por Setceb | jul 10, 2026 | Uncategorized
Os motoristas que utilizam rodovias com sistema de pedágio eletrônico Free Flow terão uma nova ferramenta para evitar multas por falta de pagamento. A partir de outubro, o aplicativo CNH do Brasil passará a enviar notificações automáticas sempre que um veículo for identificado pelos pórticos de cobrança, permitindo que o usuário acompanhe e quite a tarifa dentro do prazo.
A novidade foi anunciada pelo Ministério dos Transportes e busca reduzir o número de autuações por evasão de pedágio, além de oferecer mais praticidade aos condutores que trafegam por rodovias equipadas com o sistema de cobrança sem cancelas.
O Free Flow registra a passagem dos veículos por meio de pórticos eletrônicos, eliminando a necessidade de parada para pagamento. No entanto, como a cobrança é realizada posteriormente, muitos motoristas acabam esquecendo de efetuar o pagamento ou encontram dificuldades para localizar o portal da concessionária responsável.
Com a atualização do aplicativo, além de receber o aviso da cobrança, o usuário também terá acesso à localização dos pórticos instalados nas rodovias brasileiras, facilitando o planejamento das viagens e aumentando a transparência das informações.
A medida também pretende combater golpes envolvendo cobranças falsas. Atualmente, criminosos criam páginas que imitam os sites das concessionárias para induzir motoristas ao pagamento de tarifas inexistentes. Com a centralização das informações no aplicativo oficial, a expectativa é oferecer mais segurança aos usuários.
Para o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), a novidade representa um avanço na gestão das viagens. Empresas transportadoras e caminhoneiros que percorrem longas distâncias poderão acompanhar as passagens pelos pórticos em um único ambiente, reduzindo o risco de multas, facilitando o controle operacional e proporcionando mais segurança no pagamento das tarifas.
O aplicativo CNH do Brasil, desenvolvido pelo Serpro e acessado por meio da conta Gov.br, reúne a versão digital da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), além de informações sobre infrações, recall, cursos especializados e outros serviços relacionados ao trânsito.
por Setceb | jul 10, 2026 | Uncategorized
O mercado brasileiro de caminhões usados manteve trajetória de crescimento no primeiro semestre de 2026. Dados divulgados pela Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) apontam que foram realizadas 211.573 negociações entre janeiro e junho, resultado 5,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando houve 200.436 transferências.
O desempenho demonstra o aquecimento do mercado de veículos seminovos e usados, impulsionado pela necessidade de renovação e ampliação da frota do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Diante dos custos mais elevados para aquisição de caminhões zero-quilômetro, muitas transportadoras e caminhoneiros autônomos têm recorrido ao mercado de usados como alternativa para manter a competitividade e ampliar a capacidade operacional.
Em junho, o setor registrou 37.826 transferências de caminhões, praticamente repetindo o desempenho de maio, quando foram negociadas 37.783 unidades. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o crescimento foi de 1,5%, confirmando a estabilidade e a força da demanda no segmento.
Entre os modelos mais negociados, o Volvo FH permaneceu na liderança, com 2.903 unidades transferidas no mês, equivalente a 7,67% das vendas. O Ford Cargo ocupou a segunda posição, com 2.462 negociações.
A Mercedes-Benz foi a fabricante com maior presença entre os dez caminhões usados mais vendidos do país. Modelos como Axor, Atego, 1113, 1620, Actros e 710 figuraram entre os mais comercializados, refletindo a confiança do mercado na durabilidade, disponibilidade de peças e facilidade de manutenção desses veículos.
O levantamento reforça que o mercado de caminhões usados continua desempenhando papel estratégico para o TRC brasileiro, oferecendo uma alternativa economicamente viável para renovação de frota e contribuindo para manter o abastecimento e a movimentação de cargas em todo o país.
Ranking dos caminhões usados mais vendidos em junho de 2026:
Volvo FH – 2.903 unidades
Ford Cargo – 2.462
Mercedes-Benz Axor – 1.510
Ford F-4000 – 1.423
Mercedes-Benz Atego – 1.356
Mercedes-Benz 1113 – 1.081
Mercedes-Benz 1620 – 812
Volvo VM – 809
Mercedes-Benz Actros – 788
Mercedes-Benz 710 – 737
por Setceb | jul 9, 2026 | Uncategorized
A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória nº 1.344/2026, que autoriza a abertura de um crédito extraordinário de R$ 10 bilhões para custear a política de subsídios ao óleo diesel. O texto segue agora para análise do Senado Federal.
