por Setceb | jul 22, 2026 | Uncategorized
A utilização de Arla 32 sem procedência comprovada continua sendo um dos principais riscos para caminhões equipados com sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR). Embora o preço mais baixo possa parecer vantajoso, especialistas alertam que o uso de um produto adulterado pode gerar prejuízos elevados, comprometer componentes do veículo e até interromper a operação da frota.
Segundo Gilles-Laurent Grimberg, especialista da Actioil, o problema não necessariamente aumentou nos últimos anos, mas ganhou mais visibilidade devido ao fortalecimento da fiscalização e ao crescimento da frota equipada com tecnologia SCR.
“Quanto maior o número de veículos que utilizam Arla 32, maior também o interesse de fabricantes clandestinos em explorar esse mercado”, explica.
O que caracteriza um Arla 32 adulterado?
As irregularidades podem ocorrer de diversas formas. Entre as mais comuns estão a diluição do produto com água, o uso de água que não passou pelo processo adequado de desmineralização e a utilização de ureia incompatível com as especificações exigidas para aplicações automotivas.
Além disso, falhas durante a fabricação, armazenamento ou transporte também podem comprometer a qualidade do reagente.
Como o sistema SCR trabalha com uma solução altamente controlada, pequenas alterações na composição já são suficientes para afetar seu desempenho.
Sistema de emissões pode sofrer danos em vários componentes
Quando o reagente apresenta impurezas ou concentração inadequada, o processo de redução dos óxidos de nitrogênio (NOx) deixa de ocorrer corretamente. Com o tempo, resíduos se acumulam no sistema e provocam falhas em diferentes componentes.
Entre as peças mais suscetíveis aos danos estão:
bomba do Arla 32;
filtros;
módulo dosador;
injetor;
sensores de NOx;
sensores de temperatura;
catalisador SCR.
Ao identificar falhas, a central eletrônica pode reduzir automaticamente a potência e o torque do caminhão para proteger o conjunto mecânico.
Alertas no painel não devem ser ignorados
Antes que os danos se tornem mais severos, o veículo costuma apresentar alguns sinais de que há problemas no sistema de pós-tratamento.
Os sintomas mais frequentes incluem:
luz de advertência do sistema de emissões;
mensagens de erro relacionadas ao SCR ou ao Arla 32;
perda de desempenho;
consumo irregular do reagente;
falhas recorrentes registradas pela eletrônica do veículo.
De acordo com Grimberg, insistir em continuar a viagem sem investigar a origem desses alertas pode agravar significativamente o problema.
Um único abastecimento pode gerar prejuízos elevados
Mesmo um único abastecimento com produto contaminado pode comprometer o funcionamento do sistema, principalmente quando há presença de óleo, diesel, minerais ou outras substâncias inadequadas.
Dependendo da gravidade da contaminação, pode ser necessária a substituição de diversos componentes, como sensores, bomba, módulo dosador, injetores e até do catalisador.
Segundo o especialista, em situações mais graves o custo do reparo pode representar entre 25% e 30% do valor do caminhão.
Além do impacto financeiro, a paralisação do veículo compromete prazos de entrega, reduz a produtividade da frota e aumenta os custos operacionais da transportadora.
Como reduzir os riscos na compra
Para evitar problemas, a recomendação é adquirir Arla 32 apenas de empresas confiáveis e exigir nota fiscal da compra.
Também é importante verificar informações como fabricante, número do lote, prazo de validade e as condições da embalagem. Outra orientação é confirmar se o produtor possui registro regular junto ao Inmetro.
Segundo Grimberg, preços muito abaixo da média de mercado merecem atenção, especialmente quando não há informações que garantam a rastreabilidade do produto.
Armazenamento também influencia a qualidade
Mesmo quando o Arla 32 é original, a forma de armazenamento pode comprometer suas características.
O produto deve permanecer protegido da luz solar, em ambiente ventilado, dentro do prazo de validade e acondicionado em recipientes próprios, livres de resíduos de óleo, diesel, poeira ou qualquer outro contaminante.
Temperaturas elevadas também aceleram a degradação da solução e podem alterar sua composição química.
O que fazer em caso de suspeita
Caso haja suspeita de abastecimento com Arla 32 adulterado, a orientação é interromper imediatamente a utilização do produto e procurar uma oficina especializada antes de continuar a operação.
Também é recomendável guardar a nota fiscal, a embalagem, o número do lote e, sempre que possível, uma amostra do reagente para eventual análise.
A ocorrência pode ser comunicada ao fornecedor e registrada junto ao Inmetro ou ao Instituto de Pesos e Medidas (IPEM) do estado.
