MPF DEFENDE VETO A MUDANÇAS NA FISCALIZAÇÃO DO EXCESSO DE PESO EM CAMINHÕES

MPF DEFENDE VETO A MUDANÇAS NA FISCALIZAÇÃO DO EXCESSO DE PESO EM CAMINHÕES

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Presidência da República o veto de trechos do Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 6/2026 que alteram as regras de fiscalização do excesso de peso em veículos de carga nas rodovias brasileiras. Na avaliação do órgão, as mudanças podem comprometer a segurança no trânsito, acelerar o desgaste das rodovias e reduzir a efetividade das ações de fiscalização.

A recomendação foi encaminhada à Casa Civil por meio de uma nota técnica, na qual o MPF argumenta que as alterações previstas no projeto flexibilizam o controle sobre a distribuição da carga nos caminhões.

Pelo texto aprovado pelo Congresso Nacional, os veículos com Peso Bruto Total (PBT) de até 74 toneladas passariam, em regra, a ser fiscalizados apenas quanto ao peso total da carga. A verificação do peso por eixo ficaria restrita às situações definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ou quando também fosse constatado excesso no peso bruto total do veículo.

Segundo o MPF, essa sistemática pode permitir que a carga seja distribuída de forma inadequada entre os eixos, mesmo respeitando o limite de peso total. Para o órgão, esse cenário aumenta a sobrecarga em pontos específicos do veículo e do pavimento, favorecendo danos à infraestrutura rodoviária e elevando os riscos de acidentes.

Outro ponto questionado refere-se às infrações registradas antes da entrada em vigor da nova legislação. O projeto prevê que multas por excesso de peso por eixo ainda não quitadas sejam convertidas automaticamente em advertência.

Na avaliação do Ministério Público Federal, essa medida beneficia transportadores que descumpriram a legislação vigente e cria uma situação desigual entre aqueles que já efetuaram o pagamento das penalidades e aqueles que ainda possuem débitos pendentes.

Além dos impactos operacionais, o MPF também levanta dúvidas sobre a constitucionalidade da proposta. O órgão entende que as mudanças relativas à fiscalização do excesso de peso não possuem relação direta com o conteúdo original da medida provisória que deu origem ao projeto, voltada principalmente para temas como o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Com a recomendação do MPF, caberá agora ao presidente da República decidir se sanciona integralmente o projeto ou se veta os dispositivos relacionados às novas regras de fiscalização.

A decisão presidencial poderá influenciar diretamente a rotina das transportadoras e dos caminhoneiros. Caso as alterações sejam mantidas, a fiscalização do excesso de peso poderá ser simplificada em determinadas situações, reduzindo a exigência de pesagem por eixo. Por outro lado, se os dispositivos forem vetados, permanecem em vigor as regras atuais, que buscam controlar tanto o peso total quanto a distribuição da carga entre os eixos do veículo.

A definição também pode refletir na preservação da infraestrutura rodoviária, nos custos de manutenção das estradas e na segurança das operações de transporte, temas considerados estratégicos para o setor.

JUROS FUTUROS RECUAM NO BRASIL COM TRÉGUA ENTRE EUA E IRÃ E EXPECTATIVA DE CORTE DA SELIC

JUROS FUTUROS RECUAM NO BRASIL COM TRÉGUA ENTRE EUA E IRÃ E EXPECTATIVA DE CORTE DA SELIC

Os contratos futuros de juros encerraram a segunda-feira (27) em baixa, influenciados por um cenário externo mais favorável. A sinalização de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã reduziu a percepção de risco nos mercados, favorecendo a queda do petróleo, dos rendimentos dos títulos públicos norte-americanos e das taxas de juros negociadas no Brasil.

Ao longo do dia, investidores adotaram uma postura mais otimista após declarações do governo dos Estados Unidos indicando que novas iniciativas diplomáticas poderão substituir, ao menos temporariamente, a escalada militar no Oriente Médio. O presidente Donald Trump afirmou que mantém diálogo com o Irã e demonstrou expectativa de um possível entendimento, embora tenha ressaltado que ações militares permanecem como alternativa caso as negociações não avancem.

A melhora do ambiente internacional refletiu rapidamente no mercado de energia. O petróleo Brent registrou forte desvalorização, encerrando o pregão cotado a US$ 88,36 por barril, o menor patamar observado desde meados de julho. Paralelamente, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos com vencimento em dez anos também apresentaram queda em seus rendimentos, indicando maior confiança dos investidores.

No mercado doméstico, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) acompanharam esse movimento. O vencimento para janeiro de 2028 recuou para 14,03%, enquanto o contrato com vencimento em janeiro de 2035 fechou em 14,675%, ambos abaixo dos níveis registrados na sessão anterior.