Os recursos serão destinados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável por operacionalizar o pagamento da subvenção prevista nas Medidas Provisórias nº 1.340/2026 e nº 1.349/2026. O objetivo é reduzir os impactos da alta internacional do combustível sobre a economia brasileira, especialmente em razão das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
O programa de subsídio busca amenizar os custos de produção e importação do diesel de uso rodoviário. Inicialmente, entre 12 de março e 6 de abril, produtores e importadores receberam ressarcimento de R$ 0,32 por litro comercializado. Com a edição da MP nº 1.349/2026, o benefício foi ampliado por meio do Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis e permanecerá vigente até o esgotamento dos recursos ou até 31 de dezembro de 2026.
Durante a votação, parlamentares destacaram que a instabilidade no mercado internacional de petróleo continua pressionando os preços dos combustíveis. O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) afirmou que os conflitos externos acabam refletindo diretamente no bolso dos brasileiros, enquanto o deputado Tadeu Veneri (PT-PR) ressaltou a importância do diesel para o transporte público e para o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), responsável por movimentar a maior parte das mercadorias no país.
Além da aprovação da medida, o mais recente levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) apontou redução nos preços do diesel durante o mês de junho na Região Nordeste. O diesel comum apresentou queda média de 1,46%, sendo comercializado a R$ 7,45, enquanto o diesel S-10 recuou 1,19%, alcançando média de R$ 7,48.
Na avaliação do setor, a combinação entre o subsídio federal e a redução observada nas bombas pode contribuir para aliviar parte dos custos operacionais das transportadoras e dos caminhoneiros. Como o diesel representa um dos principais componentes do custo do frete, qualquer redução no combustível tende a gerar reflexos positivos para o Transporte Rodoviário de Cargas, aumentando a previsibilidade das operações e reduzindo a pressão sobre toda a cadeia logística.
por Setceb | jul 9, 2026 | Uncategorized
Apesar de oferecer condições especiais de financiamento para renovação da frota, o Move Brasil ainda enfrenta baixa adesão entre os caminhoneiros autônomos. Enquanto os recursos destinados às empresas praticamente se esgotaram nas primeiras semanas do programa, boa parte da verba reservada aos transportadores autônomos segue disponível.
Dos R$ 2 bilhões destinados exclusivamente aos caminhoneiros, apenas cerca de R$ 300 milhões haviam sido contratados até o fim de junho. O cenário repete o observado na primeira etapa do programa e mostra que o principal desafio deixou de ser a oferta de crédito, passando a ser a capacidade financeira dos profissionais de assumirem um novo financiamento.
Segundo representantes da categoria, o problema não está nas condições oferecidas, mas na falta de previsibilidade da renda. A oscilação na oferta de fretes, somada ao aumento dos custos com diesel, pneus, peças e manutenção, faz com que muitos autônomos evitem assumir parcelas que podem comprometer o orçamento nos próximos anos.
Para incentivar a renovação da frota, montadoras, concessionárias, bancos e entidades do setor passaram a promover ações específicas voltadas aos transportadores autônomos. Entre elas, feirões de financiamento com condições diferenciadas, incluindo juros reduzidos, possibilidade de entrada facilitada e prazos de pagamento de até dez anos.
Além da preocupação com a renda, muitos caminhoneiros também relatam dificuldades para entender como acessar a linha de crédito. Há profissionais que afirmam ter procurado bancos e concessionárias, mas encontraram apenas modalidades tradicionais de financiamento, sem conseguir contratar as condições divulgadas pelo programa.
Especialistas avaliam que a baixa utilização dos recursos pode estar relacionada não apenas ao cenário econômico enfrentado pelos autônomos, mas também às exigências para aprovação do crédito e à falta de informação sobre os procedimentos necessários para contratação.
