ANTT DETALHA COMO FISCALIZA SEGURANÇA E CUMPRIMENTO DE CONTRATOS NAS RODOVIAS CONCEDIDAS

ANTT DETALHA COMO FISCALIZA SEGURANÇA E CUMPRIMENTO DE CONTRATOS NAS RODOVIAS CONCEDIDAS

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou um retrato de como fiscaliza, na prática, o cumprimento das obrigações contratuais das concessionárias que administram rodovias federais, com foco na conservação da infraestrutura, na execução de obras, na operação da via e no atendimento aos usuários.

Segundo a agência, a fiscalização é feita por meio de inspeções em campo, análise de informações prestadas pelas concessionárias e monitoramento de indicadores específicos definidos para cada contrato, cabendo à ANTT regular, acompanhar e fiscalizar a prestação do serviço, enquanto a execução das obras e da manutenção permanece sob responsabilidade das próprias concessionárias.

Em março deste ano, a ANTT padronizou os procedimentos de fiscalização de parâmetros de conservação nas concessões rodoviárias federais por meio de um Procedimento Operacional Padrão (POP), instituído pela Portaria SUROD nº 15/2026, com o objetivo de uniformizar a atuação das equipes técnicas em todo o país.

Entre os recursos tecnológicos citados pela agência está o sistema de pesagem em movimento, que permite verificar o peso dos veículos de carga durante o deslocamento, sem necessidade de parar cada caminhão nos postos de pesagem — ferramenta voltada ao controle do excesso de peso, um dos principais fatores de desgaste precoce do pavimento e de risco de acidentes.

Ainda em março, a ANTT também implementou mecanismos de rastreamento, conectividade e monitoramento das viaturas usadas na fiscalização dos contratos de concessão rodoviária federal, buscando dar mais transparência e rastreabilidade ao próprio trabalho de fiscalização.

Para as transportadoras que operam na Bahia, a padronização da fiscalização e a ampliação da pesagem em movimento nas rodovias concedidas têm efeito direto: reduzem a chance de autuações arbitrárias por excesso de peso, mas também tornam mais difícil escapar da fiscalização em trechos como a BR-116 e a BR-324, ambos corredores concedidos por onde passa boa parte da carga que circula pelo estado rumo aos portos de Salvador e a outros estados do Nordeste.

Fonte: ANTT

PIB DO TRANSPORTE CRESCE 1,1% NO SEGUNDO TRIMESTRE, MAS CUSTOS OPERACIONAIS SEGUEM EM ALTA, APONTA CNT

PIB DO TRANSPORTE CRESCE 1,1% NO SEGUNDO TRIMESTRE, MAS CUSTOS OPERACIONAIS SEGUEM EM ALTA, APONTA CNT

O Produto Interno Bruto (PIB) do setor de transporte cresceu 1,1% no segundo trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior, interrompendo dois períodos seguidos de retração, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) na sexta-feira (18).

Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o avanço foi de 1,2%. No acumulado do primeiro semestre de 2026, o setor registra alta de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a entidade, que reúne dados oficiais de transporte terrestre, aéreo e aquaviário para compor o indicador.

Apesar da retomada trimestral, o levantamento mostra um quadro mais desafiador quando o recorte é mensal: o volume de serviços de transporte cresceu 0,4% em julho ante junho, mas acumula queda de 1,4% entre janeiro e julho na comparação com igual período de 2025.

Por modal, o transporte terrestre — que inclui o rodoviário de cargas — teve alta acumulada de 1,2% até julho, enquanto o transporte aéreo recuou 13,3% no mesmo recorte. Já o transporte aquaviário segue em queda acumulada no ano, mas bateu um recorde histórico de movimentação em julho.

O boletim da CNT chama atenção especial para o avanço dos custos operacionais das transportadoras: o óleo diesel acumula alta de 13,35% no ano até agosto (12,88% em 12 meses), o óleo lubrificante subiu 12,06% e os valores de pedágio avançaram 4,25% no período.

Segundo a CNT, a combinação de demanda mais fraca, diesel e lubrificantes mais caros e condições de crédito ainda restritivas segue pressionando a rentabilidade das empresas do setor, mesmo em um cenário de retomada moderada da atividade econômica.

Para as transportadoras baianas, o quadro nacional descrito pela CNT tende a se refletir também no dia a dia local: o aumento de custos com diesel e pedágio consome parte do ganho de receita trazido pela leve recuperação da demanda, reforçando a pressão por eficiência operacional e por reajustes de frete compatíveis com a evolução dos custos.

Fonte: CNN Brasil, com dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT)

BUSCAS DE FRETE NO INTERIOR CRESCEM QUASE 50% EM UM ANO, COM ROTA BELO HORIZONTE–SALVADOR EM ALTA

BUSCAS DE FRETE NO INTERIOR CRESCEM QUASE 50% EM UM ANO, COM ROTA BELO HORIZONTE–SALVADOR EM ALTA

As buscas por frete originadas em cidades do interior do país cresceram quase 50% em um ano, enquanto as buscas partindo de capitais recuaram 7% no mesmo período, segundo levantamento da plataforma de fretes Transvias divulgado na sexta-feira (18).

A plataforma, que processa entre 95 mil e 100 mil consultas de frete por mês — cerca de 1,2 milhão de buscas no último ano —, identificou entre as cidades com maior crescimento de demanda Suzano (SP), com alta de 161%, seguida por Americana (SP), com 117%, São Carlos (SP), com 76%, Anápolis (GO), com 53%, e Limeira (SP), com 43%.

Segundo um porta-voz da Transvias, 'o mapa do transporte está mudando: cidades médias e polos industriais do interior agora produzem, consomem e distribuem em maior escala', o que altera o desenho tradicional de rotas concentradas nas capitais.