Outro fator que contribuiu para o comportamento do mercado foi a divulgação do Boletim Focus, do Banco Central. O levantamento mostrou uma pequena redução na projeção da inflação para 2026, enquanto as estimativas para os anos seguintes sofreram leves ajustes para cima. Mesmo assim, o mercado financeiro continua projetando uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), com expectativa de encerramento do ano em 14% ao ano.

Nos próximos dias, as atenções estarão voltadas para novos indicadores econômicos. Entre os eventos mais aguardados estão a divulgação do IPCA-15 e a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, que poderão influenciar novamente o comportamento dos mercados globais.

IMPACTOS PARA O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS

Para o setor de transporte rodoviário de cargas, um cenário de menor tensão geopolítica tende a reduzir a pressão sobre os preços internacionais do petróleo, fator que pode contribuir para maior estabilidade no valor do diesel, principal componente dos custos operacionais das transportadoras.

Além disso, a expectativa de redução gradual dos juros favorece o ambiente de investimentos, podendo facilitar o acesso ao crédito para renovação de frota, aquisição de equipamentos e expansão das operações. Embora os efeitos não sejam imediatos, a combinação entre custos financeiros menores e maior previsibilidade econômica pode beneficiar empresas de transporte e toda a cadeia logística nos próximos meses.

KOUBE LANÇA LINHA DE ADITIVOS PARA COMBATER ÁGUA NO DIESEL E REGENERAR FILTROS DE PARTÍCULAS

KOUBE LANÇA LINHA DE ADITIVOS PARA COMBATER ÁGUA NO DIESEL E REGENERAR FILTROS DE PARTÍCULAS

A crescente complexidade dos sistemas de propulsão a diesel, impulsionada por exigências ambientais mais rígidas e pela incorporação de biocombustíveis à matriz energética, tem exigido abordagens de manutenção cada vez mais especializadas. Nesse contexto, a Koube Química do Brasil, sediada em Araucária (PR), formalizou em 27 de julho de 2026 a consolidação de sua linha de produtos para veículos leves e pesados, voltada ao controle de umidade no combustível, limpeza do sistema de injeção, regeneração de filtros de partículas (DPF), redução de emissão de material particulado e proteção do circuito de arrefecimento.

A contaminação por água é um dos focos centrais da linha: mesmo com filtros separadores, partículas de água podem passar e favorecer a proliferação de bactérias e formação de borra, o que pode evoluir para obstrução de filtros, corrosão de superfícies metálicas e, em estágios avançados, comprometimento da bomba de alta pressão e dos injetores. O produto Inobac Pro, de formulação biocida, elimina a umidade livre e emulsificada do combustível e reduz a carga microbiana. Segundo Raimundo Queiroz, fundador da Koube: “o Inobac Pro é uma composição química que age como biocida. Além de eliminar bactérias, ele retira a água do combustível e evita que novas colônias se proliferem.”

O Perfect Clean Diesel Koube limpa os sistemas de admissão e combustão, removendo depósitos carbonosos e reduzindo a emissão de fumaça, enquanto o Perfect Clean DPF Koube oferece limpeza e regeneração do filtro de partículas sem hidrocarbonetos derivados de petróleo. A linha inclui ainda o Top Clean Diesel Koube (descarbonização e limpeza do sistema de injeção), o Reduce Smoke Ultra Diesel (redução de fumaça preta) e, para o sistema de arrefecimento, o Aditivo Ultra Diesel Pronto Uso Long Life, com proteção anticorrosiva e durabilidade de até 200 mil quilômetros ou quatro anos, complementado pelo Limpa Radiador Ultra Diesel.

Com o avanço das misturas de biodiesel no diesel comercializado no país, a contaminação por água é uma preocupação crescente de manutenção para frotas de transportadoras baianas — sobretudo em rotas de longa distância e regiões de maior umidade, como o litoral e o recôncavo baiano. Produtos voltados à prevenção de borra, corrosão e obstrução de DPF podem representar redução de custo com manutenção corretiva e parada de veículos.

MESMO COM QUEDA DO PETRÓLEO, DEFASAGEM DO DIESEL NO BRASIL SEGUE ELEVADA E ABRE A SEMANA EM 58%, APONTA ABICOM

Mesmo com a queda do petróleo Brent para abaixo de US$ 90 por barril no fim da última semana, os preços dos combustíveis praticados pelas refinarias brasileiras continuam distantes da paridade internacional. Levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) mostra que a defasagem do diesel e da gasolina permanece elevada.

De acordo com a entidade, na sexta-feira (24), o diesel apresentava defasagem de 58%, enquanto a gasolina registrava diferença de 45% em relação ao preço de paridade de importação (PPI), referência utilizada para comparar os valores praticados no mercado nacional com os preços internacionais.

Nas refinarias da Petrobras, a diferença foi ainda maior. No Porto de Suape, por exemplo, o diesel era comercializado a R$ 5,44 por litro, valor R$ 2,27 inferior ao preço de referência internacional. Na média, a estatal mantinha o diesel cerca de 69% abaixo do PPI, enquanto a gasolina apresentava defasagem média de 54%.