O especialista também reforça que remover ou modificar o sistema SCR para eliminar o uso de Arla 32 é uma prática proibida. Além das penalidades administrativas, a alteração pode resultar em multas, apreensão do veículo e responsabilização por crime ambiental.
por Setceb | jul 22, 2026 | Uncategorized
O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira com leve recuo de 0,20%, aos 173.371,35 pontos, em um dia marcado por oscilações ao longo da sessão e baixa movimentação no mercado. Apesar das variações, o principal índice da Bolsa brasileira permaneceu próximo da estabilidade durante grande parte do dia.
No mercado de câmbio, o dólar comercial registrou queda de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,089. Já os contratos futuros de juros fecharam com predominância de altas ao longo da curva.
Com o encerramento da Copa do Mundo e o início do recesso parlamentar, investidores passaram a concentrar atenção no cenário político brasileiro, especialmente nas movimentações relacionadas às eleições presidenciais de outubro. O mercado acompanha pesquisas eleitorais e avalia os possíveis reflexos do resultado das urnas sobre a economia e os ativos financeiros.
Outro fator observado pelos agentes financeiros foi a divulgação do Boletim Focus. O relatório mostrou nova redução nas projeções para a inflação de 2026, embora as estimativas permaneçam acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.
No cenário internacional, as bolsas europeias encerraram o dia em alta, favorecidas pela redução momentânea dos preços do petróleo. Entretanto, a commodity voltou a subir após novas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, elevando novamente as preocupações sobre possíveis impactos na oferta global de energia.
Analistas do Goldman Sachs mantiveram suas estimativas para o petróleo Brent em US$ 80 por barril ao final de 2026 e US$ 75 em 2027. A instituição ressalta, porém, que uma escalada do conflito no Oriente Médio poderá provocar novas altas na cotação da commodity.
Na Bolsa brasileira, a queda das ações da Vale influenciou negativamente o desempenho do Ibovespa. Os papéis da mineradora recuaram 1,38%, acompanhando a desvalorização do minério de ferro no mercado internacional.
Por outro lado, as ações da Petrobras avançaram 0,61%, impulsionadas pela recuperação dos preços do petróleo. O setor bancário também apresentou desempenho positivo, com altas registradas por Bradesco, Itaú Unibanco e Santander. O Banco do Brasil foi exceção e encerrou o pregão em baixa.
Entre as empresas do varejo, o desempenho foi predominantemente negativo. Assaí apresentou uma das maiores quedas do dia, enquanto as ações das Lojas Renner também encerraram a sessão em baixa.
Para os próximos dias, a agenda econômica traz poucos indicadores relevantes. Entre os destaques estão dados do mercado de trabalho no Reino Unido e informações sobre a atividade econômica da Alemanha, que poderão influenciar o comportamento dos mercados internacionais.
por Setceb | jul 22, 2026 | Uncategorized
A locação de caminhões pode ganhar ainda mais espaço no transporte rodoviário de cargas nos próximos anos. A avaliação é da Addiante, empresa especializada no aluguel de caminhões, implementos rodoviários e máquinas, que aposta na reforma tributária e nas recentes mudanças regulatórias do setor como fatores que devem estimular transportadoras e embarcadores a repensarem a forma como administram suas frotas.
Segundo o diretor comercial da companhia, Silvio Campos, o novo sistema tributário, aliado ao cenário de juros elevados e ao aumento da fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo do frete, tende a incentivar empresas a reduzir investimentos em ativos próprios e buscar alternativas mais flexíveis para suas operações.
Na visão do executivo, a implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributos criados pela reforma tributária para substituir impostos como PIS, Cofins, ICMS e ISS, fará com que empresas revisem toda a cadeia logística em busca de maior eficiência e melhor aproveitamento de créditos tributários.
EMPRESAS REAVALIAM MODELO OPERACIONAL
Além dos impactos tributários, a companhia afirma que vem registrando aumento no interesse de grandes embarcadores em avaliar modelos próprios de transporte. Nesse cenário, a locação surge como uma alternativa entre manter uma frota própria e contratar transportadoras terceirizadas.
De acordo com Campos, esse movimento ganhou força após o reforço na fiscalização relacionada ao piso mínimo do frete, levando empresas a analisarem novos formatos para reduzir custos e aumentar o controle operacional.
EXPECTATIVA É DE CRESCIMENTO A PARTIR DE 2027
Apesar das perspectivas positivas para os próximos anos, a Addiante acredita que 2026 deverá encerrar com desempenho semelhante ao registrado no ano anterior. Conforme a empresa, os resultados do primeiro semestre ficaram praticamente estáveis em relação ao mesmo período de 2025.
