por Setceb | abr 22, 2026 | Uncategorized
A Agência Nacional de Transportes Terrestres anunciou um reajuste de 3,73% no valor da hora parada para operações de carga e descarga no transporte rodoviário de cargas. A atualização impacta diretamente a remuneração dos transportadores em situações em que o veículo permanece imobilizado além do tempo previsto para essas atividades.
O chamado “tempo de espera” ocorre quando o caminhão ultrapassa o período legal estabelecido para carga ou descarga. Nesses casos, a legislação garante ao transportador o direito de receber uma compensação financeira por hora excedente, como forma de equilibrar a operação e evitar prejuízos decorrentes da ociosidade do veículo.
Com o reajuste, o novo valor passa a refletir a atualização de custos operacionais do setor, acompanhando fatores como inflação e variações nos insumos do transporte. A medida busca manter a previsibilidade nas relações contratuais entre embarcadores e transportadores, além de reduzir conflitos relacionados ao pagamento desse tempo adicional.
Na prática, o impacto é direto na operação logística. O tempo parado representa perda de produtividade, aumento de custos e menor eficiência no uso da frota. Por isso, a atualização do valor da hora parada é considerada um mecanismo importante para desestimular atrasos excessivos nas operações de carga e descarga.
Além disso, a medida reforça a necessidade de planejamento logístico mais eficiente por parte das empresas, com melhor gestão de janelas de carregamento, organização de pátios e integração entre transportadoras e embarcadores.
Para o transporte rodoviário de cargas, o reajuste também contribui para dar maior equilíbrio econômico às operações, especialmente em um cenário de custos elevados, como combustível, manutenção e mão de obra.
A atualização do valor da hora parada faz parte do conjunto de instrumentos regulatórios que buscam trazer mais transparência e equilíbrio ao setor, garantindo melhores condições de trabalho para transportadores e maior eficiência para toda a cadeia logística.
por Setceb | abr 20, 2026 | Uncategorized
Com o início da fase piloto da Reforma Tributária em 2026, o setor de transporte rodoviário de cargas passa a enfrentar uma das maiores mudanças fiscais das últimas décadas. Apesar disso, grande parte das empresas ainda não está preparada para lidar com o novo modelo, o que acende um alerta para o mercado.
A implementação do chamado IVA Dual — formado pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — substituirá gradualmente tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI até 2033. A nova estrutura prevê uma alíquota estimada entre 26,5% e 28%, o que pode impactar diretamente o custo do frete e a rentabilidade das operações.
Um dos principais pontos de atenção é o mecanismo de split payment, que retém automaticamente os tributos no momento da transação. Na prática, isso significa que a empresa recebe apenas o valor líquido, sem acesso ao montante dos impostos, o que pode pressionar o fluxo de caixa — especialmente em operações com margens mais apertadas.
Diante desse cenário, a mudança deixa de ser apenas operacional e passa a ser estrutural. Transportadoras precisarão revisar estratégias financeiras, capital de giro, prazos com embarcadores e modelos de precificação para se manterem competitivas ao longo do período de transição.
Por outro lado, a reforma também abre espaço para ganhos de eficiência. Com a não cumulatividade plena, despesas como combustível, manutenção, pneus e serviços passam a gerar créditos fiscais de forma mais ampla. Isso permite reduzir a carga tributária efetiva, desde que as empresas estejam preparadas para aproveitar esses mecanismos.
O período entre 2026 e 2033 será marcado pela convivência entre o sistema antigo e o novo, exigindo ajustes constantes. A carga tributária poderá variar ao longo dos anos, o que torna necessária a reavaliação frequente de preços e contratos.
Dessa forma, 2026 se consolida como um ano decisivo para o setor. Mais do que entender a nova legislação, as empresas precisarão adaptar processos, sistemas e estratégias para evitar riscos fiscais e aproveitar as oportunidades que surgem com a nova estrutura tributária.
por Setceb | abr 20, 2026 | Uncategorized
O preço do diesel voltou a subir no Brasil e já apresenta diferenças superiores a R$ 1 por litro entre os estados, segundo levantamento recente do setor. A variação reflete tanto fatores internos quanto o cenário internacional, impactando diretamente o custo do transporte rodoviário de cargas.
De acordo com os dados, o diesel registrou aumento na média nacional entre fevereiro e março, acompanhando oscilações no mercado global de petróleo e ajustes internos. Esse movimento pressiona o custo operacional das transportadoras, já que o combustível é um dos principais componentes do frete.
Além da alta, a diferença de preços entre as regiões chama atenção. Estados com menor infraestrutura logística ou maior distância de polos de distribuição tendem a registrar valores mais elevados, ampliando a desigualdade no custo do combustível em todo o país.
O levantamento considera milhões de litros abastecidos em postos distribuídos pelo Brasil, com base em transações reais. Isso permite uma visão mais precisa do impacto direto das variações no dia a dia das operações de transporte.
Para o setor, o aumento do diesel reforça um cenário já desafiador, marcado por pressão sobre margens, necessidade de reajustes no frete e busca constante por eficiência operacional.
Diante desse contexto, empresas e transportadores seguem atentos às oscilações do combustível, que continuam sendo um dos principais fatores de influência na competitividade e sustentabilidade do transporte rodoviário no Brasil.
por Setceb | abr 20, 2026 | Uncategorized
A montadora chinesa BYD iniciou, de forma discreta, testes com caminhões elétricos pesados no Brasil, sinalizando um novo passo estratégico na eletrificação do transporte rodoviário de cargas. Atualmente, cerca de dez veículos 100% elétricos já operam dentro da fábrica da empresa na Bahia, sendo utilizados em atividades internas de movimentação de carga.
