COMJOVEM BAHIA PARTICIPA DE ENCONTRO SOBRE OS IMPACTOS DA REFORMA TRIBUTÁRIA NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO

COMJOVEM BAHIA PARTICIPA DE ENCONTRO SOBRE OS IMPACTOS DA REFORMA TRIBUTÁRIA NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO

A COMJOVEM Bahia participou, nesta quinta-feira (10), do Café com Reforma Tributária, encontro promovido pela Contart Contabilidade, em Lauro de Freitas (BA), que reuniu representantes e profissionais do setor de transporte para discutir os impactos das mudanças tributárias e seus reflexos na atividade empresarial.

Com o tema “Informação hoje. Mais estratégia para o seu amanhã”, o encontro teve como proposta esclarecer dúvidas e ampliar o conhecimento dos transportadores sobre as transformações trazidas pela Reforma Tributária, contribuindo para que as empresas possam se preparar de forma mais estratégica para o novo cenário.

A participação da COMJOVEM Bahia reforça o compromisso da comissão com a capacitação, a troca de conhecimentos e o desenvolvimento dos jovens empresários e executivos do transporte rodoviário de cargas, aproximando seus integrantes de debates que impactam diretamente a gestão e a competitividade das empresas do setor.

Para o vice-coordenador da COMJOVEM Bahia, Fábio Souza, encontros como esse são importantes para transformar informação em planejamento:

“A Reforma Tributária traz mudanças que terão impacto direto na rotina e na gestão das empresas de transporte. Por isso, é fundamental que o empresário esteja informado e busque entender, desde já, como essas alterações poderão afetar sua operação. Participar de momentos como este nos ajuda a ampliar o conhecimento, trocar experiências e estar mais preparado para tomar decisões estratégicas.”

A COMJOVEM Bahia segue incentivando a participação de seus integrantes em iniciativas voltadas à qualificação profissional, atualização e fortalecimento do transporte rodoviário de cargas, contribuindo para a formação de uma nova geração de lideranças cada vez mais preparadas para os desafios do setor.

MERCADO PRECIFICA 95% DE CHANCE DE NOVO CORTE NA SELIC NA REUNIÃO DO COPOM DA PRÓXIMA SEMANA

MERCADO PRECIFICA 95% DE CHANCE DE NOVO CORTE NA SELIC NA REUNIÃO DO COPOM DA PRÓXIMA SEMANA

Operadores do mercado financeiro já precificam probabilidade de 95% de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central promova um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, levando-a de 14,00% para 13,75% ao ano, na reunião marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

A leitura do mercado é baseada nos preços das opções de juros futuros negociadas na B3, divulgados nesta sexta-feira. Um eventual corte confirmaria o quinto movimento consecutivo de flexibilização monetária desde o início do ciclo de afrouxamento, iniciado em março deste ano.

A Selic está em 14,00% ao ano desde a última decisão do Copom, tomada em agosto, quando o comitê já havia promovido o quarto corte seguido de 0,25 ponto percentual, em decisão unânime.

A expectativa de novo corte no Brasil coincide com a reunião de política monetária do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, marcada para as mesmas datas, 15 e 16 de setembro. O consenso entre cerca de 70% dos economistas consultados pelo mercado americano é de que o Fed deve manter os juros americanos estáveis, na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

A manutenção dos juros americanos, associada ao corte esperado no Brasil, deve ampliar ainda mais o diferencial de juros entre os dois países — fator que, segundo analistas, tende a limitar uma eventual pressão de alta sobre o real mesmo com o afrouxamento monetário brasileiro, já que o carrego de capital estrangeiro no país segue atrativo.

O Boletim Focus mais recente, divulgado pelo Banco Central na segunda-feira, dia 8, projeta Selic de 13,75% ao ano para o fim de 2026 — patamar estável há quatro semanas nas projeções —, além de novos cortes adiante, com a taxa projetada em 12,00% ao fim de 2027 e 10,50% ao fim de 2028. A projeção de inflação (IPCA) para 2026 está em 5,00%, acima do teto da meta.

A trajetória de queda da Selic é acompanhada de perto pelas transportadoras, já que boa parte do financiamento de aquisição e renovação de frota no país é feito a taxas atreladas ao CDI, que acompanha de perto a taxa básica de juros. Para empresas do setor na Bahia, cada corte na Selic tende a reduzir gradualmente o custo do crédito para compra de caminhões e capital de giro, ainda que o efeito sobre as condições de financiamento costume aparecer com defasagem em relação à decisão do Copom.