Na avaliação da companhia, o programa Move Brasil, que ampliou o acesso ao crédito para renovação de frota, teve impacto limitado sobre o mercado de locação. Segundo Campos, os principais beneficiados foram pequenas e médias empresas, sem provocar mudanças estruturais na demanda pelo aluguel de veículos.
A expectativa é que a procura pelo modelo cresça a partir de 2027, quando os efeitos da reforma tributária começarem a influenciar de forma mais direta o planejamento financeiro das empresas do setor.
TECNOLOGIA E TELEMETRIA FAZEM PARTE DA ESTRATÉGIA
Para acompanhar esse movimento, a Addiante afirma ter investido em soluções voltadas ao monitoramento das operações. Todos os veículos da empresa são acompanhados por sistemas de telemetria, que permitem controlar indicadores como consumo de combustível, disponibilidade da frota e manutenção preventiva.
A companhia também desenvolveu uma plataforma capaz de integrar informações de diferentes fornecedores em uma única central de monitoramento, facilitando a análise do desempenho operacional dos veículos administrados.
MERCADO AINDA TEM ESPAÇO PARA CRESCER
Criada em 2022 por meio de uma parceria entre Gerdau e Randoncorp, a Addiante administra atualmente mais de 4,2 mil ativos, entre caminhões, implementos rodoviários e máquinas, sendo aproximadamente metade composta por caminhões.
Desde o início das operações, a empresa informa ter investido mais de R$ 1,3 bilhão na expansão de sua estrutura.
Segundo a companhia, o mercado brasileiro de locação de caminhões ainda apresenta grande potencial de crescimento. Atualmente, cerca de 10% dos caminhões comercializados no país são destinados às locadoras. Em mercados mais consolidados, como Estados Unidos e Europa, essa participação varia entre 25% e 30%.
A expectativa da empresa é que, nos próximos cinco anos, o Brasil alcance uma participação entre 20% e 25%, impulsionada pela profissionalização das transportadoras, pela busca por maior eficiência financeira e pelas mudanças tributárias e regulatórias previstas para o setor.
por Setceb | jul 21, 2026 | Uncategorized
O mercado europeu de caminhões vive um novo momento de transformação com a chegada de fabricantes chinesas que pretendem ampliar sua participação no segmento de veículos comerciais elétricos. O avanço dessas empresas aumenta a concorrência para grupos tradicionais como Volvo Trucks, Scania, Mercedes-Benz Trucks, MAN e DAF, que há décadas lideram o setor no continente.
A expansão ocorre em um cenário de crescimento da eletrificação do transporte de cargas. Incentivos ambientais, metas de redução das emissões de carbono e investimentos em infraestrutura têm impulsionado a procura por caminhões movidos a energia elétrica, abrindo espaço para novos concorrentes.
Segundo informações divulgadas pela Reuters, empresas como BYD, Farizon (Geely), Sinotruk, Sany, Windrose e SuperPanther já anunciaram planos para ampliar sua atuação na Europa ao longo de 2026.
Preço competitivo é uma das apostas
Um dos principais diferenciais das montadoras chinesas está na capacidade de produzir veículos com custos menores. O domínio da cadeia de fabricação de baterias, aliado à produção em grande escala, permite que alguns modelos sejam comercializados por valores inferiores aos praticados por fabricantes europeias.
Dados da Agência Internacional de Energia (IEA) mostram que a China ocupa posição de destaque na produção mundial de baterias para veículos elétricos e vem expandindo rapidamente sua frota de caminhões movidos a eletricidade.
Essa combinação de tecnologia e escala produtiva fortalece a competitividade das empresas chinesas justamente em um momento de transição energética do transporte rodoviário.
IAA Transportation reunirá novos concorrentes
A disputa deverá ganhar ainda mais visibilidade durante a IAA Transportation 2026, considerada uma das maiores feiras de veículos comerciais do mundo, realizada em Hannover, na Alemanha.
O evento contará com fabricantes tradicionais e também com marcas chinesas que vêm ampliando sua presença internacional. Até o momento, BYD, Dongfeng e MAXUS estão entre as empresas confirmadas.
A feira será dedicada à apresentação de soluções voltadas à eletrificação, conectividade, automação e tecnologias para o transporte do futuro, refletindo as mudanças pelas quais passa a indústria mundial.
