por Setceb | abr 28, 2026 | Uncategorized
O transporte rodoviário de cargas vive um momento de virada. Após décadas em que a competitividade esteve concentrada em escala, ativos e cobertura geográfica, o setor passa por uma transformação estrutural impulsionada por tecnologia, dados, conectividade e novos modelos de gestão.
Nesse novo cenário, a eficiência operacional deixa de depender apenas da execução e passa a estar diretamente ligada à inteligência analítica. A gestão de frotas evolui para modelos com visibilidade em tempo real, enquanto a manutenção deixa de ser reativa e passa a atuar de forma preditiva. Além disso, o custo total da operação passa a incorporar variáveis como energia, conectividade, software e sustentabilidade.
É dentro desse contexto que o evento Frotas Conectadas anuncia uma edição especial que será realizada dentro da Fenatran 2026, principal encontro do transporte rodoviário de cargas na América Latina.
Conteúdo estratégico no centro do setor
A Fenatran 2026 sempre foi o principal palco das transformações do setor, reunindo fabricantes, transportadoras, operadores logísticos, embarcadores, startups e fornecedores de tecnologia.
A realização do Frotas Conectadas dentro desse ambiente amplia o debate ao trazer uma programação executiva focada em tecnologia aplicada à operação real das empresas. A proposta é conectar inovação à prática, aproximando tomadores de decisão das soluções que já estão impactando o dia a dia das operações.
Temas que devem moldar o futuro do transporte
A curadoria do evento será estruturada em torno de temas estratégicos que já influenciam diretamente o transporte rodoviário de cargas:
Uso de inteligência artificial na operação logística
Tomada de decisão baseada em dados e conectividade em tempo real
Eficiência operacional e redução de custos
Manutenção preditiva e aumento da disponibilidade da frota
Segurança viária e cibersegurança
Descarbonização e novas matrizes energéticas
Novos modelos de análise de custos e investimentos (TCO)
O papel do fator humano e o futuro do trabalho no setor
Esses pilares refletem uma mudança clara: a competitividade passa a depender da capacidade de integrar tecnologia, gestão e estratégia em um ambiente cada vez mais dinâmico.
Um encontro voltado para quem toma decisão
A proposta do Frotas Conectadas na Fenatran 2026 é reunir lideranças e especialistas para discutir, com profundidade, os desafios e oportunidades do setor.
Mais do que antecipar tendências, o evento busca oferecer uma visão prática sobre o presente, ajudando empresas a se posicionarem melhor diante de um mercado mais exigente, digital e orientado por dados.
Serviço
Frotas Conectadas @ Fenatran 2026
Dentro da Fenatran 2026
10 e 11 de novembro de 2026 (período da manhã)
São Paulo Expo
Conteúdo executivo sobre tecnologia aplicada ao transporte rodoviário de cargas, logística e gestão de frotas
A programação completa, com palestrantes e inscrições, será divulgada em breve.
por Setceb | abr 27, 2026 | Uncategorized
A Agência Nacional de Transportes Terrestres publicou, no Diário Oficial da União desta sexta-feira (24/4), a Portaria SUROC nº 6/2026, que estabelece uma mudança relevante na fiscalização do transporte rodoviário de cargas: operações com valores de frete abaixo do piso mínimo passarão a ser automaticamente bloqueadas.
Pela nova regra, sempre que o valor informado estiver inferior ao mínimo estabelecido, o sistema impedirá a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). Sem esse código, a operação não poderá ser formalizada, o que na prática inviabiliza a realização do frete fora das regras.
A medida passa a valer a partir de 24 de maio de 2026 e complementa normas já existentes, como a Medida Provisória nº 1.343/2026 e a Resolução ANTT nº 6.078/2026.
CIOT deixa de ser registro e passa a validar a operação
Com a nova portaria, o CIOT deixa de ser apenas um número de identificação e passa a funcionar como um mecanismo de validação da operação. Ou seja, sua emissão ficará diretamente condicionada ao cumprimento do piso mínimo de frete.
Na prática, isso elimina a possibilidade de registrar contratos com valores irregulares e transfere o controle para o momento da contratação, antes mesmo do início da viagem.
Outro ponto importante é a integração obrigatória entre o CIOT e o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), criando uma conexão direta entre o que foi contratado e o que está sendo efetivamente transportado.
Essa integração amplia a rastreabilidade das operações e reduz inconsistências. O descumprimento das regras pode gerar multa de R$ 10,5 mil por operação, aplicada a contratantes, subcontratantes e transportadoras.
