por Setceb | set 24, 2026 | Uncategorized
A feira alemã IAA Transportation 2026 serviu de vitrine para uma nova geração de caminhões elétricos de longa autonomia, com a sueca Scania e a chinesa BYD apresentando modelos que miram justamente o desafio de eletrificar rotas de transporte de cargas de distâncias mais longas — um dos principais obstáculos à adoção do elétrico no segmento pesado.
Segundo reportagens publicadas nesta quarta-feira (23) pelo Blog do Caminhoneiro, a Scania mostrou um caminhão elétrico na configuração 6×2*4, com dois eixos direcionais, capaz de rodar até 720 quilômetros com uma carga de bateria. O veículo usa cerca de 356 kWh adicionais distribuídos em duas baterias do modelo MP20, somadas às unidades já instaladas no chassi e na cabine.
A configuração segue os padrões chamados IVD (Increased Vehicle Dimension), que permitem comprimentos acima dos 16,5 metros regulamentares quando o caminhão é combinado com reboques — um recurso relevante para operações de transporte de cargas de maior volume. O desenho frontal mais arredondado do modelo, segundo a Scania, reduz em até 3% o consumo de energia, já que a resistência aerodinâmica tem peso maior no consumo de veículos elétricos do que nos movidos a diesel.
Em nota, Lars Gustafsson, vice-presidente sênior de Gestão de Soluções da Scania, afirmou que o objetivo da nova configuração é viabilizar "transporte elétrico em distâncias tradicionalmente mais difíceis de eletrificar" — uma referência direta ao problema de autonomia que hoje restringe o uso de caminhões elétricos, majoritariamente, a rotas urbanas e de curta distância.
Já a BYD apresentou na feira o ETT44, caminhão elétrico 4×2 com potência nominal de 743 cv e pico de 1.000 cv, projetado desde a concepção para ser 100% elétrico. O modelo usa bateria de 651 kWh com tecnologia Blade, autonomia acima de 500 quilômetros, recarga completa em 60 minutos em carregadores padrão CCS2 ou em 20 minutos em carregadores de alta potência MCS, além de garantia de bateria de dez anos ou 1,2 milhão de quilômetros rodados.
O foco inicial de comercialização do ETT44 é o mercado europeu, mas a BYD sinalizou que pretende apresentar sua linha de caminhões elétricos na Fenatran, feira que ocorre em novembro no Brasil, "com possibilidade de lançamento do ETT44" no país — ainda sem especificações confirmadas sobre eventuais adaptações do modelo às condições brasileiras.
Ainda que a eletrificação de caminhões pesados para longas distâncias siga sendo, na prática, uma tecnologia em maturação — dependente de rede de recarga de alta potência praticamente inexistente nas rodovias brasileiras —, o anúncio de um possível lançamento do ETT44 na Fenatran acende o sinal de que fabricantes já enxergam o Brasil como mercado relevante para essa transição. Para as transportadoras baianas, que hoje dependem quase exclusivamente do diesel e enfrentam pressão constante do preço do combustível, o acompanhamento dessas tecnologias é importante para o planejamento de médio e longo prazo de renovação de frota, ainda que a adoção em massa dependa de infraestrutura de recarga que o país ainda não possui nas rodovias de longa distância.
Fonte: Blog do Caminhoneiro
por Setceb | set 24, 2026 | Uncategorized
Terminou nesta quarta-feira (23) o prazo de 90 dias em que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia suspendido a aplicação de multas e outras sanções administrativas contra empresas que descumprem as exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) relacionadas a riscos psicossociais no ambiente de trabalho — o que significa que, a partir de agora, auditores-fiscais do Ministério do Trabalho podem voltar a autuar empregadores em todo o país por esse motivo.
A NR-1, atualizada em agosto de 2024, obriga as empresas a identificar, avaliar e controlar riscos psicossociais associados ao trabalho, como sobrecarga, jornadas prolongadas, cobrança excessiva de metas e prazos, e situações de assédio. Em junho de 2026, o ministro André Mendonça, do STF, concedeu uma suspensão temporária das sanções administrativas ligadas a essas exigências específicas, decisão referendada por unanimidade pelo plenário da Corte em agosto — mas as obrigações preventivas em si, como o mapeamento de riscos e a elaboração de programas de gerenciamento, nunca deixaram de valer.
