VAGAS EM LOGÍSTICA CRESCEM 9,2% NO TRIMESTRE, COM MOTORISTAS DE CAMINHÃO EM ALTA DE 20,7%, APONTA BNE

VAGAS EM LOGÍSTICA CRESCEM 9,2% NO TRIMESTRE, COM MOTORISTAS DE CAMINHÃO EM ALTA DE 20,7%, APONTA BNE

O número de vagas de emprego no setor de logística oferecidas por meio do Banco Nacional de Empregos (BNE) cresceu 9,2% do primeiro para o segundo trimestre deste ano, em mais um indicativo de recuperação do mercado de trabalho ligado ao transporte de cargas no país.

Segundo levantamento divulgado pela plataforma, entre abril e junho deste ano foram registradas 17.970 oportunidades no setor logístico, elevando o total do primeiro semestre de 2026 para 34.425 vagas anunciadas em todo o Brasil.

A função mais demandada no período foi a de motorista, com 2.199 vagas abertas, seguida por estoquista, com 1.615 oportunidades, e auxiliar de logística, com 1.128 vagas, três funções que concentram boa parte da mão de obra operacional do setor de transporte rodoviário de cargas.

Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestre, a vaga de motorista de caminhão teve alta de 20,7%, um dos crescimentos mais expressivos entre as funções pesquisadas, superado apenas pelo cargo de conferente de estoque, que avançou 26,1% no mesmo período.

Em termos regionais, a região Sudeste concentrou o maior volume de vagas no segundo trimestre, com 7.366 oportunidades e alta de 24,1% em relação ao trimestre anterior. São Paulo liderou entre os estados, com 4.273 vagas, um crescimento de 41,3%, enquanto Goiás teve a maior alta percentual entre os estados, de 37,7%, seguido por Minas Gerais e Ceará.

Apesar da concentração de vagas nas regiões Sul e Sudeste, o levantamento aponta que todos os estados do país tiveram oportunidades de emprego em logística anunciadas na plataforma ao longo do semestre, o que indica um movimento de aquecimento do mercado de trabalho do setor em abrangência nacional, e não restrito aos polos industriais tradicionais.

Para a Bahia, o crescimento da demanda por motoristas de caminhão em nível nacional é um indicativo de que as transportadoras do estado também devem sentir maior disputa por mão de obra qualificada nos próximos meses, o que reforça a importância de políticas de atração e retenção de motoristas, especialmente em um momento de renovação de frotas e de aumento da demanda por transporte ligada ao escoamento da safra.

Fonte: Transporte Moderno

PRF RESTRINGE TRÁFEGO DE CAMINHÕES EM RODOVIAS FEDERAIS NOS DIAS DE ELEIÇÃO

PRF RESTRINGE TRÁFEGO DE CAMINHÕES EM RODOVIAS FEDERAIS NOS DIAS DE ELEIÇÃO

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai restringir a circulação de caminhões de grande porte nas rodovias federais do país nos dois turnos das eleições deste ano, nos dias 4 e 25 de outubro. A medida integra a Operação Eleições e busca reduzir o risco de acidentes e congestionamentos em datas de forte deslocamento de eleitores pelas estradas.

A restrição foi divulgada pela própria corporação e vale para combinações veiculares que ultrapassem os limites regulamentares de largura, altura, comprimento ou peso bruto total combinado estabelecidos pelo Código de Trânsito Brasileiro. Segundo a PRF, o objetivo é liberar a capacidade das pistas simples para o tráfego de veículos leves no período de maior movimento.

Pelas regras da operação, ficam impedidos de circular os conjuntos com largura superior a 2,60 metros, altura acima de 4,40 metros, comprimento maior que 19,80 metros ou peso bruto total combinado superior a 58,5 toneladas. A restrição abrange todos os trechos de pista simples em rodovias federais do país.

Há exceções geográficas expressamente previstas: a medida não se aplica aos trechos federais do Mato Grosso do Sul, Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima, estados em que as condições de malha viária e de escoamento de produção levaram a PRF a manter a liberação do tráfego também nesses dois dias.

Caminhoneiros flagrados descumprindo a restrição nos trechos e horários determinados estão sujeitos a multa de R$ 130,16, perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação e retenção do veículo até o fim do período de restrição, quando então poderão retomar a viagem.

A Operação Eleições da PRF prevê ainda reforço de efetivo e de fiscalização nas estradas durante os dois turnos, com atenção especial aos pontos de maior fluxo de ônibus e veículos de passeio que transportam eleitores entre municípios.

Para as transportadoras baianas, a medida exige atenção redobrada ao planejamento de viagens de longa distância nos dias 4 e 25 de outubro, já que cargas que dependam de composições fora dos limites de peso e dimensão precisarão ser reprogramadas para horários ou datas fora da janela de restrição, sob pena de multa e retenção do veículo nas rodovias federais que cortam o estado.