A ANTT também ampliou a obrigatoriedade do CIOT para todas as operações de transporte rodoviário remunerado de cargas, incluindo empresas que utilizam frota própria, mesmo quando não há contratação de transportadores autônomos.
Nesses casos, o código poderá ser gerado diretamente por integração com os sistemas da Agência ou por meio de instituições autorizadas, mantendo a responsabilidade integral da empresa sobre a operação.
Novas regras operacionais e prazos definidos
A portaria também estabelece critérios claros para o registro das operações. O CIOT deverá ser emitido antes do início da viagem, contendo informações completas, como dados do contratante, transportador, veículos, tipo de carga, origem, destino, distância, valor do frete e forma de pagamento.
As operações passam a ser classificadas em três categorias: carga lotação, carga fracionada e TAC-Agregado. No caso da carga lotação, o bloqueio por valor abaixo do piso ocorre já no momento do cadastro.
Para contratos do tipo TAC-Agregado, o vínculo entre veículo e contratante deverá respeitar prazo mínimo de 10 dias e máximo de 30 dias por CIOT, com exclusividade durante esse período.
Também foram definidos prazos operacionais:
O cancelamento poderá ser feito até 24 horas antes do início da viagem
O encerramento da operação deverá ocorrer em até cinco dias após a data prevista
Em situações de falha técnica, será permitido o registro em contingência, desde que as informações sejam transmitidas em até 168 horas, permanecendo sujeitas à validação posterior.
Caso esses prazos não sejam cumpridos, o sistema poderá apontar pendências e até impedir novos registros, especialmente em operações com TAC-Agregado.
Todo o processo será realizado por meio de Web Services, com acesso restrito a usuários com certificação digital no padrão ICP-Brasil.
Dados passam por validação e podem gerar sanções
As informações registradas no CIOT serão submetidas a validações sistêmicas e poderão ser cruzadas com outras bases de dados. O simples envio não garante validação automática, e eventuais inconsistências podem resultar em penalidades.
A norma também mantém exceções à obrigatoriedade do CIOT, como no transporte de veículos novos sem emplacamento, operações com composições não homologadas, transporte internacional de cargas e contratações feitas por pessoa física sem finalidade comercial.
Com a nova medida, a ANTT reforça o controle sobre o cumprimento do piso mínimo de frete e amplia o nível de fiscalização no transporte rodoviário de cargas, trazendo impactos diretos na forma como contratos são estruturados e operações são formalizadas no setor.
por Setceb | abr 27, 2026 | Uncategorized
O governo federal decidiu ampliar o prazo para que distribuidoras de combustíveis informem suas margens de lucro na comercialização de produtos como gasolina, diesel e gás de cozinha. A medida foi oficializada nesta quarta-feira por meio de publicação no Diário Oficial da União.
Com a nova regra, as empresas passam a ter até 20 dias úteis para encaminhar as informações à Agência Nacional do Petróleo. Anteriormente, o prazo era mais curto, o que gerou reclamações do setor sobre a dificuldade de cumprimento dentro do período estabelecido.
Objetivo é dar mais transparência aos preços
A iniciativa faz parte de um esforço do governo para entender com mais clareza a formação dos preços dos combustíveis no país. A partir de agora, as distribuidoras deverão informar semanalmente quanto estão ganhando na venda de cada produto.
Esses dados serão divulgados pela ANP, com o objetivo de aumentar a transparência do mercado e permitir um acompanhamento mais preciso das margens praticadas ao longo da cadeia.
Medida está ligada à alta do petróleo
A decisão integra um conjunto de ações adotadas após a elevação dos preços do petróleo no cenário internacional. A intenção do governo é verificar se os benefícios e medidas de alívio, especialmente relacionados ao diesel, estão sendo efetivamente repassados ao consumidor final.
Além disso, o decreto também promoveu ajustes nas regras de um benefício voltado ao gás de cozinha, alterando a data de referência utilizada para o cálculo do subsídio.
Empresas podem ser penalizadas
As distribuidoras que não cumprirem a obrigação de envio das informações dentro do prazo estabelecido estarão sujeitas às penalidades previstas na legislação.
Com a mudança, o governo busca reforçar o controle sobre o setor e ampliar a visibilidade sobre a composição dos preços dos combustíveis no Brasil.
por Setceb | abr 27, 2026 | Uncategorized
No próximo mês, tem início o Maio Amarelo, movimento nacional voltado à conscientização sobre a segurança no trânsito. Dentro desse cenário, um tema que exige atenção no transporte rodoviário de cargas é o risco do mal súbito ao volante — uma condição muitas vezes silenciosa, mas com potencial de causar acidentes graves.
