por Setceb | ago 13, 2026 | Uncategorized
O fechamento prolongado do Sistema Cristo Redentor, principal corredor rodoviário entre o Chile e a Argentina, já provoca prejuízos estimados em US$ 10 milhões a empresas brasileiras de transporte de cargas, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira.
A informação foi divulgada por veículos especializados do setor de transporte, que apuraram o impacto da paralisação junto a transportadoras e entidades representativas da categoria. A passagem, também conhecida como Paso Los Libertadores, está fechada desde meados de julho por causa de fortes nevascas e do risco de avalanches na Cordilheira dos Andes.
Segundo dados das autoridades chilenas, a região acumula cerca de 6,6 metros de neve, volume considerado excepcional mesmo para os padrões da cordilheira. Equipes de viabilidade, defesa civil e da Escola de Alta Montanha do Exército chileno atuam na remoção da neve e no monitoramento do risco de avalanches ao longo da via.
O período de interdição já se aproxima de 30 dias, o que configura o segundo maior fechamento da história do complexo fronteiriço entre os dois países. Mais de dois mil caminhões permanecem retidos, a maior parte deles do lado argentino, na região de Mendoza.
Entre os veículos parados estão centenas de caminhões brasileiros impedidos de transportar cargas destinadas ao mercado chileno, um dos principais destinos de exportação da indústria e do agronegócio nacional na América do Sul. As transportadoras enfrentam custos extras com alimentação e hospedagem de motoristas, combustível consumido pelos veículos parados e reprogramação de toda a operação logística.
Soma-se a isso o risco de vencimento dos prazos dos regimes de trânsito aduaneiro internacional, o que pode gerar complicações burocráticas e financeiras adicionais para as empresas com cargas em trânsito no momento do fechamento da fronteira.
Danilo Guedes, vice-presidente de Relações Internacionais da NTC&Logística, entidade nacional que representa transportadoras de cargas, destacou a necessidade de maior cooperação entre os países e da construção de protocolos específicos para lidar com situações excepcionais que afetam o comércio internacional por via terrestre.
Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que o retorno à normalidade no corredor será gradual mesmo após a reabertura da fronteira, já que a operação logística nos dois lados da cordilheira precisará ser reorganizada de forma coordenada entre Brasil, Argentina e Chile, processo que pode se estender por dias ou até semanas.
O episódio reacende a discussão sobre a dependência do transporte rodoviário sul-americano de uma única rota de passagem pelos Andes para o escoamento de cargas entre o Mercosul e o Chile, sem alternativas logísticas robustas em caso de fechamento prolongado. Para transportadoras baianas que atuam em rotas de exportação e importação com destino a países da América do Sul, o episódio serve de alerta sobre os riscos operacionais e financeiros de rotas internacionais concentradas em corredores únicos, reforçando a importância de contingências logísticas e seguros adequados para operações de longa distância.
Fonte: Blog do Caminhoneiro
por Setceb | ago 13, 2026 | Uncategorized
O dólar fechou em queda nesta quarta-feira ante o real, recuando 0,28% na cotação à vista, negociada a R$ 5,146. O contrato futuro da moeda americana com vencimento em setembro, negociado na B3, também operou em baixa de 0,28%, cotado a R$ 5,168.
O movimento de queda da moeda americana esteve diretamente ligado à repercussão de dados de inflação divulgados nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% em julho e avançou 3,4% no acumulado de 12 meses, resultado que veio em linha com as expectativas do mercado.
A inflação americana sob controle reduz a pressão por novas altas de juros por parte do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, o que tende a diminuir a atratividade do dólar frente a outras moedas, incluindo o real.
No cenário doméstico, dados do setor de serviços brasileiro também influenciaram o comportamento do mercado. O segmento manteve-se estável na comparação mensal, mas registrou crescimento de 2,0% na comparação anual, superando previsões anteriores, que apontavam para uma possível retração.
Analistas do mercado financeiro afirmam que o câmbio segue sensível a qualquer sinalização sobre os próximos passos do Federal Reserve em relação aos juros americanos, além do cenário fiscal brasileiro, que continua no radar de investidores locais e estrangeiros.
Para o setor de transporte rodoviário de cargas, o comportamento do dólar tem efeito direto sobre uma série de custos operacionais das transportadoras, já que peças, pneus e equipamentos importados, além de insumos utilizados no refino de combustíveis, têm seus preços influenciados pela cotação da moeda americana.