Fonte: Blog do Caminhoneiro

PROGRAMA MAIS MOTORISTAS CONVOCA PRIMEIRO LOTE DE 13,9 MIL CANDIDATOS PARA MUDANÇA DE CATEGORIA DA CNH

PROGRAMA MAIS MOTORISTAS CONVOCA PRIMEIRO LOTE DE 13,9 MIL CANDIDATOS PARA MUDANÇA DE CATEGORIA DA CNH

O programa federal Mais Motoristas iniciou a convocação dos candidatos selecionados para financiamento da mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em um movimento que deve ampliar a oferta de motoristas habilitados para o transporte de cargas no país.

A primeira leva de convocações foi divulgada pelo SEST SENAT, entidade responsável pela gestão operacional do programa, após o início do processo nesta terça-feira, 29 de setembro.

Ao todo, 13.892 candidatos foram chamados nesta primeira etapa, dentro de um universo de 138 mil inscrições recebidas na edição de 2026 do programa, cujo prazo de inscrição havia se encerrado em 14 de julho.

O programa custeia a qualificação de condutores para as categorias C, D e E — exigidas para a condução de caminhões e veículos de carga pesada —, incluindo aulas práticas em Centros de Formação de Condutores (CFCs) credenciados e a prova prática no Detran de cada estado.

Entre os critérios de priorização definidos para a seleção estão a reserva de ao menos 60% das vagas para mulheres e de 50% para inscritos no Cadastro Único, além de prioridade a candidatos sem vínculo formal de trabalho e, em caso de empate, ao maior número de dependentes diretos. Para participar, é exigido no mínimo 19 anos de idade, CNH válida e ausência de infrações gravíssimas nos 12 meses anteriores à inscrição.

A convocação ocorre em meio à persistente escassez de motoristas profissionais habilitados relatada pelo setor de transporte rodoviário de cargas em todo o país, um dos principais gargalos operacionais apontados por transportadoras nos últimos anos.

Para as transportadoras baianas, a ampliação do número de motoristas habilitados nas categorias C, D e E tende a facilitar a reposição de mão de obra e pode, no médio prazo, contribuir para reduzir a pressão sobre os custos de contratação de condutores qualificados no estado.

Fonte: Mundo Logística

CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DIVERGEM SOBRE FINANCIAMENTO DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTE E LOGÍSTICA

CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DIVERGEM SOBRE FINANCIAMENTO DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTE E LOGÍSTICA

Os principais candidatos à Presidência da República apresentaram propostas distintas para a infraestrutura de transporte e logística do país, com divergências sobre a forma de financiamento e o papel do Estado nos investimentos do setor. O levantamento reúne as plataformas de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

O mapeamento foi motivado pela proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e pela relevância que o tema logístico ganhou na corrida eleitoral diante dos custos operacionais crescentes do transporte rodoviário de cargas no país.

Flávio Bolsonaro propõe R$ 900 bilhões em investimentos em infraestrutura, com a criação de corredores logísticos voltados à integração nacional, priorizando ferrovias como a Ferrogrão e a Transnordestina, financiadas por securitização de ativos, concessões e parcerias público-privadas. Ronaldo Caiado defende corredores estratégicos ligando produtores a portos, com foco em obras como a BR-163 e a Ferrovia Norte-Sul, além de um calendário permanente de leilões de infraestrutura.

Renan Santos quer ampliar a malha ferroviária de 30 mil para 40 mil quilômetros e elevar os investimentos em infraestrutura de 2% para 4% do PIB. Romeu Zema aposta em concessões e no mercado de capitais para reduzir a dependência de bancos públicos federais, enquanto Lula defende a continuidade do Novo PAC, combinando investimento público e privado e ampliando concessões rodoviárias e ferroviárias já em curso.

Augusto Cury propõe cinco corredores estratégicos de exportação, distribuídos entre Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, com integração entre modais para reduzir custos logísticos e ampliar as exportações nacionais. A menção direta ao estado reforça a relevância da Bahia nos planos de infraestrutura de escoamento discutidos no pleito.

Para o setor de transporte rodoviário de cargas, as propostas indicam que, independentemente do resultado eleitoral, o tema da modernização logística e da redução de custos operacionais deve permanecer na agenda do próximo governo. Na Bahia, onde o escoamento de grãos, celulose e outras commodities depende de rodovias federais e da conexão com portos, a inclusão do estado entre os corredores prioritários de um dos planos eleitorais reforça a expectativa do setor por investimentos que reduzam o custo logístico nos próximos anos.

Fonte: Transporte Moderno

PROJETO DE LEI PREVÊ ATÉ 14 ANOS DE PRISÃO PARA ROUBO DE CARGAS DE MEDICAMENTOS

PROJETO DE LEI PREVÊ ATÉ 14 ANOS DE PRISÃO PARA ROUBO DE CARGAS DE MEDICAMENTOS

A Câmara dos Deputados recebeu um projeto de lei que cria penalidades específicas para crimes envolvendo medicamentos, insumos farmacêuticos, hospitalares e dispositivos médicos, com pena de reclusão de até 14 anos para roubo de carga desses produtos — uma resposta legislativa pontual ao tema do aumento dos roubos de carga no país, já abordado de forma mais ampla pelo SETCEB nesta semana.