Fonte: Rio Times Online

NOVO PROTOCOLO DO MERCOSUL MUDA REGRAS DE FISCALIZAÇÃO NO TRANSPORTE INTERNACIONAL DE CARGAS

NOVO PROTOCOLO DO MERCOSUL MUDA REGRAS DE FISCALIZAÇÃO NO TRANSPORTE INTERNACIONAL DE CARGAS

Sete países da América do Sul — Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai — começaram a aplicar novas regras de fiscalização para o transporte rodoviário internacional de cargas, com a entrada em vigor do Oitavo Protocolo Adicional ao Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre (ATIT), assinado em 6 de novembro de 2025.

A mudança foi formalizada pelos governos dos países signatários e é administrada, no âmbito regional, pela Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). O argumento central por trás da revisão é modernizar o controle das fronteiras terrestres, hoje considerado disperso e pouco padronizado entre os países do bloco.

O novo protocolo introduz três mecanismos principais: seletividade por análise de risco nos pontos de fronteira, exigência de declaração antecipada da carga antes da chegada do veículo e uso de precintos — lacres — eletrônicos para rastrear a integridade da carga ao longo do trajeto internacional.

A medida chega ao Brasil pouco depois da sanção da Lei nº 15.485, em 5 de agosto de 2026, que passou a exigir que toda operação paga de transporte rodoviário de cargas no país seja registrada por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). A lei fixou prazo de quitação do frete de 30 dias úteis e abriu período de adequação de 90 dias para contratos já em vigor, com bloqueio automático de operações que declarem valores abaixo do piso mínimo de frete — tema que já foi tratado em publicação anterior deste sindicato.

A aplicação do piso mínimo ao CIOT já vinha regulamentada pela Portaria SUROC nº 6/2026 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em vigor desde 24 de maio de 2026, que condiciona a geração do código à validação do valor mínimo do frete. A Resolução ANTT nº 6.038/2024, por sua vez, excluiu o transporte internacional de cargas dessa obrigatoriedade específica — o que torna o novo protocolo do Mercosul um mecanismo de controle complementar, focado na fronteira, e não na relação comercial interna da operação.

Do lado argentino, o Decreto nº 689/2026, de 30 de julho de 2026, atualizou os padrões de peso e dimensões de veículos de carga — a primeira revisão do tipo em 30 anos naquele país —, o que deve exigir ajustes de transportadoras brasileiras que operam rotas binacionais.

A malha de fronteiras terrestres do Brasil soma 16.886 quilômetros, distribuídos por nove países vizinhos, extensão que dá dimensão ao desafio de uniformizar procedimentos de fiscalização em pontos de controle tão distintos entre si.

Eliane Maas, diretora-executiva da Transmaas Logística Internacional, afirmou que a fiscalização mudou de foco com as novas regras, e que retenções em praças de fronteira como Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, seguem ocorrendo principalmente por divergências de informações entre os sistemas dos diferentes países.

Para as transportadoras baianas que atuam ou pretendem atuar em rotas de exportação terrestre para países vizinhos — ainda que em menor volume do que o fluxo via Uruguaiana —, a adequação aos precintos eletrônicos e às declarações antecipadas de carga deve ser incorporada ao planejamento logístico já nos próximos meses, à medida que os países do bloco regulamentam os detalhes operacionais do protocolo em suas fronteiras.

Fonte: Brasil em Folhas

SEINFRA AUTORIZA NOVAS OBRAS DE PAVIMENTAÇÃO NOS TERRITÓRIOS DO SISAL E DA BACIA DO JACUÍPE

SEINFRA AUTORIZA NOVAS OBRAS DE PAVIMENTAÇÃO NOS TERRITÓRIOS DO SISAL E DA BACIA DO JACUÍPE

O Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), autorizou nesta semana novas obras de pavimentação asfáltica em municípios dos territórios do Sisal e da Bacia do Jacuípe, contemplando estradas, acessos a povoados e trechos de rodovias estaduais.

A autorização foi confirmada pela própria Seinfra e divulgada pelo Calila Notícias nesta quinta-feira, com as obras tendo sido autorizadas na quarta-feira, dia 9.

A maior concentração de intervenções está no território do Sisal, nos municípios de Retirolândia e Monte Santo. Em Retirolândia, serão pavimentados 12,7 quilômetros de acessos, ligando a sede municipal aos povoados de Mandápolis e Gameleira, um trecho entre Alecrim e Contador, e conexões entre a rodovia estadual BA-120 e os povoados de Giboia e Laginha, com investimento de R$ 12,1 milhões.