Em termos de usuários ativos, São Paulo segue na liderança, respondendo por 46,5% da base da plataforma, seguido por Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Entre as rotas em ascensão listadas no levantamento está o trajeto entre Belo Horizonte e Salvador, com crescimento de 61% nas buscas — a rota de maior alta entre as citadas —, à frente de São Paulo–Serra (59%) e Foz do Iguaçu–São Paulo (57%).

Segundo a Transvias, o crescimento de rotas como Belo Horizonte–Salvador exige maior complexidade de rede por parte das transportadoras, com mais parcerias regionais e capilaridade para atender a uma demanda que deixou de estar concentrada apenas nos grandes eixos entre capitais.

Para as transportadoras baianas, o dado é um indicativo direto de oportunidade: o aumento da procura por fretes com destino ou origem em Salvador a partir de Minas Gerais sinaliza uma rota em expansão, que tende a exigir maior organização logística e presença comercial das empresas locais nesse corredor específico.

Fonte: Mundo Logística

COALIZÃO PELA SEGURANÇA VIÁRIA LANÇA META DE REDUZIR PELA METADE MORTES EM RODOVIAS CONCEDIDAS ATÉ 2037

COALIZÃO PELA SEGURANÇA VIÁRIA LANÇA META DE REDUZIR PELA METADE MORTES EM RODOVIAS CONCEDIDAS ATÉ 2037

A Coalizão pela Segurança Viária lançou, na sexta-feira (18), durante o webinar 'Visão Zero: Construindo Rodovias Mais Seguras', a meta de reduzir em pelo menos 50% o número de mortes em rodovias concedidas do país até 2037.

O evento reuniu entidades ligadas à infraestrutura rodoviária e à segurança no trânsito, entre elas a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), por meio do programa Melhores Rodovias, a Confederação Nacional do Transporte (CNT), o SEST SENAT e o Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITL).

Segundo dados apresentados no webinar, cerca de 60% das rodovias concedidas do país já apresentam alto índice de 'estrada perdoadora' — conceito que descreve vias projetadas para reduzir a gravidade de acidentes, por meio de acostamentos adequados, sinalização e dispositivos de contenção —, percentual bem superior ao verificado nas rodovias sob gestão exclusivamente pública.

O presidente da ABCR, Marco Aurélio Barcelos, defendeu a adoção da abordagem 'Visão Zero', que trata as mortes no trânsito como eventos evitáveis, e não como fatalidades inerentes ao uso das rodovias.

Sérgio Avelleda, cofundador da Urucuia Mobilidade Urbana e uma das vozes do movimento, afirmou que a coalizão 'não existe para criar mais manifestos de segurança viária', mas para que seus membros se comprometam com ações concretas de redução de acidentes.

Entre os fatores de acidente mais citados durante o encontro estão o excesso de velocidade, a distração ao volante e o não uso do cinto de segurança — causas recorrentes também em acidentes envolvendo veículos de carga em rodovias federais e estaduais.

A próxima reunião de acompanhamento da coalizão está marcada para 17 de dezembro, na rodovia administrada pela EPR Via Mineira, em Minas Gerais, quando devem ser detalhados os primeiros indicadores de acompanhamento da meta.

Para o transporte rodoviário de cargas, iniciativas como essa tendem a se traduzir, ao longo dos próximos anos, em exigências adicionais de investimento em infraestrutura por parte das concessionárias — o que pode incluir rodovias concedidas que cortam a Bahia —, além de reforçar a discussão sobre responsabilidade compartilhada entre poder público, concessionárias e transportadoras na redução de acidentes envolvendo caminhões.

Fonte: Transporte Moderno

DIESEL FECHA A SEMANA NO MAIOR PREÇO DESDE MAIO, PRESSIONADO POR TENSÕES NO ORIENTE MÉDIO

DIESEL FECHA A SEMANA NO MAIOR PREÇO DESDE MAIO, PRESSIONADO POR TENSÕES NO ORIENTE MÉDIO

O óleo diesel S-10 encerrou a semana passada cotado, em média, a R$ 7,13 por litro no Brasil, alta de 2,3% na comparação com a semana anterior e o maior valor registrado desde o final de maio, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgado na sexta-feira (18).

A alta acompanha a escalada do preço internacional do petróleo: o barril do tipo Brent, referência para o mercado brasileiro, fechou a semana cotado a US$ 104,87, ante cerca de US$ 93 no início do mês.

Entre os fatores citados para a pressão sobre o preço do petróleo estão a retomada de ataques mútuos entre Estados Unidos e Irã, a intensificação de ataques de grupos aliados dos iranianos no Oriente Médio e os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia — três frentes de tensão geopolítica que afetam diretamente as cotações internacionais de combustíveis.

No mercado interno, a alta coincide com o período de plantio da safra de soja, apontado como um dos momentos de maior demanda por diesel no país, o que reforça a pressão sobre os preços praticados pelas distribuidoras.

A Petrobras chegou a reajustar em R$ 1 por litro o preço do diesel vendido às distribuidoras, mas o governo federal concedeu um desconto equivalente por meio de subvenção econômica, neutralizando o repasse do aumento ao consumidor final nas bombas — ainda que o preço médio de mercado apurado pela ANP tenha subido no período.

Cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado, o que torna o preço do combustível no país sensível tanto às oscilações do mercado internacional de petróleo quanto à cotação do dólar.

Para as transportadoras baianas, o diesel é o item de maior peso na composição de custos de uma viagem, de modo que qualquer alta persistente no combustível tende a pressionar as margens das empresas e a alimentar discussões sobre reajuste do piso mínimo do frete, que já prevê revisão extraordinária quando o preço do combustível varia mais de 5%.

Fonte: CNN Brasil, com dados da ANP