SEGURO DE TRANSPORTE GANHA ESPAÇO COMO FERRAMENTA DE PREVENÇÃO E GESTÃO DE RISCOS

SEGURO DE TRANSPORTE GANHA ESPAÇO COMO FERRAMENTA DE PREVENÇÃO E GESTÃO DE RISCOS

O transporte rodoviário de cargas está cada vez mais pressionado pela necessidade de controlar riscos que podem gerar perdas financeiras e comprometer a operação. Roubos, acidentes e avarias continuam entre as principais ameaças para transportadoras, especialmente as pequenas e médias empresas, que possuem menor capacidade para absorver grandes prejuízos. Segundo levantamento da NTC&Logística, o Brasil registrou 8.570 roubos de cargas em 2025, com prejuízos estimados em cerca de R$ 900 milhões.

Nesse cenário, o seguro de transporte começa a ser tratado pelo mercado não apenas como uma forma de indenização após um sinistro, mas como parte de uma estratégia mais ampla de gerenciamento de riscos. Para Guilherme Silveira, CEO da Genebra Corretora de Seguros, conhecer a operação antes da contratação permite identificar vulnerabilidades e definir quais riscos podem ser eliminados, reduzidos ou transferidos para uma seguradora.

O perfil da operação também influencia diretamente o custo da apólice. Valores transportados, tipos de mercadorias, rotas utilizadas, frequência das viagens, histórico de ocorrências e mecanismos de proteção são alguns dos fatores considerados na avaliação do risco. Por isso, segundo o executivo, reduzir a exposição antes da contratação pode contribuir para uma apólice mais eficiente, em vez de simplesmente buscar o menor preço disponível.

A tecnologia vem reforçando esse processo. Rastreamento por GPS, monitoramento em tempo real e análise dos padrões de condução permitem acompanhar as viagens e identificar situações fora do comportamento esperado. Com mais dados disponíveis, as seguradoras passam a ter condições de avaliar não apenas o histórico de sinistros de uma empresa, mas também a maneira como os riscos estão sendo administrados no presente.

Essa mudança aproxima cada vez mais seguro, prevenção e inteligência de dados. Para as transportadoras, o resultado pode representar maior controle sobre as operações e redução dos impactos provocados por ocorrências. Para o mercado segurador, abre espaço para avaliações mais individualizadas e soluções adequadas ao perfil de cada operação.

Outro desafio está na modernização dos próprios processos do setor de seguros. Sistemas pouco integrados e procedimentos manuais ainda dificultam o compartilhamento e a padronização de informações entre empresas. Nesse contexto, plataformas digitais e APIs podem facilitar cotações, integrações e acesso a diferentes opções de cobertura, especialmente para pequenos e médios negócios.

A tendência é que a gestão de riscos passe a ocupar uma posição cada vez mais estratégica no transporte. Em vez de recorrer ao seguro somente depois que os processos estão definidos, empresas podem incorporar a prevenção desde o planejamento da operação. A combinação entre tecnologia, análise de dados e proteção financeira ganha, assim, importância para aumentar a segurança e reduzir os impactos de imprevistos na cadeia logística.

Fonte: Terra

COPOM INICIA REUNIÃO E MERCADO PROJETA QUINTO CORTE CONSECUTIVO NA SELIC

COPOM INICIA REUNIÃO E MERCADO PROJETA QUINTO CORTE CONSECUTIVO NA SELIC

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciou nesta segunda-feira, dia 14, a reunião que deve definir um novo corte na taxa Selic, com decisão prevista para a noite desta quarta-feira, dia 16. O SETCEB já havia informado, na semana passada, que o mercado via 95% de chance de um novo corte nesta reunião; agora o encontro já está em curso, com decisão a ser anunciada nas próximas horas.

A expectativa predominante entre analistas é de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14% para 13,75% ao ano — o que representaria o quinto corte consecutivo da taxa básica de juros.

Entre os fatores que sustentam a expectativa de novo corte estão a desaceleração da atividade econômica e a perda de força da inflação nos últimos meses. Mesmo com as reduções já realizadas, a taxa real de juros brasileira — descontada a inflação — segue entre as mais altas do mundo.

