por Setceb | jul 21, 2026 | Uncategorized
Os preços dos combustíveis apresentaram queda na primeira quinzena de julho, com destaque para o diesel comum, que ficou mais barato em relação ao mês anterior. De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o litro do combustível passou a custar, em média, R$ 6,87, registrando redução de 2,14% na comparação com o valor médio observado em junho.
O levantamento mostra que o comportamento dos preços variou entre os estados. O Mato Grosso do Sul foi o destaque na redução do diesel comum, com retração de 5,14%, encerrando o período com média de R$ 6,65 por litro. Já o Paraná apresentou o menor preço do país, com média de R$ 6,15, enquanto Roraima permaneceu com o combustível mais caro, chegando a R$ 8,24.
No caso do diesel S-10, o maior recuo também foi registrado no Paraná. O combustível teve redução de 4,34%, sendo comercializado, em média, por R$ 6,62 o litro.
Etanol registra maior redução percentual
Entre todos os combustíveis analisados, o etanol foi o que apresentou a maior queda percentual no período. O preço médio nacional passou para R$ 4,29 por litro, representando redução de 2,28%.
São Paulo manteve o menor valor médio do biocombustível, com o litro vendido a R$ 3,96, enquanto Roraima registrou o maior preço, de R$ 6,05. Segundo o estudo, a região Sudeste apresentou preços aproximadamente 22% menores do que os encontrados na região Norte.
Gasolina também ficou mais barata
A gasolina comum também apresentou leve redução na primeira quinzena de julho. O preço médio nacional caiu para R$ 6,77 por litro, uma variação negativa de 0,44% em relação ao mês anterior.
O Distrito Federal registrou a maior queda percentual entre as unidades da federação, com redução de 3,55%, fazendo o litro chegar a R$ 6,53. Em sentido contrário, o Amazonas apresentou a maior alta do período, com aumento de 6,11%, elevando o preço médio para R$ 7,12.
Entre os estados, o Rio Grande do Sul registrou a gasolina mais barata do país, com média de R$ 6,37, enquanto Roraima apresentou o maior valor, chegando a R$ 7,67 por litro.
O IPTL é elaborado pela Edenred Ticket Log a partir das informações de abastecimento realizadas em aproximadamente 21 mil postos credenciados em todo o Brasil. A pesquisa considera dados de uma frota superior a 1 milhão de veículos, processando, em média, 55 transações por segundo.
por Setceb | jul 21, 2026 | Uncategorized
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passou a incluir a saúde mental entre os fatores que devem ser monitorados pelas empresas, ampliando a gestão dos riscos ocupacionais. Para o setor de transporte rodoviário de cargas, a mudança exige que as transportadoras adotem medidas para identificar e prevenir situações que possam comprometer o bem-estar psicológico dos motoristas.
Na prática, fatores como jornadas extensas, pressão por prazos, longos períodos longe da família, insegurança nas rodovias, poucas oportunidades de descanso e o isolamento característico da profissão passam a integrar as avaliações de risco realizadas pelas empresas.
De acordo com o especialista em Saúde e Segurança do Trabalho, Eduardo Missick, a norma tem foco na prevenção e não apenas no tratamento dos problemas já instalados.
“A proposta é identificar os fatores relacionados ao trabalho que podem levar ao adoecimento e agir antes que eles provoquem consequências mais graves para o trabalhador”, explica.
Segundo o especialista, o desgaste emocional também pode comprometer a segurança das operações. A redução da atenção, dificuldades na tomada de decisões e o aumento da fadiga elevam o risco de acidentes nas estradas, tornando a saúde mental um tema diretamente ligado à segurança viária.
Além dos aspectos legais, especialistas apontam que o investimento no bem-estar dos motoristas traz benefícios para as próprias empresas. Para Mari Genovez, especialista em liderança e desenvolvimento de pessoas, a valorização dos profissionais reflete diretamente na qualidade das operações.
“Os investimentos em frota, tecnologia e logística só produzem resultados quando as pessoas responsáveis pela operação estão em boas condições físicas e emocionais”, afirma.
Ela destaca ainda que o motorista representa a imagem da empresa durante toda a operação de transporte. Por isso, ações voltadas à qualidade de vida tendem a reduzir a rotatividade, fortalecer o comprometimento das equipes e contribuir para um ambiente de trabalho mais seguro.
Com a atualização da NR-1, as transportadoras passam a ser incentivadas a revisar jornadas de trabalho, fortalecer os canais de comunicação com os motoristas e desenvolver práticas voltadas à prevenção do adoecimento ocupacional. A expectativa é que a nova abordagem contribua para melhorar as condições de trabalho nas estradas, aumentar a segurança das operações e reduzir afastamentos relacionados à saúde mental.
por Setceb | jul 20, 2026 | Uncategorized
A Agência Nacional de Transportes Terrestres publicou na última sexta-feira (17) a Resolução nº 6.084/2026, que atualiza os valores mínimos do frete rodoviário de cargas em todo o país. A norma altera a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, criada em 2020, e reajusta tanto o custo de deslocamento por quilômetro rodado quanto o coeficiente de carga e descarga cobrado conforme o número de eixos do veículo.
Segundo o novo texto, todas as categorias de carga e todos os tipos de veículo tiveram reajuste, com variações que, em determinadas operações, chegam a dobrar o valor anteriormente praticado. Em transportes de granel sólido com carretas de cinco eixos, por exemplo, o custo de deslocamento passou de R$ 3,3706 por quilômetro, fixado em 2020, para R$ 6,6983, uma alta de 98,73%. Já no transporte de carga geral em veículos de dois eixos, o valor subiu de R$ 2,0524 para R$ 3,9826 por quilômetro, avanço de 94,05%. Os coeficientes de carga e descarga tiveram elevação ainda maior em algumas faixas, com picos de até 132%.