Um dólar mais baixo tende a aliviar, ainda que de forma pontual, os custos de manutenção de frotas que dependem de componentes importados, cenário relevante para transportadoras baianas que operam com caminhões de marcas e peças ligadas a fornecedores internacionais.
O mercado financeiro deve seguir monitorando, nos próximos dias, novos indicadores econômicos nos Estados Unidos e no Brasil, que devem continuar pautando as oscilações da moeda americana e, por consequência, o planejamento financeiro de empresas expostas a custos em dólar, caso do transporte de cargas.
Fonte: Mercado Hoje
por Setceb | ago 12, 2026 | Uncategorized
A movimentação do transporte rodoviário de cargas para a Black Friday começa meses antes das promoções de novembro, com o volume de consultas por frete já em aceleração neste início de agosto.
O dado é de levantamento da plataforma Transvias, que reúne cadastro de mais de 8 mil empresas de transporte e é usada por embarcadores para consultar transportadoras, rotas e modalidades de carga em todo o país.
Segundo o levantamento, entre o início de agosto e a primeira quinzena de novembro o volume de consultas por frete na plataforma cresce em média 25%. A procura por operações de carga fracionada, modelo que consolida mercadorias de diferentes embarcadores em um mesmo veículo, sobe ainda mais, com alta de até 28% no mesmo intervalo. Eletroeletrônicos, moda e cosméticos estão entre os segmentos que mais antecipam seus embarques.
O movimento reflete a necessidade de embarcadores revisarem previsões de venda, negociarem capacidade de transporte e reorganizarem estoques com antecedência. Segundo Célio Martins, gerente de Novos Negócios do Transvias, é nesse período que muitos embarcadores começam a revisar previsões de venda, negociar capacidade de transporte e reorganizar estoques, já que quem deixa essa conversa para outubro normalmente encontra um mercado muito mais pressionado.
A antecipação também reflete mudanças no próprio formato da Black Friday, que deixou de se concentrar apenas na última sexta-feira de novembro e passou a se estender por semanas de campanhas, exigindo planejamento logístico mais longo. Martins observa que o desafio do setor mudou de escala: há alguns anos o foco era transportar grandes volumes, e hoje o desafio é entregar mais, para mais destinos e com prazos cada vez menores, o que exige planejamento e inteligência logística.
Para transportadoras e caminhoneiros autônomos, inclusive os que atendem cargas com origem ou destino na Bahia e no restante do Nordeste, o alerta é direto: negociar contratos e definir capacidade disponível já em agosto tende a garantir condições comerciais mais favoráveis do que aguardar a proximidade de novembro, quando a disputa por veículos e rotas se intensifica e os fretes spot ficam mais caros. A tendência também reforça a importância de investimento em carga fracionada e em roteirização eficiente para atender a pulverização crescente das entregas de e-commerce.
Fonte: Transporte Moderno
por Setceb | ago 12, 2026 | Uncategorized
As transportadoras brasileiras enfrentam um ambiente financeiro cada vez mais exigente. O aumento dos juros, a elevação dos custos operacionais e a redução das margens têm dificultado o acesso ao crédito e contribuído para o crescimento da inadimplência no setor. Diante desse cenário, empresas passaram a rever seus investimentos e priorizar a preservação do caixa.
Na avaliação da Rands, empresa de soluções financeiras da Randoncorp, os índices de atraso em financiamentos de caminhões e implementos apresentaram piora nos últimos meses, especialmente entre transportadoras que operam com elevado nível de endividamento ou menor capacidade de absorver o aumento dos custos.
Segundo o gerente de Negócios da instituição, Daniel Sierota, o cenário atual é resultado dos efeitos acumulados do longo período de juros elevados, que aumentou o custo do dinheiro e reduziu a capacidade financeira das empresas.
Além do crédito mais caro, despesas com combustível, manutenção, seguros, pedágios e o alongamento dos prazos para recebimento dos fretes passaram a pressionar ainda mais o fluxo de caixa das transportadoras.
Mesmo com esse ambiente mais desafiador, Sierota destaca que a carteira de financiamentos continua apresentando níveis considerados administráveis, reflexo de critérios mais rigorosos na concessão de crédito e de uma seleção mais criteriosa dos clientes.
