por Setceb | mar 24, 2026 | Uncategorized
Uma solução baseada na geração de hidrogênio embarcado começa a ganhar espaço no mercado brasileiro como alternativa para reduzir o consumo de diesel em veículos pesados. Desenvolvido pela Economexim, o sistema pode ser instalado em caminhões, ônibus, vans e máquinas agrícolas, com o objetivo de aumentar a eficiência da combustão e reduzir os custos operacionais.
De acordo com a empresa, a tecnologia funciona por meio da geração de hidrogênio, que é injetado diretamente no sistema de combustão do motor a diesel. Esse processo promove uma queima mais eficiente do combustível, o que pode resultar em economia entre 25% e 40%, dependendo do tipo de veículo e das condições de operação.
Além da redução no consumo, o sistema também está associado a melhorias no desempenho do motor e na manutenção dos equipamentos. Entre os benefícios apontados estão maior eficiência na performance, redução do desgaste de componentes, menor necessidade de intervenções mecânicas e até a limpeza interna do sistema de combustão.
A aplicação da tecnologia tem se concentrado principalmente em operações com alto consumo de combustível, como o transporte rodoviário de cargas, o transporte coletivo e atividades do agronegócio. Nesses segmentos, o diesel representa uma parcela significativa dos custos, o que amplia o potencial de impacto de soluções voltadas à eficiência energética.
Segundo a Economexim, os equipamentos já acumulam mais de 3 milhões de quilômetros rodados em testes e aplicações práticas, com uma média de economia próxima a 37%. A empresa também informa que o sistema está disponível em diferentes configurações, adaptadas a variados perfis de veículos e operações.
por Setceb | mar 24, 2026 | Uncategorized
A combinação de oferta mais restrita, demanda aquecida e pressões do mercado internacional já começa a afetar o abastecimento de diesel no Brasil. Relatos de falta pontual em postos, atrasos nas entregas e até racionamento para grandes consumidores indicam um cenário de tensão no transporte rodoviário, embora ainda não haja desabastecimento generalizado no país.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o preço médio do diesel S-10 chegou a R$ 7,35 na semana de 15 a 21 de março, acumulando alta de 19,5% desde o fim de fevereiro. Apenas na última semana, o avanço foi de 6,68%, refletindo diretamente a escalada das cotações do petróleo no mercado internacional.
O movimento está ligado ao agravamento dos conflitos no Oriente Médio, que elevou o preço do barril e encareceu o diesel importado — responsável por cerca de 30% do consumo nacional. Com o combustível chegando ao Brasil até R$ 2,50 mais caro do que o praticado internamente pela Petrobras, importadores reduziram as compras, pressionando ainda mais a oferta disponível.
Nos primeiros dias de março, o volume importado caiu cerca de 60% na comparação anual, segundo a ANP, reduzindo significativamente a disponibilidade do produto. Ao mesmo tempo, a demanda segue elevada, impulsionada principalmente pelo escoamento da safra de soja, o que aumenta o consumo no transporte rodoviário de cargas e intensifica o desequilíbrio entre oferta e demanda.
Diante desse cenário, técnicos da ANP classificam o momento como de risco para o abastecimento nacional, especialmente se a retração nas importações continuar nas próximas semanas.
Gargalos na distribuição já aparecem nas estradas
Na prática, os primeiros sinais de restrição já são percebidos nas bombas. Caminhoneiros relatam episódios de falta temporária de diesel e necessidade de aguardar reposição para conseguir seguir viagem, o que evidencia dificuldades na logística de distribuição.
Os relatos indicam que o país enfrenta, neste momento, mais um problema de descompasso logístico do que uma ruptura total no abastecimento, com atrasos nas entregas e, em alguns casos, limitação no volume comercializado.
Segundo fontes do setor, a situação ainda é descentralizada, mas já atinge diferentes regiões do país, incluindo estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Há registros de atrasos em bases de distribuição e dificuldades de fornecimento em estados como São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso.
A restrição também tem impacto desigual entre os agentes do mercado. Empresas com contratos diretos com grandes distribuidoras continuam sendo atendidas com mais regularidade, enquanto transportadores que dependem de fornecedores intermediários enfrentam maior dificuldade para garantir o abastecimento.
Além disso, já há sinais de mudança de comportamento no mercado, com postos limitando o volume abastecido por veículo e agentes retendo produto diante da expectativa de novos aumentos de preços. Em algumas regiões, o diesel já ultrapassa R$ 8 por litro, ampliando a pressão sobre os custos operacionais.