A suspensão concedida por Mendonça tinha validade de exatamente 90 dias e venceu nesta quarta-feira, sem prorrogação até o momento. Com isso, volta a valer a possibilidade de autuação e aplicação de multas a empresas que não comprovem o cumprimento das exigências de gestão de riscos psicossociais previstas na norma, conforme reportagem publicada pelo portal Click Petróleo e Gás.
A retomada da fiscalização tem alcance nacional e atinge empregadores de todos os setores da economia, sem exceção — incluindo as transportadoras de cargas, que lidam rotineiramente com fatores de risco psicossocial associados à atividade de motoristas, como jornadas extensas, pressão por cumprimento de prazos de entrega e fadiga acumulada em viagens de longa distância.
Não há, até o momento, indicação de que o STF ou o Ministério do Trabalho pretendam conceder um novo período de adaptação às empresas. Isso significa que, na prática, o retorno da fiscalização é imediato, e as empresas que ainda não tiverem documentação e programas de gerenciamento de riscos psicossociais organizados correm risco concreto de autuação a partir de agora.
Para as transportadoras baianas, a retomada da fiscalização da NR-1 sobre riscos psicossociais reforça a necessidade de revisar — ou, quando ainda não existir, implementar — programas de gerenciamento de riscos (PGR) que contemplem especificamente a rotina de motoristas, incluindo controle de jornada, prevenção à fadiga e canais de escuta para situações de assédio ou sobrecarga. Empresas que não regularizarem essa documentação nas próximas semanas ficam expostas a autuações que podem representar custo relevante e risco de passivo trabalhista adicional.
Fonte: Click Petróleo e Gás
por Setceb | set 24, 2026 | Uncategorized
A Secretaria Nacional do Consumidor deflagrou a chamada "Operação Carga Pesada" para investigar possíveis práticas abusivas na formação de preços de combustíveis em postos revendedores de todo o país, com a Bahia figurando entre os estados com as maiores variações de preço identificadas.
Segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (23) pelo portal LFTV, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recebeu cerca de 330 reclamações de consumidores sobre aumentos considerados injustificados nas margens de lucro aplicadas pelos postos revendedores. A operação já resultou na abertura de 70 processos administrativos sancionadores, com prazo de 20 dias para que os postos investigados apresentem defesa.
Segundo a reportagem, o foco da investigação não é apenas o preço final cobrado ao consumidor, mas a relação entre os custos de aquisição do combustível, os valores de venda praticados e as margens de lucro dos revendedores — uma linha de apuração que busca identificar se parte da alta recente dos preços na bomba reflete custos reais ou apenas ampliação de margem.
A matéria cita que, em 19 de setembro, o diesel S-10 tinha preço médio nacional de R$ 7,13 por litro, com alta semanal de 2,3%. Entre os estados com as maiores variações de preço identificadas pela operação estão a Bahia, o Mato Grosso, Pernambuco, Sergipe e Tocantins.
Consumidores, incluindo transportadoras e caminhoneiros autônomos, podem registrar denúncias sobre preços considerados abusivos diretamente ao Procon de seu estado ou à própria ANP, contribuindo para a instrução dos processos já abertos pela operação.
Para as transportadoras baianas, que já convivem com o diesel entre os itens de maior peso na planilha de custos, a possibilidade de que parte da alta recente do combustível na Bahia decorra de margem de revenda, e não apenas de custo de aquisição, é uma informação relevante. O acompanhamento do desfecho da operação e a eventual aplicação de sanções aos postos identificados podem, no médio prazo, contribuir para uma formação de preço mais transparente no estado — mas o resultado prático depende do andamento dos 70 processos abertos e de eventuais novas rodadas de fiscalização.
Fonte: LFTV
por Setceb | set 23, 2026 | Uncategorized
O governo federal regulamentou, nesta segunda-feira (21), uma subvenção de R$ 1 por litro no preço do diesel A, medida que soma-se a um benefício já existente e tem como objetivo conter o repasse de custos aos preços cobrados por ônibus, caminhões e serviços de frete em todo o país.
A regulamentação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União por meio do Decreto nº 13.121, que dá efeito prático à Medida Provisória nº 1.391/2026 e à Portaria do Ministério da Fazenda nº 2.813, esta última assinada em 16 de setembro. A Petrobras já aderiu formalmente ao programa de subvenção.
