos negócios. O principal obstáculo continua sendo o financiamento.
Segundo Arcelio Junior, o cenário atual é marcado por incertezas que impactam diretamente as decisões de investimento. “O momento que nós estamos vivendo é de muita incerteza”, afirmou o executivo.
Ele destaca que o custo do crédito segue como fator determinante para o setor. Em um segmento altamente dependente de financiamento, taxas elevadas acabam postergando a renovação da frota.
Cenário global também pressiona
Além do ambiente interno, fatores externos ampliam a pressão sobre o setor. A volatilidade no preço do petróleo e as incertezas geopolíticas afetam diretamente os custos operacionais das transportadoras.
Com o diesel pressionando as margens e a falta de previsibilidade no frete, muitos operadores optam por adiar investimentos, mesmo diante da necessidade de renovação.
Projeção para 2026 é mantida
Apesar do cenário desafiador, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores manteve sua projeção para 2026. A expectativa é de 114.752 caminhões emplacados no ano, o que representaria crescimento de 3,5% em relação às 110.873 unidades registradas em 2025.
Para os próximos meses, o desempenho do setor deve continuar condicionado à evolução das taxas de juros e à retomada da confiança dos transportadores. Sem esses fatores, a tendência é de uma recuperação gradual, com oscilações ao longo do ano e ainda distante de um crescimento mais consistente.
por Setceb | abr 8, 2026 | Uncategorized
O SEST SENAT iniciou, neste mês de abril, mais uma edição da Mobilização Nacional de Saúde, reforçando a importância da integração entre qualidade de vida, saúde mental e segurança viária.
A iniciativa é realizada anualmente em alusão ao Dia Mundial da Saúde e mobiliza unidades operacionais em todo o país, levando informação, orientação e serviços gratuitos aos trabalhadores do transporte e à população em geral.
Ações gratuitas em todo o país
Ao longo do mês, serão promovidas diversas atividades, incluindo blitze educativas, palestras de conscientização e atendimentos de saúde. O objetivo é incentivar hábitos mais saudáveis, prevenir doenças e contribuir diretamente para a redução de acidentes no trânsito.
Profissionais do SEST SENAT estarão presentes em diferentes localidades, oferecendo orientações sobre cuidados com a saúde física e mental, além de temas como gestão do estresse e práticas que favorecem o bem-estar no dia a dia.
Saúde e segurança caminham juntas
A programação também busca ampliar o acesso da população aos serviços oferecidos pela instituição, fortalecendo a cultura de prevenção dentro e fora das estradas.
A Mobilização Nacional de Saúde reforça o compromisso do SEST SENAT com a qualidade de vida dos trabalhadores do transporte e da sociedade como um todo, evidenciando que a promoção da saúde é um fator essencial para um trânsito mais seguro.
Como participar
Os interessados podem conferir a programação completa e acompanhar as ações por meio do site oficial da instituição:
https://www.sestsenat.org.br/noticia/sest-senat-promove-mobilizao-nacional-de-sade-com-foco-em-bem-estar-e-segurana-no-trnsito