Para caminhoneiros, que passam longas horas dirigindo veículos pesados, um episódio de mal súbito pode resultar na perda total de controle do veículo em poucos segundos. Em diversos casos, motoristas relatam que “apagaram” momentaneamente e só perceberam a gravidade da situação após o ocorrido.
O que é o mal súbito e por que ele preocupa
O mal súbito é uma alteração repentina do organismo que pode provocar perda de consciência ou redução dos reflexos. Na prática, mesmo um curto período nessa condição já compromete totalmente a condução segura de um caminhão.
As causas são variadas e, muitas vezes, estão diretamente ligadas à rotina do transporte:
Privação de sono
Cansaço extremo
Alimentação inadequada
Uso de álcool ou substâncias estimulantes
Doenças como hipertensão, diabetes e obesidade
Em situações mais graves, o quadro pode estar associado a condições como arritmias, infarto ou até um Acidente Vascular Cerebral.
Rotina nas estradas aumenta o risco
A realidade da estrada contribui diretamente para esse cenário. Jornadas extensas, noites mal dormidas e dificuldade de manter uma alimentação equilibrada fazem parte do dia a dia de muitos motoristas.
Esse conjunto favorece o desenvolvimento de doenças crônicas e aumenta significativamente o risco de episódios de mal súbito durante a condução. Além disso, a automedicação — comum entre profissionais com pouco tempo para cuidar da saúde — também representa um fator de risco relevante.
Dados do setor apontam que problemas de saúde podem estar relacionados a cerca de 23% dos acidentes de trânsito, reforçando a importância do cuidado com o bem-estar do motorista como parte da segurança operacional.
Sinais de alerta que não podem ser ignorados
Embora o mal súbito possa surgir de forma inesperada, o corpo costuma emitir sinais prévios. Reconhecê-los pode evitar acidentes.
Entre os principais sintomas estão:
Fadiga intensa e repentina
Tontura ou vertigem
Dor de cabeça súbita
Dor no peito
Falta de ar
Suor frio
Náuseas
Palpitações
Formigamento
Ao perceber qualquer um desses sinais, a recomendação é parar imediatamente em um local seguro.
Prevenção é essencial na operação
A prevenção passa por atitudes simples, mas fundamentais no dia a dia do motorista:
Priorizar o sono antes das viagens
Fazer pausas regulares (a cada 3 horas, em média)
Manter hidratação e alimentação leve
Evitar o uso de estimulantes, como “rebite”
Não consumir álcool
Respeitar os sinais do corpo
Realizar check-ups periódicos
Segurança começa com quem está ao volante
No transporte rodoviário de cargas, a segurança não depende apenas do veículo ou da estrada. O motorista é peça central da operação.
O mal súbito é um risco real e, na maioria das vezes, evitável. Cuidar da saúde e respeitar os limites do corpo pode ser o fator decisivo entre uma viagem segura e um acidente com consequências graves para toda a cadeia logística.
por Setceb | abr 27, 2026 | Uncategorized
Transportadores que operam com caminhões mais antigos passam a contar com uma nova alternativa para reduzir custos de manutenção sem abrir mão da rede autorizada. A Scania anunciou o lançamento do plano Start, uma nova modalidade dentro do pacote de serviços Pro, voltada especialmente para veículos com mais de dois anos de uso.
A proposta do plano é focar na manutenção preventiva essencial, garantindo o funcionamento eficiente do caminhão e evitando paradas inesperadas nas operações. O serviço inclui troca de óleo, substituição de filtros e revisões periódicas — itens considerados básicos, mas fundamentais para manter a disponibilidade da frota.
Redução de custos e mais previsibilidade
De acordo com a fabricante, a economia com manutenção pode chegar a até 50%, o que representa um impacto direto na redução do custo operacional das transportadoras e dos motoristas autônomos.
Na prática, o objetivo é aumentar a previsibilidade das despesas e minimizar o tempo de inatividade dos veículos, fator crítico no transporte rodoviário de cargas, onde cada parada não planejada pode gerar atrasos e prejuízos logísticos.