Os modelos testados são cavalos mecânicos na configuração 6×2 e ainda não estão adaptados às condições do mercado brasileiro. Segundo a empresa, trata-se de uma fase de validação tecnológica, sem previsão oficial de lançamento comercial no curto prazo.
A iniciativa representa uma mudança de foco da montadora, que até então concentrava seus esforços no segmento de ônibus elétricos. Com presença consolidada em diversas cidades brasileiras, a empresa agora direciona sua estratégia para o mercado de caminhões, considerado um dos maiores desafios da transição energética no setor de transporte.
Atualmente, a atuação da companhia no país está concentrada nos segmentos leve e médio, com modelos voltados principalmente para operações urbanas e de última milha. A expectativa é que, com a evolução tecnológica, esses veículos avancem gradualmente para aplicações de média distância, ampliando seu uso entre centros de distribuição e operações industriais.
Um dos pontos centrais dessa evolução está no desenvolvimento de baterias mais eficientes. A tendência é que os futuros caminhões utilizem a bateria Blade, tecnologia já aplicada em veículos elétricos da marca, conhecida pela durabilidade, segurança e maior eficiência energética. A adoção dessa solução pode permitir recargas mais rápidas e ampliar a viabilidade dos elétricos em operações mais exigentes.
Apesar dos avanços, o mercado brasileiro ainda é considerado incipiente. O volume de vendas de caminhões elétricos segue limitado e depende de fatores como custo total de operação, infraestrutura de recarga e previsibilidade regulatória.
Além disso, o cenário competitivo começa a se intensificar com a entrada de novas fabricantes no país, especialmente de origem chinesa. Nesse contexto, a disputa deve ir além do preço, envolvendo também qualidade dos veículos, tecnologia embarcada e eficiência no pós-venda.
A possibilidade de produção local de caminhões elétricos ainda está em estudo pela empresa e depende, principalmente, do crescimento da demanda e da consolidação do mercado. Para a montadora, o momento atual representa apenas o início de uma transformação mais ampla no transporte de cargas.
A expectativa do setor é que os próximos anos sejam decisivos para definir quais tecnologias e modelos de negócio irão se consolidar, à medida que o Brasil avança, ainda que de forma gradual, no processo de eletrificação da frota pesada.
por Setceb | abr 20, 2026 | Uncategorized
O SEST SENAT defendeu a revisão dos critérios de acesso às categorias profissionais de habilitação durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados. O debate ocorreu no âmbito da comissão especial que analisa propostas de alteração no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Representando a instituição, o coordenador de Educação Profissional, Christian Riger, destacou que a escassez de motoristas já impacta diretamente a produtividade do transporte no Brasil e pode se agravar nos próximos anos sem mudanças estruturais na formação de condutores.
Segundo dados apresentados, o país perdeu cerca de 1,4 milhão de motoristas na última década, passando de 13 milhões em 2015 para 11,6 milhões em 2025. Além da redução no número de profissionais, também foi observada uma mudança no perfil da categoria, com diminuição da participação de jovens e aumento de motoristas com mais de 60 anos.
Diante desse cenário, o SEST SENAT defende a eliminação da idade mínima de 21 anos para acesso às categorias D e E, além da revisão da exigência de tempo mínimo entre categorias. Para a entidade, os critérios atuais não garantem, por si só, a qualificação prática dos condutores.
De acordo com Riger, o modelo pode ser substituído por uma formação estruturada, baseada em avaliação de competências e prática supervisionada, seguindo padrões semelhantes aos adotados na aviação civil, onde pilotos podem ser formados a partir dos 18 anos com protocolos rigorosos de capacitação.
O coordenador ressaltou ainda que o SEST SENAT possui estrutura e experiência na formação profissional de motoristas e está preparado para adaptar seus programas às possíveis mudanças na legislação, mantendo o foco em segurança viária e qualificação técnica.
A audiência faz parte da análise de cerca de 270 propostas de alteração no CTB. Entre os temas discutidos está também a possibilidade de condução supervisionada a partir dos 16 anos, proposta que divide opiniões entre especialistas e representantes do setor.
por Setceb | abr 17, 2026 | Uncategorized
Profissionais de Recursos Humanos, gestão de pessoas e liderança terão a oportunidade de participar de um encontro voltado à troca de experiências e estratégias sobre atração e retenção de talentos. O SEST SENAT Simões Filho – RH LAB realizará, no próximo dia 23 de abril, uma roda de conversa com foco no tema “Recrutamento e Seleção: Estratégias para atrair, engajar e reter talentos em um mercado em constante transformação”.
O evento será realizado a partir das 8h, com recepção aos participantes por meio de um Welcome Coffee, proporcionando um ambiente propício para networking e conexões entre profissionais da área.
A proposta do encontro é promover um momento colaborativo para discussão de desafios, tendências e boas práticas relacionadas à gestão de talentos, contribuindo para que empresas aprimorem seus processos de recrutamento e fortaleçam suas estratégias de retenção de equipes.
As vagas são limitadas e os interessados podem realizar inscrição por meio do link:
https://forms.cloud.microsoft/r/Zcv5PPhBMW
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (71) 3622-8418 / 8416 ou pelo e-mail comercial.A024@sestsenat.org.br