A decisão do Copom deve ser conhecida poucas horas depois de o Federal Reserve, banco central americano, anunciar sua própria decisão de juros, com o mercado também projetando corte na taxa americana, hoje entre 3,5% e 3,75% ao ano. A ata da reunião do Copom deve ser divulgada na semana seguinte à decisão, detalhando o balanço de riscos considerado pelo colegiado.

Um eventual corte da Selic para 13,75% tende a reduzir, ainda que de forma gradual, o custo do crédito para renovação de frotas e capital de giro das transportadoras — fator especialmente sensível para empresas baianas de pequeno e médio porte, que costumam recorrer a financiamento para aquisição de caminhões e equipamentos. Vale lembrar que a regra da poupança permanece inalterada enquanto a Selic ficar acima de 8,5% ao ano, patamar ainda distante do nível atual mesmo após os cortes recentes.

Fonte: Remessa Online / O Tempo (Folhapress)

ÍNDICE MOSTRA QUE FRETE RODOVIÁRIO SUBIU 1,04% EM AGOSTO MESMO COM QUEDA NO PREÇO DO DIESEL

ÍNDICE MOSTRA QUE FRETE RODOVIÁRIO SUBIU 1,04% EM AGOSTO MESMO COM QUEDA NO PREÇO DO DIESEL

O preço médio do frete rodoviário de cargas no Brasil subiu 1,04% em agosto, passando de R$ 8,63 para R$ 8,72 por quilômetro rodado, mesmo com o diesel mais barato no período, segundo o Índice de Frete Rodoviário (IFR).

O indicador é calculado pela Edenred com base em dados da plataforma de gestão de frotas Repom e é divulgado mensalmente para acompanhar a evolução dos custos de transporte de cargas no país.

O contraste chama atenção porque, no mesmo período, o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) mostrou o diesel em queda pelo quarto mês consecutivo: o diesel comum recuou 1,17%, para R$ 6,70 o litro, e o diesel S-10 caiu 0,70%, para R$ 7,05.

Entre os fatores que explicam a alta do frete mesmo com o combustível mais barato estão o reforço da fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e a entrada em vigor da Lei nº 15.485/2026, conhecida como Lei do Frete Mínimo, que ampliou a cobrança pelo cumprimento do piso mínimo de frete pelas transportadoras.

O fim da colheita da segunda safra de milho também pressionou o indicador para cima, ao aumentar a demanda por caminhões disponíveis para o escoamento da produção. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), as cotações do milho seguem em patamares elevados, o que tende a manter aquecida a procura por fretes ligados ao agronegócio nas próximas semanas. Em contrapartida, os setores de indústria e construção civil registraram menor movimentação de cargas em agosto.

A avaliação do próprio índice é de que o viés de alta deve se manter em setembro, em meio à volatilidade das cotações do milho e à possível influência do fenômeno climático El Niño sobre as safras. Para transportadoras baianas, que atendem tanto rotas ligadas ao agronegócio do Oeste do estado quanto o transporte urbano e industrial na Região Metropolitana de Salvador, o movimento indica que o custo do frete deve continuar pressionado mesmo com os combustíveis em trajetória de queda, exigindo atenção redobrada ao reajuste de contratos e tabelas de frete.

Fonte: Diário do Grande ABC e Mundo Logística, com dados do Índice de Frete Rodoviário (IFR) da Edenred/Repom

ANTT AMPLIA FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA DE SEGUROS OBRIGATÓRIOS NO TRANSPORTE DE CARGAS

ANTT AMPLIA FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA DE SEGUROS OBRIGATÓRIOS NO TRANSPORTE DE CARGAS

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) passou a cruzar automaticamente os dados do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) com as apólices de seguro ativas das transportadoras, em um novo sistema de fiscalização eletrônica que promete identificar irregularidades com mais agilidade.