Portfólio de serviços mais segmentado
Com a chegada do Start, o portfólio de serviços da Scania passa a ser dividido em três níveis:
Premium: plano completo, incluindo manutenção preventiva, corretiva e itens de desgaste
Personal: foco em manutenção preventiva com maior nível de personalização
Start: opção mais básica e acessível, direcionada a veículos com mais tempo de uso
O novo plano está disponível em todo o território nacional e atende diferentes tipos de operação, incluindo transporte rodoviário, aplicações fora de estrada e também o segmento de ônibus.
Expansão da rede e digitalização
A montadora também reforça a estratégia de padronização do atendimento em sua rede autorizada, que atualmente conta com 247 pontos no Brasil. A meta é expandir essa estrutura para 272 unidades até o final de 2026.
Outro avanço anunciado é o lançamento da loja online oficial da marca, que permitirá a compra de peças originais diretamente pela internet. A operação começa em maio e foi desenvolvida em parceria com concessionários.
Frota conectada impulsiona eficiência
Além dos novos serviços, a Scania atingiu a marca de 100 mil veículos conectados no Brasil, consolidando o país como o maior mercado da marca nesse tipo de tecnologia.
Segundo a empresa, os dados gerados por esses veículos permitem desenvolver soluções mais alinhadas à realidade das operações brasileiras, contribuindo para ganhos de eficiência, redução de custos e melhoria na gestão de frotas.
por Setceb | abr 24, 2026 | Uncategorized
O transporte rodoviário segue como a principal base da logística brasileira, sendo responsável por cerca de 65% da movimentação de cargas no país, de acordo com a Confederação Nacional do Transporte. Nesse cenário, qualquer oscilação no preço do diesel tem impacto direto nas operações, já que o combustível pode representar até 40% dos custos das transportadoras.
Para o advogado especialista em logística, Cristiano Baratto, a forma como os contratos são estruturados entre transportadoras, embarcadores e demais agentes da cadeia é determinante para definir quem absorve essas variações.
Contratos nem sempre acompanham a realidade do setor
Segundo o especialista, um dos principais problemas está no desalinhamento entre os contratos e a dinâmica operacional do transporte. Em muitos casos, não há mecanismos claros de reajuste ou reequilíbrio econômico diante de aumentos relevantes de custos, como os do diesel.
Na prática, isso acaba deixando as transportadoras mais expostas financeiramente, obrigadas a absorver despesas não previstas. Situações comuns do dia a dia ilustram esse cenário: reajustes no combustível sem repasse contratual, conflitos sobre responsabilidade em casos de roubo de carga e penalidades por atrasos causados por fatores externos, como as condições das rodovias.
Infraestrutura precária agrava o cenário
Além da pressão dos custos, o setor ainda convive com gargalos estruturais importantes. Levantamento da própria Confederação Nacional do Transporte aponta que mais de 60% das rodovias brasileiras apresentam condições consideradas regulares, ruins ou péssimas.
Esse cenário impacta diretamente a produtividade, aumenta o tempo de viagem e eleva o desgaste dos veículos, pressionando ainda mais os custos operacionais — especialmente em períodos de maior demanda, como o escoamento de safras agrícolas.
Cenário internacional aumenta a incerteza
No ambiente externo, fatores geopolíticos também contribuem para a instabilidade. As tensões no Oriente Médio seguem influenciando o mercado global de energia, trazendo volatilidade ao preço do diesel.
Para as empresas de transporte, isso significa lidar simultaneamente com aumento de custos e menor previsibilidade, o que dificulta o planejamento e a gestão financeira das operações.
Estrutura de custos concentrada aumenta vulnerabilidade
A dependência de poucos componentes-chave torna o setor ainda mais sensível a variações. Dados da Confederação Nacional do Transporte mostram como os principais custos estão distribuídos:
Diesel: entre 30% e 40%
Manutenção da frota: de 15% a 20%
Mão de obra: de 15% a 20%
Pedágios: de 5% a 10%
Seguros: de 5% a 10%
Essa concentração faz com que qualquer alteração relevante — principalmente no combustível — tenha efeito imediato sobre a rentabilidade das operações.
Previsibilidade depende de estratégia e contrato
Diante desse cenário, a competitividade no transporte rodoviário de cargas não depende apenas de eficiência operacional. A forma como contratos são estruturados passa a ser um fator estratégico para garantir equilíbrio financeiro e sustentabilidade do negócio.
Sem mecanismos claros de distribuição de riscos e atualização de valores, empresas tendem a operar com margens cada vez mais pressionadas, reforçando a necessidade de profissionalização na gestão contratual e financeira do setor.