Especialista destaca vantagem tecnológica
Para Antonio Jorge Martins, coordenador acadêmico da Fundação Getulio Vargas (FGV), a principal vantagem competitiva das fabricantes chinesas está na rapidez com que conseguem desenvolver novas tecnologias.
Segundo ele, empresas que controlam a produção das próprias baterias conseguem reduzir custos, acelerar a inovação e responder com mais agilidade às mudanças do mercado.
O especialista afirma que essa característica pode representar um diferencial importante tanto na Europa quanto em mercados emergentes, como o brasileiro.
Fabricantes tradicionais apostam em experiência e pós-venda
Mesmo diante da nova concorrência, as montadoras europeias continuam apoiadas em fatores que vão além do preço de aquisição dos veículos.
A ampla rede de concessionárias, a disponibilidade de peças, a assistência técnica e o histórico de relacionamento com transportadoras fazem parte do chamado Custo Total de Propriedade (TCO), indicador utilizado por muitos operadores para avaliar a rentabilidade do investimento ao longo da vida útil do caminhão.
Para Martins, esse ainda é um dos principais argumentos das marcas tradicionais, embora a tendência seja de redução dessa vantagem à medida que as fabricantes chinesas consolidem suas operações fora da Ásia.
Brasil acompanha a movimentação
A expansão das empresas chinesas também começa a ser percebida no mercado brasileiro. A expectativa é que a presença dessas montadoras aumente nos próximos anos, principalmente em segmentos ligados à eletrificação, distribuição urbana, operações portuárias, mineração e logística regional.
Na avaliação do especialista, o cenário brasileiro deve seguir uma dinâmica semelhante à observada na Europa. Enquanto as fabricantes tradicionais mantêm vantagem pelo relacionamento histórico com os clientes, as empresas chinesas apostam na inovação tecnológica para conquistar espaço.
Embora a eletrificação ainda avance em ritmo mais lento no Brasil, a tendência é que a concorrência se intensifique à medida que novas tecnologias se tornem mais acessíveis e a infraestrutura evolua.
Com isso, o mercado global de caminhões entra em uma nova etapa, em que inovação, eficiência energética, capacidade produtiva e qualidade dos serviços oferecidos passarão a ser fatores decisivos para a competitividade das montadoras.
por Setceb | jul 21, 2026 | Uncategorized
Os preços dos combustíveis apresentaram queda na primeira quinzena de julho, com destaque para o diesel comum, que ficou mais barato em relação ao mês anterior. De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o litro do combustível passou a custar, em média, R$ 6,87, registrando redução de 2,14% na comparação com o valor médio observado em junho.
O levantamento mostra que o comportamento dos preços variou entre os estados. O Mato Grosso do Sul foi o destaque na redução do diesel comum, com retração de 5,14%, encerrando o período com média de R$ 6,65 por litro. Já o Paraná apresentou o menor preço do país, com média de R$ 6,15, enquanto Roraima permaneceu com o combustível mais caro, chegando a R$ 8,24.
No caso do diesel S-10, o maior recuo também foi registrado no Paraná. O combustível teve redução de 4,34%, sendo comercializado, em média, por R$ 6,62 o litro.
Etanol registra maior redução percentual
Entre todos os combustíveis analisados, o etanol foi o que apresentou a maior queda percentual no período. O preço médio nacional passou para R$ 4,29 por litro, representando redução de 2,28%.
São Paulo manteve o menor valor médio do biocombustível, com o litro vendido a R$ 3,96, enquanto Roraima registrou o maior preço, de R$ 6,05. Segundo o estudo, a região Sudeste apresentou preços aproximadamente 22% menores do que os encontrados na região Norte.
Gasolina também ficou mais barata
A gasolina comum também apresentou leve redução na primeira quinzena de julho. O preço médio nacional caiu para R$ 6,77 por litro, uma variação negativa de 0,44% em relação ao mês anterior.
O Distrito Federal registrou a maior queda percentual entre as unidades da federação, com redução de 3,55%, fazendo o litro chegar a R$ 6,53. Em sentido contrário, o Amazonas apresentou a maior alta do período, com aumento de 6,11%, elevando o preço médio para R$ 7,12.
Entre os estados, o Rio Grande do Sul registrou a gasolina mais barata do país, com média de R$ 6,37, enquanto Roraima apresentou o maior valor, chegando a R$ 7,67 por litro.
O IPTL é elaborado pela Edenred Ticket Log a partir das informações de abastecimento realizadas em aproximadamente 21 mil postos credenciados em todo o Brasil. A pesquisa considera dados de uma frota superior a 1 milhão de veículos, processando, em média, 55 transações por segundo.