O PL 5.225/2026 foi protocolado em 31 de agosto e elaborado pelo Instituto Ética Saúde em parceria com a Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados (Abradimex) e a Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (Abraidi), no âmbito da Frente Parlamentar Mista da Saúde.

Pelo texto, furto e receptação de cargas desses produtos passam a ter pena de 4 a 10 anos de reclusão, enquanto o roubo pode chegar a 14 anos. As penas aumentam de um terço a dois terços quando envolverem medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf) do SUS, itens com cobertura da ANS ou dispositivos médicos classificados nas categorias III e IV pela Anvisa.

O projeto cita que o roubo de cargas causou prejuízo estimado em R$ 283 milhões em 2024, segundo levantamento da Deloitte/Overhaul, com São Paulo e Rio de Janeiro concentrando 77% das ocorrências. Em 2025, foram 8.570 casos de roubo de carga no Brasil, média de 23 por dia, e a participação dos medicamentos nos prejuízos totais saltou de 1,7% para 22,3% em um ano.

Paulo Maia, presidente da Abradimex, afirmou que o roubo de medicamentos especializados precisa ser tratado como uma questão que ultrapassa a esfera patrimonial, dado o risco à saúde pública representado pela comercialização irregular desses produtos.

O projeto ainda tramita na Câmara dos Deputados, sem data de votação definida. Caso avance, a proposta deve impactar diretamente o segmento de transporte de cargas farmacêuticas, elevando o rigor penal contra quadrilhas especializadas nesse tipo de roubo.

Para as transportadoras baianas que operam linhas de distribuição farmacêutica ou cargas de maior valor agregado entre a Bahia e os grandes centros do Sudeste, o avanço da proposta tende a reforçar a necessidade de investimento contínuo em rastreamento, escolta e gestão de risco, ao mesmo tempo em que sinaliza maior respaldo legal para a responsabilização de quadrilhas que atuam nas rodovias que cortam o estado.

Fonte: Frota&Cia

TRANSPORTADORAS CONSEGUEM NA JUSTIÇA REVERTER SUSPENSÃO APLICADA PELA ANTT POR DESCUMPRIMENTO DO FRETE MÍNIMO

TRANSPORTADORAS CONSEGUEM NA JUSTIÇA REVERTER SUSPENSÃO APLICADA PELA ANTT POR DESCUMPRIMENTO DO FRETE MÍNIMO

Transportadoras penalizadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) por descumprimento do piso mínimo de frete conseguiram decisões judiciais suspendendo as medidas cautelares impostas pelo órgão regulador.

Entre as empresas que obtiveram decisões favoráveis estão Motz, G10 Transportes, Transvale e VBR Logística, que recorreram à Justiça após a ANTT publicar as sanções administrativas.

Em 16 de setembro, a ANTT havia publicado medidas cautelares contra cinco transportadoras por reincidência no descumprimento do frete mínimo; em 23 de setembro, outras nove empresas foram incluídas em nova rodada de sanções. Entre os dias 17 e 18, parte dessas empresas obteve decisões judiciais suspendendo os efeitos das restrições.

As medidas da ANTT consistem na suspensão do registro das empresas no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), com efeitos a partir de 72 horas após a publicação e duração entre 5 e 30 dias. A sanção se aplica a empresas que acumulam mais de quatro infrações em seis meses, quando há risco concreto de continuidade da infração, prejuízo à fiscalização ou comprometimento da política de frete mínimo.

O arcabouço legal que sustenta a fiscalização é a Lei nº 15.485/2026, originada da Medida Provisória nº 1.343/2026, além das Resoluções ANTT nº 6.077 e 6.078, que tornaram obrigatório o uso do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) nas operações rodoviárias remuneradas de carga, vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e). As penalidades previstas podem chegar a R$ 1 milhão, com possibilidade de cancelamento do RNTRC por até dois anos e suspensão de até 45 dias em caso de reincidência.

O episódio expõe a tensão entre o rigor fiscalizatório da ANTT na aplicação do piso mínimo do frete e o questionamento judicial por parte das transportadoras, em um momento em que a própria tabela de frete mínimo acaba de ser reajustada em função da alta do diesel.

Para as empresas associadas ao SETCEB, o caso reforça a importância de manter rigoroso controle documental das operações de frete — sobretudo o correto preenchimento do CIOT e do MDF-e —, já que o descumprimento do piso mínimo passou a ser fiscalizado de forma mais incisiva pela ANTT, com risco real de suspensão do RNTRC mesmo havendo contestação judicial possível.

Fonte: Mundo Logística