Monte Santo concentra o maior volume de recursos entre os municípios contemplados: 24,2 quilômetros de pavimentação na BA-220, entre Pedra Vermelha — no entroncamento com a BA-120 — e Horizonte Novo, com investimento de R$ 32,7 milhões, além de mais 11,55 quilômetros ligando os povoados de Vila Nova, Mandaçaia, Várzea dos Bois e Gameleira pelas rodovias BA-220 e BA-120, com R$ 16 milhões adicionais.

No total, o território do Sisal recebe R$ 60,8 milhões em investimentos para cerca de 48,4 quilômetros de vias pavimentadas.

Já na Bacia do Jacuípe, o investimento autorizado é para o município de Mairi, onde serão pavimentados 6,3 quilômetros de estrada ligando o distrito de Angico ao povoado de Manguinhas, com aporte de R$ 8,4 milhões.

A Seinfra não divulgou, até a publicação da matéria, cronograma detalhado de execução das obras nem declarações de autoridades sobre os prazos previstos.

Para as transportadoras que atuam nessas regiões do semiárido baiano, a pavimentação de acessos hoje precários tende a reduzir o tempo de viagem e o desgaste de veículos em trechos usados para escoar a produção agropecuária local até rodovias estaduais de maior fluxo, num movimento que se soma a outros investimentos em infraestrutura rodoviária anunciados pelo governo estadual ao longo do ano.

Fonte: Calila Notícias

NOVA LEI FIXA PRAZO DE 30 DIAS PARA PAGAMENTO DE FRETE E TORNA RNTRC GRATUITO COM RECONHECIMENTO FACIAL

NOVA LEI FIXA PRAZO DE 30 DIAS PARA PAGAMENTO DE FRETE E TORNA RNTRC GRATUITO COM RECONHECIMENTO FACIAL

Uma nova legislação federal, a Lei 15.485/2026, estabelece prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete ao transportador e torna gratuita a inscrição e a revalidação do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC). Os detalhes da norma foram destacados durante o evento Logística do Futuro 2026, realizado em São Paulo e que reuniu mais de 6 mil profissionais do setor.

O evento, no Transamerica Expo Center, discutiu também os efeitos da Reforma Tributária, novas regulamentações do setor e avanços em inteligência artificial aplicados à logística.

Pela nova lei, a forma e o prazo de pagamento do frete devem ser pactuados e registrados no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que deixou de ser apenas um registro e passou a apurar o valor da contratação, travando previamente operações cujo valor esteja em desacordo com o piso mínimo do frete. A não emissão do CIOT pode gerar multa de R$ 10,5 mil.

O RNTRC, por sua vez, passa a ter inscrição e revalidação gratuitas, com validação anual feita por reconhecimento facial via aplicativo Gov.br.

A lei também prevê possibilidade de indenização ao transportador de até duas vezes o valor do piso mínimo do frete em caso de descumprimento das novas regras.

Atualmente, 70% das fiscalizações realizadas no setor resultam em autuação; a expectativa apresentada no evento é que esse percentual diminua com a estruturação mais rigorosa do CIOT. As tabelas de reajuste do piso mínimo do frete continuam sendo publicadas em 20 de janeiro e 20 de julho, com reajuste extra caso o preço do combustível varie 5% para cima ou para baixo.

Um estudo da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), também apresentado no evento, mostra que os operadores logísticos do país faturam R$ 247 bilhões, sendo 65% relacionados a transporte e 27% a armazenagem; em média, um operador atende a 8 setores diferentes, com destaque para o segmento automotivo e de autopeças, presente em 69% das empresas. Apenas 31% dos operadores conseguem, de fato, realizar operações multimodais.

Também foram apresentados projetos de eletrificação de frota: uma parceria entre o Grupo DPSP e a EVMOB prevê incorporar caminhões elétricos isotérmicos a 10% da frota logística em operações entre São Paulo e Rio de Janeiro, com projeção de rodar 6 milhões de quilômetros em 6 anos e redução de custos entre 5% e 15%; e o projeto e-Dutra, que pretende transformar o corredor da Rodovia Presidente Dutra na primeira rota logística de baixo carbono do país.

A nova regra de prazo de pagamento do frete e a gratuidade do RNTRC têm alcance nacional e afetam diretamente transportadoras e autônomos baianos, que ganham um instrumento legal mais claro para cobrar pagamentos em atraso e reduzem custos de regularização cadastral — ainda que a efetividade da nova fiscalização baseada no CIOT dependa da estruturação operacional da ANTT nos próximos meses.

Fonte: Mundo Logística