Perfil do financiamento mudou
O comportamento das transportadoras diante do crédito também sofreu alterações.
Enquanto, em anos anteriores, a maior parte dos financiamentos era destinada à expansão ou renovação da frota, atualmente cresce a procura por operações voltadas à manutenção da liquidez e ao financiamento das despesas do dia a dia.
Segundo a Rands, esse movimento demonstra uma postura mais conservadora das empresas, que passaram a priorizar a estabilidade financeira diante das incertezas do mercado.
A estratégia também influencia a gestão da frota. Em vez de ampliar o número de veículos, muitas empresas têm concentrado esforços na substituição de unidades mais antigas ou recorrido a alternativas como locação e terceirização, modelos que reduzem a necessidade de investimento próprio e oferecem maior previsibilidade de custos.
Indicadores mostram aumento da inadimplência
Os números confirmam o momento de maior cautela vivido pelo setor.
Em entrevista publicada pela Transporte Moderno, o diretor executivo da Rands, Luis Felipe Szmidtke, informou que a inadimplência entre empresas do transporte rodoviário de cargas alcançou aproximadamente 4,5%, o maior índice registrado nos últimos 15 anos. Em períodos de maior estabilidade econômica, esse percentual girava próximo de 1%.
Outros indicadores seguem a mesma tendência. Dados da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef) apontam crescimento dos atrasos nos financiamentos de veículos para pessoas jurídicas. No Crédito Direto ao Consumidor (CDC), os contratos com atraso entre 15 e 90 dias passaram de 4,1% para 4,9% em um ano. No leasing empresarial, o índice aumentou de 0,6% para 1,5%.
Embora esses dados englobem diferentes segmentos econômicos, eles reforçam o ambiente de maior risco observado também no transporte rodoviário de cargas.
Frota pode ser comprometida em casos de inadimplência
A dificuldade para manter os pagamentos pode colocar em risco justamente o principal ativo das transportadoras: os caminhões.
Nos contratos firmados com alienação fiduciária, a inadimplência pode resultar em ações de busca e apreensão dos veículos financiados.
O advogado Gustavo Maffioletti explica, porém, que cada processo deve ser analisado individualmente, já que eventuais irregularidades na constituição da dívida ou nos procedimentos adotados pela instituição financeira podem ser discutidas judicialmente.
Segundo ele, quando existem fundamentos jurídicos consistentes, é possível buscar medidas que permitam à empresa permanecer com os veículos enquanto o processo é analisado, preservando a continuidade das operações.
Renegociação exige planejamento
Para as empresas que enfrentam dificuldades financeiras, renegociar dívidas pode ser uma alternativa importante, desde que o processo seja realizado com cautela.
Maffioletti recomenda que as transportadoras conheçam detalhadamente a composição dos contratos antes de aceitar novas condições propostas pelas instituições financeiras.
Segundo o especialista, incorporar valores ou encargos sem uma análise técnica pode ampliar ainda mais o endividamento e comprometer futuras negociações.
Move Brasil mantém estímulo à renovação da frota
Mesmo diante das restrições de crédito, programas públicos continuam incentivando investimentos no setor.
Por meio do BNDES Mais Mobilidade, o Move Brasil 2 já aprovou R$ 20 bilhões em financiamentos para aquisição de veículos pesados, praticamente esgotando os recursos disponíveis para a iniciativa.
Desse total, R$ 19,1 bilhões foram destinados às empresas transportadoras e R$ 900 milhões aos caminhoneiros autônomos.
Na avaliação da Rands, programas específicos de financiamento continuam sendo importantes para manter a renovação da frota em um período em que o crédito privado permanece mais seletivo e o custo financeiro ainda representa um dos principais desafios para o transporte rodoviário de cargas.
Fonte: Mundo Logística
por Setceb | ago 12, 2026 | Uncategorized
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou preocupação com o impacto das novas regras do piso mínimo do frete sobre os custos do agronegócio brasileiro, prevendo aumento nas despesas logísticas das cadeias produtivas do setor. O posicionamento é uma atualização de tema já tratado por este boletim, referente à nova lei do frete mínimo, agora sob a ótica do setor agropecuário, que se soma às reações de outros elos da cadeia produtiva à norma.