O novo benefício é cumulativo com um subsídio anterior de R$ 1,12 por litro, previsto na Medida Provisória nº 1.363/2026, o que eleva o desconto combinado a até R$ 2,12 por litro sobre o preço do diesel A. A subvenção vale por 30 dias, com possibilidade de prorrogação.
A medida foi anunciada dias depois de a Petrobras reajustar em R$ 1 por litro o preço do diesel A vendido às distribuidoras, em 17 de setembro. Segundo o desenho do programa, o desconto da subvenção compensa integralmente esse reajuste, mantendo estável o preço líquido nos primeiros 30 dias de vigência.
O movimento ocorre num cenário de pressão persistente sobre o preço do combustível: segundo síntese semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o diesel S-10 fechou a semana de 13 a 19 de setembro cotado em média a R$ 7,13 por litro, alta de 2,3% e o maior valor desde o fim de maio, em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Um levantamento da fintech TruckPag, feito a partir de transações em cerca de 4,9 mil postos e 10 mil bombas de abastecimento no país, mostrou ainda que o preço médio do diesel S-10 pago por frotas pesadas subiu 5,1% somente entre 1º e 15 de setembro, passando de R$ 6,43 para R$ 6,76 por litro — um movimento anterior ao próprio reajuste da Petrobras às distribuidoras. O Piauí registrou a maior alta no período, de 9,03%, acumulando elevação de 25,63% desde 28 de fevereiro; o Distrito Federal foi a única unidade da federação com queda no preço, de 0,31%.
O setor de transporte rodoviário de cargas responde por parcela decisiva da movimentação de mercadorias no país: somente em 2025 foram registradas cerca de 80,4 milhões de viagens interestaduais e mais de 1,4 bilhão de toneladas transportadas por rodovia, volume que dá dimensão ao impacto de qualquer variação no preço do diesel sobre o custo do frete.
Para as transportadoras baianas, a notícia chega em meio a um cenário já sinalizado por indicadores do próprio setor, que mostram custos operacionais ainda em trajetória de alta apesar da recuperação da atividade de transporte. A subvenção tende a aliviar o caixa das empresas nas próximas semanas, mas seu caráter temporário mantém a atenção do setor voltada para o que ocorrerá quando o prazo de 30 dias se esgotar, e se uma nova prorrogação será anunciada pelo governo.
Fonte: Diário do Transporte, com dados complementares da ANP e da Transporte Moderno (TruckPag)
por Setceb | set 23, 2026 | Uncategorized
O financiamento de caminhões no Brasil somou 182.631 unidades entre janeiro e agosto deste ano, alta de 10,4% em relação às 165.464 registradas no mesmo período de 2025, segundo levantamento da Trillia, empresa de dados de crédito ligada à B3.
Apenas em agosto, foram financiadas 26.596 unidades, crescimento de 26% na comparação com agosto do ano passado, embora o volume tenha recuado 0,4% frente a julho deste ano.
Na abertura por tipo de veículo, os caminhões novos somaram 81.715 unidades financiadas no acumulado do ano, alta de 10,3%; em agosto isoladamente, foram 13.619 unidades, salto de 48,1% sobre igual mês de 2025.
Já o crédito para caminhões usados cresceu 10,4% no acumulado de 2026, com 100.916 unidades financiadas, mas mostrou perda de fôlego no mês: em agosto foram cerca de 12.977 operações, alta de 9% na comparação anual, porém queda de 9,1% frente a julho.
A modalidade de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) segue como a preferida do setor, com 150.594 operações no ano — avanço de 12,8% e equivalente a 82,5% de todo o financiamento de caminhões no período.
O desempenho do segmento de pesados acompanha um mercado de veículos aquecido de forma geral: agosto registrou 683.928 financiamentos de veículos no país, o melhor resultado para o mês em 15 anos, elevando o acumulado do ano a 5,136 milhões de unidades, alta de 10%.
Segundo a Trillia, o crescimento do crédito para caminhões chama atenção por ocorrer mesmo em um cenário de juros ainda elevados, resultado atribuído ao uso cada vez maior de dados na avaliação de risco de crédito e ao amadurecimento da infraestrutura do Sistema Nacional de Gravames (SNG), administrado pela própria B3.
Para as transportadoras da Bahia, o cenário indica que o crédito para renovação de frota segue disponível e em expansão, especialmente para veículos novos, ainda que o fôlego mais fraco no financiamento de usados no último mês mereça atenção de quem planeja comprar veículos seminovos nos próximos meses.
Fonte: Transporte Moderno