O impacto financeiro é significativo, especialmente para transportadores autônomos e pequenas empresas. Viagens que consomem grandes volumes de combustível passaram a ter custos muito mais elevados, sem repasse proporcional no valor do frete, comprimindo as margens do setor.
Mercado reage, mas cenário ainda inspira atenção
Apesar das dificuldades, entidades do setor ainda classificam o cenário como controlado, com o abastecimento funcionando, embora com restrições pontuais. No entanto, há registros mais concretos de escassez em algumas regiões, como no Rio Grande do Sul, onde municípios já enfrentam falta de diesel e priorizam serviços essenciais.
Outras regiões também apresentam sinais de restrição, como o Rio de Janeiro, especialmente na Região dos Lagos, e o litoral de São Paulo, onde alguns postos passaram a limitar o abastecimento como forma de gerenciar estoques diante da incerteza na reposição.
Diante da pressão sobre a oferta, distribuidoras têm buscado alternativas para garantir o abastecimento. A Vibra Energia, por exemplo, ampliou o volume de importação de diesel para abril e afirma que não haverá falta do combustível em sua rede de postos com bandeira Petrobras.
Segundo a companhia, embora os estoques estejam mais baixos, eles vêm sendo recompostos por meio de compras no exterior, mesmo com custos mais elevados. Esse movimento ocorre após alertas do próprio setor ao governo e à ANP sobre os riscos ao abastecimento nacional.
Os efeitos da situação já começam a se espalhar pela economia, com impacto direto sobre o transporte de cargas e atividades que dependem intensamente do combustível. Entidades como Fecombustíveis, Abicom e Sindicom alertam para o risco de agravamento caso a redução das importações persista.
O governo federal anunciou medidas emergenciais, como concessão de crédito extraordinário e redução de tributos federais, além de discutir alternativas envolvendo o ICMS com os estados. Ainda assim, agentes do mercado avaliam que as ações podem não ser suficientes diante da velocidade das mudanças no cenário internacional.
A Petrobras informou que mantém suas refinarias operando em capacidade máxima e que está ajustando a logística para ampliar a oferta. Mesmo assim, com o mercado global ainda instável, o Brasil segue exposto a oscilações de preços e riscos na cadeia de suprimento.
Por enquanto, o país não enfrenta um desabastecimento generalizado, mas já convive com um mercado mais apertado, marcado por alta de preços, atrasos na distribuição e episódios pontuais de falta de diesel em diferentes regiões.
por Setceb | mar 24, 2026 | Uncategorized
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, em 20 de março de 2026, a Portaria SUROC nº 04, que estabelece o reajuste extraordinário dos coeficientes dos pisos mínimos de frete. A medida foi acionada pelo mecanismo conhecido como “gatilho do diesel”, previsto na Lei nº 13.703/2018, que determina a atualização sempre que houver variação igual ou superior a 5% no preço do combustível.
De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel S10 passou de R$ 6,89 para R$ 7,35 por litro entre os dias 15 e 21 de março de 2026, representando um aumento de R$ 0,46. Essa elevação foi suficiente para acionar o reajuste automático da tabela de frete em todo o país.
Com a atualização, houve alteração nos coeficientes de custo por deslocamento (CCD), que impactam diretamente o valor do frete por quilômetro rodado. Considerando todas as tabelas, o coeficiente médio passou de R$ 6,368/km para R$ 6,585/km, refletindo o aumento nos custos operacionais das transportadoras. Já o coeficiente de carga e descarga (CC) permaneceu inalterado, mantendo o valor fixo de R$ 478,76.
A análise das tabelas indica que a Tabela D, referente às operações de alto desempenho com contratação apenas da unidade de tração, apresentou a maior variação média, com alta de 3,80%. No cenário geral, o impacto médio do reajuste sobre o transporte rodoviário de cargas foi estimado em 3,25%.
Quando analisadas as categorias de carga de forma isolada, o maior impacto foi registrado no transporte de cargas frigorificadas ou aquecidas, também dentro da Tabela D, com aumento de até 4,19% nos coeficientes de deslocamento. Esse tipo de operação tende a ser mais sensível às variações de custo devido às exigências específicas de conservação da carga.
Por outro lado, as operações de carga granel pressurizada, enquadradas na Tabela A do transporte de carga lotação, apresentaram a menor variação entre as categorias, com ajuste de aproximadamente 1,25%.