Até então, a checagem do cumprimento das exigências de seguro dependia, em grande parte, de verificações manuais e pontuais. Com o novo cruzamento automatizado de dados, a agência reguladora consegue identificar de forma praticamente imediata transportadoras que estejam operando com coberturas vencidas, canceladas ou inexistentes.

Três modalidades de seguro obrigatório passam a ter fiscalização eletrônica reforçada: o RCTR-C, que cobre a responsabilidade da transportadora pela carga em caso de acidente; o RC-DC, voltado a casos de roubo ou desaparecimento da mercadoria transportada; e o RC-V, que cobre a responsabilidade civil da empresa por danos causados a terceiros durante a operação de transporte.

Um superintendente da seguradora AXA, citado na reportagem que revelou a medida, afirmou que o cruzamento eletrônico "permite identificar com maior velocidade empresas operando sem a cobertura exigida" — o que deve aumentar a pressão sobre transportadoras que ainda mantêm pendências nesse tipo de contratação.

Na prática, a mudança exige que as transportadoras mantenham rigorosamente atualizadas informações como mudanças de frota, alteração de rotas, tipos de carga transportada e limites de embarque, sob risco de autuação e de ficarem em desvantagem competitiva em relação a concorrentes já regularizados. Para empresas baianas de pequeno e médio porte, que costumam operar com margens mais apertadas, o alerta é para que a regularização das apólices de seguro obrigatório seja tratada como prioridade, já que a nova rotina de fiscalização eletrônica da ANTT deve reduzir significativamente a margem de tolerância que existia com a fiscalização manual.

Fonte: CQCS – Portal de Notícias do Mercado de Seguros

NSTECH LANÇA SISTEMA DE PAGAMENTO ELETRÔNICO DE FRETE INTEGRADO À EMISSÃO DO CIOT

NSTECH LANÇA SISTEMA DE PAGAMENTO ELETRÔNICO DE FRETE INTEGRADO À EMISSÃO DO CIOT

A empresa de tecnologia nstech lançou um conjunto de três soluções digitais voltadas ao setor de transporte e logística, com destaque para o TNS Pay, um novo serviço de pagamento eletrônico que permite liquidar operações de frete e gerar automaticamente o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).

O CIOT é um documento exigido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para formalizar operações de transporte rodoviário de cargas contratadas com transportadores autônomos, e sua emissão correta é uma das obrigações regulatórias mais fiscalizadas do setor.

Para poder operar o novo serviço de pagamentos, a nstech obteve licença do Banco Central do Brasil para atuar como instituição de pagamento. A empresa não divulgou, até o momento, as condições comerciais de utilização do TNS Pay.

Além do sistema de pagamentos, a companhia apresentou a Plataforma TNS, que unifica em um único ambiente digital dados de embarcadores, transportadoras, operadores logísticos e motoristas — cobrindo desde o planejamento da operação até a entrega e o pagamento —, e o Multi + KMM, que integra sistemas de gestão a ferramentas de contratação, agendamento logístico, roteirização e acompanhamento por torres de controle.

Segundo a diretora de Marketing da nstech, "uma entrega depende de dezenas de empresas, sistemas e pessoas. A próxima oportunidade de produtividade está justamente entre esses elos" — referência à proposta da empresa de reduzir a fragmentação tecnológica entre os diferentes elos da cadeia logística. A nstech foi fundada em 2020 pelas gestoras de investimento Niche Partners (Tarpon) e Greenbridge Partners, tem hoje mais de 100 soluções em seu portfólio, cerca de 75 mil clientes e 2,5 milhões de motoristas cadastrados em sua base, com atuação em 15 países.

A tendência de digitalização de etapas como a emissão do CIOT e o pagamento de fretes tende a se acelerar à medida que a ANTT intensifica a fiscalização eletrônica sobre o cumprimento de obrigações regulatórias do setor. Para transportadoras da Bahia, sobretudo as de menor porte que ainda dependem de processos manuais para emissão de CIOT e conciliação de pagamentos com autônomos, esse tipo de plataforma pode representar uma forma de reduzir erros operacionais e o risco de autuação por descumprimento de exigências documentais.

Fonte: Transporte Moderno