A manifestação da Faesp veio a público após a sanção, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 5 de agosto, da legislação originária da Medida Provisória nº 1.343/2026. A entidade argumenta que a intensificação da fiscalização e o endurecimento das sanções previstos na nova lei reduzem a flexibilidade das negociações entre produtores rurais e transportadores rodoviários de cargas.
Entre as principais mudanças legislativas citadas pela federação estão a intensificação da fiscalização sobre o cumprimento da tabela de pisos mínimos da ANTT e o endurecimento das sanções aplicáveis em casos de irregularidade, medidas que, segundo a entidade, tornam mais rígida a relação comercial entre produtores e transportadores.
A Faesp sustenta que as novas regras eliminam da negociação considerações historicamente relevantes para o setor, como a sazonalidade das safras, as particularidades regionais de cada operação e o aproveitamento do frete de retorno, elementos que, na avaliação da federação, ajudavam a equilibrar os custos de transporte no agronegócio.
A entidade destaca ainda a forte dependência do modal rodoviário pelo setor: entre 65% e 80% da produção agropecuária brasileira é escoada por caminhões, reflexo da baixa participação de outros modais no país, sobretudo o ferroviário, o que amplia a exposição do agronegócio a qualquer variação nos custos do frete rodoviário.
Segundo a Faesp, cadeias como as de cana-de-açúcar, grãos, café, carnes, leite e hortifrúti devem sentir aumento nos custos de frete e de insumos, o que tende a reduzir as margens dos produtores, afetar a competitividade das exportações brasileiras e pressionar os preços ao consumidor final.
A federação reafirmou sua intenção de buscar reverter pontos da legislação e defende, como alternativa aos gargalos logísticos do país, políticas de investimento em infraestrutura de transporte no longo prazo, em vez de medidas centradas apenas em fiscalização. Para as transportadoras e os caminhoneiros, inclusive os que operam na Bahia, o embate entre produtores rurais e o setor de transporte sobre o piso mínimo tende a se intensificar nas próximas semanas, especialmente em regiões de forte produção agrícola como o oeste baiano, onde o escoamento de grãos e algodão depende diretamente do transporte rodoviário e do cumprimento efetivo da tabela de preços mínimos nas rotas até portos e centros consumidores.
Fonte: Mundo Logística
por Setceb | ago 12, 2026 | Uncategorized
As rodovias estaduais BA-093 e BA-099, no litoral norte da Bahia, terão o tráfego alterado ao longo desta semana em razão de um conjunto de obras de manutenção e recuperação de pavimento conduzidas pelas concessionárias responsáveis pelos trechos. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 11 de agosto, pelo Jornal Correio.
Os serviços são executados pelas concessionárias Bahia Norte, responsável pela BA-093, e Litoral Norte, responsável pela BA-099, dentro do cronograma regular de conservação das rodovias sob concessão. As empresas emitiram alerta aos motoristas sobre bloqueios parciais de faixas e a adoção do sistema pare e siga em diversos pontos.
Na BA-093, as intervenções incluem desobstrução de bueiro no quilômetro 28, estabilização de talude nos quilômetros 0+50 e 4+600, recuperação de uma ponte localizada na BA-526, próximo ao quilômetro 22, e reparo profundo de pavimento na BA-526, no quilômetro 19.
Já na BA-099, a concessionária Litoral Norte realiza fresagem e recomposição de pavimento entre os quilômetros 110 e 125, substituição de defensas metálicas no quilômetro 9 e recuperação de pavimento no acesso à Praia do Forte, pela BA-874, entre os quilômetros 1 e 2.
As concessionárias orientam os condutores a reduzir a velocidade, respeitar a sinalização temporária e manter atenção redobrada nos trechos em obras, disponibilizando canais de emergência para eventuais ocorrências durante o período de intervenção.
Para as transportadoras associadas ao SETCEB que operam no litoral norte baiano, rota que dá acesso a polos turísticos, industriais e ao Porto de Aratu, a semana de obras exige planejamento de horários e rotas alternativas para minimizar atrasos nas entregas. Embora sejam intervenções pontuais de manutenção, a recorrência de bloqueios reforça a importância de acompanhamento constante das condições viárias por parte das empresas de frete, sobretudo em trechos que concentram tráfego pesado de cargas e turismo simultaneamente.
Fonte: Jornal Correio