Criado para estimular a renovação da frota nacional, o Move Brasil busca aumentar a segurança nas rodovias, reduzir custos operacionais e modernizar o transporte rodoviário de cargas. No entanto, entre os caminhoneiros autônomos, o acesso ao crédito ainda esbarra na insegurança financeira e na dificuldade de transformar as condições oferecidas em financiamentos efetivamente contratados.
por Setceb | jul 9, 2026 | Uncategorized
As discussões sobre o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) seguem em evidência no setor de transporte rodoviário de cargas e estarão entre os principais temas da primeira edição do SETCEB CONECTA TALKS.
Com o tema “CIOT vai mudar? Descubra o que pode impactar sua transportadora.”, a palestra apresentará uma análise do cenário atual, abordando as discussões em andamento e os possíveis reflexos para a operação e a gestão das empresas de transporte.
A palestra será conduzida pela Dra Gil Menezes, assessora jurídica da NTC&Logística, que apresentará o tema e esclarecerá os principais pontos que vêm mobilizando empresários e profissionais do setor.
O tema integra a programação do SETCEB CONECTA TALKS, evento que reunirá empresários, diretores, gestores e lideranças do transporte rodoviário de cargas em uma noite dedicada ao conhecimento, ao networking e ao fortalecimento das conexões entre os diversos agentes da cadeia logística.
Além dessa apresentação, o evento contará com uma palestra especial sobre Inovação e Gestão, o painel “O Novo Transporte: Desafios e Oportunidades”, reunindo apoiadores e parceiros do setor, e um jantar de networking para promover a troca de experiências e a geração de novas oportunidades de negócios.
Associados ao SETCEB contam com condições especiais de inscrição. Para adquirir o ingresso com desconto de associado, entre em contato com a equipe do SETCEB pelo WhatsApp (71) 99687-6049.
SETCEB CONECTA TALKS
05 de agosto de 2026
17h às 23h
Coco Bambu Salvador
por Setceb | jul 9, 2026 | Uncategorized
As novas exigências da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) já estão em vigor e passam a condicionar a manutenção do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) à comprovação da contratação dos seguros obrigatórios previstos na Lei nº 14.599/2023.
A determinação está prevista na Resolução ANTT nº 6.068/2025 e faz parte da regulamentação do novo marco legal do setor. Empresas que deixarem de comprovar a contratação das apólices poderão ter o RNTRC suspenso, ficar impedidas de realizar operações de transporte e ainda sofrer as penalidades estabelecidas pela legislação.
A norma estabelece a obrigatoriedade de três modalidades de seguro. O Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga (RCTR-C) cobre prejuízos causados à carga em casos de acidentes, como colisões, tombamentos e incêndios. Já o Seguro de Responsabilidade Civil por Desaparecimento de Carga (RC-DC) garante proteção em situações de roubo ou desaparecimento da mercadoria. O terceiro é o Seguro de Responsabilidade Civil de Veículo (RC-V), destinado à cobertura de danos materiais e corporais causados a terceiros durante a operação de transporte.
Para João Paulo Barbosa, sócio-diretor da Mundo Seguro, muitas empresas ainda não avaliaram plenamente os impactos da nova fase de fiscalização. Segundo ele, a tendência é que o monitoramento seja cada vez mais baseado em dados, tornando indispensáveis a organização documental, a rastreabilidade das operações e uma gestão eficiente dos riscos. Caso contrário, as vulnerabilidades podem ser identificadas durante fiscalizações ou no momento de acionar a cobertura securitária.
Na avaliação de Marcos Siqueira, presidente da Comissão de Transportes da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), a nova regulamentação representa um avanço para a profissionalização do Transporte Rodoviário de Cargas. Ele destaca que os seguros passam a desempenhar um papel estratégico na proteção das cargas, das empresas e de terceiros, contribuindo para maior segurança jurídica e continuidade das operações.
A FenSeg informou ainda que o mercado segurador promoveu adaptações em seus processos e sistemas para atender às novas exigências regulatórias, buscando oferecer soluções compatíveis com a legislação e facilitar a transição para o novo modelo.
A obrigatoriedade dos seguros vale para as Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas (ETCs), incluindo aquelas enquadradas como Microempreendedor Individual (MEI) e Microempresa (ME), quando contratadas diretamente pelos embarcadores. Já os Transportadores Autônomos de Cargas (TACs) que atuam como subcontratados permanecem amparados pelas apólices contratadas pela transportadora responsável pela operação.