Com a nova tabela já em vigor, transportadores que seguem o piso mínimo devem aplicar os valores atualizados conforme a Portaria SUROC nº 04. A atualização busca manter o equilíbrio econômico das operações diante das oscilações no preço do diesel, principal insumo do setor.
por Setceb | mar 23, 2026 | Uncategorized
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizou, neste mês de março, uma nova atualização nos valores da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). A medida foi motivada pelo aumento contínuo no preço do óleo diesel no mercado nacional.
A nova tabela de fretes entrou em vigor em todo o país após a publicação da Portaria Suroc nº 4/2026, divulgada em edição extra do Diário Oficial da União na última sexta-feira (20).
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que, entre os dias 15 e 21 de março de 2026, o preço médio do diesel S10 ao consumidor atingiu R$ 7,35 por litro.
Esse valor representa um aumento de 6,68% em relação ao preço de referência anterior, de R$ 6,89 por litro, que havia sido utilizado no reajuste realizado no dia 13 de março.
A atualização segue o que determina a Lei nº 13.703/2018, que estabelece a obrigatoriedade de revisão da tabela de frete a cada seis meses ou sempre que a variação do preço do diesel atingir ou ultrapassar o patamar de 5%.
Novos valores do frete por quilômetro rodado
De acordo com a ANTT, o reajuste impacta diretamente os valores de custo por quilômetro rodado, conhecidos como CCD, considerando variáveis como tipo de carga, quantidade de eixos e modelo operacional.
Os custos relacionados às operações de carga e descarga não sofreram alterações nesta atualização.
No transporte rodoviário de carga lotação, os valores passam a variar entre R$ 3,6028 e R$ 11,6113 por quilômetro rodado.
Já nas operações com contratação apenas da unidade de tração, os valores ficam entre R$ 5,2729 e R$ 9,9128 por quilômetro rodado.
No caso do transporte de carga lotação em operações de alto desempenho, os valores variam de R$ 3,0257 a R$ 9,8181 por quilômetro rodado.
Para operações de alto desempenho com contratação exclusiva da unidade de tração, os valores passam a variar entre R$ 4,5780 e R$ 8,6508 por quilômetro rodado.
A nova tabela já está em vigor desde a data de publicação e deve ser aplicada em todas as operações realizadas no território nacional.
Reforço na fiscalização e aumento das penalidades
A atualização da tabela ocorre no mesmo contexto em que o Ministério dos Transportes e a ANTT anunciaram medidas para intensificar a fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete.
As ações incluem a aplicação de penalidades mais severas para casos de descumprimento, com multas que podem variar de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação irregular.
A Medida Provisória nº 1.343/2026 também prevê a possibilidade de suspensão ou cancelamento do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC).
Além disso, a norma amplia a responsabilização para toda a cadeia envolvida nas operações, podendo atingir transportadoras, embarcadores, intermediadores e até plataformas digitais de contratação de frete.
Em casos mais graves, a legislação permite a desconsideração da personalidade jurídica das empresas envolvidas, alcançando sócios e grupos econômicos.
por Setceb | mar 23, 2026 | Uncategorized
Já estão em vigor em todo o Brasil as novas regras para o transporte rodoviário de cargas, com destaque para a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes do início de qualquer frete. A medida, regulamentada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), tem como objetivo garantir o cumprimento do piso mínimo do frete e impedir a realização de operações irregulares ainda na fase de contratação.
De acordo com a ANTT, o CIOT passa a funcionar como um mecanismo de controle direto sobre o mercado, já que não será emitido para fretes contratados abaixo do valor mínimo estabelecido. Na prática, isso impede que operações fora das regras sejam realizadas, bloqueando o transporte antes mesmo do início da viagem e garantindo maior proteção ao caminhoneiro.
A fiscalização também ganha escala com a integração do código ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), permitindo o monitoramento automatizado das operações em todo o território nacional. Com isso, o controle deixa de depender exclusivamente de abordagens em rodovias e passa a atuar de forma preventiva e digital.
Além disso, o CIOT se torna peça central na organização das informações do transporte, reunindo dados completos sobre a operação, como identificação dos contratantes, transportadores, tipo de carga, origem, destino e valores pagos pelo frete.
A implementação da medida atende a uma demanda antiga dos caminhoneiros, especialmente em um cenário de pressão sobre os custos operacionais, influenciado pela alta do diesel no mercado internacional em meio a conflitos no Oriente Médio.
Segundo a ANTT, sem a emissão do código o frete não poderá ser realizado, o que reforça o caráter obrigatório da nova regra e reduz significativamente o espaço para práticas irregulares no setor.