A atualização não é discricionária: a Lei nº 13.703, de agosto de 2018, obriga a revisão da tabela em duas janelas anuais, sempre até os dias 20 de janeiro e 20 de julho, considerando indicadores como a variação do preço do diesel e o IPCA. Os valores publicados são de cumprimento obrigatório em toda operação de transporte rodoviário de cargas no país, e o descumprimento pode resultar em multas pesadas para os embarcadores que contratarem frete abaixo do piso.
Na prática, para calcular o valor mínimo de uma viagem, o transportador deve multiplicar a distância percorrida pelo custo de deslocamento correspondente ao tipo de carga e ao número de eixos do veículo, somando em seguida o custo fixo de carga e descarga. Uma operação de granel sólido em carreta de nove eixos (rodotrem) ao longo de 500 quilômetros, por exemplo, resulta em um piso de R$ 4.949,80 pela nova tabela. A calculadora oficial disponibilizada pela ANTT ainda não incorporava os novos valores até a publicação da resolução.
O reajuste chega poucos dias depois de o Senado aprovar, em 14 de julho, a Medida Provisória 1.343/2026 — a chamada MP do Frete —, que reforça a fiscalização do piso mínimo por meio do CIOT e institui bloqueio eletrônico para operações contratadas abaixo da tabela. O texto seguiu para sanção presidencial, com aceno do governo de que vetará o trecho que concedia anistia a caminhoneiros multados por bloqueios de rodovias em 2022.
por Setceb | jul 20, 2026 | Uncategorized
A Confederação Nacional da Indústria recebeu com preocupação a confirmação, na quarta-feira (15), de uma nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em posicionamento divulgado nesta sexta-feira (17). Segundo o presidente da entidade, Ricardo Alban, os efeitos do aumento das tarifas americanas já são sentidos com força pela indústria nacional: 20 dos 27 estados brasileiros reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre de 2026, e o cenário tende a piorar com o novo anúncio.
No acumulado do primeiro semestre, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 13%, equivalente a uma perda de US$ 2,6 bilhões na comparação com igual período de 2025. A retração foi puxada principalmente pela queda de 8,7% nas vendas de bens industriais, com destaque negativo para semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido bruto, pasta química de madeira não conífera, óleos de petróleo e semimanufaturados de outras ligas de aço. Mesmo com a queda, os Estados Unidos seguem como o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira.
O impacto regional é desigual. Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, Bruno Veloso, o novo tarifaço pode comprometer cerca de 60% dos aproximadamente US$ 130 milhões que o estado exporta aos Estados Unidos — proporção mais alta do que a média nacional, já que a pauta exportadora pernambucana tem forte presença de produtos industriais, ao contrário de estados mais concentrados em commodities agrícolas.
Ainda que quase 2,5 mil produtos tenham sido excluídos da nova cobrança, itens relevantes para a economia nordestina continuam sujeitos à tarifa, como açúcar, uva fresca, inhame, pescados e sucos — a manga, um dos principais produtos exportados pelo Vale do São Francisco, ficou isenta. Segundo Veloso, a manutenção dessas taxas pode inviabilizar comercialmente alguns produtos ou reduzir drasticamente a margem de lucro de exportadores e importadores americanos, com o setor sucroalcooleiro — pilar econômico de Pernambuco e do Nordeste — entre os mais preocupados, diante de uma lista encabeçada pelo etanol e de novas restrições às cotas de exportação para os Estados Unidos.
O tarifaço tem reflexo direto sobre a logística de cargas: a queda nas exportações reduz o volume de contêineres e cargas industriais que chegam aos portos brasileiros por rodovia, ao mesmo tempo em que pressiona empresas exportadoras a buscar novos mercados e rotas alternativas de escoamento, num momento em que o setor de transporte já lida com custos operacionais elevados e um câmbio mais instável.
por Setceb | jul 20, 2026 | Uncategorized
O Congresso Nacional estendeu por mais 60 dias o prazo de vigência da Medida Provisória nº 1.363/2026, que institui um subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel rodoviário. A decisão foi oficializada pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, e publicada no Diário Oficial da União.
Com a prorrogação, a proposta poderá ser votada pelos parlamentares até o dia 26 de setembro. A medida está em vigor desde 30 de maio e foi criada como resposta aos impactos provocados pela instabilidade no Oriente Médio sobre o mercado internacional de combustíveis.
Subsídio não é pago diretamente ao motorista
Ao contrário do que muitos imaginam, o benefício não será recebido diretamente pelos caminhoneiros ou consumidores nos postos de abastecimento. O incentivo financeiro é destinado aos produtores e importadores de diesel que aderirem ao programa regulamentado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A legislação determina que o valor do subsídio seja integralmente repassado ao preço de venda do combustível, devendo essa redução constar nas notas fiscais emitidas pelas empresas participantes.
Medida ainda depende de aprovação
Apesar de já produzir efeitos, a MP precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para se transformar em lei. Caso a votação não ocorra dentro do novo prazo, a medida perderá a validade.
Reflexos para o transporte rodoviário
O diesel continua sendo um dos principais componentes do custo operacional do transporte de cargas. Por isso, qualquer iniciativa que possa influenciar o preço do combustível é acompanhada de perto por caminhoneiros, transportadoras e embarcadores.
A expectativa do setor é verificar se o subsídio previsto pelo governo será efetivamente refletido ao longo da cadeia de comercialização e poderá contribuir para reduzir a pressão sobre os custos do frete.