Já a Refinaria de Mataripe, na Bahia, administrada pela Acelen, operava com preços mais próximos do mercado internacional. Após os reajustes realizados recentemente, a defasagem era de 1% para o diesel e de 2% para a gasolina.

PETROBRAS NÃO ALTERA PREÇO DO DIESEL DESDE JUNHO

O último reajuste promovido pela Petrobras para o diesel ocorreu em 1º de junho, quando houve uma redução de R$ 0,35 por litro. Na ocasião, o corte coincidiu com o valor do subsídio federal vigente à época, posteriormente encerrado e substituído por um novo benefício de R$ 1,12 por litro destinado à cadeia de comercialização do combustível.

No caso da gasolina, o último reajuste foi realizado em 29 de maio, com aumento de R$ 0,48 por litro. Como havia uma subvenção governamental de R$ 0,44 por litro, o impacto líquido para as distribuidoras ficou em R$ 0,04 por litro.

IMPACTO PARA O TRANSPORTE RODOVIÁRIO

Para o transporte rodoviário de cargas, a evolução dos preços do diesel continua sendo um dos principais fatores de atenção. O combustível representa uma parcela significativa dos custos operacionais das transportadoras e dos caminhoneiros autônomos. Por isso, qualquer alteração na política de preços das refinarias ou no mercado internacional pode influenciar diretamente o valor do frete, o planejamento financeiro das empresas e a rentabilidade das operações.

GESTÃO DE RISCOS GANHA ESPAÇO NO TRANSPORTE DE CARGAS E IMPULSIONA DEMANDA POR INTELIGÊNCIA

A gestão de riscos vem assumindo um papel cada vez mais estratégico no transporte rodoviário de cargas. Diante do aumento da complexidade das operações e dos desafios relacionados a roubos, fraudes, acidentes e interrupções logísticas, transportadoras, embarcadores e seguradoras têm ampliado os investimentos em inteligência, monitoramento e análise de dados para prevenir ocorrências e reduzir prejuízos.

Esse cenário também é refletido nos resultados da Velox Soluções Técnicas, empresa especializada em pronta resposta, inteligência e investigação de ocorrências no transporte de cargas. No primeiro semestre de 2026, a companhia registrou crescimento de 222% na demanda pelos serviços de Inteligência, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os atendimentos de Pronta Resposta cresceram 24%, enquanto o serviço de Acompanhamento Logístico apresentou alta de 36,8%.

Segundo o diretor executivo da Velox, Jeder Ribas, o setor passou a buscar soluções que combinem rapidez de atuação com capacidade de análise e produção de informações qualificadas. Para ele, responder a uma ocorrência continua sendo importante, mas antecipar riscos e fornecer inteligência para apoiar a tomada de decisões tornou-se um diferencial para as empresas.

PREVENÇÃO REDUZ PERDAS E FORTALECE AS OPERAÇÕES

A evolução da gestão de riscos acompanha as mudanças vividas pelo transporte rodoviário de cargas. Além dos roubos de carga, as empresas enfrentam desafios relacionados a desvios, fraudes, acidentes e outras situações que podem comprometer a continuidade das operações e elevar os custos logísticos.

Nesse contexto, cresce a integração entre tecnologias de monitoramento, investigação técnica e análise de dados, permitindo identificar vulnerabilidades, agilizar respostas e aumentar a eficiência na recuperação de ativos.

Durante o primeiro semestre deste ano, a Velox também registrou crescimento de 26% no número de atendimentos, aumento de 29,8% no faturamento e ampliou sua cobertura para 1.383 municípios brasileiros, expansão de 13% em relação ao mesmo período de 2025.

ATUAÇÃO TAMBÉM AVANÇA NO MERCADO INTERNACIONAL

Além da expansão nacional, a empresa fortaleceu sua presença em outros países da América do Sul. O Paraguai concentrou aproximadamente 80% das operações internacionais realizadas pela companhia, consolidando-se como o principal mercado externo.

A Velox presta serviços de pronta resposta, inteligência, sindicância, recuperação de ativos, regulação de sinistros e acompanhamento logístico para transportadoras, operadores logísticos, embarcadores, seguradoras, locadoras e empresas de gerenciamento de risco.

REFLEXOS PARA O TRANSPORTE NA BAHIA

Para o transporte rodoviário de cargas na Bahia, o fortalecimento da gestão de riscos também representa uma oportunidade de aumentar a segurança das operações. O estado possui localização estratégica, com corredores logísticos importantes, portos e intenso fluxo de mercadorias para as regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, o que exige planejamento e controle cada vez mais eficientes.

A adoção de ferramentas de inteligência e monitoramento pode contribuir para reduzir perdas, aumentar a confiabilidade das entregas, proteger motoristas e cargas e elevar a competitividade das transportadoras baianas em um mercado cada vez mais exigente.