Penalidades e responsabilidades mais rígidas
A legislação também estabelece penalidades específicas para o descumprimento das novas regras. Operações realizadas sem o registro do CIOT estarão sujeitas a multa de R$ 10,5 mil por ocorrência.
Nos casos de contratação reiterada de fretes abaixo do piso mínimo — caracterizada por mais de três autuações em um período de seis meses — poderá haver a suspensão do Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas (RNTRC).
Se houver reincidência, o registro poderá ser cancelado, impedindo a atuação da empresa no setor por até dois anos, conforme previsto nas normas vigentes.
A medida também define de forma clara as responsabilidades na emissão do CIOT. Quando houver participação de transportador autônomo de cargas, a obrigação será do contratante. Nos demais casos, a responsabilidade ficará a cargo da empresa de transporte.
Além disso, empresas que insistirem em contratar fretes abaixo do piso mínimo poderão sofrer multas que variam entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões por operação irregular. Em situações mais graves, a norma permite alcançar sócios e grupos econômicos, desde que comprovadas irregularidades como abuso ou confusão patrimonial.
O governo destaca que as penalidades mais severas, como suspensão e cancelamento de registro, não se aplicam ao transportador autônomo, mas sim aos contratantes, reforçando a proteção a esse público.
por Setceb | mar 23, 2026 | Uncategorized
O Governo Federal anunciou, na quarta-feira (18), um conjunto de medidas para ampliar a fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo do frete rodoviário e responsabilizar empresas que descumprem a legislação de forma recorrente. As ações foram apresentadas pelo Ministério dos Transportes e têm como foco principal proteger os caminhoneiros contra fraudes nos valores de frete e garantir maior equilíbrio no mercado.
Um dos principais avanços é a implementação da fiscalização eletrônica integral das operações de transporte em todo o país. A medida foi viabilizada por meio da integração de bases de dados com os fiscos estaduais, permitindo um acompanhamento mais amplo e preciso das operações. Segundo o ministro Renan Filho, a parceria com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) possibilita acesso a informações sobre a circulação de mercadorias, o que fortalece a capacidade de monitoramento da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
De acordo com o ministro, a fiscalização já vinha sendo ampliada de forma significativa nos últimos anos. O volume de monitoramento eletrônico, que era de cerca de 300 registros mensais no início do governo, passou para aproximadamente 6 mil ao longo do ano passado e alcançou cerca de 40 mil autuações em janeiro de 2026. Após uma leve redução em fevereiro, em função do período de Carnaval, a expectativa é que os números voltem ao mesmo patamar em março, consolidando a meta de fiscalizar integralmente os fretes realizados no Brasil.
Além do aumento no monitoramento, o governo também prepara mudanças nas normas para endurecer o tratamento dado a empresas que descumprem de forma reiterada o piso mínimo do frete. A proposta busca diferenciar falhas pontuais de práticas recorrentes que prejudicam os caminhoneiros e distorcem a concorrência no setor.
Entre as medidas em estudo estão restrições operacionais para empresas reincidentes, como o impedimento de contratação de novos fretes e, em casos mais graves, a suspensão ou até o cancelamento do registro para atuação no transporte rodoviário de cargas. A intenção é reduzir práticas irregulares e garantir condições mais justas de mercado.
As ações fazem parte de uma estratégia mais ampla do Governo Federal para fortalecer a política do piso mínimo do frete, assegurando renda adequada aos transportadores e promovendo maior equilíbrio competitivo entre as empresas do setor.
Medidas também avançam sobre condições de descanso dos motoristas
Paralelamente às ações de fiscalização, o governo também tem atuado para aprimorar as condições relacionadas ao cumprimento da legislação de descanso dos caminhoneiros. A iniciativa envolve o Ministério dos Transportes e a Advocacia-Geral da União (AGU), que trabalham na construção de soluções que garantam segurança jurídica e operacional.
Segundo o ministro, o cumprimento das regras de descanso exige um planejamento logístico mais estruturado e uma infraestrutura adequada ao longo das rodovias. Nesse sentido, o país já avançou na implantação de pontos de parada e descanso, com diversas unidades em funcionamento e outras previstas para os próximos anos.
A proposta é estabelecer um modelo de transição que permita o cumprimento da legislação sem comprometer a operação das empresas, facilitando o planejamento das viagens e reduzindo as dificuldades enfrentadas pelos caminhoneiros nas estradas.